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sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Uma fazenda incrível no telhado do shopping mais antigo de Israel onde cresce milhares de vegetais

Uma fazenda incrível brotou em um lugar improvável, a cobertura do shopping mais antigo de Israel no coração de Tel Aviv . Escondido entre arranha-céus,a  "Green in the City" é uma fazenda na cobertura, que produz 10.000 pés de folhas verdes por mês durante todo o ano usando métodos orgânicos e hidropônicos. Este exemplo próspero da agricultura urbana é uma das muitas iniciativas sustentáveis surpreendentes do Centro Comercial Dizengoff , que inclui habitats de aves, um viveiro de árvores, um apiário e até mesmo uma caverna para morcegos frugívoros nativos chamarem de lar.
De acordo com a Organização das Nações Unidas, mais de 54 por cento da população mundial vive em cidades, uma proporção que deve crescer para 66 por cento até 2050. O desafio de produzir alimentos suficientes para alimentar a cada vez mais urbanizada e crescente população é um dos objetivos que busca o projeto "Green in the City"  , uma fazenda na cobertura lançada em 2015 pela empresa de hidroponia LivinGreen e do departamento de sustentabilidade do Dizengoff Center. O projeto de agricultura urbana foi criado para sensibilizar o público sobre a crise alimentar, e fornecer produtos orgânicos a preços acessíveis para moradores de Tel Aviv , e para dar aos moradores da cidade as ferramentas que eles precisam para começar a hidroponia nos jardins de suas casas.
Hoje a fazenda produz 10.000 pés de folhas verdes por mês durante todo o ano, com 17 tipos diferentes de vegetais e ervas em um sistema de rotação dentro de duas estufas que totalizam 750 metros quadrados de espaço para crescer. Os vegetais, que são cultivados a partir de mudas, são principalmente cultivados usando um sistema de jangadas de espuma chamado “Deep Water Culture”. As raízes da planta crescem através de buracos nas jangadas de espuma flutuante, que isola a água e bloqueia a luz solar. A água é oxigenada com uma bomba de ar e o ph e os níveis de nutrientes são cuidadosamente monitorados. Graças a estes métodos de cultivo hidropônico sem solo, os vegetais são cultivados duas vezes mais rápido e com menos deterioração, em comparação com as práticas agrícolas tradicionais.
Os legumes também são cultivados sem pesticidas ou fertilizantes sintéticos, no entanto, não são certificados orgânicos devido às leis de agricultura de Israel que exigem que alimentos orgânicos sejam cultivados em solo. No entanto, a certificação orgânica não é a meta por trás do projeto. O objetivo principal do Green in City é promover a agricultura urbana em Israel e oficinas educacionais e programas comunitários. O Workshop liderado por Lavi Kushelevich ensina os visitantes como construir e usar sistemas hidropônicos em casa; Outras oficinas ensinam aos participantes como cozinhar os alimentos frescos. Os sistemas hidropônicos são desenvolvidos pela LivinGreen para uso doméstico e são vendidos pela Green in the City para ajudar a financiar a iniciativa.
A Green in the City vende tudo o que eles cultivam e a maioria dos produtos é vendida para restaurantes e casas em Tel Aviv, com encomendas feitas on-line e entregas em bicicletas. Uma parte dos legumes também é vendida no piso térreo do shopping.
O projeto da fazenda no telhado Green in the City ainda é jovem, mas já gerou sementes para ser um grande sucesso. A iniciativa não só fornece aos habitantes da cidade os meios para cultivar seus próprios alimentos de forma simples e acessível, mas também encontrou uma maneira de se tornar economicamente sustentável com a renda gerada através da venda de vegetais, sistemas hidropônicos e oficinas educacionais. 
A iniciativa também tem planos para expansão, com vistas fixas para outro local de Tel Aviv em breve.


