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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Os 103 melhores vinhos orgânicos para experimentar este ano

O ano de 2017 será um grande ano para os amantes dos vinhos, com novos lançamentos dos melhores vinhos orgânicos para saborear. Então, levante seu copo para um brinde! Esta lista de vinho feito de uvas orgânicas vai fazer você querer inventar ocasiões especiais apenas para abriga uma nova garrafa.
Hoje, não são apenas os colecionadores que vem enchendo suas adegas com o vinho orgânico. Restaurantes estão fazendo suas listas de vinhos não só para agradar o paladar, mas também prestando muita atenção para a forma como as uvas são cultivadas. Nathaniel Munoz, Diretor de Vinho no The Rose Cafe em Venice Beach, na Califórnia, diz: "Nossa lista é baseada em um padrão mínimo de agricultura sustentável e respeito à terra de onde o vinho vem. É dominada pela prática orgânica e destacada pelos produtores biodinâmicos. "
Beth Centlivre, Gerente Geral da True Food Kitchen em El Segundo, na Califórnia, acrescenta que ela considera os benefícios para a saúde das uvas também.  Outra perspectiva vem de Rachel Binder, Gerente Geral e Diretora do setor de Vinho da Plant Food + Wine , também em Venice Beach. Ao criar sua lista de vinhos, ela diz que procura "um equilíbrio entre variedades e estilos que são um pouco fora do caminho batido e das expressões elegantes de variedades mais tradicionais com ênfase em vinhos naturais". Existem milhares de variedades para descobrir em todo o mundo. Abaixo estão 103 vinhos feitos com uvas orgânicas para você começar!

