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terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

O mercado global orgânico continua a crescer em todo o mundo

A empresa de pesquisa de mercado Organic Monitor estima que o mercado global de alimentos orgânicos atingiu 81,6 bilhões de dólares em 2015 (aproximadamente 75 bilhões de euros). Os Estados Unidos são o principal mercado com 35,9 bilhões de euros, seguidos da Alemanha (8,6 bilhões de euros), da França (5,5 bilhões de euros) e da China (4,7 bilhões de euros). Em 2015, a maior parte dos principais mercados apresentou taxas de crescimento de dois dígitos. A maior despesa per capita foi na Suíça (262 euros), e a Dinamarca tem a maior quota de mercado orgânico (8,4% do mercado alimentar total).

Mais de dois milhões de produtores

Em 2015, foram registrados 2,4 milhões de produtores orgânicos. A Índia continua a ser o país com o maior número de produtores (585.200), seguido pela Etiópia (203.602), e o México (200.039).

Mais de 50 milhões de hectares de terras agrícolas orgânicas

Um total de 50,9 milhões de hectares foram geridos organicamente no final de 2015, representando um crescimento de 6,5 milhões de hectares comparados a 2014, o maior crescimento já registrado. A Austrália é o país com a maior área agrícola orgânica (22,7 milhões de hectares), seguido pela Argentina (3,1 milhões de hectares) e os Estados Unidos da América (2 milhões de hectares). Quarenta e cinco por cento das terras agrícolas orgânicas globais estão na Oceania (22,8 milhões de hectares), seguidas pela Europa (25 por cento, 12,7 milhões de hectares) e América Latina (13 por cento, 6,7 milhões de hectares).

Dez por cento ou mais das terras agrícolas são orgânicas em onze países

O Liechtenstein (30,2 por cento), a Áustria (21,3 por cento) e a Suécia (16,9 por cento) são os países com a maior quota de terras agrícolas orgânicas do seu total de terras agrícolas. Em onze países, 10% ou mais de todas as terras agrícolas são orgânicas.


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Em 2017 a área de produção orgânica no Brasil deve passar dos 750 mil hectares



 
A área de produção orgânica no país, em 2017, deve passar da marca dos 750 mil hectares registrados no ano passado. Segundo a Coordenação de Agroecologia (Coagre) da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo (SDC), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), esse tipo de cultivo no campo já é encontrado em 22,5% dos municípios brasileiros. E a perspectiva é ainda maior para este ano que se inicia.

Dados da Coagre indicam que houve um salto de 6.700 mil unidades, em 2013, para aproximadamente 15.700, em 2016, ou seja, mais que o dobro de crescimento em três anos. Sudeste é a região com maior área de produção orgânica, totalizando 333 mil hectares, com 2.729 registros de produtores na Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (CNAPO), também vinculada ao Mapa. Na sequência, aparecem as regiões Norte (158 mil hectares), Nordeste (118,4 mil), Centro-Oeste (101,8 mil) e Sul (37,6 mil).

Coordenadora do Centro de Inteligência em Orgânicos (CI Orgânicos), mantido pela Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), Sylvia Wachsner avalia que “o incremento das unidades orgânicas no Brasil é muito importante, por ser um indicativo de que, cada vez mais, os produtores rurais estão investindo em uma produção sem o uso de insumos agroquímicos, que é uma opção mais segura para o próprio agricultor, para o consumidor e, especialmente, para o meio ambiente”.

“Ao mesmo tempo, vem se firmando a consciência de que os alimentos orgânicos têm o apelo dos consumidores por serem bons para a saúde, fato que abre novas oportunidades de mercados”, comenta Sylvia.

Para ela, “esse crescimento produtivo vem ocorrendo, sobretudo, devido ao incremento dos agricultores familiares, que vêem na agroecologia e na produção orgânica em si uma maneira de atender, dentro dos próprios municípios, a programas que envolvem, por exemplo, a merenda escolar, por meio do PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar)”.


Fonte: SNA – Sociedade Nacional de Agricultura

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Mercado global de produtos lácteos orgânicos chegará a mais de 36 milhões de dólares até 2020