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Empresa de nutrição animal conquista reconhecimento do IBD Certificações pela qualidade de seus produtos orgânicos

A Premix, indústria nacional de nutrição animal, foi novamente reconhecida, no final de dezembro, pelo IBD – maior certificadora da América Latina e única certificadora brasileira de produtos orgânicos com credenciamento no Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento para produção de insumos orgânicos. O destaque na lista de produtos orgânicos da Premix reconhecido pelo IBD é o Fator P, um aditivo 100% orgânico, composto por aminoácidos, probióticos e ácidos graxos essenciais que melhoram a digestão de alimentos fibrosos, o metabolismo ruminal e a absorção de nutrientes.
“Esta recertificação na produção de aditivos promotores de eficiência alimentar e suplementos orgânicos, que possuímos há mais de dez anos, reforça a tradição de inovação da Premix, estando alinhada as necessidades atuais de uma sociedade que, ao mesmo tempo, é exigente por produtividade e pelo respeito à sustentabilidade e segurança alimentar”, diz Lauriston Bertelli Fernandes, diretor Técnico e de Pesquisa e Desenvolvimento da Premix.
Os produtos orgânicos da Premix, em especial o Fator P, são suplementos livres de transgênicos, antibióticos, ionóforos e ureia, com rigoroso controle de metais pesados durante sua produção, evitando assim a mistura com produtos de natureza não orgânica.  A inclusão do Fator P na alimentação do animal favorece o ganho de peso em até 20%, melhora a reprodução das fêmeas, pode reduzir o manejo sanitário e melhorar a resposta imunológica do animal. Isto significa maior segurança e rígido controle em relação aos contaminantes, reduzindo os riscos para os animais e para os humanos, menor impacto ambiental, redução de impacto tóxico em insetos e micro-organismos benéficos ao meio ambiente e redução da emissão de metano por kg de carne ou leite produzidos, facilitando inclusive as exportações para países que não permitem o uso de antibióticos na alimentação animal.

Fonte: http://www.portaldbo.com.br/

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Práticas agroecológicas


O termo agroecologia surge na década de 1970 como campo de produção científica, como ciência multidisciplinar, preocupada com a aplicação direta de seus princípios na agricultura, na organização social e no estabelecimento de novas formas de relação entre sociedade e natureza.
Indo além, a Agroecologia representa um poderoso instrumento de ruptura com a tradição reducionista na qual se baseia a ciência moderna, principalmente pela sua proposta de trandisciplinaridade, por incorporar a complexidade, a dúvida e a incerteza, além de validar também os saberes tradicionais e cotidianos.
Outra inovação metodológica incorporada à pesquisa agroecológica é a junção harmônica de conceitos das
ciências naturais com conceitos das ciências sociais. Tal junção permite nosso entendimento acerca da Agroecologia como ciência dedicada ao estudo das relações produtivas entre homem-natureza, visando sempre a sustentabilidade ecológica, econômica, social, cultural, política e ética.
Basicamente, a proposta agroecológica para sistemas de produção
agropecuária faz direta contraposição ao agronegócio, por condenar a produção centrada na monocultura, na dependência de insumos químicos e na alta mecanização, além da concentração de terras produtivas, a exploração do trabalhador rural e o consumo não local da respectiva produção.
Ou seja, as práticas agroecológicas podem ser vistas como práticas de resistência da
agricultura familiar ao processo de exclusão do meio rural e homogeneização das paisagens de cultivo. As práticas agroecológicas se baseiam na pequena propriedade, na mão de obra familiar, em sistemas produtivos complexos e diversos, adaptados às condições locais e em redes regionais de produção e distribuição de alimentos.
Portanto, não se pode pensar em Agroecologia como “ciência neutra”, já que há em suas pesquisas e aplicações claro posicionamento político. Ela se coloca como ciência comprometida e a serviço das demandas populares, em busca de um desenvolvimento que traga soluções sustentáveis para os diversos problemas hoje enfrentados na cidade e no campo.
A agroecologia é uma abordagem da agricultura que se baseia nas dinâmicas da natureza. Dentro delas se destaca a
sucessão natural, a qual permite que se restaure a fertilidade do solo sem o uso de fertilizantes minerais e que se cultive sem uso de agrotóxico.