Vinho branco
  1. Ciu Ciu Merlattaie, Pecorino, Marche, 2015, $18.99 
  2. Maysara, Riesling, Willamette Valley, McMinnville AVA, Oregon, 2015, $24
  3. Badger Mountain, Riesling, Columbia Valley, 2015, $14
  4. Badger Mountain, Chardonnay, Columbia Valley, 2015, $14
  5. Quivira Sauvignon Blanc, Fig Tree Vineyard, Dry Creek Valley, Sonoma County, California 2015 $24
  6. Domaine Weinbach Reserve Personnelle, Gewurztraminer, Alsace, France, 2014, $30
  7. Marcel Deiss, Riesling, Alsace, France 2012 $25
  8. Domaine Josmeyer “H,” Pinot Auxerrois, Alsace, France 2012 $40
  9. Pizzolato Pinot Grigio, 100% Pinot Grigio, IGT Veneto; 2015, $11.99
  10. Sofos Greek White, 50% Moschofilero, 50% Chardonnay, PGI Peloponnese, 2015, $12.99
  11. Granza Verdejo, Verdejo, D.O. RUEDA, 2015, $11.99
  12. Grgich Hills Estate, Chardonnay, Napa Valley, 2013 $43
  13. Volker Eisele Family Estate, Gemini, 76% Semillon 24%Sauvignon Blanc, Napa Valley, California, 2014, $28
  14. Girasole, Pinot Blanc, Mendocino, CA 2015,  $14
  15. Chacewater, Sauvingnon Blanc, Lake County, CA, 2015, $18 (Vegan)
  16. Maysara, Pinot Blanc, Willamette Valley, McMinnville AVA, Oregon, 2015, $17
  17. Maysara, Pinot Gris, Willamette Valley,  McMinnville AVA, Oregon, 2015, $16
  18. Preston “Madam Preston”, White Rhone-style Blend, Dry Creek Valley, Sonoma County, California, 2014, $30
  19. Quivira Vineyards Fig Tree Sauvignon Blanc, Dry Creek Valley, Sonoma County, California, 2015, $24
  20. Mas Igneus, Barranc dels closos blanc, DOQ Priorat, Spain, 2015, $25,99
  21. Brick House, Chardonnay, Ribbon Ridge, 2014, $26.00
  22. Pizzolato Fredrik, Chardonnay, Veneto, Italy, 2014, $15
  23. Holman Ranch, Chardonnay, Carmel Valley, CA, 2012, $27
  24. Domaine Eugene Meyer, Reisling, Alsace, France 2012, $18
  25. Domaine Vrignaud Chablis, Chardonnay, $24.99
  26. Maison Matisco Saint Veran, Chardonnay $24.99
  27. Domaine Vincent Carême Le Peu Morier, Chenin Blanc, $39.99
  28. Ciu Ciu Oris, 50% Trebbiano, 30% Passerine, 20% Pecorino, Marche, $13.99
  29. Domaine Spiropoulos Mantinia, Moschofilero, Mantinia, Greece, 2015, $15
  30. Albet i Noya, 3 Macabeus, DO Penedès, Spain, 2015, $15.99
  31. Albet i Noya, El Fanio, DO Penedès, Spain, 2015, $17.99
  32. Domaine Bousquet’s Reserve Pinot Gris, Tupungato Valley, Argentina, 2015, $14.99
  33. Albet i Noya, Xarel·lo, DO Penedès, Spain, 2016, $12.99
  34. Martian Vineyard, Stellar, Viognier, Santa Barbara County, California, 2014, $22
  35. Albert Mann Cuvée Albert, Riesling, Alsace, France, 2013, $27
  36. Querciabella, Batàr Toscana IGT, Chardonnay, Pinot Blanc, Tuscany, 2013 $79.99
  37. Meyer-Fonne Riesling Reserve, Alsace, France, 2012, $22
  38. Natura Chardonnay, Casablanca Valley, Chile, 2012, $9.99
Vinho tinto
39. Jeriko, Sangiovese, Mendocino, CA, 2015, $30
40. Martorana Family Winery Merlot, Merlot Dry Creek Valley, Sonoma County, California, 2013 $34
41. Martian Vineyard, Ground Control, Grenache noir, Santa Barbara County, California, 2013, $24
42. Badger Mountain, Cabernet Sauvignon, Columbia Valley, 2015, $18
43. Badger Mountain, Merlot, Columbia Valley, 2015, $18
44. Quivira Grenache, Dry Creek Valley, Sonoma County, California 2014 $34
45. Bonterra, Cabernet Sauvignon, Mendocino, Lake & San Luis Obispo Counties, California, 2014 $16
46. Chateau Peybonhomme-les-Tours, Bordeaux Blend, Blaye Côtes de Bordeaux, France 2014, $20 
47. Pizzolato Rosso Convento, 50% Merlot, 50% Cabernet, IGT Veneto, 2015, $11.99
48. Chianti Naturale, 80% Sangiovese, 10% Canaiolo, 10% Merlot, DOCG Chianti, 2015, $14.99
49. Granza Tempranillo, 100% Tempranillo; D.O. Ribera del Duero; 2014, $14.99
50. En Memoir du Malbec, 100% Malbec; AOC Bordeaux; $14.99
51. Grgich Hills Estate, Cabernet Sauvignon, Napa Valley, 2013, $69