O mercado global de alimentos e bebidas lácteas deverá crescer de um CAGR de 14,25% em 2016, para US $ 36.729 milhões até 2022. Alimentos e bebidas lácteas orgânicas são fabricados usando leite coletado de gado com a ajuda de métodos de agricultura orgânica. Inclui principalmente produtos perecíveis, como leite, iogurte, queijo, manteiga e sorvete, que são consumidos ​​diariamente . O pacote único de nutrientes e os benefícios proporcionados pelos alimentos e bebidas lácteos fazem deles uma parte importante da vida do consumidor. A introdução contínua de produtos lácteos orgânicos inovadores impulsiona o mercado, como bebidas à base de leite e bebidas à base de leite orgânico aromatizado.
A demanda por alimentos e bebidas lácteos orgânicos está aumentando dia a dia. O crescimento da conscientização da prevenção da saúde entre os consumidores é um dos principais fatores impulsionadores desse mercado. Além disso, a segurança alimentar, a proteção do meio ambiente, o bem-estar dos animais e o aumento do consumo de produtos naturais e orgânicos são outros fatores importantes que contribuem para o crescimento do mercado. O aumento do poder de compra dos consumidores, a melhoria do nível de vida e as iniciativas tomadas pelas associações governamentais, como a baixa taxa de juros, facilidades de crédito também impulsionam o crescimento do mercado nos países em desenvolvimento. No entanto, o alto preço dos produtos lácteos orgânicos, a falsificação, falta de promoção e aumento no custo de P & D dificulta o crescimento do mercado.
Por outro lado, hormônios como o de crescimento bovino (BGH) e somatotropina bovina recombinante (rbST)  são usados ​​para aumentar a produção de leite não-orgânico. O uso excessivo destas hormonas leva ao crescimento de IGF-1 (fator de crescimento semelhante à insulina) que resulta na ocorrência do câncer de mama. Por isso então, os consumidores estão sendo atraídos para os produtos lácteos orgânicos. O aumento da demanda por leite orgânico e a disponibilidade de grande variedade de produtos lácteos orgânicos, juntamente com o desenvolvimento de produtos novos e inovadores neste segmento, oferece grandes oportunidades ao mercado.


sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Benefício dos orgânicos é mostrado em relatório do Parlamento Europeu

Em dezembro de 2016, o Parlamento Europeu, através do Painel de Avaliação de Opções em Ciência e Tecnologia, divulgou um relatório sobre os impactos para a saúde pública do consumo de alimentos orgânicos e também da agricultura orgânica. O relatório chama-se “Human health implications of organic food and organic agriculture” e pode ser acessado aqui.
O documento analisa 381 referências sobre temas que envolvem alimentação, produção de plantas e de animais, impactos dos agrotóxicos na saúde e meio ambiente, resistência a antibióticos, padrões de alimentação, além de apontar caminhos e políticas públicas e suas possíveis conseqüências na Europa.
De acordo com o relatório, o consumo de alimentos orgânicos reduz a exposição a agrotóxicos, e portanto, os riscos de intoxicações agudas e crônicas. O relatório enfatiza que, apesar das análises de risco que são feitas antes da aprovação de agrotóxicos, existem grandes lacunas nos estudos. Gera grande preocupação, por exemplo, que sejam desconsiderados estudos epidemiológicos que mostram os efeitos negativos da exposição a baixas doses de agrotóxicos no desenvolvimento cognitivo de crianças.
Em relação aos fertilizantes, os estudos mostraram as conseqüências negativas do uso massivo e prolongado do mineral fósforo na agricultura convencional. O principal efeito é a elevação da concentração de cádmio no solo, e, portanto nos alimentos produzidos neste local. A alimentação, inclusive, é uma das principais vias de exposição ao cádmio, que provoca câncer e diversas outras doenças.
Sobre a criação de animais, foi detectada uma maior concentração de ácidos graxos ômega 3 no leite, ovos e carne de animais criados no sistema orgânico. Isso decorre da alimentação à base de forragem, e não de rações concentradas. O capim possui alto índice de ômega 3 e, no caso do leite orgânico, foi detectada a presença 50% maior deste ácido graxo.
Outro ponto analisado foi a resistência a antibióticos. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a utilização excessiva deste medicamento na criação animal é um dos fatores que influenciam na existência de superbactérias resistentes a antibióticos. Na criação orgânica, o uso de antibióticos é reduzido, pois há menos doenças em sistemas não-confinados, e há grande restrição ao uso preventivo, comum na criação de animais convencional.
Ao final do relatório são apresentadas 5 opções de políticas públicas a serem consideradas daqui em diante. A primeira delas seria não tomar nenhuma atitude, e assim perder a oportunidade de obter ganhos para a saúde da população. 
A segunda opção está relacionada às políticas de segurança alimentar, como por exemplo, o controle da concentração de cádmio nas sementes. Além disso, na Europa está em vigor desde 2009 uma política de “uso sustentável” de agrotóxicos, que inclusive proíbe a pulverização aérea no continente. Finalmente, a União Europeia já se colocou favorável ao banimento do uso profilático de antibióticos na criação animal.
A terceira opção se refere a aumentar o investimento em pesquisa, desenvolvimento e inovação voltada para agricultura orgânica. Este caminho poderia aprimorar os sistemas de cultivo, aumentando a produtividade e gerando mais comida de boa qualidade com práticas agrícolas sustentáveis.
A quarta opção aponta para a melhora do ambiente de negócios da agricultura orgânica através de incentivos fiscais. Considerando que as doenças causadas pela agricultura convencional representam uma carga para os sistemas de saúde, e que este custo não está incluído no preço dos fertilizantes e agrotóxicos, seria justo uma taxação maior para estes produtos. Estas taxas poderiam ser utilizadas para o desenvolvimento da agricultura orgânica.
A quinta e última opção se refere ao incentivo de práticas de consumo sustentáveis. Atualmente, o consumo de carne na Europa é elevado, enquanto cereais integrais, frutas e legumes ficam abaixo dos índices recomendados. O relatório afirma que o padrão de consumo de quem se alimenta de orgânicos é mais saudável em comparação com a média da sociedade. Assim, regras licitatórias que favoreçam a compra de orgânicos em escolas, hospitais e restaurantes públicos podem melhorar o padrão alimentar da população.