Cartilha de Práticas Agroecológicas, faça o download aqui.


sexta-feira, 3 de julho de 2009

Agroecologia reforça pauta da reforma agrária


A agroecologia entrou definitivamente no centro da política de desenvolvimento dos projetos de reforma agrária conduzida pelo Incra. As potencialidades desse modelo de produção, baseado em numa forma sustentável de interação do homem com a natureza, poderão ser exploradas nos mais de 8,2 mil assentamentos da autarquia, nos quais vivem mais de um milhão de famílias. A possibilidade ocorrerá a partir de uma parceria com a Embrapa que já está sendo desenhada. “Vamos formar uma equipe para elaborar um projeto e viabilizar a implantação de um modelo de assentamento realmente sustentável nos mais diversos aspectos”, afirmou o presidente do Incra, Rolf Hackbart, nesta quarta-feira (1), durante visita à Fazendinha Agroecológica Km27, da Embrapa Agrobiologia, localizada na região metropolitana do Rio de Janeiro.
Hackbart participou do evento Dia de Campo. Lá foram apresentadas as possibilidades tecnológicas para assentamentos desenvolvidas na Fazendinha Agroecológica. O presidente do Incra estava acompanhado do superintendente do Incra/RJ, Mário Lúcio Melo Júnior, e foi recebido pelo chefe geral da Embrapa Agrobiologia, Eduardo Campello. Implantada em 1993 no município de Seropédica, na região metropolitana do Rio de Janeiro, com o plantio de horta orgânica, a Fazendinha Agroecológica é um espaço de 59 hectares, onde são cultivadas anualmente mais de 50 espécies de plantas. Há frutíferas variadas, entremeadas a plantios de hortaliças e cereais, adequando-se ao complexo leguminosas e gramíneas para adubação verde e cobertura do solo, empregadas em sucessão e/ou consórcio simultâneo. Existe, ainda, uma área de preservação de fragmentos da Mata Atlântica e um horto botânico.
“Sempre repito que o cultivo em sistema orgânico é um filão a ser explorado pelos assentados. O modelo de agricultura tradicional baseado na monocultura e uso do veneno não é a reforma agrária que queremos”, disse Hackbart. O superintendente do Incra/RJ cita, entre as vantagens para o produtor rural, o custo de produção menor, o valor de mercado do produto orgânico e a utilização de máquinas leves, que possibilita aumento da ocupação produtiva da mão-de-obra familiar. A adoção da proposta agroecológica na política pública implementada pelo Incra será baseada na formação do quadro técnico da autarquia e das famílias assentadas.
Também despertou expectativa a iniciativa de criação do mestrado profissionalizante em Agricultura Orgânica. O curso poderá satisfazer a necessidade de formação de quadros de ATES que atendem o público da reforma agrária. A realização do Dia de Campo colocou em prática proposta que vem sendo construída entre a Embrapa Agrobiologia e o Incra/RJ desde 2007. Na época, foi realizada a capacitação para os quadros técnicos do Incra.

Fonte:MDA

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Segurança alimentar e horticultura agroecológica familiar