52. Maysara Winery, (Jamsheed), Pinot Noir, Willamette Valley, McMinnville AVA, Oregon, 2010, $25 
53. Maysara Winery, (Cyrus), Pinot Noir, Willamette Valley, McMinnville AVA, Oregon, 2013, $36
54. Maysara Winery, (Asha), Pinot Noir, Willamette Valley, McMinnville AVA, Oregon, 2011, $39
55. DaVero Farm and Winery Primativo, Dry Creek Valley, Sonoma County, California, 2014 $48
56. Three Degrees, Pinot Noir, Willamette Valley, McMinnville AVA, Oregon, 2014, $20
57. Ciu Ciu Oppidum, Montepulciano, Marche, $27.99
58. Domaine Bousquet’s Reserve Cabernet Sauvignon, Tupungato Valley, Argentina, 2013, $17.99
59. Avignonesi, Rosso di Montepulciano, Sangiovese, Montepulciano, 2014, $19
60. Preston Farm & Winery Zinfandel, Zinfandel, Dry Creek Valley, Sonoma County, California, 2014, $36
61. Quivira Vineyards Black Boar Zinfandel, Dry Creek Valley, Sonoma County, California, 2014 $48
62. Quivira Vineyards Elusive, Grenache-Syrah-Mourvedre, Dry Creek Valley, Sonoma County, California 2014 $36
63. Albet i Noya, Tempranillo, DO Penedès, Spain, 2015, $12.99
64. Mas Igneus, Barranc dels closos negre, DOQ Priorat, Spain, 2014, $23.99
65. Martian Vineyard, Local Group, GSM, Santa Barbara County, California, 2014, $28
66. Brick House, Gamay Noir, Ribbon Ridge, 2015, $29.00
67. Brick House “Cuvée  du Tonnelier” Pinot Noir, Ribbon Ridge, 2014, $48.00
68. Chacewater, Merlot, Lake County, CA, 2015, $22
69. Terra Savia, Petite Verdot, Mednocino, CA, 2011 $19
70. Domaine Bousquet, Cabernet Sauvingon & Malbec Mendoza, Argentina, 2016, $13
71. Frey, Syrah, Mendocino, CA, 2013, $18
72. Ciu Ciu Gotico, 70% Montepulciano and 30% Sangiovese, Marche, 2014, $21.99
73. Domaine Grosbois Chinon La Cuisine de ma mère, $21.99 (Cabernet Franc)
74. Domaine Bousquet Malbec , Mendoza, Argentina, 2014, $14
75. CALA N.1, Tempranillo, Syrah, Cabernet Sauvignon, Ciudad Real, Spain, 2014, $14.99
76. Stellar Organics, Pinot Noir South Africa, 2014, $13.99
77. Avignonesi, Vino Nobile di Montepulciano, Sangiovese, Montepulciano, 2013, $29
78. Albet i Noya, Reserva Martí, DO Penedès, Spain, 2009, $47. 99
79. Querciabella, Mongrana Maremma Toscana IGT, Sangiovese, Merlot, Cabernet Sauvignon, Tuscany 2013 $19.99
80. Château Carignan Cadillac Côtes de Bordeaux 2009, $20
81. Château Roland La Garde Tradition Blaye Côtes de Bordeaux, $17
82. Natura Carmenere, Colchagua Valley, Chile, 2011, $9.99
83. Terra Viva, Sangiovese, Marche Italy 2015 $9.99
84. Pot de Vin, Merlot, Pays D’or Languedoc, France $13.99
85. Stellar Organics, Cabernet Sauvignon, Western Cape, South Africa, $9.99
86. Beaver Creek Cabernet Sauvignon, $26 2013  
87. Rivers End, Pinot Noir, Western Cape, South Africa, 2014, $13.99
88. Vinecol, Malbec, Mendoza Argentina, 2015, $12.99
89. Querciabella, Chianti Classico DOCG, Sangiovese, Tuscany 2013 $36.99
90. Querciabella, Turpino, Toscana IGT, Cabernet Franc, Syrah, Merlot, Tuscany 2011 $59.99
Vinho Rose
91. Les Hauts de Lagarde Rosé, AOC Bordeaux; 2015,  $12.99
92. La Marouette Rose, Grenache, Languedoc, France, 2015, $12
93. Quivira, Rosé, Dry Creek Valley, California 2014 $22
94. Château Léoube, Rosé, Côtes de Provence, Provence, 2014, $20
Espumante e vinho do deserto
95. Heaven on Earth, Muscat de Alexandrie, Western Cape, South Africa $12.99
96. Pizzolato Stefany, 100% Glera, Prosecco DOC, 2015, $14.99
97. Tarantas Sparkling White, 50% Macabeo, 50% Airén, 2015, $9.99
98. Perlage Canah, Prosecco, Veneto, Italy, 2015, $17
99. Albet i Noya, Brut Natural, DO Penedès, Spain, 2013, $21.99
100. Domaine Bousquet’s Rosé Sparkling Wine, Pinot Noir, Chardonnay, Mendoza, Argentina, NV, $13.99
101. Perlage  “Altana” Sparkling Rose, Cabernet Sauvignon, Veneto, Italy, 2014, $13
102. Mionetto Prosecco DOC, Glera, Treviso DOC, Veneto, Italy, NV, $16
103. Leclerc Briant Brut Rosé Champagne, France $65