Importância do Documento

Mesmo que o relatório não traga grandes novidades, o reconhecimento do parlamento Europeu de que a agropecuária convencional representa um problema de saúde pública, e que, além disso, a agricultura orgânica é uma solução para este problema, já é um fato a ser comemorado.
Ainda que por certa herança colonial, decisões políticas tomadas na Europa e nos EUA têm grande apelo no Brasil. O banimento da pulverização aérea na Europa, o fato de que 22 dos 50 agrotóxicos mais consumidos aqui são proibidos lá, e agora este relatório, são argumentos de peso em nossa luta contra os agrotóxicos e as conseqüências nefastas do agronegócio.

Orgânicos na Europa

Obviamente, o contexto Europeu em relação aos orgânicos – chamados lá de biológicos ou somente bio – é completamente diferente do nosso. O movimento da agricultura biodinâmica (Demeter) já existe desde os anos 1920 na Alemanha. Hoje, encontra-se uma grande oferta de orgânicos em qualquer supermercado (mesmo os mais baratos), e há mesmo redes de supermercados que só vendem orgânicos. 
Além das frutas, legumes e verduras, são oferecidas carnes, lácteos, salsichas, cosméticos e até roupas orgânicas. É possível encontrar máquinas agrícolas adaptadas e outros tipos de facilidades para aumento de produtividade com mão de obra escassa. Há críticas de que a agricultura orgânica na Europa já foi completamente dominada pelas grandes cadeias de alimentos, e concentra renda da mesma forma que o cultivo convencional.
Nos países mais ricos da Europa (EU-28), 5,7% das terras é cultivada de forma orgânica, num mercado que rende 24 bilhões de Euros (quase R$100 bilhões). 
O panorama é bem diferente daqui. A estimativa de ocupação das terras orgânicas certificadas é de menos de 1%, e a movimentação financeira estimada é de R$2,5 bilhões. Além disso, por aqui colocamos como fundamental o projeto da Agroecologia, que inclui outras dimensões além do cultivo sem agrotóxicos, fertilizantes e transgênicos (aliás, na Europa o uso de transgênicos é restrito a poucos países). 
Por aqui, não há possibilidade de discutir a agricultura orgânica sem tocar na questão agrária, que é a raiz de diversos outros problemas como a pobreza e a insegurança alimentar no campo, além do próprio êxodo rural e inchaço das cidades. Por isso, lutar pela agroecologia significa lutar pelas condições subjetivas e objetivas para se produzir sem veneno: equidade de gênero, educação e saúde do campo, pesquisa, crédito, logística, agroindústria sob controle camponês e tudo mais que for preciso para se viver e produzir de forma saudável no campo.
O relatório do Parlamento Europeu deve ser lido e estudado, e ser utilizado como mais uma ferramenta de luta nas diversas batalhas que nos esperam em 2017, a começar pela derrubada do PL do Veneno, e pela aprovação da Política Nacional de Redução de Agrotóxicos.


terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Brasileiro terá mais produtos orgânicos na mesa em 2017

Segundo levantamento feito pela Coordenação de Agroecologia (Coagre) da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo (SDC), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a área de produção orgânica no país pode ultrapassar os 750 mil hectares registrados em 2016, impulsionada, principalmente, pela agricultura familiar.
Segundo a Coagre, houve um salto de 6.700 mil unidades (2013) para aproximadamente 15.700 (2016). Ou seja, em apenas três anos, foi registrado mais do que o dobro de crescimento deste tipo de plantio em solo brasileiro. No ranking das regiões que mais produzem alimentos orgânicos, o Sudeste fica em primeiro lugar, totalizando 333 mil hectares e 2.729 registros de produtores no Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos (CNPO). Na seqüência, as regiões Norte (158 mil hectares), Nordeste (118,4 mil), Centro-Oeste (101,8 mil) e Sul (37,6 mil).
Hoje, cerca de 75% dos produtores cadastrados no CNPO são agricultores familiares. “Interessante notar que o número de unidades de produção é cada vez maior e está se espalhando por quase todas as regiões do Brasil, o que indica que os agricultores familiares reconhecem na agroecologia e na produção orgânica uma maneira de comercializar alimentos, com valor agregado, e que, ao mesmo tempo, são produzidos sem o uso de insumos agroquímicos, constituindo uma opção mais segura para o agricultor, para o consumidor e para o meio ambiente”, analisa Sylvia Wachsner, coordenadora do Centro de Inteligência em Orgânicos (CI Orgânicos), mantido pela Sociedade Nacional de Agricultura (SNA).
Responsável pelo incremento do número de agricultores familiares voltados para a produção orgânica, o Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Planapo) tem com objetivo fortalecer a produção agrícola de base agroecológica e orgânica, além de ampliar a oferta e o consumo de alimentos saudáveis, apoiar o uso sustentável dos recursos naturais e disseminar o conhecimento em agroecologia, de forma a promover a melhoria da qualidade de vida da população brasileira do campo e das cidades.
Para isso, o Plano previu a implementação de amplo conjunto de iniciativas, programas e projetos de apoio à transição agroecológica e à produção orgânica no país, executado por cerca de 15 instituições públicas federais. “O primeiro PLANAPO, de 2013 a 2015, contribuiu para o crescimento da produção de orgânicos. No segundo PLANAPO, que vai até 2019, pelo menos mais oito mil agricultores familiares devem se cadastrar por meio de projetos apoiados pela Sead”, destaca Suiá Kafure da Rocha, especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental.

