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quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Você sabe quais são os alimentos que mais contêm agrotóxicos?

O Proteste realizou um teste com vários alimentos para identificar o teor de pesticidas contido neles. O resultado foi preocupante.Para a EBC, a coordenadora técnica da Proteste na área de alimentos, Pryscilla Casagrande, explicou sobre o teste de pesticidas feito em oito alimentos vendidos em feiras e supermercados do Rio de Janeiro e de São Paulo. Os oito alimentos testados foram: alface crespa, maçã, milho, morango, pimentão verde, tomate, farinha de trigo e soja em grão. Trinta amostras desses alimentos foram adquiridas em supermercados e feiras das cidades revelando uma grande preocupação acerca do teor dos pesticidas nesses alimentos. Segundo Pryscilla, o teste pretendia investigar se havia agrotóxico nos produtos; em caso afirmativo, se o agrotóxico utilizado estava dentro da regulamentação nacional; ou se havia resíduo de agrotóxico proibido no Brasil. Todos os casos foram encontrados nos oito produtos analisados. 

Alimentos que mais contêm agrotóxico 

O alimento mais venenoso é o pimentão verde. Nele foram encontrados 19 tipos de resíduos de agrotóxico, sendo que 9 deles são proibidos no Brasil.Em segundo lugar, está o morango. Em metade das amostras, foram encontrados problemas.A soja também revelou, em 100% das amostras, resíduos acima do permitido pela legislação.Nos demais alimentos também foram encontrados resíduos acima da lei, além dos proibidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), por serem nocivos à saúde. Infelizmente, esse problema vem se agravando no Brasil, porque os testes têm mostrado o aumento de substâncias nocivas à nossa saúde em alimentos. Pryscilla alerta que, quando cozinhamos os alimentos, não se eliminam os agrotóxicos totalmente. Como essas substâncias são usadas no plantio, elas entram no alimento. Mas ainda assim é fundamental lavar, colocar de molho em vinagre e cozinhar os alimentos, pois isso ajuda a reduzir a quantidade de agrotóxicos.
A solução é buscar alimentos orgânicos, embora sejam mais caros, caso você possa adquiri-los. Outra opção é cultivar a sua própria horta em casa. Evite alimentos brilhosos, coloridos, grandes, porque alguns agrotóxicos fazem uma maquiagem nos produtos, melhorando a aparência deles. Cuidado, também, com os falsos orgânicos. Compre alimentos, sempre, de fontes conhecidas.

Fonte:https://www.greenme.com.br

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Agrotóxicos podem afetar 4 gerações


Agrotóxicos que afetaram a saúde de uma pessoa podem provocar danos a seus descendentes por até quatro gerações, segundo pesquisadores da Washington State University.A equipe de cientistas obteve evidências de que algumas doenças hereditárias podem ser causadas por venenos que poluem o útero.Pesquisa em ratos sugeriu que toxinas ambientais produzidas pelo homem podem alterar a atividade genética, permitindo o surgimento de doenças que são transmitidas por pelo menos quatro gerações.A pesquisa foi publicada pelo jornal Science.

Hormônios
Os cientistas expuseram duas ratazanas grávidas a agrotóxicos durante o período em que o sexo dos fetos estava sendo determinado.Os produtos químicos eram vinclozolin, fungicida muito comum em vinhedos, e o pesticida methoxyclor.Os dois são conhecidos como produtos químicos que interferem no funcionamento normal dos hormônios reprodutivos.As ratazanas expostas aos agrotóxicos produziram filhos do sexo masculino com baixa contagem de esperma e fertilidade fraca.
Quando esses ratos foram cruzados com fêmeas que não tinham sido expostas às toxinas, ainda assim seus descendentes do sexo masculino apresentaram o mesmo problema.O efeito persistiu em pelo menos quatro gerações, prejudicando a fertilidade de mais de 90% dos machos de cada geração.Os pesquisadores constataram que o dano não foi causado por alterações no código do DNA, mas por alterações na forma com que os genes operam.Essas mudanças "epigenéticas" são provocadas por partículas químicas que aderem ao DNA, modificando sua atividade.As alterações epigenéticas já eram conhecidas, mas não se sabia que eram transmitidas às futuras gerações.