sábado, 19 de novembro de 2016

Diferenças entre Vinhos orgânicos e biodinâmicos

As práticas sustentáveis têm ganhado força no Brasil e no mundo. No universo vinícola não é diferente: a agricultura cria uma geração de consumidores conscientes, que busca cada vez mais aliar seu bem-estar ao cuidado com o meio ambiente. Ao buscar leveza e autenticidade, os amantes de vinhos são direcionados a um mercado inovador que garante mais qualidade e menos impacto ambiental. Você já deve ter ouvido falar sobre os vinhos orgânicos, e biodinâmicos, não é mesmo? Veja agora a diferença entre eles!
Vinho Orgânico
Na realidade, a designação de vinho orgânico não é totalmente correta, pois ele é obtido simplesmente de uvas cultivadas organicamente. A filosofia da produção de vinhos orgânicos:
- proíbe produtos fabricados industrialmente, tais como fertilizantes químicos e defensivos químicos (pesticidas, inseticidas, herbicidas e fungicidas);
- proíbe o uso de organismos modificados geneticamente (OGM);           
- permite uso moderado de enxofre elementar contra o oídio;
- permite uso moderado de calda bordalesa (sulfato de cobre, cal e água) contra o míldio.
A grande maioria deles traz no rótulo a declaração correta: “produzido com uvas cultivadas organicamente”, ou outra expressão correlata. Por causa do crescente interesse de muitos consumidores, cada vez mais atentos à saúde, existe a tendência de esse tipo de bebida tornar-se dominante dentro de poucas décadas.
Vinho Biodinâmico
Já a viticultura biodinâmica é uma prática extrema da viticultura orgânica. Os seus princípios foram definidos, em 1924, por Rudolf Steiner:   
- Valorização do solo e da planta em seu habitat natural, através do uso de preparações e compostos de origem vegetal, animal e mineral (parte biológica);
- Aplicação das preparações e compostos em épocas precisas, levando em conta as influências astrais e os ciclos da natureza (parte dinâmica);  
- Outras práticas       
As preparações biodinâmicas básicas são fermentadas e aplicadas em doses homeopáticas em compostos biodinâmicos, em estrume, no solo ou diretamente na planta, após diluições e agitações, chamadas de dinamização.As preparações biodinâmicas complementares são infusões de plantas medicinais usadas com duas finalidades: serem misturadas aos compostos biodinâmicos; ser borrifada nas folhas das parreiras, para prevenir doença fúngica na planta.Os compostos biodinâmicos são fundamentais para reciclar estrume animal e rejeitos vegetais, estabilizar o nitrogênio, criar húmus no solo e manter o solo saudável. Após o empilhamento dos materiais do composto, inoculam-se as preparações biodinâmicas complementares, cobre-se a pilha com solo e palha e deixa-se descansando por 6-12 meses.
Outras práticas empregadas são:
- Plantação de coberturas vegetais entre as fileiras de videiras, usando plantas como colza, mostarda, rabanete, chicória, etc., além de outras lavouras como centeio, aveia, ervilhaca, etc. Visa acumular nutrientes no solo, controlar nematóides, proteger o solo e fixar nitrogênio;
- Rotação de lavoura entre fileiras para restaurar o húmus e a matéria orgânica do solo, pois a viticultura é uma monocultura;   
- Adubação verde que consiste em incorporar ao solo qualquer lavoura ou foragem quando ainda verde, ou logo após a floração, para melhorar o solo.
O calendário das atividades vitícolas (elaboração das preparações BD e compostos BD, quando plantar e quando colher) é baseado na conjunção dos astros e em resultados empíricos.


Fonte: Os Segredos do Vinho, de J. O. A. Amarante  

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

A renomada vinicultora espanhola Marimar Torres apresentou seus melhores vinhos orgânicos