Planapo

A Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Pnapo) foi lançada pelo Governo Federal, com a edição do decreto 7.794, de 20 de agosto de 2012, como importante passo para a ampliação e efetivação de ações de promoção do desenvolvimento rural sustentável. Um dos principais instrumentos desta política é o Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Planapo), também conhecido como Brasil Agroecológico.
O primeiro Planapo finalizou em 2015 e beneficiou 678.449 agricultores familiares, produtores orgânicos, povos indígenas e povos e comunidades tradicionais, técnicos e extensionistas. Em 2016 deu-se início a um novo ciclo de planejamento para essa temática, com o lançamento do Planapo 2016-2019.
“Quem coordena o PLANAPO, no qual participam outras 14 instituições públicas federais, é a Sead, e somos protagonistas deste plano. Neste momento, estamos desenvolvendo o portal ‘agroecologia.gov’ que vai envolver todos os atores do plano e teremos mais informações disponibilizadas sobre as políticas públicas de agroecologia”, adianta Suiá Kafure da Rocha.


domingo, 22 de janeiro de 2017

O que é mito e verdade na produção de carne orgânica

A procura por carne orgânica vem crescendo no Brasil, mas muitos consumidores se perguntam o que é e alguns produtores ainda não sabem como funciona o manejo desse tipo de gado que é um mercado cada vez mais promissor no país. Com o aumento de interesse sobre o produto, José Carlos Ribeiro, consultor agropecuário da Boi Saúde – Pecuária Inteligente, esclarece os principais mitos e verdades sobre o tema:
1. A pecuária orgânica tem a mesma produção da tradicional. MITO. A grande diferença é exatamente o sistema de produção que precisa ser ambientalmente correto, socialmente justo e economicamente viável. As propriedades devem ser certificadas por entidades credenciadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).
2. É proibido utilizar o sistema de confinamento. MITO. Pode ser realizada a terminação no sistema de confinamento somente 90 dias antes do abate. Confinamento é o sistema em que os animais ficam separados em piquetes com área restrita para acelerar a engorda.
3. A alimentação do gado deve ser diferenciada. VERDADE. A questão da nutrição e alimentação do gado é baseada em pastagem sem fertilizantes, sem agrotóxicos, ração sem ser transgênica, características da produção de alimentos orgânicos.
4. Medicamentos químicos são utilizados em casos de doença. MITO. Quando o animal adoece ou é atacado por parasitas, o produtor não pode aplicar vermífugo e antibiótico, mas tem como opção tratamentos homeopáticos ou fitoterápicos. As vacinações contra aftosa e brucelose são obrigatórias.
5. É um novo mercado no Brasil. MITO. Os primeiros produtores iniciaram a atividade desse tipo de gado no país há 10 anos, porém com a propagação e divulgação cada vez maior dos benefícios da alimentação saudável e a adesão da sociedade, a criação aumentou nos últimos três anos.
6. O custo é maior que a carne tradicional. VERDADE. Hoje a procura já é muito maior do que a oferta e em termos de custo a carne orgânica é de 20 a 30% mais cara em comparação com a carne de bovinos tradicional.


Fonte: Assessoria de Comunicação Boi Saúde

sábado, 21 de janeiro de 2017

Cosméticos naturais e orgânicos podem ajudar a proteger o meio ambiente

Estima-se que a indústria cosmética mundial utilize mais de 10 mil substâncias químicas conhecidas como POPs (Poluentes Orgânicos Persistentes) em suas formulações. Por não se degradarem facilmente, eles se acumulam na teia alimentar dos rios e mares, provocando uma série de perturbações à vida aquática e também ao ser humano, segundo o oceanógrafo Frederico Brandini, diretor do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP).Ele estima que esse número seja ainda maior nos setores médico e farmacêutico.
Microesferas de plásticos

Um estudo realizado pela Universidade de Plymouth, no Reino Unido, apontou que o uso de microesferas de polietileno nas formulações de esfoliantes faciais e corporais, cremes dentais e outros cosméticos coloca a vida marinha em risco. A análise detectou também que o uso desses produtos resulta no descarte anual de 80 toneladas de resíduos de microplásticos nos oceanos, o que fez com que a indústria europeia de cosméticos colocasse como meta remover totalmente, até 2020, esses materiais das formulações.
EUA e Canadá também estudam aplicar leis de restrições a essas substâncias, o que reforça ainda mais a tendência atual entre os fabricantes de cosméticos de um movimento em direção a alternativas biodegradáveis. De acordo com a Associação Brasileira de Cosmetologia (ABC), o Brasil ainda não se posicionou quanto à proibição dos microplásticos, mas há uma expressiva demanda por parte do consumidor. A mais recente pesquisa Barômetro da Biodiversidade, realizada pela UEBT (Union for Ethical BioTrade), indicou que 92% dos brasileiros entrevistados esperam que os fabricantes adotem políticas de respeito à biodiversidade.