Câncer
O pesquisador chefe, Michael Skinner, acredita que elas podem contribuir para doenças como câncer de seio e de próstata.As duas doenças estão se tornando mais comuns e Skinner diz que isso não é devido apenas a mutações genéticas.Os pesquisadores acreditam que a exposição a toxinas ambientais pode ter um papel importante no processo evolucionário.A evolução pode não ser provocada integralmente por mutações genéticas, como era comum acreditar.
"É uma nova forma de pensar sobre a doença", disse Skinner.
"Acreditamos que esse fenômeno será um fator importante para entender como a doença se desenvolve."
Mas Skinner enfatizou que é necessário pesquisar mais para reforçar essas constatações.Os níveis de produtos químicos a que os ratos foram expostos foram elevados, muito mais altos do que as pessoas enfrentam normalmente.O professor Alan Boobis, toxicologista do Imperial College London, disse à BBC que as constatações são interessantes, mas não há necessidade de as pessoas ficarem assustadas.
"Esse efeito provavelmente depende da concentração e esses animais foram expostos a níveis muito elevados de produtos químicos", disse.
"Precisamos descobrir se esse efeito transgeracional se traduz em doses muito mais baixas."

Fonte:BBC-UOL

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Agrotóxicos: a agressão a saúde humana e ao meio ambiente


A agricultura brasileira tem feito uso de insumos químicos, principalmente de agrotóxicos, e isso acarretou uma serie de problemas ecológicos.Até os anos 50 as atividades da agricultura estavam direcionadas para geração de produtos (café e algodão, principalmente) para o autoconsumo da população residente no meio rural e alguns poucos núcleos urbanos, mas com o aumento da população urbana houve a necessidade de aumentar a produção agrícola para abastecer os centros urbanos, utilizando agrotóxicos para combater as pragas mesmo sem saber quais as conseqüências que poderiam ser geradas por estes produtos.
A contaminação de alimentos, poluição de rios, erosão de solos e desertificação, intoxicação e morte de agricultores e extinção de espécies animais, são algumas da mais graves conseqüências da agricultura química industrial e do uso indiscriminado de agrotóxicos largamente estimulados nos últimos 25 anos.Devido à contaminação ambiental e aos resíduos de agrotóxicos nos alimentos, podemos também estimar que as populações residentes próximas a áreas de cultivo e os moradores urbanos também estão significativamente expostos aos efeitos nocivos destes agentes químicos.
Os agrotóxicos atuam de duas maneiras no comprometimento da saúde da população: através das intoxicações dos agricultores durante a aplicação desses produtos ou através do consumo de alimentos contaminados com resíduos de veneno. Além disso, os organoclorados (aldrin, clorobenzilato e heptacloro) são cancerígenos em animais de laboratório, ou seja, podem causar câncer.
A magnitude do impacto resultante do uso de agrotóxico sobre o homem do campo, no Brasil pode ser depreendida a partir dos dados do ministério da saúde. De acordo com estes dados, em 2003 houve aproximadamente 8000 casos de intoxicações por agrotóxicos, dos quais 30% foram observadas em áreas rurais. Estes dados, entretanto, não refletem a real dimensão do problema, ama vez que os mesmos advêm de centros de controle de intoxicações, situados em centros urbanos, inexistentes em varias regiões produtoras importantes ou de difícil acesso para muitas populações rurais
A fauna e a flora também são afetadas com o uso de insumos químicos,as terras carregadas pelas águas das chuvas levam para os rios, lagoas e barragens, os resíduos de agrotóxicos, comprometendo a fauna e a flora aquática, além de comprometer as águas captadas com a finalidade de abastecimento. Podem também provocar o aumento das pragas ao invés de combatê-las, pois na medida em que se usam insumos químicos as pragas tornam-se mais resistentes, necessitando de agrotóxico cada vez mais forte, desse modo, agredindo ainda mais o ambiente dizimando até os próprios predadores naturais das pragas.A utilização de agentes químicos na agricultura sem dúvida acarreta uma serie de impactos ambientais e põe em risco a vida humana.

Fonte:Katiane Maria Sales de Assis / Universidade Estadual do Ceará (UECE)

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Agrotóxicos à base de cihexatina serão banidos do Brasil