Por ocasião da sua visita a Ibiza, a renomada vinicultora Catalão Marimar Torres realizou recentemente na fazenda Atzaró uma degustação dos seus mais conceituados e vendidos vinho orgânicos. Com base na Califórnia (EUA), onde dirige as atividades da adega e vinhas Don Miguel e Doña Margarita (nomes em honra de seus pais) localizada ao longo do pacifico em Sonoma County, Marimar Torres passou sua vida inteira ligada a vitivinicultura, e sua família tem produzido vinho desde o século XVII.
Torres adaptou sua ênfase natural e sua tradição européia aos seus vinhedos, produzindo vinhos apenas com uvas da sua propriedade obtendo uma reputação que transcende fronteiras. "Eu gostaria que as pessoas tenham a  impressão de que oferecemos vinhos que tem grande cuidado em seu processo de desenvolvimento, porque nas nossas vinhas levamos em conta os quatro elementos-chave fundamentais para a produção de um bom vinho; solo, clima, variedade da uva e a pessoa que está por trás do vinho. "
Especificamente dois vinhos brancos e dois tintos foram apresentados. O primeiro um Chardonnay 2014 do vinhedo orgânico Don Miguel. Em segundo lugar procedeu-se à degustação do La Masia, um Chardonnay 2014 também do vinhedo Don Miguel com castas de uva Rued e Spring Mountain. Em seguida, ela mudou para um vinho tinto, um Pinot Noir 2012 La Masia, da vinha Don Miguel, feito com uma combinação de uvas Pommard, Swan, Dijon 115 e Dijon 667, e, finalmente, terminou a Degustação com uma amostra de Pinot Noir 2013 Mas Cavalls,do vinhedo Dona Margarita, elaborado com uma mistura das variedades Pommard, Dijon 667 e Dijon 115.


Fonte: http://periodicodeibiza.es/

terça-feira, 9 de julho de 2013

Vinhos orgânicos são nova tendência no mercado

A tendência de consumir alimentos orgânicos é crescente também no universo vinícola. Países tradicionalmente produtores, como França, Portugal e Espanha, estão investindo nesta vertente nos últimos anos, fabricando vinhos denominados orgânicos, naturais ou biodinâmicos. Os vinhos considerados orgânicos são aqueles elaborados exclusivamente com uvas que não recebem agrotóxicos ou pesticidas. Já os biodinâmicos ou naturais vão mais além. É obrigatório o uso de frutas livres de aditivos e o mínimo de intervenção possível na vinificação. 
Neste tipo de bebida, geralmente opta-se por leveduras selvagens ou indígenas, presentes nas cascas das uvas, e são deixados de lado alguns recursos utilizados nos vinhos convencionais, como enzimas, corretores de acidez e o conservante anidrido sulfuroso.A diferença entre os vinhos convencionais e os que não levam aditivos não é nítida no paladar nem na aparência, com exceção dos naturais, que, por não passarem pelo processo de filtragem, podem ser turvos. Para diferenciar, basta observar o rótulo: os vinhos orgânicos, naturais e biodinâmicos costumam apresentar selos de certificação.O mercado de vinhos orgânicos ainda é pequeno. Menos de 10% da produção mundial se enquadra nessa categoria. Mas no Brasil já é possível achar estabelecimentos especializados na bebida, como o Winebio e Saint Vin Saint, em São Paulo; e o Bionysos, no Rio de Janeiro. Todos eles possuem loja virtual. 


Fonte: http://www.ibahia.com

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013


Vinho orgânico 

Na realidade, a designação de vinho orgânico não é totalmente correta, pois ele é obtido simplesmente de uvas cultivadas organicamente. A filosofia da produção de vinhos orgânicos:  

- Proíbe produtos fabricados industrialmente, tais como fertilizantes químicos e defensivos químicos (pesticidas, inseticidas, herbicidas e fungicidas); 

- Proíbe o uso de organismos modificados geneticamente (OGM); 

- Permite uso moderado de enxofre elementar contra o oídio; 

- Permite uso moderado de calda bordalesa (sulfato de cobre, cal e água) contra o míldio. 

A grande maioria deles traz no rótulo a declaração correta: “produzido com uvas cultivadas organicamente”, ou outra expressão correlata. Por causa do crescente interesse de muitos consumidores, cada vez mais atentos à saúde, existe a tendência de esse tipo de bebida tornar-se dominante dentro de poucas décadas. 

Vinho biodinâmico 

Já a viticultura biodinâmica é uma prática extrema da viticultura orgânica. Os seus princípios foram definidos, em 1924, por Rudolf Steiner: 

-Valorização do solo e da planta em seu habitat natural, através do uso de preparações e compostos de origem vegetal, animal e mineral (parte biológica); 

-Aplicação das preparações e compostos em épocas precisas, levando em conta as influências astrais e os ciclos da natureza (parte dinâmica); 

-Outras práticas 

As preparações biodinâmicas básicas são fermentadas e aplicadas em doses homeopáticas em compostos biodinâmicos, em estrume, no solo ou diretamente na planta, após diluições e agitações, chamadas de dinamização. As preparações biodinâmicas complementares são infusões de plantas medicinais usadas com duas finalidades: serem misturadas aos compostos biodinâmicos; ser borrifada nas folhas das parreiras, para prevenir doença fúngica na planta. Os compostos biodinâmicos são fundamentais para reciclar estrume animal e rejeitos vegetais, estabilizar o nitrogênio, criar húmus no solo e manter o solo saudável. Após o empilhamento dos materiais do composto, inoculam-se as preparações biodinâmicas complementares, cobre-se a pilha com solo e palha e deixa-se descansando por 6-12 meses.  

