segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Jeans ecológico é sugestão para o Natal em Copenhague

É a primeira vez que uma fábrica consegue produzir uma linha de jeans 90% orgânico em larga escala

Pouco a pouco, a onda de produtos ecologicamente corretos se expande e agora é possível adquirir até jeans orgânicos. Quem aproveitou o domingo sem atividades na Conferência do Clima de Copenhague para fazer compras de Natal teve a oportunidade de visitar as dezenas de lojas especializadas neste tipo mercadorias, desde produtos de beleza até calças que não deixam nada a dever às grandes marcas.
As roupas com algodão natural e sem processos químicos de produção não são novidade, mas pela primeira vez uma fábrica consegue produzir uma linha de jeans 90% orgânico em larga escala - ao contrário do que já haviam feito marcas consagradas do mercado, apenas com edições limitadas.
O jeans Kuyichi é feito na Holanda, com algodão natural plantado e produzido com técnicas artesanais por índios do Peru, sem a adição de agrotóxicos nem de fibras sintéticas. "O fato de a tecnologia orgânica ter virado moda tem suas desvantagens, porque também se transformou em um negócio em que muitos empresários se aproveitam do momento e colocam etiquetas de orgânico nos produtos, mas eles nem sempre o são de verdade", disse Mikkel Kuster, gerente da loja Jeans & Coffee. "Não adianta não ter fibras sintéticas na produção e o algodão ser impulsionado a crescer à base de agrotóxicos", disse.
O tingimento é feito com coloração natural e as lavagens das calças são sem o uso produtos químicos, o que possibilita que a água seja reutilizada. O design é outra inovação, antenado sempre com as últimas tendências da moda para sair do estereótipo de ecologicamente correto, mas esteticamente feio.
Além disso, existe a preocupação da reciclagem de todos os materiais utilizados na fabricação, e a produção é socialmente responsável, em respeito às leis de trabalho e de bem-estar social. O preço por tanto cuidado é alto, mas não se comparado às calças das marcas mais famosas que não necessariamente se preocupam nem com o meio ambiente, nem com as condições dos trabalhadores. Uma calça feminina da Kuyichi sai por, em média, 150 euros, ou R$ 385.
"Acho que as pessoas estão se conscientizando de que comprar um produto é muito mais do que aquilo que estamos adquirindo. É preciso prestar atenção aos valores que estão por trás das mercadorias que compramos", afirmou Kuster.
A procura, garante o diretor, vem aumentando desde que a conferência começou. "Uma colega me falou sobre essa loja e vim aqui conferir. Eu jamais diria que esse não é um jeans tradicional", comentou a militante vietnamita Bindu Moo.

domingo, 13 de dezembro de 2009

CBI apresenta dez fornecedores orgânicos na BioFach 2010


O "Comércio justo" é mais do que um slogan para os fornecedores apresentados pela CBI na Biofach 2010. Para todas as dez empresas, a responsabilidade corporativa, sustentabilidade e comércio justo formam a peça central de seus negócios. Vindos da Bolívia, Colômbia, Equador, Índia, Indonésia e Paquistão, estes fornecedores tem incluído o Programa de Exportação CBI e estão prontos para atender potenciais parceiros. Eles vão apresentar uma ampla e diversificada gama de produtos, em um único local: o Pavilhão da CBI, Hall 4, Stand 150, no Centro de Exposições de Nuremberg, de 17 a 20 de Fevereiro.
No ano passado a CBI apresentou dez fornecedores com uma vasta gama de produtos orgânicos. Este ano, os mesmos fornecedores estão ansiosos para mostrar seu compromisso com os parceiros potenciais para o comércio justo. A maioria deles é de comércio justo certificado e trarão produtos de ponta para mostrar: o chá orgânico a partir de uma pequena plantação na Bolívia; a quinoa; o adoçante alternativo de arroz; pimentas orgânicas, especiarias e muito mais.
Estes fornecedores foram cuidadosamente selecionados em termos de qualidade do produto, consistência e confiabilidade e todos completaram rigoroso treinamento na CBI exportação, reduzindo o risco para os seus parceiros europeus.
Ao longo dos últimos 40 anos, milhares de exportadores têm encontrado o seu caminho para a Europa através de programas extensos da CBI. Além das empresas em destaque, experientes peritos externos da CBI estarão no Pavilhão para responder às suas questões mais urgentes e ajudar você a encontrar o fornecedor certo para suas necessidades.