Agrotóxicos a base da substância ativa cihexatina serão retirados do mercado brasileiro até novembro de 2011. É o que prevê resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), publicada no último dia 12. A norma da Agência determina, ainda, a proibição imediata da importação e o registro de novos agrotóxicos à base dessa substância. "Com essa medida o Brasil segue uma tendência mundial, a cihexatina já foi banida dos Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Japão, China, Áustria, Belize, Kuwait, Laos, Suécia e Tailândia", explica Luiz Cláudio Meirelles, gerente geral de Toxicologia da Anvisa.
Produtos à base de cihexatina também tiveram o registro cancelado na Austrália, Filipinas, Líbia, Nova Zelândia e União Européia. A cihexatina é utilizada na fabricação de sete agrotóxicos, registrados principalmente para a citricultura. Antes da reavaliação, o agrotóxico podia ser aplicado nas culturas de maçã, morango, pêssego, café e berinjela. Estudos em laboratório com ratos, coelhos e camundongos mostram graves riscos à saúde. Os principais efeitos da cihexatina são malformações fetais, em especial a hidrocefalia.
As experiências provaram ainda risco de aborto, efeitos sobre o sistema reprodutivo, danos à pele, pulmões, visão, fígado e rins, entre outros. As doses em que apareceram esses efeitos nos animais sugerem que a cihexatina não é segura para os trabalhadores rurais, consumidores das culturas tratadas e população em geral. TRANSIÇÃO Durante esses dois anos que ainda será permitida no Brasil, a cihexatina só poderá ser utilizada para a cultura de citros, no estado de São Paulo, para o controle da resistência do ácaro da leprose.
Nesse período, o Limite Máximo de Resíduos permitido para substância foi reduzido de 0,5 mg/kg para 0,01 mg/kg. Isso significa que cada quilo de alimento só poderá conter 0,01mg de resíduo da substância. O intervalo de segurança para aplicação da substância também aumentou de 30 para 90 dias, ou seja, deverá ser garantido o prazo de no mínimo 90 dias entre a última aplicação do agrotóxico e a colheita dos citros tratados. O uso da cihexatina para as culturas de morango, pêssego, café, maçã e berinjela está proibido imediatamente.


Fonte:Agência Nacional de Vigilância Sanitária

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Lei do Paraná estimula recolhimento de agrotóxicos proibidos no país


Estima-se que só no Paraná ainda existam 3 milhões de quilos de Hexaclorobenzeno, agrotóxico conhecido como BHC ou pó de broca, usado nas culturas do algodão e do café e proibido no Brasil desde 1985.Tal substância pode causar danos irreversíveis ao sistema nervoso central, mas, a exemplo de outros agrotóxicos também rechaçados legalmente, permanece armazenado por agricultores, quase sempre em condições precárias, o que apresenta riscos à saúde pública e predispõe à contaminação do solo, da água e do ar.Agora, o Governo do Paraná deu o passo inicial para a resolução do problema, ao sancionar um projeto de Lei de autoria dos deputados estaduais Luiz Eduardo Cheida - que é médico - e Rosane Ferreira, estabelecendo prazo de seis meses para que pessoas físicas e jurídicas informem aos órgãos competentes a guarda de quaisquer agrotóxicos proibidos por lei. A partir daí, é o Estado que vai se incumbir de retirar o veneno da propriedade e dar-lhe um destino adequado.
O PL determina, a partir dessa auto-denúncia, que os agricultores ficarão isentos de sanções de qualquer natureza relacionadas à guarda desses produtos. “O Estado não sabe onde os agrotóxicos proibidos estão e quem sabe tinha medo de contar”, diz Cheida. “Tornar os agricultores parceiros será a certeza de eliminarmos estes agrotóxicos proibidos do Paraná de uma vez por todas”, reforça.O projeto, pioneiro no país, já havia recebido apoio unânime do Conselho Estadual do Meio Ambiente.A necessidade de intervenção do Estado, segundo Cheida, justifica-se sobretudo porque a destinação correta desses produtos exige incineração com temperatura igual ou superior a mil graus centígrados, condição só existente em dois locais do Brasil – Belford Roxo, no Rio de Janeiro, e Suzano, em São Paulo.“O investimento para o Paraná é ínfimo diante dos benefícios diretos e indiretos para a saúde pública e da economia com despesas para a contenção e recuperação dos danos ambientais causados por estes agrotóxicos”, pondera o deputado.


Fonte: Assessoria de Imprensa do Governo do Paraná

domingo, 10 de maio de 2009

A contaminação dos solos por herbicidas e pesticidas

O solo é um recurso natural vital para o funcionamento do ecossistema terrestre e dos ciclos naturais. Apresenta inúmeras funções - uma delas é atuar como um filtro, graças a sua capacidade de depurar grande parte das impurezas nele depositadas; ele age também como um “tampão ambiental”, diminuindo e degradando compostos químicos prejudiciais ao meio ambiente. Essa capacidade de filtração e tamponamento, no entanto, é limitada, podendo ocorrer alteração da qualidade do solo em virtude do efeito acumulativo da deposição de poluentes atmosféricos, da aplicação de defensivos agrícolas e fertilizantes e da disposição de resíduos sólidos industriais, urbanos, materiais tóxicos e radioativos.Os Estados Unidos foram um dos primeiros países a discutir possíveis efeitos dos defensivos agrícolas sobre o meio ambiente, em meados de 1944, mas somente em 1988, quase 44 anos depois, a partir de pesquisas comprovadas, os cientistas passaram a estar realmente cientes dos problemas de pesticidas no solo.