Outras práticas empregadas são: 

-Plantação de coberturas vegetais entre as fileiras de videiras, usando plantas como colza, mostarda, rabanete, chicória, etc., além de outras lavouras como centeio, aveia, ervilhaca, etc. Visa acumular nutrientes no solo, controlar nematóides, proteger o solo e fixar nitrogênio; 

-Rotação de lavoura entre fileiras para restaurar o húmus e a matéria orgânica do solo, pois a viticultura é uma monocultura; 

-Adubação verde que consiste em incorporar ao solo qualquer lavoura ou foragem quando ainda verde, ou logo após a floração, para melhorar o solo. O calendário das atividades vitícolas (elaboração das preparações BD e compostos BD, quando plantar e quando colher) é baseado na conjunção dos astros e em resultados empíricos. 


 Fonte: Os Segredos do Vinho, de J. O. A. Amarante

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Produção de vinho orgânico promove saúde e qualidade

A crescente onda de produtos orgânicos e biodinâmicos ganha espaço também no setor do vinho. Durante evento na Fecomercio de São Paulo, produtores defenderam processos de produção mais naturais que não comprometem o solo, elevam a qualidade da bebida e resultam em produtos que agradam aos consumidores."A preocupação atual de quem compra vinho é com a saúde e a qualidade do produto", afirma o produtor francês e importador no Brasil de vinhos biodinâmicos Geoffroy De La Croix. Ele diz que as vinícolas da Europa utilizam cerca de 30 mil produtos químicos diferentes, o que vem preocupando os consumidores. "Aí entra a questão de que você é o que você bebe." Para ser considerado orgânico, o vinho não pode ter adição de produtos químicos em seu processo de produção. O cultivo da uva deve ser feito utilizando apenas substâncias naturais, reduzindo o impacto no meio ambiente e no organismo de quem ingere a bebida. 
Já os biodinâmicos, além de serem orgânicos melhoram o equilíbrio entre todos os organismos do local. Utilizam técnicas que valorizam o solo, as plantas e o aumento da atividade biológica. Esse mercado ainda é recente e pequeno. Segundo Goeffrey, atualmente, a produção orgânica e biodinâmica de vinho movimenta cerca de US$ 60 bilhões por ano. Em 2011 representou apenas 5% da produção mundial da bebida.Mesmo assim, Geoffrey considera que o crescimento da produção tem sido grande. De 2010 para 2011 houve um aumento de 15% na produção do vinho orgânico. E, segundo ele, a tendência é crescer cada vez mais. "Nesse setor, sustentabilidade não é uma questão de marketing, pois melhora o jeito de produzir e não mata o solo que será utilizado nas próximas safras." 
"Nessa atividade, o natural e o sustentável estão em favor da qualidade", diz o enólogo e proprietário da vinícola Família Zuccardi, José Alberto Zuccardi. Para atender a essa nova demanda do mercado, os fabricantes têm de mudar a maneira de produzir. E isso leva tempo. A transição de um cultivo comum para o orgânico leva cerca de três anos. Por isso, para ele, o vinho é um setor de tradição, mas também de inovação."O vinho é consumido de uma maneira diferente de outras bebidas. O consumidor busca algo natural, quer saber a procedência do produto. A industrialização é vista como algo ruim", explica Zuccardi. 

