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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Emirados Árabes é um dos mercados-alvo para a exportação de orgânico do Brasil



 
Os Emirados Árabes Unidos são um dos mercados-alvo da indústria brasileira de produtos orgânicos, que no ano passado exportou em torno de US$ 130 milhões, segundo dados do Organics Brasil, programa da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) que divulga o setor no mercado internacional.
Para o diretor do projeto, Ming Liu, o país árabe tem um grande potencial de aumento no consumo de produtos orgânicos: “Principalmente em Dubai, onde é grande o número de expatriados, turistas e visitantes, que incentivam a demanda por esse tipo de produto”, explica.
O Organics Brasil está programando para o segundo semestre uma missão de prospecção para os Emirados. O objetivo é mapear o mercado e, quem sabe, incluir a Menope (Feira de Produtos Orgânicos do Oriente Médio, na sigla em inglês), que ocorre em Dubai em novembro, no calendário anual do projeto a partir de 2018.
Há alguns anos o executivo esteve em Dubai e pôde conferir que a demanda por orgânicos é crescente. “Nosso grande desafio é convencer as empresas a apostar neste mercado”, diz Liu. Hoje, Estados Unidos, Alemanha e França são os principais destinos dos produtos brasileiros – e é nestes países que as empresas brasileiras direcionam seus esforços. “Até pelo fato de passarmos por um momento de crise, elas não querem arriscar”.
As exportações brasileiras para os Emirados Árabes ainda são tímidas: “Não chegam a US$ 2 milhões”, calcula Liu. Mas há vantagens que justificam esse interesse da Organics Brasil pelo mercado do Golfo. A principal é o fato de os Emirados facilitarem a certificação dos produtos: nos demais países, é preciso certificar ingrediente por ingrediente, o que não é exigido pela nação árabe.
“Imagine uma barrinha de cereal, que é composta por diversos ingredientes, sendo alguns inclusive importados. Ter que certificar um a um demanda um trabalho maior. Até por isso as empresas brasileiras costumam exportar produtos mais básicos”, explica Liu, citando o açúcar orgânico, castanhas, mel e frutas como os principais itens exportados.
No ano passado as exportações brasileiras cresceram 15% em volume, embora tenham empatado em faturamento, por mudança de “mix” de produtos e variação cambial.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

O mercado global orgânico continua a crescer em todo o mundo

A empresa de pesquisa de mercado Organic Monitor estima que o mercado global de alimentos orgânicos atingiu 81,6 bilhões de dólares em 2015 (aproximadamente 75 bilhões de euros). Os Estados Unidos são o principal mercado com 35,9 bilhões de euros, seguidos da Alemanha (8,6 bilhões de euros), da França (5,5 bilhões de euros) e da China (4,7 bilhões de euros). Em 2015, a maior parte dos principais mercados apresentou taxas de crescimento de dois dígitos. A maior despesa per capita foi na Suíça (262 euros), e a Dinamarca tem a maior quota de mercado orgânico (8,4% do mercado alimentar total).

Mais de dois milhões de produtores

Em 2015, foram registrados 2,4 milhões de produtores orgânicos. A Índia continua a ser o país com o maior número de produtores (585.200), seguido pela Etiópia (203.602), e o México (200.039).

Mais de 50 milhões de hectares de terras agrícolas orgânicas

Um total de 50,9 milhões de hectares foram geridos organicamente no final de 2015, representando um crescimento de 6,5 milhões de hectares comparados a 2014, o maior crescimento já registrado. A Austrália é o país com a maior área agrícola orgânica (22,7 milhões de hectares), seguido pela Argentina (3,1 milhões de hectares) e os Estados Unidos da América (2 milhões de hectares). Quarenta e cinco por cento das terras agrícolas orgânicas globais estão na Oceania (22,8 milhões de hectares), seguidas pela Europa (25 por cento, 12,7 milhões de hectares) e América Latina (13 por cento, 6,7 milhões de hectares).

Dez por cento ou mais das terras agrícolas são orgânicas em onze países

O Liechtenstein (30,2 por cento), a Áustria (21,3 por cento) e a Suécia (16,9 por cento) são os países com a maior quota de terras agrícolas orgânicas do seu total de terras agrícolas. Em onze países, 10% ou mais de todas as terras agrícolas são orgânicas.


quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

O benefício social de cenouras orgânicas é de € 1382 / ha por ano

A Nature & More fez um estudo pra analisar o custo social dos alimentos orgânicos da empresa Krispijn van den Dries. Os resultados mostram que na Holanda os números para os alimentos orgânicos são melhores do que para os produtos convencionais. As cenouras multicoloridas da Krispijn proporcionam um benefício social de 1382 euros por hectare por ano devido ao seu baixo impacto no clima, na água e no solo, em comparação com as cenouras convencionais. 
A diferença entre orgânico e convencional é especialmente grande em termos de impacto no solo. A produção de alimentos sempre tem todos os tipos de custos ocultos, como os custos para a purificação das águas subterrâneas. Estes “custos externos” não são pagos pela cadeia produtiva e, por conseguinte, não serão expressos no preço do produto, para garantir que o preço para o consumidor permaneça baixo. Um projeto de lei a respeito disso chegará ao governo eventualmente e por esse caminho ele chegara no preço para o contribuinte, que pensava que estava melhor financeiramente, por exemplo, por causa do imposto sobre a água. 
Graças a Organização Mundial de Alimentação (FAO), os custos ocultos podem agora ser calculados, e se conhecerá a pegada da produção. A Nature & More, distribuidora internacional de frutas e vegetais orgânicos, começou a calcular esses valores para seus produtores e esta tornando público. Depois de várias frutas importadas, agora os custos das cenouras tradicionais holandesas da Krispijn van den Dries de Ens foram calculados. 
As avaliações foram realizadas pela Soil More International. Os números mostram que as cenouras da Krispijn, comparadas às cenouras convencionais, têm um benefício social de 125 euros para o clima, 108 euros para a água e 1149 euros para o solo, por hectare por ano. Os benefícios para a biodiversidade, saúde e impacto social não foram utilizados nestes cálculos. Por quilo, as diferenças também são positivas.  "Nós somos muito cuidadosos com o nosso solo. Primeiro, temos uma rotação de culturas muito extensa de 12 anos e usamos muito composto caseiro. Fazemos apenas o mínimo na lavoura, o que significa que não aramos, e plantamos a um máximo de 10 a 15 centímetros. Isso mantém vivas as criaturas que vivem no solo. E temos um sistema de pista de condução para evitar a compactação do solo.” Afirmou um dos produtores orgânicos da Krispijn.
O jovem produtor orgânico acrescenta: "Eu desejo que o verdadeiro custo dos alimentos fosse calculado para mostrar quais os custos que economizamos a sociedade como agricultores orgânicos. É importante criar um jogo igualitário para os produtores sustentáveis, porque isso não é o caso agora”, finalizou.


terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Estados Unidos irá aumentar a produção de alimentos orgânicos nos próximos anos

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estão tentando aumentar a produção de alimentos orgânicos no país porque a demanda está superando o volume produzido. Eles planejam permitir que os agricultores orgânicos parem de vender seus produtos por um preço elevado por este motivo, que esta fora do preço normal diante dos produtos convencionais. Eles esperam que, fazendo isso, eles possam aumentar a oferta e ajudar a cobrir os custos dos orgânicos.
Em 2015, as vendas totais de produtos orgânicos atingiram um recorde de US $ 43,3 bilhões, um aumento de 11% em relação ao nível recorde do ano anterior, de acordo com a Organic Trade Association. Esses números mostram uma crescente demanda por produtos orgânicos. O programa vai "facilitar o investimento na agricultura de transição através de um conjunto consistente de regras e, finalmente, apoiar o crescimento contínuo da agricultura orgânica", disse o USDA em um comunicado. 
Os agricultores devem cultivar durante três anos sem utilizar substâncias proibidas, como sementes geneticamente modificadas e pesticidas sintéticos, para serem certificadas como totalmente orgânicas. 

"Aqueles que estão mudando suas terras agrícolas para a produção orgânica deve seguir os mesmos regulamentos que aqueles que já foram totalmente certificados", o USDA esta tentando combater uma brecha onde os agricultores estão marcando produtos como orgânicos quando ainda estão em transição. Os agricultores que desejem abandonar o período de transição terão de cumprir os regulamentos por um período máximo de um ano e, após esse ano, deverão ser certificados por agentes credenciados pelo USDA. 

fonte: reuters.com 

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Agricola Fernandes - uma longa história de agricultura orgânica

A história da Azienda Agricola Ferrandes, localizada na província de Latina na Sicilia, Itália, remonta à década de 1980 com o cultivo de vinhas para a produção de uvas de mesa e vinho. em 1986-87 toda a área foi convertida para a produção orgânica. Hoje em dia, a empresa está começando a empregar técnicas de cultivo biodinâmico e compartilha valores "Terre di Ecor" - uma escolha feita para mostrar amor e respeito pela terra e um compromisso de produzir frutas e legumes orgânicos de alta qualidade. 
Salvatore Ferrandes vem empregando técnicas de cultivo orgânico há mais de 20 anos, pois acredita que é a única abordagem que respeita o meio ambiente. Ele escolheu este caminho, pois não estava satisfeito com a forma como as coisas estavam indo no mundo agrícola tradicional. 
Além de kiwis, melancias e morangos, a empresa também produz alface, berinjelas, batatas e tomates. "Eu amo a Sicília, é a mais bela região do mundo, eu nasci em Pantelleria, mas tenho vivido em Latina desde que meu pai se mudou com nossa família lá em 1964. Ele começou com uma vinha, que eu transformei em frutas e legumes ".
A empresa abrange 45 hectares, que é perfeita para a agricultura graças ao seu solo fértil, clima ideal e proximidade com o mar. 
"No entanto, muito trabalho árduo é necessário, especialmente para as culturas orgânicas.Para produzir cenouras orgânicas você precisa realmente lutar muito e os rendimentos não são os mesmos que obtidos com técnicas de produção integrada.As plantas precisam de mais tempo para crescer, mas o sabor é diferente e o produto é mais saudável. ""O mundo inteiro deve se concentrar na agricultura orgânica, pois é a única maneira de apreciar os aromas e o sabor de frutas de forma saudável. O que costumava ser natural e orgânico é agora uma exceção, mas costumava ser a norma para nossos avós. É trabalho duro e o tempo nunca é suficiente.Toda a terra é cultivada ao mesmo tempo que, além de rotações, também usamos estrume fresco, que colocamos no inverno. 
O negócio emprega cerca de 20 pessoas, das quais 4 fazem parte da família Fernandes. O principal produto durante 10 meses por ano é o kiwi, enquanto morangos são cultivadas na primavera. Temos unidades refrigeradas e niveladoras, para que possamos classificar as frutas, armazená-lo e vendê-lo até maio-junho. “
"Não há muitos produtos este ano, mas a qualidade é muito boa. Nossos kiwis são os melhores da Itália. Além disso, como nós empregamos técnicas orgânicas, não há problemas de bacteriose. A demanda é bastante alta, eu Diria que os kiwis são tão populares quanto às maçãs. "
Os produtos principais da companhia são: kiwis (novembro a maio-junho, cerca de 200 toneladas em 6-7 hectares), melancias e mini-melancias (junho a agosto, em aproximadamente 4-5 hectares com uma estufa), morangos em estufa (3 hectares) e vegetais de campo aberto.
O cliente mais importante é a ECOR NaturaSì, uma cadeia com 300 lojas na da Sicília ao Piemonte na Itália. "Nós entregamos produtos em caixas fornecidos por eles, estamos também buscando ampliar nossa gama de produtos e inovar o que fazemos!"Finalizou Fernandes.


sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Qual o tamanho da área de cultivo de orgânicos na Espanha?