Ingredientes naturais e orgânicos

O cenário atual abre ainda mais espaço para os cosméticos naturais e orgânicos, que não apenas livram o consumidor, mas também o meio ambiente, de toxinas e substâncias químicas. Fundada em 2010 pela empresária Soraia Zonta, a Bioart nasceu com o propósito de desenvolver maquiagens e produtos naturais de cuidados da pele com ingredientes orgânicos e que não provocam alergias. O ponto de partida foi o uso de argilas especiais. Um dos argumentos da escolha pelo natural é a preocupação com o planeta, ela explica. “Todas as químicas de xampus e sabonetes sintéticos que vão para o ralo por meio das espumas contaminam águas e rios, e geram a poluição invisível das águas”. Dentre as alternativas orgânicas presentes nos produtos da Bioart estão os óleos essenciais puros transformados em fragrâncias, as argilas coloridas usadas como pigmentos nas maquiagens e os ativos de oliva, que substituem os silicones convencionais. Zonta afirma que a biodiversidade brasileira é a principal fonte de inovação da Bioart. Ela cita o uso de cristais da casca da castanha, argilas micronizadas, cristais de quartzo e resveratrol (extraído das uvas), além dos óleos essenciais de goiaba, alecrim do campo, laranja doce e pitanga.
Ela explica que as certificações naturais e orgânicas encarecem a produção dos cosméticos, mas asseguram a qualidade. “As matérias-primas certificadas são muito mais caras que as naturais não-certificadas, além do custo aplicado pelas certificadoras para manter o processo sempre vistoriado.” A necessidade de importar matérias-primas também eleva o custo do produto, o que indica que ainda há espaço para a expansão da indústria nacional de matérias-primas naturais e orgânicas.


Fonte: http://www.brazilbeautynews.com/

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Qual o tamanho da área de cultivo de orgânicos na Espanha?

Nem todos os espanhóis gostam de produtos orgânicos, mas o cultivo orgânico espanhol está aumentando. Devido à crescente demanda européia de produtos orgânicos, as empresas estão mudando completamente ou apenas aumentando sua produção orgânica. De acordo com o Eurostat, a Espanha tinha quase dois milhões de hectares de agricultura orgânica e horticultura em 2015, 30 por cento dos quais ainda estava sendo comutada. Estas áreas continham principalmente a produção de grãos e criação de gado, mas o aumento de 21,9 por cento em comparação com a área orgânica de 2010 indicam uma tendência. Da área, mais de 450.000 hectares foram utilizadas para o cultivo de grãos e legumes. Aproximadamente 3 por cento, ou cerca de 13.500 hectares, foi destinada para o mercado de legumes frescos. Em 2014, era 11.690 hectares, e em 2013 era apenas 8.654 hectares. Em 2012, a área orgânica espanhola era maior, cerca de 10.236 hectares. Da área, cerca de 1.000 hectares é horticultura de estufa orgânica em Almería de acordo com a Coexphal, e esse número duplicou em poucos anos. "Até há poucos anos, apenas cadeias especializadas tinham interesse nisso, mas agora todas as partes comerciais pedem produtos orgânicos", explicou o gerente Luís Miguel Fernandez durante o simpósio orgânico organizado no início deste ano pela Coexphal. 
A Murgiverde é uma das empresas com uma produção orgânica crescente. A cooperativa tem 700 membros, que juntos produzem 160 toneladas por ano. "O orgânico está crescendo significativamente", diz Ingeborg van Geldermalsen, membro da equipe comercial Murgiverde. "Um número crescente de horticultores está mudando. Esperamos uma expansão de 25% este ano. Até agora temos uma área orgânica de 400 hectares, de nossa superfície total de 1.500 hectares. "
A Vicasol reconhece também a evolução no mercado orgânico. A maioria dos clientes da Vicasol (85%) é constituída por varejistas em toda a Europa. "E o maior aumento nos dias de hoje está acontecendo no segmento orgânico", diz Stephan van Marrewijk da Vicasol. "Nós já temos uma área orgânica bastante grande, e é também onde o crescimento acontecerá nos próximos anos. Muitos horticultores estão mudando agora. A demanda por vegetais orgânicos está aumentando significativamente para nossos clientes, e nós vemos isso como uma enorme oportunidade para o futuro para atender a essa demanda”.
A agricultura holandesa também está familiarizada com a demanda por produtos orgânicos, mas os agricultores ainda não gostam do som da mudança. Isso é em parte devido ao cultivo em substrato, que é padrão nos Países Baixos. O cultivo orgânico requer cultivo no solo, o que muitas vezes já acontece na Espanha. Isso torna a produção orgânica menor. De acordo com o Eurostat, cerca de 6.230 hectares foram dedicados ao cultivo orgânico de legumes frescos nos Países Baixos em 2015 (cobertos e ao ar livre).   
Mas há uma desvantagem para as áreas crescentes. Richard Soepenberg da Frunet-Bio acha que o orgânico está aumentando muito rápido na Espanha. Ele espera que o mercado atinja um ponto de saturação, após o qual o comércio de convencionais em particular retornará rapidamente ao seu nível usual.