O termo segurança alimentar tem entre seus significados “alimento para todos, com qualidade e quantidade* *suficientes”. A qualidade dos alimentos diz respeito, principalmente, ao seu valor nutritivo. Na alimentação humana, as exigências nutricionais estão relacionadas às proteínas (carnes, leite, ovos, feijão, soja, entre outros), carboidratos (arroz, milho, trigo, mandioca, etc.), lipídeos (óleos vegetais e gorduras animais), vitaminas e sais minerais (principalmente frutas e hortaliças). Uma refeição completa e bem balanceada precisa ter todos os nutrientes essenciais. Incluir frutas e hortaliças nas refeições significa enriquecer a alimentação com vitaminas e sais minerais.
Alimento com qualidade, isto é, saudável, significa também alimento sem resíduos de agrotóxicos e sem aditivos químicos (muito usados nos alimentos industrializados). Por isso, de uma maneira geral, é preferível consumir alimentos frescos (“in natura”) e, sempre que possível, produzidos de forma agroecológica (orgânica).Em relação à quantidade de alimentos, é previsível que ocorrerá um aumento de consumo proporcional ao aumento da população: atualmente a população mundial já ultrapassa seis bilhões de habitantes, e até o ano de 2050 ultrapassará o total de 9 bilhões, ou seja, um aumento na ordem de 50% em 40 anos.
No Brasil, tem-se a perspectiva favorável para o aumento da oferta de alimentos. Existem áreas de terra a serem exploradas de forma mais eficiente e agricultores, trabalhadores rurais para atender as atividades agrícolas. De uma forma simplificada, pode-se dizer que dentre os principais fatores de produção agrícola, a terra e mão-de-obra são suficientes, mas em muitas situações falta o capital, ou seja, faltam recursos financeiros para insumos, equipamentos e instalações.
Existem atividades agrícolas que demandam recursos financeiros em quantidades relativamente baixas, como por exemplo, a produção orgânica de hortaliças em escala familiar. Neste caso, o principal fator limitante é a falta de conhecimento. Conhecimento de técnicas agrícolas que buscam o uso sustentável dos recursos naturais: solo, água, ar e biodiversidade (animais, vegetais e microorganismos). Produzir com eficiência econômica, sem poluir, sem degradar, aproveitando racionalmente os recursos locais existentes, com menor dependência de recursos externos.
Fica evidente, ao se conhecer a realidade atual da agricultura familiar do Mato Grosso do Sul (agricultor familiar tradicional, assentados, indígenas, quilombolas e pescadores), a carência de recursos financeiros (capital) e de assistência técnica (conhecimento). Ao se falar em agricultores de baixa renda, entende-se que são necessárias estratégias emergenciais para alcançar efetivamente o desenvolvimento rural e, ao mesmo tempo, o aumento da produção de alimentos em quantidade e qualidade.Para o desenvolvimento rural com sustentabilidade, é fundamental investir na educação da população, por meio de escolas bem estruturadas e professores motivados e preparados, inseridos no meio rural. Mas também, outra forma de levar o conhecimento para as famílias do campo, é por meio da assistência técnica e extensão rural.
Entre as estratégias existentes, em nível nacional, de promoção do desenvolvimento rural com sustentabilidade, vale a pena destacar o sistema Produção Agroecológica Integrada Sustentável (PAIS) - apoiado pelas instituições: Fundação Banco do Brasil, Sebrae, Ministério da Integração Nacional, Petrobrás, Agraer, Embrapa, Prefeituras Municipais, integrados a uma grande rede de organizações não governamentais, entre elas Associações de Produtores Rurais.Este sistema é uma tecnologia voltada para o agricultor familiar e consiste em horta com formato circular, com um galinheiro ao centro. Em um terreno anexo tem-se o quintal agroecológico. No conjunto, consiste numa produção agroecológica (orgânica) diversificada de alimentos: hortaliças, frutas, plantas medicinais, milho, feijão, mandioca, frangos e ovos entre outros.
No PAIS adotam-se as práticas agroecológicas, entre as principais: compostagem, vermicompostagem (húmus de minhoca), uso de biofertilizantes e defensivos alternativos (caldas, extratos de plantas, produtos biológicos e outros), cultivos consorciados (plantas companheiras), adubação verde, barreiras vegetais, rotação de culturas, plantio direto e variedades resistentes.
É importante ressaltar que com a produção diversificada de alimentos, incluindo frutas e hortaliças, o agricultor e sua família terão uma alimentação melhor balanceada e desta forma mais saúde, com maior resistência a doenças e mais disposição para o trabalho, entre outros benefícios. Além de atender o auto-abastecimento, o sistema pode gerar excedentes que poderão ser comercializados.Como diz o velho ditado, ao invés de darmos o peixe a quem necessita, devemos ensiná-lo a pescar. A Embrapa Agropecuária Oeste, em parceria com a Agraer, tem realizado pesquisas em horticultura orgânica e treinamentos para estudantes, técnicos e agricultores, com o objetivo de gerar e difundir tecnologias para esta atividade agrícola.