Nem todos os espanhóis gostam de produtos orgânicos, mas o cultivo orgânico espanhol está aumentando. Devido à crescente demanda européia de produtos orgânicos, as empresas estão mudando completamente ou apenas aumentando sua produção orgânica. De acordo com o Eurostat, a Espanha tinha quase dois milhões de hectares de agricultura orgânica e horticultura em 2015, 30 por cento dos quais ainda estava sendo comutada. Estas áreas continham principalmente a produção de grãos e criação de gado, mas o aumento de 21,9 por cento em comparação com a área orgânica de 2010 indicam uma tendência. Da área, mais de 450.000 hectares foram utilizadas para o cultivo de grãos e legumes. Aproximadamente 3 por cento, ou cerca de 13.500 hectares, foi destinada para o mercado de legumes frescos. Em 2014, era 11.690 hectares, e em 2013 era apenas 8.654 hectares. Em 2012, a área orgânica espanhola era maior, cerca de 10.236 hectares. Da área, cerca de 1.000 hectares é horticultura de estufa orgânica em Almería de acordo com a Coexphal, e esse número duplicou em poucos anos. "Até há poucos anos, apenas cadeias especializadas tinham interesse nisso, mas agora todas as partes comerciais pedem produtos orgânicos", explicou o gerente Luís Miguel Fernandez durante o simpósio orgânico organizado no início deste ano pela Coexphal. 
A Murgiverde é uma das empresas com uma produção orgânica crescente. A cooperativa tem 700 membros, que juntos produzem 160 toneladas por ano. "O orgânico está crescendo significativamente", diz Ingeborg van Geldermalsen, membro da equipe comercial Murgiverde. "Um número crescente de horticultores está mudando. Esperamos uma expansão de 25% este ano. Até agora temos uma área orgânica de 400 hectares, de nossa superfície total de 1.500 hectares. "
A Vicasol reconhece também a evolução no mercado orgânico. A maioria dos clientes da Vicasol (85%) é constituída por varejistas em toda a Europa. "E o maior aumento nos dias de hoje está acontecendo no segmento orgânico", diz Stephan van Marrewijk da Vicasol. "Nós já temos uma área orgânica bastante grande, e é também onde o crescimento acontecerá nos próximos anos. Muitos horticultores estão mudando agora. A demanda por vegetais orgânicos está aumentando significativamente para nossos clientes, e nós vemos isso como uma enorme oportunidade para o futuro para atender a essa demanda”.
A agricultura holandesa também está familiarizada com a demanda por produtos orgânicos, mas os agricultores ainda não gostam do som da mudança. Isso é em parte devido ao cultivo em substrato, que é padrão nos Países Baixos. O cultivo orgânico requer cultivo no solo, o que muitas vezes já acontece na Espanha. Isso torna a produção orgânica menor. De acordo com o Eurostat, cerca de 6.230 hectares foram dedicados ao cultivo orgânico de legumes frescos nos Países Baixos em 2015 (cobertos e ao ar livre).   
Mas há uma desvantagem para as áreas crescentes. Richard Soepenberg da Frunet-Bio acha que o orgânico está aumentando muito rápido na Espanha. Ele espera que o mercado atinja um ponto de saturação, após o qual o comércio de convencionais em particular retornará rapidamente ao seu nível usual.

Fonte:  http://www.fepeco.es/  

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

EUA: hidroponia pode permanecer orgânica, ao menos por enquanto

Os produtores norte-americanos de cultivos hidropônicos podem continuar a rotular os seus produtos como orgânicos certificados. Bem, pelo menos por um tempo. Para ser mais preciso; Até a próxima reunião do Conselho Nacional de Padrões Orgânicos em abril de 2017. O conselho consultivo teve um tempo difícil discutindo o regulamento atual em St. Louis na semana passada e decidiu adiar o voto controverso. 
O debate sobre se as culturas, sem qualquer tipo de solo ou cultivadas em um meio como turfa deve ser qualificado como cultivados organicamente, foi aquecido ao longo dos últimos meses. Em resposta, um grupo de produtores de hidropônicos uniu-se e formou a Coalition of Sustainable Organics, defendendo que "é necessário que o cultivo em estufas continue sendo incluído como uma opção orgânica para alimentar uma população crescente". O grupo diz que os padrões orgânicos atuais - que permitem produtos orgânicos containerizados - funcionam bem desde que foram adotados em 1990 como parte da Lei de Produção de Alimentos Orgânicos. O USDA que realizou uma extensa avaliação desses padrões em 2010, por meio do Programa Nacional Orgânico, e afirmou a legitimidade dos produtos orgânicos cultivados através de métodos de contêineres tem dito que mudanças de regras que têm funcionado por mais de 25 anos, especialmente neste momento, é irresponsável e ruim para os consumidores 
No outro lado do debate, os produtores orgânicos, que utilizam solo, estão unidos. Eles são apoiados por diversos organismos, como o Instituto Cornucópia, que alega que o USDA permitiu que mais de 100 operações estrangeiras e domésticas, sem solo, se tornassem orgânicas certificadas. "Isto está criando uma concorrência desleal para os produtores em solo dos EUA. Um dos problemas é que no comércio internacional na maioria dos países é proibido a certificação orgânica de produtos hidropônicos sem solo, incluindo os 28 países da União Européia, México, Japão e Canadá. “
Na semana passada, a NOSB votou por 10-4 para enviar de volta à comissão a decisão de permitir que a produção hidropônica seja certificada orgânica. A NOSB, com novos membros, votará novamente sobre a questão durante sua reunião de abril do próximo ano.