Fonte:  http://www.fepeco.es/  

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Espanha: Andaluzia investe mais 25 milhões em produção orgânica

A Conselheira de Agricultura, Pescas e Desenvolvimento Rural da Andaluzia, Carmen Ortiz, anunciou que o seu governo vai "acrescentar 25 milhões de euros adicionais ao orçamento destinado à promoção da agricultura orgânica". O valor das solicitações apresentadas excedeu os fundos disponíveis para subsídios e o setor demandou sua expansão."Isso permitirá cobrir mais de 90% das aplicações que atendam às condições de elegibilidade", disse ela.A Conselheira fez este anúncio depois de se reunir com a nova Executiva Regional de Coordenadores de Organizações de Agricultores e Pecuaristas (COAG). Tanto esta organização, assim como a Asaja e Cooperativas Agro-alimentarias, haviam solicitado ao Conselheiro a expansão orçamentária.A medida irá beneficiar principalmente a proteção das culturas aráveis ​​e orgânicas, principalmente amêndoa e citrinos.
Esta é a segunda expansão orçamentaria, depois de uma anterior de 45 milhões que levou o orçamento total para 208,5 milhões de euros, o que serviu para cobrir os pedidos de cerca de 9.400 explorações. Destes, 2.024 correspondem a culturas lenhosas e 883 a cereais. Os agricultores estão empenhados em manter sistemas de produção respeitadores do meio ambiente durante cinco anos.

Fonte: diariosur.es

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

A procura por ovos orgânicos esta aumentando no mercado britânico

Desde 2006 as galinhas britânicas produziram cerca de 100 bilhões de ovos, suficiente para cerca de 150 por pessoa, por ano. A maioria dos ovos vieram de galinhas criadas em pequenas gaiolas. Agora, no entanto, a Grã-Bretanha está produzindo tantas ovos ao ar livre como os enjaulados. Para aqueles preocupados com o bem-estar animal esta é uma grande notícia. Por que esta forma de produção está mudando??  
A lei tem algo a ver com isso. Graças a um plano urdido pela União Européia, a partir de 2012 as gaiolas menores foram proibidas. A partir desse ano, os produtores de ovos foram obrigados a fornecer gaiolas maiores às galinhas, mais confortáveis, incluindo áreas onde elas possam fazer ninhos. O ministro da agricultura do governo afirmou solenemente para os britânicos "a indústria de ovos sozinha gastou 400 milhões de libras para garantir que as galinhas vivam em melhores condições". Por outro lado, nem todos os agricultores têm tido esta visão de futuro.
A última edição governamental das estatísticas trimestrais da produção de ovos sugere que, no terceiro trimestre deste ano as fazendas produziram tantos ovos ao ar livre como os de galinha enjauladas. Como mostra o gráfico abaixo:
A pressão de grupos como o Animal Aid faz os consumidores britânicos não comprarem  ovos de produtores de má reputação. Nestes dias, os varejistas se vangloriam de suas credenciais pró-frango. A Marks & Spencer, uma cadeia de supermercados de luxo, não quer ter má publicidade, eles tem uma "política de 100% ovos free-range “compreendendo ovos inteiros e os utilizados em produtos preparados. Nos últimos meses, outros supermercados têm alterados suas políticas anti-gaiola, com a maioria esperando eliminá-las por completo dentro de alguns anos. 
O futuro também parece brilhante. os preços dos ovos caíram nos últimos anos, mas os ovos free-range tornaram-se mais caro em relação a outros tipos. Isto dá aos agricultores um incentivo para produzir mais deles em detrimento da variedade enjaulada. No entanto, os consumidores britânicos têm um limite para a sua preocupação pelo bem-estar de frango. As vendas de ovos orgânicos, para os quais os clientes desembolsam mais de duas vezes tanto quanto para os de galinha enjauladas, tem tido limitações nos últimos anos devido a crise econômica.