sábado, 25 de abril de 2009

Agroecologia:Sementes Agroecológicas de Hortaliças BioNatur

As Sementes Agroecológicas de Hortaliças BioNatur são produzidas por Agricultores Assentados pela Reforma Agrária e por Agricultores Familiares. A garantia de qualidade é atestada pela constante capacitação destes agricultores em Agroecologia e pelo seu compromisso ético alicerçado no trabalho coletivo e no respeito pela vida.A produção das Sementes Agroecológicas de Hortaliças BioNatur começou a ser desenvolvida em 1997, por assentados da reforma agrária e agricultores familiares, mais especificamente nos municípios de Hulha Negra e Candiota, localizados na região sul do Rio Grande do Sul. Coordenada pela COOPERAL (Cooperativa Regional dos Agricultores Assentados Ltda) a qual buscou construir alternativas ao processo de integração industrial promovido pelas empresas de sementes localizadas nesta região e ao modelo tecnológico baseado em pacotes agroquímicos. A estratégia foi, além de criar autonomia na produção e comercialização de sementes, buscou o resgate das sementes como patrimônio da humanidade,valorizando a cultura dos agricultores e a sua sabedoria. Este projeto aos poucos foi ganhando a simpatia e a confiança dos agricultores.Hoje a BioNatur, se constitui em uma importante rede nacional de produção e comercialização de sementes agroecológicas, graças ao desafio do qual centenas de famílias de agricultores assentados se desafiaram a protagonizar.



quinta-feira, 23 de abril de 2009

Técnicas Agroecológicas


Adubação verde

A adubação verde é o cultivo de plantas que estruturam o solo e o enriquecem com nitrogênio, fósforo, potássio, enxofre, cálcio e micronutrientes. As plantas de adubação verde devem ser rústicas e bem adaptadas a cada região para que descompactem o solo com suas raízes vigorosas e produzam grande volume de massa verde para melhorar a matéria orgânica, a melhor fonte de nutrientes para a planta.

Adubação orgânica

A adubação orgânica é feita através da utilização de vários tipos de resíduos, tais como: esterco curtido, vermicomposto de minhocas, compostos fermentados, biofertilizantes enriquecidos com micronutrientes e cobertura morta. Todos esses materiais são ricos em organismos úteis, macro e micro nutrientes, antibióticos naturais e substâncias de crescimento.

Adubação Mineral

A adubacão mineral é feita com adubos minerais naturais de sensibilidade lenta, tais como: pó de rochas, restos de mineração, etc. Estes adubos fornecem nutrientes como cálcio, fósforo, magnésio, potássio e outros, em doses moderadas, conforme as necessidades da planta.

Não usar agrotóxicos

Os agrotóxicos, além de contaminar as águas, envenenar os alimentos, matar os inimigos naturais dos parasitas e contaminar quem os manuseia, desequilibram as plantas, tornando-as mais suscetíveis.É comum que logo depois de uma aplicação de agrotóxicos as plantas sofram ataques ainda mais fortes, obrigando o agricultor a recorrer a venenos mais fortes ainda.

Não usar adubos químicos solúveis

Este tipo de adubação é a causa de dois problemas sérios: a morte de microorganismos úteis do solo e a absorção forçada pela plantas, pois estes sais, além de se solubilizarem na água do solo, apresentam-se em altas concentrações. Este processo resulta em desequilíbrio fisiológico da planta, deixando-a suscetível aos parasitas.

Usar defensivos naturais

Defensivos naturais são produtos que estimulam o metabolismo das plantas quando pulverizados sobre elas. Estes compostos, geralmente preparados pelo agricultor, não são tóxicos e são de baixo custo. Como exemplos podemos citar: biofertilizantes enriquecidos, água de verme composto, cinzas, soro de leite, enxofre, calda bordalesa, calda sulfocálcica, etc.

Combinação e rotação de culturas

Esta consiste em cultivar conjuntamente plantas de diferentes famílias, com diferentes necessidades nutricionais e diferentes arquiteturas de raízes, que venham a se complementarem. Como, por exemplo, o plantio conjunto de gramíneas (milhos) e leguminosas (feijão). Também podem ser utilizadas plantas consideradas inços, pois elas são bem adaptadas, retiram nutrientes de camadas profundas, colocando-os em disponibilidade na superfície e produzem grande volume de biomassa.Antes de implantar a cultura, estas plantas são incorporadas através de aração rasa para que se decomponham e deixem os nutrientes disponíveis às culturas. No caso dos pomares, são deixadas na superfície e controladas com roçadas baixas. Como exemplo podemos citar o caruru, o picão branco, o nabo, a samambaia etc.