Fonte: USDA

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Eles fabricam iogurte orgânico com know-how único

Satisfazer o gosto do publico e produzir com ética, são os dois princípios que norteiam os franceses Sébastien Branche e Alain Blin em sua fazenda, Le Cret de la Fée em Saint-Just-d'Avray, eles distribuem os seus iogurtes e sobremesas para as empresas locais, incluindo Lamure, Civrieux, e em alguns pontos de venda em Beaujolais e Lyons .
Sébastien Branche explica: "Os consumidores de nossos produtos questionam a origem geográfica dos seus alimentos, os modos de produção e o desenvolvimento econômico, social e ambiental de sua compra. Eles querem produtos mais responsáveis ​​e éticos. No entanto, um segundo movimento, os programas de culinária, leva os cidadãos a produtos mais saborosos. O sabor continua a ser o primeiro critério. E com essa vontade geral, emerge uma nova economia. Ao escolher a agricultura orgânica e nossa ética pessoal, nós nos encaixamos nesse desenvolvimento sustentável”.
Com 30 vacas leiteiras Montbéliarde em um ambiente protegido do Beaujolais Vert, onde agricultura orgânica é dominante, Branche afirma, "Estamos voltados para a exploração do leite orgânico, com a escolha de ingredientes nobres 100% orgânicos e know-how único, oferecemos 8 tipos de  iogurte (simples ou morango, damasco, amora, cereja, pêra, tangerina e figo) e iogurtes bebíveis (morango, manga e baunilha ). Nesta época festiva, oferecemos um delicioso leite com chocolate, e sobremesas de cremes (de chocolate, sabor avelã e gengibre) e pudim de semolina tradicional. "Finalizou Branche.


Fonte: http://www.leprogres.fr

domingo, 27 de novembro de 2016

O que é que os consumidores alemães pensam quando vêem "orgânico"?


Os produtos orgânicos estão vendendo como pão quente. Em 2015, as vendas geradas na Alemanha aumentaram cerca de 11% em relação ao ano anterior. No entanto, a aplicação da regulamentação da União Europeia em matéria de produção biológica varia muito entre os membros individuais da Comunidade. É por isso que a UE pretende adotar um novo conjunto de regras de produção e de rotulagem orgânica. Mas o que os consumidores associam com a palavra "orgânico" na embalagem? Uma pesquisa recente realizada pela TÜV SÜD na Alemanha fornece mais informações.  Nem todos os consumidores associam as mesmas características com o rótulo "orgânico" nos alimentos. Segundo a pesquisa da TÜV SÜD, um quinto dos consumidores pensa que os produtos não têm de cumprir critérios claros quando o rótulo "orgânico" é usado. No entanto, a maioria dos consumidores associam a palavra "orgânico" com menor uso de herbicidas, pesticidas e medicamentos nos animais na produção de alimentos. Além disso, alguns consumidores associam as formas tradicionais de cultivo ou dos cuidados com animais com o rótulo "orgânico".
Enquanto 13% dos entrevistados associam a palavra com a prevenção da poluição ambiental. Apenas 11% dos inquiridos pensam sobre os limites químicos de resíduos de produto orgânico. Segundo a pesquisa, os consumidores tendem a associar a palavra "orgânico", principalmente com o tipo e forma de produção, em vez de com o cumprimento de limites específicos.
A implementação das normas de produção orgânica atuais da UE remonta a 1992, e variam muito entre os diferentes Estados-Membros. Essas diferenças incluem numerosas exceções em requisitos de produção, por exemplo, o tipo de alimentação fornecida nas fazendas. Agora, a produção orgânica tem sido definida como uma agricultura sustentável que respeite as regras locais precisas e verificações anuais. Em 2014, os limites específicos para os resíduos não autorizados teria mudado a definição do termo "orgânico", colocando um foco muito maior sobre especificações de produtos. "O cumprimento destas regras de limite não necessariamente demonstram a conformidade com os requisitos das normas orgânicas relativas ao processo de produção de alimentos. No entanto, é muito importante para os consumidores ", afirma o Dr. Andreas Daxenberger, especialista em comida da TÜV SÜD, referindo-se aos resultados da pesquisa atual.
Após o início das negociações de Junho de 2015, o projeto de regulamentação foi revisto novamente em resposta a numerosas acusações. A UE decidiu não introduzir limites de resíduos de substâncias não autorizadas. No entanto, os requisitos especiais para os controlos da produção biológica e cumprimento das normas de produção continuará a ser uma parte dos regulamentos. Além disso, uma inspeção anual no local será obrigatória para as fazendas orgânicas. O novo projeto também inclui novos requisitos de transição e de produção focada nas práticas das fazendas orgânicas. As negociações desta proposta de compromisso estão previstas para ser concluída no final de 2016. Depois disso, o Parlamento da UE e do Conselho da UE terá de decidir sobre esta proposta.