O que é CBI?

A CBI contribui para o desenvolvimento económico equitativo dos países em desenvolvimento selecionados através de marketing de exportação e de apoio à gestão de seus exportadores PME e das organizações de apoio às empresas com o objetivo de aumentar as exportações para a Europa. Você pode visitar o Web site em http://www.cbi.eu/

Fonte: http://www.freshplaza.com
Tradução e Pesquisa: Mundo Orgânico

sábado, 12 de dezembro de 2009

Associações de orgânicos de brasil e itália assinam carta de cooperação

BrasilBio e a FederBio, associações de empresas do setor de orgânicos de Brasil e Itália, assinam carta de cooperação para integrar modelos produtivos e comerciais e estabelecer iniciativas conjuntas para promover o consumo de produtos orgânicos nos dois países.
O acordo assinado por BrasilBio (Associação Brasileira de Orgânicos) e FederBio (Federação Italiana de Produtores Orgânicos) aproximará empresas brasileiras das boas práticas e dos modelos associativos e produtivos italianos, proporcionando avanços em questões como certificação, processos tecnológicos e barreiras comerciais e normativas. A contrapartida à Itália é maior visibilidade aos seus produtos biológicos em um mercado em expansão como o brasileiro.
A FederBio já apresentou ao Ministério de Desenvolvimento Econômico Italiano o projeto Brasil Biológico, que permitiu a diversas empresas italianas iniciarem relações comerciais com importadores brasileiros, definindo uma estratégia comum de parceria com a BrasilBio.
À APEX – Agência Brasileira de Promoção de Exportação – foi apresentado pela BrasilBio o Projeto Setorial Integrado de Promoção Internacional, que, no âmbito da colaboração com a FederBio, define como atividades prioritárias a realização de uma conferência de empresas brasileiras na maior feira de orgânicos da Itália, a SANA, em Bologna, promovida pela Bolognafiere; um encontro de negócios durante a Bio Brazil Fair 2010, em São Paulo, promovida pela Francal, realizado entre pequenas e médias empresas brasileiras e empresas européias e internacionais; e a consolidação de outras parcerias com associações similares à FederBio visando a melhora dos padrões produtivos de empresas brasileiras do setor.
BrasilBio e FederBio se comprometeram ainda a desenvolver iniciativas conjuntas para promover uma maior sensibilização quanto aos produtos orgânicos nos dois países durante grandes eventos como a Expo Milano, em 2015, o ano da Itália no Brasil em 2011, e Copa do Mundo e Olimpíadas de 2014 e 2016, respectivamente.
Para José Alexandre Ribeiro, presidente da BrasilBio, “os contatos já realizados em 2009 permitiram considerar o modelo biológico italiano como o mais correspondente às características e exigências do Brasil”. Paolo Carnemolla, presidente da FederBio, considera que “a SANA e a Bio Brazil Fair são as feiras capazes de oferecer um serviço concreto de suporte a operadores brasileiros e italianos do setor para a ativação de parcerias e para promover negócios B2B.”
A Associação Brasileira de Orgânicos - BrasilBio - tem por objetivo fomentar o desenvolvimento e aprimoramento da produção, processamento e comércio de produtos orgânicos certificados no Brasil. A entidade promove de forma permanente iniciativas visando o aumento do consumo de alimentos e produtos orgânicos e biodinâmicos certificados, e o aprimoramento da qualidade e a preservação dos níveis técnicos de produção e processamento por meio de programas de auto-regulamentação e da gerência institucional do setor. A BrasilBio foi fundada em 2004 por produtores e processadores orgânicos com o apoio de órgãos como APEX, MAPA, MDA e SEBRAE e hoje reúne cerca de 2 mil associados. [www.brasilbio.com.br ]
A FederBio - Fundada em 1992 por iniciativa das mais importantes organizações italianas do setor, a Federação Italiana de Agricultura Biológica e Biodinâmica é uma entidade multiprofissional voltada a aprimorar e aumentar a qualidade e quantidade de produtos alimentícios obtidos por meio de tecnologias biológicas e biodinâmicas de agricultura, e de acordo com regulamentações deontológicas e profissionais alinhadas à normatização IFOAM. [www.federbio.it ]


sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Vinho orgânico,UE começa a tratar da legislação