Fonte: http://www.economist.com/

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

FMI libera novo relatório sobre Mercado mundial de Leite Orgânico

O mercado de leite orgânico engloba todo leite e produtos lácteos provenientes de animais que são alimentados com alimentos desprovidos de quaisquer subprodutos animais, têm acesso a pastos frescos, e não são tratados com quaisquer hormônios sintéticos ou antibióticos. O termo orgânico refere-se apenas ao processo em que o leite é preparado e não tem relação com o perfil nutricional do produto final. Espera-se que o mercado para o leite orgânico cresça a um ritmo rápido com a integração de alimentos naturais e orgânicos.
A dinâmica do mercado de Mercado Leite Orgânico
Semelhante a todos os alimentos orgânicos, a demanda por leite orgânico está intimamente ligados à crescente preferência dos consumidores por produtos naturais e cultivados organicamente. Esta visão positiva de orgânicos é devido a vários fatores, tais como a percepção de que orgânico é saudável e puro, que aumenta o cuidado com o meio ambiente e a preocupação com os animais de fazenda. Todos esses fatores são cruciais para a aceitação de produtos lácteos orgânicos.
O preço é um importante fator limitativo para o mercado de leite orgânico, pois o leite orgânico é quase três vezes mais caro que o leite regular. Esta grande diferença limita o âmbito do mercado apenas para os consumidores urbanos de poder aquisitivo maior.
Os aspectos regulatórios do mercado de leite orgânico são principalmente centrados na utilização do rótulo "biológico". O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) exige que, além do uso de alimentos biológicos para animais, as vacas devem ter acesso a grama fresca e passar pelo menos quatro meses por ano em pastagens. O aspecto crucial do mercado do leite orgânico é a falta de uso de hormônios sintéticos, tais como rBGH, um hormônio de crescimento dado a quase 30% das vacas leiteiras nos EUA. Estes ingredientes são considerados muito negativamente pela maioria dos consumidores.
Segmentação de Mercado de mercado Leite Orgânico
O mercado de leite orgânico é segmentado com base na aplicação, tipo de embalagem, canal de distribuição e geografia.
Com base na aplicação, o mercado de leite orgânico é segmentado como leite, produtos lácteos e bebidas à base de leite e outros. A maioria do leite orgânico é consumido diretamente sob a forma de leite fervido, café, chá, e em certos pratos. O uso de leite orgânico é particularmente maior em famílias com crianças devido a preocupações adicionais sobre segurança alimentar e saúde. O segmento de produtos lácteos é ainda dividido em manteiga, queijo, sobremesas, entre outros. Espera-se que o segmento de produtos lácteos ganhe uma quota maior de mercado com o crescente interesse dos consumidores por alimentos saudáveis. Além disso, estes produtos são utilizados em padarias e confeitaria na produção de bolos e biscoitos.
Com base no tipo de embalagem, o mercado pode ser segmentado em saco, caixas, garrafas e latas. O uso de qualquer tipo de embalagem específico depende do objetivo-final e uso. Por exemplo, os sacos oferecem uma maneira relativamente barata e fácil de embalar leite e são, portanto, muito popular em países emergentes como a Índia. As caixas de cartão são um importante tipo de embalagem em termos da vida útil mais longa e conveniente. As garrafas podem ser de vidro e plástico e são muito utilizadas para a embalagem de leite e bebidas. As latas são principalmente usadas para o transporte de cargas pesadas de leite orgânico e, no caso de muitos produtos lácteos.
Com base nos canais de distribuição, o mercado é segmentado em hipermercados / supermercados, conveniência e supermercados, lojas especializadas, Internet e venda direta. O uso da internet é limitado no caso do mercado do leite orgânico porque os produtos são facilmente perecíveis. Hipermercados e supermercados ocupam a quota de mercado dominante, principalmente porque um número significativo de produtos orgânicos esta concentrado em grandes lojas. A venda direta em forma de entregas a domicílio também é um canal de distribuição importante e em crescimento, porque esses sistemas de entrega geralmente partir de fontes locais, asseguram a frescura e qualidade.
Os Estados Unidos dominam o mercado de leite orgânico. A consciência crescente dos consumidores sobre bens de consumo naturais vem aumento devido a incidência de doenças de estilo de vida, como a obesidade. A Europa é outra região muito importante no mercado de leite orgânico devido aos níveis de alta renda, a acessibilidade fácil do produto e regulamentos rigorosos contra ingredientes alimentares sintéticos. O Reino Unido é um grande consumidor de leite orgânico e também abriga muitos produtores e fornecedores. Apesar de ocupar pequena participação de mercado no período atual, espera-se que o mercado de leite orgânico cresça a um nível significativo em países emergentes, como Índia e Brasil. Isto é devido aos crescentes níveis de sensibilização e medos de adulteração de alimentos entre os consumidores.
Principais intervenientes no mercado a mercado Leite Orgânico
Algumas das principais empresas do mercado de leite orgânico incluem Danone (WhiteWave Foods Company), Fonterra Co-operative Group Limited, Organic Valley, OMSCo, Dairy Farmers of America Inc., Agropur Dairy Cooperative, Arla Foods , Donegal Investment Group plc.  Entre os outras.