Fonte: http://www.tuv-sud.com/

terça-feira, 22 de novembro de 2016

A quantidade de terra dedica à agricultura orgânica nos EUA é agora a maior de todos os tempos

Mais de 4 milhões de acres de terras agrícolas dos EUA agora são dedicadas à agricultura orgânica, de acordo com um novo relatório da empresa de pesquisa de mercado Mercaris , um recorde que representa um aumento de 11 por cento em relação há dois anos . O número de fazendas orgânicas certificadas está chegando perto de 15.000, subindo pouco mais de 6 por cento desde 2014.
Os focos de demanda dos consumidores por alimentos orgânicos, como Califórnia e Nova York estão entre os estados líderes na área total de terra com agricultura orgânica, perfazendo um total de 688.000 acres, a Califórnia está em primeiro lugar, Montana, Wisconsin, e Dakota do Norte completando os cinco primeiros estados com maior área plantada. O aumento de 30 por cento do estado de Montana com 100.000 acres de área orgânica desde 2014 o coloca em segundo lugar, enquanto o aumento de mais de 40.000 acres de Dakota do Norte empurra Oregon para baixo, e agora está em sexto lugar. Colorado e Texas completam os oito primeiros estados com as maiores áreas. No entanto, a quantidade de terras com cultivo orgânico nos EUA permanece de forma tímida comparando-se com o volume de terras utilizadas na agricultura convencional, apenas uma pequena parte do total global. A plantação de milho, trigo e soja orgânicos representam menos de 1 por cento do número total de acres plantados para cada cultura. A maior produção orgânica,a aveia, é responsável por apenas 3,6 por cento de toda a aveia produzida em os EUA
Mas o crescimento de dois dígitos das terras orgânicas é de se comemorar, pois é como seria de esperar, uma tendência estimulada por uma demanda dos consumidores por produtos orgânicos, que continua a crescer. De acordo com a Organic Trade Association (OTA), a venda de produtos orgânicos cresceu quase 11 por cento no ano passado, o quarto ano consecutivo de crescimento de dois dígitos. Compare isso com a taxa relativamente escassa do crescimento do mercado para produtos alimentícios em geral (3,3 por cento em 2015), e você pode ver por que as grandes empresas de alimentos, como a General Mills estão comprometendo-se na expansão da produção de orgânicos e porque estão lançando programas destinados a aumentar a quantidade de terra agrícolas orgânicas nos EUA.


Fonte: http://www.takepart.com/

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Um dos maiores varejista dos EUA trabalha para aumentar a oferta de alimentos orgânicos auxiliando os agricultores

Em resposta ao desejo crescente dos americanos para consumir mais alimentos orgânicos, a Costco, uma empresa varejista norte americana, anunciou o seu recente esforço para trabalhar com os agricultores para ajudá-los a comprar terras e equipamentos que irão permitir-lhes aumentar a produção de orgânicos. Quanto mais orgânicos são cultivados, mais orgânicos a Costco será capaz de fornecer aos seus clientes e poderá atender à crescente demanda por esses alimentos mais saudáveis como resultado. 
De acordo com a Organic Trade Association (OTA), as vendas de alimentos orgânicos saltou de $ 11,13 bilhões em 2004 para US $ 35,95 bilhões em 2014 nos EUA - um ritmo que a loja está tendo dificuldade para atender. "Não podemos repor orgânicos suficientes para dia útil após outro", Declarou o CEO da Costco Craig Jelinek a investidores em uma reunião de acionistas.
Agora, o plano esta apenas no estágio inicial. No momento, ela está trabalhando com apenas um parceiro neste esforço, com um plano que envolve emprestar dinheiro para ajudar uma fazenda de produtos orgânicos frescos baseado em San Diego a comprar equipamentos, bem como mais de 1.000 acres de terra no estado mexicano de Baja Califórnia. "Ao ajudar-lhes com financiamento, temos acesso e a compra de cerca de 145.000 caixas de framboesas orgânicos que normalmente não teríamos acesso," disse Jeff Lyons, vice-presidente sênior de alimentos frescos da Costco.
a empresa tem planos futuros semelhantes em mente, incluindo o trabalho com um grande grupo que possui operações no Chile e no México. O fato de que a Costco tem intensificado trabalhar com os agricultores, a fim de atender a crescente demanda por alimentos orgânicos é certamente louvável. Isso demonstra que eles estão atentos ao fato de que as pessoas estão preocupadas com o que está na sua fonte de alimento e que eles estão gravitando firmemente para opções dos orgânicos. 
Por outro lado, seria bom se a empresa trabalhasse com agricultores desta forma o tempo todo - sem o desequilíbrio na oferta de alimentos orgânicos e a procura dos clientes (e lucro da loja) - agindo como um motivador chave. Mas, pelo menos, a iniciativa está em vigor o que acaba sendo um contínuo esforço bem sucedido.

http://www.naturalnews.com

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

No noroeste fluminense o numero de produtores orgânicos aumentou 10 vezes em 3 anos