No início da próxima semana o projeto de legislação da União Européia sobre os vinhos orgânicos será formalmente avaliado por peritos dos 27 Estados-membros e ser, portanto, apresentado pela Comissão Européia em Janeiro, como previsto anteriormente.
A União Européia reconhece que o vinho orgânico está ganhando um nicho de mercado no cenário mundial de alimentos, e acredita que agora é o momento de estabelecer regras claras e precisas para esta indústria também.
Os escritórios agrícolas no plano da Comissão Européia que elabora, finalmente, um modo de produção comum, de acordo com a proteção ambiental e o consumo sustentável, terminando assim a enorme quantidade de normas particulares de vinificação que se desenvolveram ao longo dos anos em diferentes Estados-Membros. Estas normas abrangem os aditivos para os níveis máximos permitidos de dióxido de enxofre, uma substância que é usada na elaboração do vinho como um antioxidante, conservante e anti-séptico.
Os elementos mais discutidos também incluem as práticas de inseticida, que são a principal limitação para distribuição do produto.

Tradução e Pesquisa:Mundo Orgânico

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Orgânicos: Brasil e Itália parceiros


Os setores produtivos de orgânicos do Brasil e Itália uniram-se para fomentar o consumo e ampliar as oportunidades de negócios entre os dois países. Por meio de uma carta de cooperação, assinada no mês passado pela Associação dos Produtores e Processadores de Orgânicos do Brasil (BrasilBio) e Federação Italiana de Agricultura Biológica e Biodinâmica (FederBio), empresas brasileiras de produtos orgânicos poderão conhecer modelos associativos e produtivos italianos, trocar conhecimento e, a partir daí, avançar em questões como certificação, processos tecnológicos e barreiras comerciais e normativas.
Em contrapartida, o mercado orgânico brasileiro, considerado um dos mais promissores do mundo, será uma vitrine para os produtos orgânicos italianos."A ideia é compartilhar tecnologia, já que o modelo de produção italiano atende a muitas das características do Brasil, e promover o comércio entre Brasil e Itália", diz o presidente da BrasilBio, José Alexandre Ribeiro. "Na Itália, por exemplo, os orgânicos compõem total ou parcialmente a merenda escolar." Para isso, as entidades vão aproveitar a ocasião da 6ª Bio Brazil Fair, um dos mais importantes eventos do setor, que ocorre no Brasil, em maio de 2010, e a maior feira de orgânicos da Itália, o Salone Internazionale del Naturale (Sana), em setembro de 2010, em Bolonha. "Empresas e produtores italianos virão ao Brasil, na Bio Brazil Fair, em busca de negócios. À feira italiana irão entre 30 e 50 representantes vinculados à BrasilBio", explica Ribeiro.
A BrasilBio congrega, entre 2 mil associados, empresas, cooperativas e produtores de orgânicos.De acordo com o representante da FederBio na América do Sul, Paolo Edoardo Coti-Zelati, a Itália é 5º maior produtor de orgânicos do mundo e possui cerca de 2 milhões de hectares cultivados com orgânicos. "Há grande interesse da Itália em vender seus produtos no mercado brasileiro e investir na produção orgânica no País", diz. "Ainda há, no Brasil, 9 milhões de hectares que podem ser usados para o cultivo de orgânicos."Conforme Coti-Zelati, o interesse italiano no Brasil é por produtos típicos, como banana, caju, café e carne.
Já o interesse do Brasil na Itália inclui itens como azeite extravirgem, vinho, queijo parmesão, presunto cru e tomate pelado. "A Itália tem interesse em produtos brasileiros não só in natura, mas transformados", destaca Ribeiro.A parceria prevê iniciativas conjuntas até 2016, na Olimpíada do Rio, passando pelo Ano da Itália no Brasil, em 2011, pela Copa 2014, no Brasil, e pela Expo Milano, em 2015.