Antes de discutir a contaminação dos solos é necessário entender algumas denominações:

-Contaminante: produto encontrado em um determinado meio em uma concentração abaixo dos níveis toleráveis em relação a critérios adotados.

-Poluente: produto encontrado em um determinado meio em concentração acima dos níveis toleráveis em relação a critérios adotados.

A preocupação com os processos de poluição do solo vem crescendo em todo o mundo dado aos graves efeitos que pode ocasionar sobre a humanidade. No que se refere à legislação, o Brasil tem a lei do Estado da Bahia, nº 3.858/80, Decreto nº 28.687/82, elaborada pelo Sistema Estadual de Administração dos Recursos Ambientais/Seara, criado a partir do Centro de Recursos Ambientais da Bahia, primeiro órgão ambiental brasileiro certificado pela ISO 9001. O artigo 72 da lei diz que “Poluição do solo e do subsolo consiste na deposição, disposição, descarga, infiltração, acumulação, injeção ou enterramento no solo ou no subsolo de substâncias ou produtos poluentes, em estado sólido, líquido ou gasoso.”

Contaminantes do solo com herbicidas

A contaminação ambiental causada pelo uso crescente e indiscriminado de agroquímicos, em especial os herbicidas, tem gerado preocupações quanto ao lançamento inadequado desses compostos no ambiente. Sendo os agroquímicos tóxicos ao homem e organismos vivos, devem ser tomadas precauções quanto a sua aplicação e, principalmente, quanto aos resíduos provenientes das mais diversas fontes e à disposição final adequada, sem comprometimento do meio ambiente como um todo e dos solos em particular. Os herbicidas são os pesticidas mais persistentes no ambiente, ou seja, são degradados mais lentamente que os outros agrotóxicos atuais. O 2-4D e vários outros POPs (poluentes orgânicos persistentes) em geral são exemplos de pesticidas bastante estáveis, e por isso, são encontrados até hoje no ambiente natural.No Brasil, houve um aumento notável no consumo de agrotóxicos, principalmente dos herbicidas, em razão da expansão da fronteira agrícola e do aumento de terras onde é praticado o plantio direto.

Contaminantes do solo com pesticidas

Os pesticidas, também conhecidos como agrotóxicos, são defensivos agrícolas de ação tóxica que têm como ingredientes ativos compostos químicos formulados para controlar ou erradicar vetores de doenças animais, vegetais ou humanas, pragas (insetos, fungos, bactérias, ácaros) e ervas daninhas que competem com a cultura a ser comercializada. O seu uso se deve às necessidades de controle de pragas e doenças que atacam culturas de interesse agronômico onde o controle biológico ainda não é comercialmente viável. Este uso deveria ocorrer em condições controladas, isto é, que possibilitassem a produção agrícola e, ao mesmo tempo, mantivessem o ambiente preservado. Na maioria das vezes não é isso que ocorre e após aplicações diretas ou, indiretas (nas culturas), o solo pode ser contaminado não-intencionalmente provocando graves desequilíbrios ambientais e problemas para todos os seres vivos.A contaminação do ambiente, animais e pessoas por agrotóxicos começou a ser detectada a partir da década de 40 quando o uso de pesticidas tornou-se intensivo. Sabe-se que os pesticidas têm efeitos primários, quando atuam contaminando diretamente a espécie levando muitos indivíduos à morte imediata, e efeitos secundários, quando quebram a cadeia alimentar impossibilitando a manutenção de populações de determinada espécie em uma região.