Temperaturas elevadas, solo desgastado, falta de chuva e de mão-de-obra. Mesmo longe das condições ideais para qualquer plantação, resultados surpreendentes vêm sendo obtidos no cultivo de alimentos orgânicos no Noroeste Fluminense, região do estado com maior quantidade de terras degradadas. Há três anos, apenas nove agricultores vendiam produtos orgânicos. Hoje, 89 são credenciados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) para realizar essa atividade – um aumento de mais de 10 vezes.A movimentação do setor e a adoção de práticas agroecológicas são resultados do trabalho da Rede de Pesquisa, Inovação, Tecnologia e Serviços Sustentáveis – mais conhecida como Rede de Agroecologia, articulada desde 2012 pelo Rio Rural, programa da secretaria de Agricultura do estado do Rio de Janeiro. O grupo, coordenado pela Pesagro-Rio, conta com a participação de órgãos públicos e privados, como MAPA, Embrapa, Sebrae, Cedro (Cooperativa de Consultoria, Projetos e Serviços em Desenvolvimento Sustentável) e Emater-Rio.
Nos últimos três anos, a Rede de Agroecologia identificou e capacitou agricultores familiares que queriam substituir a produção convencional – com uso de agrotóxicos e fertilizantes químicos – pela cultura orgânica, que utiliza processos naturais de nutrição vegetal. No Noroeste Fluminense, o destaque é a produção de hortaliças.
Do “pedregulho” ao oásis
Rodeada por centenas de pés de salsinha, cebolinha, taioba e brócolis, Luciana Andrade não sente falta da agricultura convencional. “Só plantava couve e trabalhava no sol. Eu vendia tudo para o atravessador”, lembra a produtora de São José de Ubá.Ela fez a transição para a produção orgânica por meio do sistema de mandala, em que a plantação toma o formato de um círculo. A recuperação do terreno, com solo empobrecido e cheio de pedras, se deu de forma lenta.“Quando a terra é degradada, o trabalho de recuperação ambiental demora mais, pois é preciso devolver os nutrientes e, principalmente, matéria orgânica”, explica o consultor do Sebrae, João Batista dos Santos.
A produtora afirma que a espera valeu a pena, pois a produção foi diversificada – a preferência é pelo cultivo de hortaliças que rebrotam, já que ela trabalha sozinha e economiza tempo no plantio – e começou a ser vendida em feiras, além do fornecimento para a merenda escolar. “Ganhei independência financeira e me orgulho de ver a propriedade viva, com pássaros e insetos. Virou o meu oásis”, confessa. Luciana Andrade é beneficiária de projetos do Rio Rural, entre eles a proteção de nascentes, que ajuda a manter a oferta hídrica para irrigar sua lavoura.
Certificação
Um alimento cultivado sem agrotóxicos ou adubos químicos não é, necessariamente, orgânico. O Ministério da Agricultura estabelece normas de produção para a concessão da certificação orgânica, entre elas, o uso de adubação natural e a construção de barreiras entre propriedades rurais, a fim de evitar que produtos químicos sejam espalhados pelo vento e atinjam lavouras orgânicas.A certificação é importante para garantir ao consumidor a segurança na qualidade dos produtos que ele adquire. No caso dos agricultores familiares que fazem a venda direta ao consumidor, os produtos não precisam ter, obrigatoriamente, um selo. No entanto, para que os produtores provem a autenticidade dos alimentos – espécie de declaração de produção orgânica –, eles precisam fazer parte de uma Organização de Controle Social (OCS), entidade credenciada junto ao MAPA.A organização é administrada pelos próprios produtores que, por meio de visitas às lavouras, fiscalizam uns aos outros, para observar se a legislação está sendo cumprida. No Noroeste, existem 11 dessas organizações. A comprovação garantida pela OCS também é importante para que os agricultores familiares orgânicos acessem programas institucionais de comercialização de alimentos, como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), do governo federal.
Expansão
Para estreitar a relação com o público e promover o intercâmbio produtivo entre as cidades, os agricultores do Noroeste pretendem implantar na região um projeto semelhante ao Circuito Carioca de Feiras Orgânicas, presente em 19 bairros da capital e Região Metropolitana do Rio.
“Melhorar a estratégia de comercialização é um desafio. A troca de experiências vai ser muito positiva. Na capital já deu certo”, sinaliza o agricultor de Varre-Sai, Jorge Luiz Martins. Os desafios e estratégias para evolução da cadeia de orgânicos do Noroeste são debatidos regularmente em seminários promovidos pela Rede de Agroecologia.O secretário estadual de Agricultura, Christino Áureo, afirma que as ações do Rio Rural tendem a fortalecer cada vez mais a produção de alimentos saudáveis no interior fluminense. “O produtor tinha apenas vontade. Agora possui incentivo, conhecimento e assistência técnica. Orgânico é qualidade de vida no campo e na cidade”, enfatiza Áureo. Para Ana Paula Pegorer, consultora do Rio Rural e uma das articuladoras da Rede de Agroecologia, o apoio dos municípios é essencial para a expansão do setor. “No Rio, 64 cidades têm produção orgânica, ou seja, 70% do estado. Quanto mais as prefeituras comprarem orgânicos na merenda escolar e ajudarem com espaço para feiras, mais o pequeno agricultor terá a oferecer”, defende.


Fonte: Ex Libris Comunicação Integrada

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Paraná é o maior produtor nacional de orgânicos

