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sábado, 11 de fevereiro de 2017

Diferença entre café gourmet e café orgânico




 
O café gourmet é reconhecido no mercado de cafés especiais como indicador de qualidade superior, relacionado a características intrínsecas do grão verde, como aroma, sabor, corpo, acidez e sabor residual.A partir da implantação do Programa de Qualidade do Café (PQC) em 2004, a Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic) estabeleceu normas para classificação do produto e obtenção de selo de qualidade da instituição. Dessa forma, classificou o café torrado em grão ou torrado e moído, em três níveis: tradicionais, superiores ou gourmet.
Os cafés gourmet são constituídos de café 100% arábica de origem única, ou ”blendados", que atendam às características e à qualidade global da bebida. Em relação ao aspecto, devem apresentar grãos de café arábico dos tipos 2 a 4 COB13, com ausência de grãos com defeitos pretos, verdes, e ardidos, preto verdes e fermentados.A qualidade superior está também ligada à origem da cultura, quando se explora a diferenciação por meio dos atributos territoriais (solo, clima, altitude e temperatura). A denominação de origem pode ser identificada informalmente, identificando-se a localização específica de uma determinada fazenda ou região, ou de modo formal, a partir de critérios estabelecidos na legislação, como no caso de Minas Gerais, que foi precursor ao estabelecer quatro regiões produtoras, por meio de um decreto.É importante ressaltar que a lei foi importante, mas, na prática, é fundamental estabelecer um padrão específico e inerente a cada região, para que possam ser adotados sistemas de controle e certificação como garantia de que o produto está em conformidade com os critérios mínimos exigidos.
Café orgânico
Para que um café possa adotar essa denominação, deve ser produzido com base em princípios de não utilização de agrotóxicos. Outro fator importante é a adoção de sistemas de produção orgânica que possam oferecer um equilíbrio entre o solo e a planta, a partir do uso da matéria orgânica, resultando em plantas mais resistentes a pragas e doenças. Essa cultura deve seguir a filosofia mais ampla da agricultura orgânica e adotar princípios básicos e sistemas de certificação capazes de atestar e garantir as características inerentes, permitindo assim a busca de posicionamento e valores diferenciados no mercado.

Fonte: https://www.sebrae.com.br

domingo, 29 de janeiro de 2017

Produtores de café orgânico do noroeste fluminense criam marca própria

Produtores de café orgânico do noroeste fluminense estão perto de, literalmente, expandir seus mercados. E tudo depende de uma marca própria do produto, que deve ser lançada até abril.
Desta forma, a próxima safra da Associação dos Produtores Orgânicos do Extremo Noroeste Fluminense (Aproenf) – estimada em 200 sacas entre julho e agosto – poderá ser vendida diretamente no varejo. Hoje, sem marca própria, a distribuição está restrita à venda direta ao consumidor, a feiras livres ou ao fornecimento de merenda para as escolas públicas da região.
O grupo reúne oito produtores de café, e mais quatro em fase de adesão – há também agricultores de hortaliças. As plantações estão concentradas nas cidades de Varre-Sai, Porciúncula e Bom Jesus do Itabapoana.

Escolha

Os produtores participaram diretamente do processo de conceituação da nova marca.O grupo de Disseminação e o Departamento de Comunicação do programa Rio Rural (da Secretaria estadual de Agricultura e Pecuária), então, elaboraram um briefing e apresentaram três propostas com nomes e logos, que foram escolhidas pelos cafeicultores. A "eleita" está em processo de validação.
"Já escolhemos a marca e só falta registrá-la porque depende, ainda, de questões burocráticas, como a legalização da máquina de torrefação, que já está montada. Até abril esperamos que esteja tudo resolvido", acredita o produtor José Sávio Muruci, idealizador da Aproenf.
O processo burocrático já faz parte da rotina. Os produtores obtiveram dois importantes certificados ao longo dos últimos anos: a certificação orgânica pela categoria Organização de Controle Social (OCS) – do Ministério do Meio Ambiente -, e o selo orgânico na modalidade Sistema Participativo de Garantia (SPG), da Associação de Agricultores Biológicos do Estado do Rio (Abio), o que possibilita a comercialização no mercado convencional.
Para tal, foram necessárias mudanças no campo por parte dos agricultores. O conceito de café orgânico precisa seguir critérios rigorosos na produção e também em outros aspectos, como manuseio da terra e impactos ambientais e sociais da área de cultivo.
"É preciso seguir os critérios, que não ficam restritos à produção. Existe toda uma avaliação das questões sociais e ambientais, e se a plantação está ambientalmente adequada. Além da troca de insumos químicos industrializados, há uma preocupação com manejo e conservação de solo, e o aumento da biodiversidade na área", explica José Sávio.

Rastreabilidade

O próprio cafeicultor conta que exerce a função de consultor para outros produtores da Aproenf. "Temos controle rigoroso de rastreabilidade e os produtores fazem a autorregulamentação para que não haja fraudes", garante.
Ao mesmo tempo, o grupo está confiante com o sucesso da futura marca no mercado. "A marca expressa de forma bem completa a nossa identidade, fazendo alusão aos principais elementos que compõem a produção de café em nossa região", enaltece José Sávio.


Fonte : DCI