terça-feira, 21 de abril de 2009

Agrotóxicos na mesas dos brasileiros, alerta ANVISA


A ANVISA, através do seu Programa Nacional de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA), revelou recentemente que alimentos presentes na mesa do brasileiro apresentaram resíduos irregulares de defensivos agrícolas: morango (43,6% de contaminação),tomate (44,7%), alface (40%), banana (4,3%), batata (1,36%), cenoura (9,9%), laranja (6%), maçã (2,9%) e mamão (17,2%). No total, 1.198 amostras, recolhidas pelas vigilâncias sanitárias de Estados e municípios, foram analisadas.
O estudo também constatou o uso de agrotóxicos já proibidos.Segundo a Nota Técnica de Esclarecimento sobre o Risco de Consumo de Frutas e Hortaliças Cultivadas com Agrotóxicos, publicada pela ANVISA, o ato de lavar não retira completamente os agrotóxicos dos alimentos e “ a ANVISA não tem conhecimento de estudos científicos que comprovem a eficácia da água sanitária ou do cloro na remoção ou eliminação de resíduos de agrotóxicos nos alimentos” .
Ainda segundo a nota técnica, para diminuir a ingestão de agrotóxicos, o consumidor deve “optar por alimentos certificados como, por exemplo, os orgânicos, e por alimentos da época, que a princípio necessitam de uma carga menor de agrotóxicos para serem produzidos. A orientação é procurar fornecimento de produtos com a origem identificada, pois isto aumenta o comprometimento dos produtores em relação à qualidade dos alimentos, com a adoção das boas práticas agrícolas”.


Fonte:www.anvisa.gov.br

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Cuidado: agrotóxicos na mesa


De cada dez pés de alface à venda em feiras e supermercados, quatro estão contaminados por resíduos de agrotóxicos. Cerca de 40% do tomate e do morango consumidos pelos brasileiros contêm vestígios irregulares de defensivos. Os dados são do relatório do Programa Nacional de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (Para), divulgado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Das 1.198 amostras analisadas pela agência em 2007, 207 apresentaram resultados insatisfatórios, ou seja, mais de 17% do total de alimentos continha resíduos de agrotóxicos não autorizados ou acima do limite máximo permitido. Os casos mais preocupantes são as culturas de morango (com 43,6% de contaminação), de tomate (com 44,7%) e de alface (com 40%). "O aumento nos resíduos de agrotóxicos encontrados em tomate, alface e morango em 2007 pode ser correlacionável com o súbito acréscimo observado na importação de agrotóxicos por países da América do Sul, incluindo o Brasil", segundo o documento.
Na avaliação do pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Nozomu Makshima, o aumento da contaminação do tomate, que cresceu 42% em relação a 2006, se deve ao "uso pouco criterioso" dos agrotóxicos pelos produtores. "Eles aplicam (agrotóxicos) sem muito critério. Os resíduos permanecem por causa da freqüência com que o produtor aplica, ele não obedece o período de carência", aponta. De acordo com Makshima, o alto índice de amostras de alface com resíduos de agrotóxicos merece atenção redobrada por se tratar de uma cultura "muito sensível" ao uso de defensivos, além do alimento ser consumido sem preparo, cru. Outros seis alimentos que "estão regularmente na mesa do consumidor brasileiro" também foram analisados em 2007 e registraram resíduos irregulares de defensivos agrícolas: banana (4,3%), batata (1,36%), cenoura (9,9%), laranja (6%), maçã (2,9%) e mamão (17,2%). Foram usadas na análise amostras de 16 estados de todas as regiões do país.
Entre as substâncias encontradas nos alimentos estão ingredientes ativos de diversos tipos de agrotóxicos, como endossulfam, acefato e metamidofós, que, de acordo com a Anvisa, são conhecidos pela neurotoxidade e riscos de desregulação endócrina e toxicidade reprodutiva. Uma portaria da agência de fevereiro de 2008 determinou a reavaliação toxicológica desses e de outras 11 ingredientes ativos, que pode, inclusive, resultar na proibição do uso dessas substâncias nas lavouras brasileiras. Em 2008, segundo a Anvisa, o Programa Nacional de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos acrescentou o abacaxi, arroz, cebola, feijão, manga, pimentão, repolho e uva à lista de culturas agrícolas analisadas.