Mercado brasileiro 

No Brasil, a produção desses tipos de vinho ainda é muito pequena. De acordo com o coordenador do Comitê do Vinho da Fecomercio de São Paulo, Didú Russo, são poucos os produtores orgânicos certificados no País e há apenas um pequeno produtor de vinho biodinâmico brasileiro."A indústria brasileira de vinho foi desenvolvida à parte disso. Ela é baseada em tecnologia e produção em larga escala. A mudança virá, mas será lenta", afirma Russo. Para ele, um fator que complica ainda mais essa transição é a falta de incentivo e burocracia imposta pelo governo.O dirigente diz ainda que os consumidores brasileiros estão começando a pedir produtos mais puros e naturais. Principalmente os jovens que, segundo ele, vêm sendo um mercado em ascensão. 

Fonte: http://invertia.terra.com.br

sábado, 21 de março de 2009

Vinícola Velho Museu – Juan Carrau o primeiro vinho orgânico no Brasil

Quando, em abril de 1752, Francisco Carrau Vehils adquiriu o vinhedo chamado La Mañana no povoado de Vilasar de Mar certamente ele não imaginava que ali iniciava uma tradição que se perpetuaria por mais de 250 anos. Seus descendentes cruzaram os mares em direção às Américas e trouxeram junto à vocação vitivinícola da família. Em 1930 a família Carrau migrou para o Uruguai, onde, em pouco tempo consolidou seu prestígio na produção de vinhos finos.A adega Velho Museu - Juan Carrau, Atelier do Vinho, desde o final dos anos 80 está instalada em Conceição da Linha Feijó, uma bucólica localidade a 8 Km do centro de Caxias do Sul, berço dos primeiros vinhedos de Vitis vinífera da região.
É no Atelier do Vinho que Juan Carrau-Bonomi, nona geração dos Carrau vitivinicultores, continua as atividades iniciadas por seu pai, Juan Francisco Carrau, no Brasil, conciliando a produção de uvas orgânicas na fronteira Brasil/Uruguai com elaboração artesanal de vinhos finos na Serra Gaúcha.Hoje, a Velho Museu - Juan Carrau trabalha com a certeza de poder oferecer, dentro de cada garrafa, não só a tradição e a experiência de 9 gerações dedicadas à vitivinicultura mas, também, a certeza de estar oferecendo um produto genuíno, natural, fruto da matéria-prima mais importante: o respeito à Natureza, ao consumidor e às futuras gerações.


O Primeiro Vinho Orgânico


Em 1997, foi apresentado o primeiro vinho orgânico do Brasil: o Cabernet Sauvignon Juan Carrau Orgânico, um vinho com grande personalidade e características marcantes. Posteriormente, no final de 1999, foi elaborado o primeiro vinho fino branco, um Gewürztraminer de aroma e paladar únicos. E o mais importante: ambos absolutamente saudáveis.O resultado das análises das amostras dos vinhos enviadas ao BIOS, instituição certificadora de produtos orgânicos de Vicenza, Itália, confirmaram a qualidade orgânica dos vinhos elaborados pela Velho Museu e, também, que os procedimentos para condução orgânica adotados nos vinhedos estão contribuindo positivamente para a formação de uma nova consciência ecológica e comercial.
O Biólogo Dr. Juan Carrau-Bonomi é Professor Titular de Biotecnologia do Instituto de Biotecnologia da Universidade de Caxias do Sul. Desenvolve pesquisas em Ecogestão, Vinhedos e Vinhos há mais de 25 anos. Isto permitiu organizar o esforço conjunto Universidade/Empresa que resultou na elaboração dos primeiros vinhos brasileiros de uvas nobres de qualidade orgânica em termos da Norma 2092/91 da Comunidade Econômica Européia.


quarta-feira, 18 de março de 2009

Alguns exemplos de vinhos orgânicos

BORDÔ

Vinho natural jovem tinto seco Bordô sem agrotóxicos, certificado orgânico.Vinho jovem tinto seco Bordô com cor intensa produzido sem agroquímicos, certificado orgânico, produzido em pequena escala na Serra Gaúcha. A cor intensa do vinho Bordô e seu matiz violeta são características desse varietal, pois a uva apresenta elevada concentração de antocianinas na película, as quais passam para o vinho durante a maceração da uva. O aroma e os sabores frutado são característicos da uva Bordô. A uva Bordô é considerada uma Vitis labrusca, não é cultivada nos outros países produtores de vinho. No Brasil, não há restrição quanto a seu cultivo, somos assim um dos unicos produtores do mundo da uva Bordô. Amostra de vinho da uva Bordô apresentaram uma concentração superior de trans-resveratrol das outras videiras comparadas.Graduação alcoólica de 11ºGL.