O Dia Mundial da Alimentação foi celebrado no dia 16 de outubro e o Paraná comemorou a data com o título de maior produtor de alimentos orgânicos do país e o segundo Estado brasileiro com o maior número de propriedades certificadas para a produção de orgânicos. São 1.966 propriedades, de acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, atrás apenas do Rio Grande do Sul.
Produção - O Paraná tem uma produção de 130 mil toneladas de alimentos por ano, segundo o Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater).
Bom desempenho - O bom desempenho do Estado se deve, principalmente, ao Programa Paranaense de Certificação de Produtos Orgânicos (PPCO), o único programa público no País a orientar e capacitar os produtores, auditar e certificar a produção de alimentos orgânicos.
Envolvimento - O Programa envolve a Secretaria Estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, por meio das universidades estaduais; o Centro Paranaense de Referência em Agroecologia (CPRA), vinculado à Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento, e o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), que é o órgão certificador.
Propriedades certificadas - Só nos últimos quatro anos, foram mais de 290 propriedades certificadas, em todas as regiões paranaenses. A iniciativa não favorece apenas o produtor que tem assistência técnica gratuita, mas também a população paranaense com acesso a alimentos mais saudáveis, produzidos sem agrotóxicos, hormônios ou transgênicos, levando em consideração o meio ambiente e a vida dos agricultores e seus familiares.
Investimento - Em quatro anos, o Governo do Paraná já investiu no Programa R$ 5,5 milhões que, somados aos valores da fase 3 - que começou em 2016 e segue até 2018 -, totalizam R$ 8 milhões por meio do Fundo Paraná. Até o término da fase 3, a meta é certificar cerca de 1.040 produtores, ressaltando que a certificação é válida por um ano, tendo a necessidade de renová-las a cada encerramento.
Importância - O secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, João Carlos Gomes, destacou a importância do programa para que o Paraná continue entre os estados com o maior número de produtores de orgânicos certificados. “O programa registra excelentes resultados e contribui para a valorização da produção de orgânicos no estado, por isso estamos trabalhando para a continuidade”, afirma.
Incentivo - O coordenador da Unidade Gestora do Fundo Paraná, Luiz Cézar Kawano, disse que o programa é uma das únicas ações governamentais para o incentivo da produção orgânica no Brasil, fornecendo subsídio e acompanhamento técnico. “Hoje o Paraná tem a maior produção de orgânicos do País, além disso consegue fomentar a inovação tecnológica e a organização de pequenos agricultores para que eles possam melhorar a sua renda e levar à população um alimento de melhor qualidade”, afirmou.
Capacitação e certificação - Os agricultores que pretendem passar da produção convencional para a orgânica são orientados por técnicos e estudantes das sete universidades estaduais paranaenses, que fazem acompanhamento técnico e a capacitação dos produtores. Para que receba a certificação, a propriedade deve atender a uma série de normas, que inclui a troca de agrotóxicos e insumos químicos por técnicas agroecológicas, preservação dos ecossistemas, promoção do uso saudável do solo e da água e adotar critérios de comércio justo.
Conhecimento - Na medida em que os profissionais estão interagindo com o produtor, o conhecimento tem chegado a ele e a sua família, e isso tem aumentado o nível de segurança do agricultor em mudar o modelo convencional pelo orgânico, mostrando que dá para ter produtividade, qualidade e mercado.
Aumento - “Com esse apoio aos agricultores temos conseguido aumentar o número de produtores orgânicos certificados no nosso Estado”, diz o professor Rogério Barbosa Macedo, coordenador do Núcleo de Estudos de Agroecologia e Territórios, da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP).
Auditoria - A certificação é auditada pelo Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), que é responsável pela capacitação dos bolsistas que atuam no programa. Os alimentos orgânicos produzidos em propriedades rurais e certificados pelo Tecpar podem ser encontrados em três categorias: origem animal, vegetal e em processamento.
Bolsistas - Hoje, são 34 bolsistas trabalhando no programa de certificação de orgânicos. Cada uma das sete universidades estaduais conta com um professor orientador, um aluno da graduação e três profissionais recém-formados das áreas de Agronomia, Veterinária e Biologia, que são responsáveis pela orientação e acompanhamento dos produtores.
Conciliação - O Programa também é fundamental para conciliar alunos em fase de graduação e os recém-formados, que integram as equipes que trabalham nos núcleos. Desta maneira, os profissionais ingressam no mercado de trabalho melhor preparados e conscientes da valorização das práticas de produção de alimentos mais saudáveis.
Mudança no perfil - “Temos percebido uma grande mudança do perfil dos estudantes e dos nossos profissionais. Vários estudantes que participaram desse programa estão ligados a grandes projetos de agricultura familiar dentro e fora do Paraná”, destaca o professor Macedo.
Agricultura familiar - O professor Macedo destaca que o programa é voltado para as pequenas propriedades, fortalecendo o trabalho da agricultura familiar. O modelo de produção orgânico está adaptado à realidade da agricultura familiar, que é extremamente importante econômica e socialmente no País.
Benefícios - “Não queremos substituir o agronegócio, mas dentro do escopo da agricultura familiar ao lado do agronegócio é possível ter uma produção de orgânicos que traga mais renda, mais saúde e mais satisfação ao pequeno produtor”, afirma Macedo.
Sem custo - O Programa faz a certificação para agricultores familiares do Estado de forma gratuita, além de capacitar a comunidade acadêmica para atuação em serviços de extensão rural, formando mão de obra qualificada para o Estado e promovendo a inserção de produtos com o selo “Orgânico Brasil” no mercado.
Valorização - Com a certificação, os agricultores familiares contam com o incentivo econômico, já que há uma valorização do produto orgânico, e também são habilitados para programas públicos, como a venda de alimentos para a merenda escolar e para o Programa de Aquisição de Alimentos, do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário.
Especialização profissional - Outra iniciativa para fortalecer a produção de orgânicos no Estado é o Mestrado Profissionalizante em Agroecologia, da Universidade Estadual de Maringá (UEM). O Paraná foi o segundo estado do Brasil a implantar o curso, em 2014, uma iniciativa pioneira em território paranaense.
Fruto - Esse mestrado é fruto do trabalho de docentes da UEM e também de professores da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) e da Universidade da Califórnia (University of California), com apoio da Secretaria do Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.
Fomento - A proposta do curso é fomentar pesquisas em produção agroecológica familiar, aumentar o conhecimento sobre a natureza, o funcionamento e os indicadores de qualidade e de sustentabilidade dos agroecossistemas e apoiar e potencializar a Rede Paranaense de Pesquisa em Agroecologia.
Objetivo - De acordo com o coordenador do curso, professor José Ozinaldo Alves, o objetivo é aliar o conhecimento acadêmico à experiência prática de agricultores, para atender a grande demanda do Estado por profissionais especializados. “A especialização é fundamental para a qualificação dos profissionais que atuam não só em instituições públicas e privadas do estado como também para os pequenos agricultores”, destaca.
Dia de Campo - Outra iniciativa para incentivar a produção de orgânicos no Estado é a promoção do primeiro Dia de Campo, com tecnologias de produção. A ação acontecerá de 11 a 12 de novembro, na Estação Experimental Agroecológica Terra Livre, em Bandeirantes, no Norte do Estado.
Dia Mundial da Alimentação- A celebração foi estabelecida em novembro de 1979 pelos países membros na 20ª Conferência da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Neste dia promovem-se muitas atividades relacionadas com a nutrição e a alimentação, com a participação de cerca de 150 países. A data também marca o aniversário de 71 anos da FAO, criada em 1945.
Tema - O tema escolhido para este ano é “O clima está mudando. A alimentação e a agricultura também”. As estimativas indicam que o número de habitantes do planeta vai superar os nove bilhões de pessoas em 2050, e a FAO calcula que a produção mundial de alimentos vai ter que aumentar em 60% para atender a demanda. Os pequenos agricultores familiares “que produzem a maior parte dos alimentos que consumimos” estão entre os mais afetados pelas altas temperaturas, as secas e os desastres relacionados a uma meteorologia adversa relacionada às mudanças climáticas.
Soluções - A intenção é refletir e buscar soluções para os desafios do clima no mundo, pensar em como alimentar um número cada vez maior de pessoas, aliando práticas sustentáveis, preservando o meio ambiente e primando por alimentos mais saudáveis e livres de agrotóxicos.
Relação - Para o professor Rogério Barbosa Macedo, é possível ter essa relação. Na medida em que se tem uma tecnologia adaptada a uma realidade socioeconômica e ambiental respeitando as características de cada região, o que dá uma característica de maior sustentabilidade para este tipo de produção. “Entre os princípios da agricultura orgânica está o respeito às condições diferentes que a gente encontra no planeta terra”, enfatiza.