Fonte:http://www.opovo.com.br

terça-feira, 10 de março de 2009

A agricultura e o uso de agrotóxicos


O uso de métodos não-sustentáveis na agricultura tem provocado grandes agressões ao meio ambiente: erosão, infertilidade, desertificação, mudanças climáticas, contaminação dos solos, das águas, dos animais e dos seres humanos.O uso indiscriminado de agrotóxicos acarreta muitos problemas, se usado sem respeitar as normas de segurança e sem orientação técnica, podem contaminar os solos, os rios, os aplicadores e os consumidores. A esse respeito, foi-nos relatado pela professora Ana Lúcia, de gerenciamento de recursos naturais, uma experiência com aplicador de agrotóxico que não fazia uso de proteção: foi afixado na sua roupa absorventes higiênicos e ele foi fazer a aplicação do produto como normalmente fazia.
O resultado foi assustador, quando retirados os absorventes eles estavam ensopados de veneno, que normalmente ia para a sua pele. O que poderá causar a saúde dessa pessoa ao longo do tempo? Foi-me relatado que um trabalhador que não usava proteção adequada precisou fazer hemodiálise por causa de problemas renais provavelmente causados pela falta de proteção no manuseio de produto tóxico. Soube que essa pessoa acabou falecendo.Um outro caso que foi colocado é que não existe um agrotóxico específico para a cultura do tomate, morango, couve, enfim, alimentos que normalmente consumimos, o que existe é o uso por parte do agricultor da sobra de produto que normalmente é aplicado na soja, por exemplo.
Frutas e legumes precisam receber muitas aplicações, acabamos consumindo um produto sem qualidade e com doses altíssimas de pesticidas, sem falar no aumento dos custos no preço final dos produtos. Apesar do uso constante de produtos químicos as pragas e pestes continuam a provocar perdas nas safras, uma vez que se tornam resistentes a esses produtos.Uma alternativa a agricultura convencional é a agricultura orgânica, que não agride o meio ambiente, que pode fornecer o sustento sadio para as pessoas e regeneração para os solos castigados pelo uso de produtos químicos.

Fonte: http://ambientedeluz.blogspot.com

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Agrotóxicos: o que são e como se classificam.


Os agrotóxicos podem ser definidos como quaisquer produtos de natureza biológica, física ou química que têm a finalidade de exterminar pragas ou doenças que ataquem as culturas agrícolas. Os agrotóxicos podem ser :
>pesticidas ou praguicidas combatem insetos em geral)
>fungicidas (atingem os fungos)
>herbicidas (que matam as plantas invasoras ou daninhas)

Os agrotóxicos podem ser classificados de acordo com os seguintes critérios:

Quanto à finalidade:
>ovicidas (atingem os ovos dos insetos),larvicidas (atacam as larvas), acaricidas (específicos para ácaros),formicidas (atacam formigas).

Quanto à maneira de agir:
>através de ingestão ( a praga deve ingerir a planta com o produto),microbiano (o produto contém microorganismos que atacarão a praga ou o agente causador da doença)por contato ( ao tocar o corpo da praga o produto já faz efeito).

Quanto à origem:
>inorgânicos
>orgânicos.

Os agrotóxicos organo-sintéticos de uso proibido na Agricultura Agroecológica são:

Clorados: grupo químico dos agrotóxicos compostos por um hidrocarboneto clorado que tem um ou mais anéis aromáticos. Embora sejam menos tóxicos (em termos de toxicidade aguda que provoca morte imediata) que outros organo-sintéticos, são também mais persistentes no corpo e no ambiente, causando efeitos patológicos no longo prazo. O agrotóxico organoclorado atua no sistema nervoso, interferindo nas transmissões dos impulsos nervosos. O famoso DDT faz parte deste grupo.

Cloro-fosforados: grupo químico dos agrotóxicos que possuem um éstere de ácido fosfórico e outros ácidos à base de fósforo, que em um dos radicais da molécula possui também um ou mais átomos de cloro. Apresentam toxidez aguda (são capazes de provocar morte imediata) atuando sobre uma enzima fundamental do sistema nervoso (a colinesterase) e nas transmissões de impulsos nervosos.

Fosforados: grupo químico formado apenas por ésteres de ácido fosfórico e outros ácidos à base de fósforo. Em relação aos agrotóxicos clorados e carbamatos, os organofosforados são mais tóxicos (em termos de toxidade aguda), mas se degradam rapidamente e não se acumulam nos tecidos gordurosos. Atua inibindo a ação da enzima colinesterase na transmissão dos impulsos nervosos.

Carbamatos: grupo químco dos agrotóxicos compostos por ésteres de ácido metilcarbônico ou dimetilcarbônico. Em relação aos pesticidas organoclorados e organofosforados, os carbamatos são considerados de toxicidade aguda média, sendo degradados rapidamente e não se acumulando nos tecidos gordurosos. Os carbamatos também atuam inibindo a ação da colinesterase na transmissão dos impulsos nervosos cerebrais. Muitos desses produtos foram proibidos em diversos países também em virtude de seu efeito altamente cancerígeno.