sexta-feira, 17 de maio de 2013

Cosmético orgânico deixa pele bonita e sem alergia

Alternativa aos produtos de beleza industrializados, que contam com conservantes e substâncias sintéticas em sua composição, os cosméticos orgânicos vêm ganhando cada vez mais espaço no nécessaire feminino com a promessa de deixar a pele mais bonita e ainda reduzir o risco de alergias. Diferentes das opções tradicionais desde sua etapa de fabricação, os itens que privilegiam o uso de matérias-primas de origem vegetal, 100% naturais, livres de pesticidas, agrotóxicos, metais pesados, derivados de petróleo (como silicone e óleos minerais), geneticamente modificadas ou testadas em animais. Por essas razões, agridem menos a natureza ao longo do seu processo de produção. “Geralmente, as plantas necessárias crescem de forma selvagem ou em cultivo controlado”, explica Mika Yamaguchi, farmacêutica e consultora técnica da Biotec Dermocosméticos, de São Paulo. 
Criados a partir da “onda verde”, os sabonetes, cremes hidratantes e óleos para o corpo ecologicamente corretos procuram garantir os cuidados necessários em prol da beleza da cútis sem afetar o meio ambiente e nem a saúde do usuário. Isso porque, a ausência de compostos químicos ajuda a prevenir as reações alérgicas desencadeadas pelo contato da cútis sensível com um elemento nocivo. "Os princípios ativos utilizados são de qualidade distinta e fazem toda a diferença no quesito proteção”, ressalta. Além disso, a adoção de ingredientes naturais nas formulações sustentáveis, como óleos vegetais e essenciais, tem melhor absorção sobre a pele, agindo diretamente sobre o problema e otimizando os resultados. 

Como encontrá-los?

No Brasil, não existe uma regulamentação específica para cosméticos orgânicos, por isso, o mercado é ainda é considerado pequeno. No entanto, as vendas deste segmento têm crescido graças ao interesse em cuidar da saúde e o bem-estar.Para não errar na hora da compra, a dica é verificar se há substâncias sintéticas nas formulações, como parabenos, ftalato e lauril sulfato de sódio, e confiar apenas nos cosméticos de marcas que possuam selo de certificação. “Os itens orgânicos passam por uma certificação do Instituto de Biodinâmica (IBD). Então, para não correr riscos, deve-se olhar para o selo no rótulo”, afirma Mika.O preço também é um fator que pode afugentar o consumidor não muito preocupado com o conceito de sustentabilidade. “Eles são mais caros, não só por todas as exigências de cultivo, mas também pela produção mais restrita”, pontua. 

 Fonte; Agência Hélice

terça-feira, 14 de maio de 2013

Danone compra empresa de alimentos orgânicos nos EUA


A Danone anunciou, nesta segunda-feira, a compra de mais de 90% da Happy Family - empresa especializada em alimentos orgânicos para bebês e crianças. Os detalhes financeiros da operação não foram revelados. De acordo com comunicado, a Happy Family é uma das principais companhias de alimentos orgânicos para bebês dos Estados Unidos, com 4% de participação de mercado. "Estamos muito satisfeitos com a aquisição. Trata-se de uma companhia com um modelo de negócio que tem provado a sua eficácia. Pretendemos intensificar o desenvolvimento da Happy Family e suas marcas", afirmou Felix Martin Garcia, vice-presidente da divisão de nutrição para o bebê da Danone, em nota.
A Happy Family foi criada em 2006 e registrou faturamento de 60 milhões de dólares no ano passado. Shazi Visram, fundador da companhia, permanecerá como presidente da empresa. Segundo Visram, a Happy Family irá se beneficiar da experiência de um grande grupo internacional, em especial para a distribuição dos produtos. "Estamos muito contentes, pois este acordo vai permitir o fornecimento de nutrição orgânica para mais crianças”, afirmou o empresário, também em comunicado. A transação depende agora da aprovação das autoridades competentes e está prevista para ser finalizada nos próximos meses. 

Fonte: http://exame.abril.com.br

domingo, 12 de maio de 2013

Prefeito de São Paulo veta PL de alimentos orgânicos na merenda escolar


A Associação de Agricultura Orgânica (AAO) aguardava ansiosamente pela decisão do Projeto de Lei que propunha a introdução de alimentos orgânicos na merenda escolar na rede pública de ensino do município de São Paulo.O Projeto de Lei 447/11, de autoria do Vereador Gilberto Natalini (PV), que já tinha sido aprovado por unanimidade em duas sessões plenárias na Câmara de Vereadores, foi vetado na íntegra pelo prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT) recentemente.“Tenho que a presente medida se revela ainda prematura, devendo, antes de sua efetiva aplicação pelos órgãos municipais, ser objeto do mais amplo debate entre todos os envolvidos”, afirmou Haddad no Diário Oficial da Cidade de São Paulo, publicado dia 25 de abril.
Se Haddad sancionasse a lei, pelo menos 30% das refeições das escolas públicas teriam de ser compostas com alimentos orgânicos, que são produzidos sem agrotóxicos e adubos químicos e ainda contribuem para a preservação do meio ambiente.No Diário Oficial, Haddad explicou que os produtos orgânicos ainda são cultivados em baixa escala, representando menos de 2% de toda a produção nacional e não conseguiriam atender 30% do 1,3 milhão de refeições diárias em 1.800 escolas da rede municipal.Haddad alegou ainda que os orgânicos são muito caros e que não possuem padronização que possibilite a sua separação em lotes homogêneos, dificultando a comparação de preços, vistoria técnica e o controle da certificação realizada pelo Departamento de Merenda Escolar da Secretaria Municipal de Educação previamente à sua liberação.A decepção do setor foi grande, já que, quando candidato à Prefeitura, Haddad foi um dos únicos candidatos que assinaram o compromisso proposto pelo movimento orgânico de estimular a produção agroecológica dentro do município de São Paulo. Na ocasião, Haddad comprometeu-se com a Plataforma de Apoio à Agricultura Orgânica de São Paulo, que tem o objetivo de estimular a produção orgânica e tornar viável economicamente os produtores orgânicos paulistanos.
O secretário-executivo da Associação de Agricultura Orgânica de São Paulo (AAO-SP), Márcio Stanziani, não concordou com a argumentação do prefeito e defende que, apesar de a produção orgânica paulistana efetivamente ainda não conseguir atender à demanda do município, esta lei seria um grande incentivo a esta mesma produção.“Isso atrairia muita gente para este mercado”, afirmou Stanziani ao Portal Orgânico.Sobre a falta de padronização dos alimentos orgânicos alegada por Haddad, Stanziani lembra no Portal Orgânico que esta padronização é típica da agricultura convencional, que utiliza agrotóxicos no controle de pragas e adubos químicos para produção fora de época. Já os orgânicos não teriam condições de seguir padrões – de tamanho, cor, entre outros -e estariam restritos a sazonalidade.Stanziani ainda argumenta que os padrões e uniformização adotados para o comércio de produtos convencionais não significa que estes alimentos sejam saudáveis, como efetivamente são os orgânicos, informa o portal Orgânico.Apesar do veto, Staziani afirmou, segundo o Portal Orgânico, que pretende mobilizar os grupos do setor e os agricultores para fazer novas propostas que ajudem a atingir a meta de longo prazo de tornar a merenda paulistana 100% orgânica, como, segundo ele, acontece no estado do Paraná. 


 Fonte: http://www.epochtimes.com.br
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...