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quinta-feira, 17 de novembro de 2016

No noroeste fluminense o numero de produtores orgânicos aumentou 10 vezes em 3 anos

Temperaturas elevadas, solo desgastado, falta de chuva e de mão-de-obra. Mesmo longe das condições ideais para qualquer plantação, resultados surpreendentes vêm sendo obtidos no cultivo de alimentos orgânicos no Noroeste Fluminense, região do estado com maior quantidade de terras degradadas. Há três anos, apenas nove agricultores vendiam produtos orgânicos. Hoje, 89 são credenciados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) para realizar essa atividade – um aumento de mais de 10 vezes.A movimentação do setor e a adoção de práticas agroecológicas são resultados do trabalho da Rede de Pesquisa, Inovação, Tecnologia e Serviços Sustentáveis – mais conhecida como Rede de Agroecologia, articulada desde 2012 pelo Rio Rural, programa da secretaria de Agricultura do estado do Rio de Janeiro. O grupo, coordenado pela Pesagro-Rio, conta com a participação de órgãos públicos e privados, como MAPA, Embrapa, Sebrae, Cedro (Cooperativa de Consultoria, Projetos e Serviços em Desenvolvimento Sustentável) e Emater-Rio.
Nos últimos três anos, a Rede de Agroecologia identificou e capacitou agricultores familiares que queriam substituir a produção convencional – com uso de agrotóxicos e fertilizantes químicos – pela cultura orgânica, que utiliza processos naturais de nutrição vegetal. No Noroeste Fluminense, o destaque é a produção de hortaliças.
Do “pedregulho” ao oásis
Rodeada por centenas de pés de salsinha, cebolinha, taioba e brócolis, Luciana Andrade não sente falta da agricultura convencional. “Só plantava couve e trabalhava no sol. Eu vendia tudo para o atravessador”, lembra a produtora de São José de Ubá.Ela fez a transição para a produção orgânica por meio do sistema de mandala, em que a plantação toma o formato de um círculo. A recuperação do terreno, com solo empobrecido e cheio de pedras, se deu de forma lenta.“Quando a terra é degradada, o trabalho de recuperação ambiental demora mais, pois é preciso devolver os nutrientes e, principalmente, matéria orgânica”, explica o consultor do Sebrae, João Batista dos Santos.
A produtora afirma que a espera valeu a pena, pois a produção foi diversificada – a preferência é pelo cultivo de hortaliças que rebrotam, já que ela trabalha sozinha e economiza tempo no plantio – e começou a ser vendida em feiras, além do fornecimento para a merenda escolar. “Ganhei independência financeira e me orgulho de ver a propriedade viva, com pássaros e insetos. Virou o meu oásis”, confessa. Luciana Andrade é beneficiária de projetos do Rio Rural, entre eles a proteção de nascentes, que ajuda a manter a oferta hídrica para irrigar sua lavoura.
Certificação
Um alimento cultivado sem agrotóxicos ou adubos químicos não é, necessariamente, orgânico. O Ministério da Agricultura estabelece normas de produção para a concessão da certificação orgânica, entre elas, o uso de adubação natural e a construção de barreiras entre propriedades rurais, a fim de evitar que produtos químicos sejam espalhados pelo vento e atinjam lavouras orgânicas.A certificação é importante para garantir ao consumidor a segurança na qualidade dos produtos que ele adquire. No caso dos agricultores familiares que fazem a venda direta ao consumidor, os produtos não precisam ter, obrigatoriamente, um selo. No entanto, para que os produtores provem a autenticidade dos alimentos – espécie de declaração de produção orgânica –, eles precisam fazer parte de uma Organização de Controle Social (OCS), entidade credenciada junto ao MAPA.A organização é administrada pelos próprios produtores que, por meio de visitas às lavouras, fiscalizam uns aos outros, para observar se a legislação está sendo cumprida. No Noroeste, existem 11 dessas organizações. A comprovação garantida pela OCS também é importante para que os agricultores familiares orgânicos acessem programas institucionais de comercialização de alimentos, como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), do governo federal.
Expansão
Para estreitar a relação com o público e promover o intercâmbio produtivo entre as cidades, os agricultores do Noroeste pretendem implantar na região um projeto semelhante ao Circuito Carioca de Feiras Orgânicas, presente em 19 bairros da capital e Região Metropolitana do Rio.
“Melhorar a estratégia de comercialização é um desafio. A troca de experiências vai ser muito positiva. Na capital já deu certo”, sinaliza o agricultor de Varre-Sai, Jorge Luiz Martins. Os desafios e estratégias para evolução da cadeia de orgânicos do Noroeste são debatidos regularmente em seminários promovidos pela Rede de Agroecologia.O secretário estadual de Agricultura, Christino Áureo, afirma que as ações do Rio Rural tendem a fortalecer cada vez mais a produção de alimentos saudáveis no interior fluminense. “O produtor tinha apenas vontade. Agora possui incentivo, conhecimento e assistência técnica. Orgânico é qualidade de vida no campo e na cidade”, enfatiza Áureo. Para Ana Paula Pegorer, consultora do Rio Rural e uma das articuladoras da Rede de Agroecologia, o apoio dos municípios é essencial para a expansão do setor. “No Rio, 64 cidades têm produção orgânica, ou seja, 70% do estado. Quanto mais as prefeituras comprarem orgânicos na merenda escolar e ajudarem com espaço para feiras, mais o pequeno agricultor terá a oferecer”, defende.