VINHO FINO TINTO SECO CABERNET SAUVIGNON ORGÂNICO CERTIFICADO.

A Coopernatural lançou o vinho Cabernet Sauvignon orgânico certificado Safra 2007 na Bio Fach em São Paulo. As uvas desta safra foram selecionadas a dedo, as melhores uvas as mais sadias e as mais maduras, somente o melhor da produção, compõem este vinho de alto padrão enológico. A fermentação foi com controle de temperatura, não ultrapasando os 25º, o envelhecido vai ser barricas de carvalho Frances. Com graduação alcoólica de 12,6%.A produção de 2007 está limitada a uma produção de 1.575 unidades. Un dos primeiros vinhos finos orgânicos do Brasil. Rotulo em Braille nome comercial Hex von Wein.




segunda-feira, 16 de março de 2009

Vinho orgânico: a onda verde


Sabemos que muita gente escolhe vinho pela cor. E por muito tempo a maioria das pessoas decidia apenas entre tintos, brancos e rosados. Mas agora existe um grupo de consumidores, que cresce a cada dia, que só escolhe vinho por cor - apenas por uma determinada cor. Certamente, optariam por uma das três citadas, certo? Mas, não. A cor preferida é outra.É verde. Não o verde dos vinhos portugueses, aqueles produzidos no noroeste do país, muito refrescantes, com aquela “agulha”, a ligeira efervescência a nos pinicar a língua. São verdes apenas no nome (derivado talvez de sua juventude: eles não amadurecem como os demais), pois só os encontramos nas versões tinta e branca.O verde aqui é qualquer vinho orgânico ou biodinâmico ou natural, uma bebida ecologicamente correta. Nos Estados Unidos, segundo uma pesquisa da National Restaurant Association(Associação Nacional de Restaurante), são os vinhos orgânicos que estão sendo mais procurados. A revista pesquisou mais de mil chefs sobre o que, entre as bebidas alcoólicas, está atraindo mais os freqüentadores dos seus estabelecimentos.
A surpresa não é grande. A tendência do consumidor de lá pelo que é benéfico para o meio ambiente é bem evidente. Vinhos orgânicos são produzidos e consumidos desde 1960 no país. Só chegaram à Europa na década de 90. No Brasil, que eu saiba, o primeiro vinho orgânico foi o Cabernet Sauvignon Juan Carrau, de 1997. Em 1999, Carrau lançou um segundo, um branco com a Gewürztraminer. Ambos fazem parte da Linha Verde do Velho Museu, vinícola de Carrau, na Serra Gaúcha.O site Planeta Orgânico explica que todo alimento orgânico é mais do que um produto sem agrotóxicos. “É o resultado de um sistema de produção agrícola que busca manejar de forma equilibrada o solo e demais recursos naturais (água, plantas, animais, insetos etc.), conservando-os a longo prazo e mantendo a harmonia desses elementos entre si e com os seres humanos. Deste modo, para se obter um alimento verdadeiramente orgânico é necessário administrar conhecimentos de diversas ciências (agronomia, ecologia, sociologia, economia, entre outras) para que o agricultor, através de um trabalho harmonizado com a natureza, possa ofertar ao consumidor alimentos que promovam não apenas a saúde deste último, mas também do planeta como um todo”.Nos Estados Unidos, os consumidores compram os orgânicos porque seriam melhores para a saúde; porque são produtos que protegem o meio ambiente. E porque acham que são vinhos de grande qualidade. Noto que os produtos orgânicos produzidos no Brasil (somos até exportadores) também ganharam imagem de produtos de alta qualidade.De um modo geral, tanto os vinhos orgânicos quanto os convencionais gozam dessa imagem positiva, isenta de reprovações quando pensamos o quanto de danos os humanos estão provocando no planeta: as emissões de carbono, os produtos químicos perigosos, o lixo não-reciclável etc.Tomamos o nosso vinho envoltas num clima de romance e história: aqueles gregos, romanos, os monges, os artesões produzindo um produto puro, enquanto nós aqui pensando que o aquecimento global está bem a léguas de nossa querida taça.