Fonte: Agência de Notícias do Paraná

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

O ministério da Agricultura francês liberou um adicional de 50 milhões de euros para apoiar os agricultores orgânicos em 2016

Em uma reunião do Comité de pilotage du plan Ambition bio, o ministro da Agricultura frânces, Stephane Le Foll anunciou uma dotação adicional de € 50 milhões. Ela vai auxiliar os agricultores orgânicos e demais projetos no âmbito agro-ambiental e ação climática (CASM) em 2016. Desde 2015, os investimentos estão crescendo rapidamente, o que, para o ministério, "reflete a vontade dos agricultores de se envolver na direção da agro ecologia ". Para Stephanie Pageot, presidente da Federação Nacional de Agricultura Orgânica (PAAF), é um paliativo, mesmo que não está em conformidade com requisitos pelo PAAF pois segundo a Federação, seriam necessário 70 milhões de euros para 2016 e 90 milhões de euros para 2017. O orçamento para 2017 está definido para o próximo ano e é de 85 milhões para financiar compromissos vinculados a medidas agro-ambientais e apoio à agricultura orgânica.


quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Por que devemos consumir orgânicos?

Quem consome produtos orgânicos busca com isso gerar menos danos ao meio ambiente e obter comida mais saudável. Críticos à agricultura tradicional citam impactos à saúde ligados principalmente ao uso de agrotóxicos.Em posicionamento sobre o tema, o Inca (Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva), ligado ao Ministério da Saúde, identifica alguns efeitos causados pelo consumo constante de produtos com resíduos de agrotóxicos.Entre os efeitos já identificados estão: infertilidade, impotência, aborto, má-formação fetal, neurotoxicidade (que prejudica o sistema nervoso e o controle muscular), desregulação hormonal e câncer. A entidade não entra em detalhes, no entanto, sobre qual o nível de consumo necessário para que esses tipos de problemas surjam.
O principal relatório do governo para acompanhar a presença de agrotóxicos nos alimentos no país é o Para (Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos), realizado até 2011 pela Anvisa, mas atualmente suspenso.De 1.628 amostras analisadas em 2011 - a pesquisa mais recente - 36% tinham resultados irregulares no que diz respeito a vestígios de agrotóxicos. Na maior parte dos casos, o problema era a presença de resíduos de elementos não autorizados para as culturas em estudo.Do total, 2,3% estavam acima da quantidade máxima de resíduos estabelecida como aceitável. Além disso, defensores da agricultura orgânica destacam os impactos ambientais da cultura tradicional.Em entrevista concedida ao Nexo em junho,  Marcelo Hirata Campacci, gerente adjunto de regulamentação federal da Associação Nacional de Defesa Vegetal, que defende o setor de agrotóxicos no Brasil, afirmou que agrotóxicos são substâncias controladas de forma a impedir danos à saúde no Brasil.“Até a sua aprovação, os produtos são submetidos a numerosos requerimentos da legislação”, disse na época. Em sua avaliação, o uso de agrotóxicos é necessário para alimentar a população mundial em crescimento. Essa questão gera debates acalorados - para os defensores de técnicas alternativas, é possível “alimentar o mundo” sem usar agrotóxicos.