Fonte: Ex Libris Comunicação Integrada

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Classificação dos alimentos produzidos de forma orgânica

A agricultura orgânica é aquela que busca evitar danos sociais e ao meio ambiente em sua produção, segundo definição da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação).Esse tipo de prática busca alternativas à agricultura tradicional, focando no manejo da lavoura e na não utilização de agrotóxicos. O que quer dizer que busca, por exemplo, respeitar os ciclos de desenvolvimento de cada cultura de acordo com as qualidades do solo e do clima do local do plantio. Outro exemplo: ela promove a rotação de culturas entre uma colheita e a próxima. No geral, a agricultura orgânica é baseada em um uso mais intensivo de mão de obra. Compradores adeptos se preocupam em remunerar o trabalho com o que consideram um preço justo, e criticam o preço pago na agricultura tradicional. O uso de aditivos sintéticos vai contra as práticas desse tipo de produção de alimentos. Estão vedados, por exemplo: antibióticos para animais - como galinhas produtoras de ovos -, fertilizantes, conservantes e pesticidas, além de sementes e raças geneticamente modificadas. Ela é dividida em três classificações, que são:
PRODUTOS ORGÂNICOS CERTIFICADOS
Recebem selos que garantem aos consumidores que as práticas foram seguidas. Isso é importante, por exemplo, para quem compra em redes de supermercado e não tem nenhum contato com os produtores. O processo de certificação é concedido por entidades chamadas de “organismos certificadores da conformidade orgânica” credenciados ao Ministério da Agricultura. Isso aumenta, no entanto, o preço final do produto
PRODUTOS ORGÂNICOS NÃO CERTIFICADOS
São produzidos a partir das práticas da agricultura orgânica, mas não têm o selo que comprove isso. A “certificação” sobre o produto ocorre com base em visitas feitas diretamente pelos consumidores ou por participantes de grupos que eles integram ou em que confiam
PRODUTOS EM TRANSIÇÃO AGROECOLÓGICA
Uma fazenda que usa agrotóxicos pode mudar todas as suas práticas para as da produção orgânica. Mas os produtos não podem ser imediatamente considerados orgânicos porque o solo ainda contém, por exemplo, resquícios de agrotóxicos. Os produtos desse momento de transição da prática tradicional para a orgânica são chamados de “em transição agroecológica”

sábado, 21 de maio de 2011

MAPA credencia a IMO como Certificadora de Produtos Orgânicos

A IMO do Brasil é a quarta certificadora de produtos orgânicos credenciada no país pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento como Organismo de Avaliação de Conformidade Orgânica. Desde o início do mês de Maio está oficialmente acreditada pelo Inmetro e credenciado pelo MAPA para certificar produções primárias, extrativismo bem como processamento e comercialização de produtos orgânicos de acordo com a legislação brasileira – Lei 10.831/Decreto 6.326.A IMO do Brasil é associada do Grupo IMO Internacional com sede na Suiça, uma das maiores redes mundiais de certificadoras de produtos orgânicos e pioneira na área de certificação de produtos sustentáveis.
Atua há dez anos no Brasil, oferecendo serviços de inspeção, auditoria e certificação nas áreas de produtos alimentícios, agrícola, florestal e em setores industriais onde produtos de fontes renováveis e sustentáveis são processados e transformados.Se beneficiam diretamente do credenciamento da IMO mais de 2.000 produtores orgânicos Brasileiros que se adaptaram a nova legislação que entrou este ano em vigor no Brasil. Com seu credenciamento a IMO solidifica a sua liderança internacional em certificação de produtos orgânicos e pode oferecer a verificação da conformidade com o regulamento brasileiro em todo território nacional e nos mais de 100 países onde atua, para que a produção nacional, bem como as importações de produtos orgânicos atendam os critérios de qualidade que o consumidor Brasileiro estabeleceu.