Fonte: http://satprnews.com

domingo, 11 de dezembro de 2016

O mercado francês de produtos orgânicos cresceu fortemente nos últimos anos

O mercado francês de produtos orgânicos teve um crescimento forte de 4,56 bilhões de euros em 2013, dos quais 4,38 bilhões de euros de consumo doméstico, ou cerca de 2,5% do mercado nacional de alimentos. De acordo com a CSA-Agence BIO, 75% dos franceses consumiram produtos orgânicos em 2013, enquanto em 2012 era 64%. Quase metade dos franceses consumiram produtos orgânicos pelo menos uma vez por mês. Frutas e legumes continuam sendo os produtos orgânicos mais consumidos, seguidos por produtos lácteos e ovos. No Sudeste da França, se concentra o maior índice de  consumidores de produtos orgânicos da média nacional.
Desde 2007, restaurantes públicos foram encorajados a introduzir produtos orgânicos em seus serviços, com a recomendação de 20% de produtos em 2012, um número que não foi atingido. Em 2011, os orgânicos representaram apenas 2,1% do mercado.
No entanto, o consumo de orgânicos atingiu € 158 milhões em 2011, um aumento de 21% em um ano. Com 7000 restaurantes (ou 9,5% do numero nacional de restaurantes coletivos), a região de Rhône nos Alpes é a segunda região francesa de maior consumo de orgânicos.
No ano letivo de 2011/2012, 54 escolas introduziram regularmente produtos orgânicos e alcançaram 100% de refeições orgânicas, consumindo 199 toneladas de produtos orgânicos (8% das suas compras).Estudos realizados no território mostraram que os principais produtos consumidos foram os lácteos, frutas e vegetais e o fornecimento de produtos orgânicos locais foi de 60% a 80% da oferta total de produtos.


Fonte: http://www.corabio.org

sábado, 10 de dezembro de 2016

O mercado de cosméticos orgânicos do sudeste da Ásia aumentará em mais de 10% até 2020

O mercado de cosméticos orgânicos do sudeste asiático foi avaliado em cerca de US $ 40 bilhões em 2015, e em 2020, espera-se que chegue a US $ 66 bilhões, aumentando  a sua CAGR (Compound annual growth rate ou Taxa de crescimento anual composta) em mais de 10%, de acordo com um estudo da ASEAN (Associação de Nações do Sudeste Asiático) para isso, um mercado emergente de cosméticos orgânicos, é esperado para testemunhar a alta demanda, impulsionado por uma série de fatores.
O aumento da consciência sobre os potenciais efeitos colaterais de cosméticos sintéticos é um fator chave na condução do aumento da demanda por cosméticos orgânicos. A percepção positiva em relação aos cosméticos orgânicos, a disponibilidade de ampla gama de cosméticos orgânicos e o surgimento de uma classe média forte na ASEAN entre outras regiões importantes alimentam a demanda. Por conta desses fatores, espera-se que o mercado de cosméticos orgânicos tenha um aumento de mais de 9% até 2020 e atinja US $ 4,4 bilhões em receitas. 
O alto custo, a vida útil limitada e a falta de norma de certificação foram identificados como os principais desafios para o crescimento do mercado de cosméticos orgânicos. Há uma necessidade urgente de estabelecer normas de certificação rigorosos, de modo que apenas as marcas confiáveis e genuínos sejam capazes de lançar seus produtos no mercado. Com base no tipo de produto, o mercado de cosméticos orgânicos pode ser amplamente dividido em cuidados da pele, cabelo, maquiagem, fragrâncias e produtos de higiene pessoal. 
Entre estes, os produtos orgânicos do cuidado do cabelo representaram a maior parcela da receita do mercado em 2015. Avaliada em US $ 780 milhões em 2015, a demanda por produtos para o cabelo orgânicos na ASEAN deve chegar a US $ 1,24 bilhões até o final de 2020. O cuidado com a pele é o segundo maior tipo de produto com base em receitas, no valor de US $ 671 milhões em 2015. Este segmento deverá crescer em um CAGR de 9,7% até 2020, e superar os US $ 1 bilhão em receitas em 2020. Fragrâncias orgânicas também são produtos de higiene pessoal que irão expandir a sua CAGRs no período previsto. 

Em termos de receitas, Tailândia, Indonésia e Filipinas são os três maiores mercados para cosméticos orgânicos na ASEAN. 

A Tailândia é o maior mercado de cosméticos orgânicos na ASEAN, e foi responsável por uma parcela da receita de quase 30% do mercado global em 2015. Avaliada em US $ 809 milhões em 2015, espera-se que o mercado da Tailândia de cosméticos orgânicos expanda-se a sua CAGR em 9,4% chegando a US $ 1,29 bilhões em receitas em 2020. Salão de Beleza e farmácia / drogarias são os dois maiores canais de distribuição na Tailândia, coletivamente responsáveis por quase 57% das vendas totais. 
A Indonésia é o segundo maior mercado, com receitas totais no valor de US $ 671 milhões em 2015. No entanto, o mercado de cosméticos orgânicos da Indonésia deverá expandir sua CAGR a um nível ligeiramente inferior ao resto dos países da ASEAN. Os salões de beleza e websites de e-commerce são os dois maiores canais de distribuição de cosméticos orgânicos na Indonésia. 
O mercado de cosméticos orgânicos Filipinas foi avaliado em US $ 552 milhões em 2015. Os varejistas de mercadorias em geral são responsáveis por uma elevada percentagem das vendas totais de cosméticos orgânicos nas Filipinas.