Fonte:http://www.imocontrol.com.br

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

A certificação dos Produtos Orgânicos

A produção, processamento, a rotulagem e comercialização dos produtos orgânicos no Brasil são regidas pela Lei 10.831/03, e seus anexos, em fase final de regulamentação. A Lei 10831/03 abrange os produtos agrícolas não transformados, os produtos de origem animal e os alimentos transformados. A mesma define igualmente as exigências mínimas requeridas para inspeção à qual cada produtor, processador ou cada comerciante de produtos orgânicos deve submeter-se e com as quais deve assumir compromisso.
Três possibilidades são estabelecidas pela Lei 10831/03:


1-Venda direta ao consumidor: Não exige certificação. Os produtores devem estar organizados e registrados junto ao Ministério da Agricultura que fará o controle direto do setor.

2-Sistema Participativos de Garantia (SPG): Certificação com base sobretudo no controle social. Os produtores devem estar organizados e uma entidade jurídica sob controle dos mesmos, deve estar registrada junto ao Ministério da Agricultura, que fará o controle direto do setor. Essa entidade legalmente constituída será responsável pela emissão dos documentos de garantia da qualidade orgânica dos produtos, válidos para o mercado nacional.

3-Certificação auditada, realizada por certificadora acreditada pelo INMETRO e credenciada junto ao Ministério da Agricultura, que fará o controle do setor. As certificadoras, tais como a ECOCERT BRASIL, serão responsáveis pela emissão dos certificados que garantem a qualidade orgânica dos produtos, válidos para mercado nacional e mercados internacionais com os quais o Brasil possua acordos de equivalência.

A ECOCERT nasceu dos movimentos da agricultura orgânica na França, em 1991.
A ECOCERT BRASIL foi constituída em 2001, com sede inicial na cidade de Porto Alegre, fruto da necessidade dos produtores familiares associados da COTRIMAIO, no Rio Grande do Sul, que buscavam certificação de soja orgânica a ser negociada com cooperativas francesas co-irmãs.
Os agricultores franceses possuíam já uma certificação pela ECOCERT e sugeriram que seus colegas brasileiros poderiam usar a mesma certificadora, facilitando assim as transações comerciais em curso.
Contatada, a ECOCERT SA propôs participar na constituição de uma certificadora brasileira, integrada à rede de sociedades ECOCERT. Nasce assim a ECOCERT BRASIL.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Selo de Certificação de Produtos Orgânicos

O selo é a sua garantia de estar consumindo produtos orgânicos. Com o crescente interesse pela agricultura orgânica, surge a necessidade de uma verificação segura, que garanta ao consumidor a certeza de estar adquirindo produtos orgânicos. O IBD - INSTITUTO BIODINÂMICO DE DESENVOLVIMENTO RURAL, localizado em Botucatu, São Paulo, fiscaliza e certifica produtos orgânicos no Brasil de acordo com normas internacionais. Este selo só é conferido após rigorosos exames de controle de qualidade de solo, água, reciclagem de matéria orgânica, dentre outros. No Brasil existem 45 produtores com o selo orgânico fornecido pelo IBD.
O IBD possui um corpo de inspetores e um comitê de certificação que verifica a conformidade dos produtos orgânicos e biodinâmicos com normas nacionais e internacionais. A certificação de uma produção vegetal, animal ou industrial, indica que foram realizados os seguintes trabalhos:
visitas periódicas de um inspetor no local de produção;
avaliação do relatório de inspeção por um conselho formado por agricultores, processadores, acadêmicos, técnicos e representantes de consumidores;
análise residual para verificar o nível de pureza do produto;
aprovação da unidade de produção, dentro dos padrões de qualidade orgânica ou biodinâmica.
O IBD é filiado à IFOAM (Federação Internacional de Movimentos de Agricultura Orgânica) e seu certificado é também reconhecido na Europa, Estados Unidos e Japão.