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domingo, 11 de dezembro de 2016

O mercado francês de produtos orgânicos cresceu fortemente nos últimos anos

O mercado francês de produtos orgânicos teve um crescimento forte de 4,56 bilhões de euros em 2013, dos quais 4,38 bilhões de euros de consumo doméstico, ou cerca de 2,5% do mercado nacional de alimentos. De acordo com a CSA-Agence BIO, 75% dos franceses consumiram produtos orgânicos em 2013, enquanto em 2012 era 64%. Quase metade dos franceses consumiram produtos orgânicos pelo menos uma vez por mês. Frutas e legumes continuam sendo os produtos orgânicos mais consumidos, seguidos por produtos lácteos e ovos. No Sudeste da França, se concentra o maior índice de  consumidores de produtos orgânicos da média nacional.
Desde 2007, restaurantes públicos foram encorajados a introduzir produtos orgânicos em seus serviços, com a recomendação de 20% de produtos em 2012, um número que não foi atingido. Em 2011, os orgânicos representaram apenas 2,1% do mercado.
No entanto, o consumo de orgânicos atingiu € 158 milhões em 2011, um aumento de 21% em um ano. Com 7000 restaurantes (ou 9,5% do numero nacional de restaurantes coletivos), a região de Rhône nos Alpes é a segunda região francesa de maior consumo de orgânicos.
No ano letivo de 2011/2012, 54 escolas introduziram regularmente produtos orgânicos e alcançaram 100% de refeições orgânicas, consumindo 199 toneladas de produtos orgânicos (8% das suas compras).Estudos realizados no território mostraram que os principais produtos consumidos foram os lácteos, frutas e vegetais e o fornecimento de produtos orgânicos locais foi de 60% a 80% da oferta total de produtos.


Fonte: http://www.corabio.org

sábado, 10 de dezembro de 2016

O mercado de cosméticos orgânicos do sudeste da Ásia aumentará em mais de 10% até 2020

O mercado de cosméticos orgânicos do sudeste asiático foi avaliado em cerca de US $ 40 bilhões em 2015, e em 2020, espera-se que chegue a US $ 66 bilhões, aumentando  a sua CAGR (Compound annual growth rate ou Taxa de crescimento anual composta) em mais de 10%, de acordo com um estudo da ASEAN (Associação de Nações do Sudeste Asiático) para isso, um mercado emergente de cosméticos orgânicos, é esperado para testemunhar a alta demanda, impulsionado por uma série de fatores.
O aumento da consciência sobre os potenciais efeitos colaterais de cosméticos sintéticos é um fator chave na condução do aumento da demanda por cosméticos orgânicos. A percepção positiva em relação aos cosméticos orgânicos, a disponibilidade de ampla gama de cosméticos orgânicos e o surgimento de uma classe média forte na ASEAN entre outras regiões importantes alimentam a demanda. Por conta desses fatores, espera-se que o mercado de cosméticos orgânicos tenha um aumento de mais de 9% até 2020 e atinja US $ 4,4 bilhões em receitas. 
O alto custo, a vida útil limitada e a falta de norma de certificação foram identificados como os principais desafios para o crescimento do mercado de cosméticos orgânicos. Há uma necessidade urgente de estabelecer normas de certificação rigorosos, de modo que apenas as marcas confiáveis e genuínos sejam capazes de lançar seus produtos no mercado. Com base no tipo de produto, o mercado de cosméticos orgânicos pode ser amplamente dividido em cuidados da pele, cabelo, maquiagem, fragrâncias e produtos de higiene pessoal. 
Entre estes, os produtos orgânicos do cuidado do cabelo representaram a maior parcela da receita do mercado em 2015. Avaliada em US $ 780 milhões em 2015, a demanda por produtos para o cabelo orgânicos na ASEAN deve chegar a US $ 1,24 bilhões até o final de 2020. O cuidado com a pele é o segundo maior tipo de produto com base em receitas, no valor de US $ 671 milhões em 2015. Este segmento deverá crescer em um CAGR de 9,7% até 2020, e superar os US $ 1 bilhão em receitas em 2020. Fragrâncias orgânicas também são produtos de higiene pessoal que irão expandir a sua CAGRs no período previsto. 

Em termos de receitas, Tailândia, Indonésia e Filipinas são os três maiores mercados para cosméticos orgânicos na ASEAN. 

A Tailândia é o maior mercado de cosméticos orgânicos na ASEAN, e foi responsável por uma parcela da receita de quase 30% do mercado global em 2015. Avaliada em US $ 809 milhões em 2015, espera-se que o mercado da Tailândia de cosméticos orgânicos expanda-se a sua CAGR em 9,4% chegando a US $ 1,29 bilhões em receitas em 2020. Salão de Beleza e farmácia / drogarias são os dois maiores canais de distribuição na Tailândia, coletivamente responsáveis por quase 57% das vendas totais. 
A Indonésia é o segundo maior mercado, com receitas totais no valor de US $ 671 milhões em 2015. No entanto, o mercado de cosméticos orgânicos da Indonésia deverá expandir sua CAGR a um nível ligeiramente inferior ao resto dos países da ASEAN. Os salões de beleza e websites de e-commerce são os dois maiores canais de distribuição de cosméticos orgânicos na Indonésia. 
O mercado de cosméticos orgânicos Filipinas foi avaliado em US $ 552 milhões em 2015. Os varejistas de mercadorias em geral são responsáveis por uma elevada percentagem das vendas totais de cosméticos orgânicos nas Filipinas. 


quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

O mercado mundial de proteína de soja orgânica deve crescer nos próximos anos

O mercado de proteína de soja orgânica devera alcançar US $ 500,4 milhões em 2021 de acordo com as projeções, com um aumento de 17,3% de 2016 a 2021. Com o crescente interesse na saúde e a busca pelos benefícios nutricionais dos alimentos orgânicos entre os consumidores e as múltiplas aplicações de uso final da proteína de soja, é esperado melhorar a demanda por proteína de soja orgânica e o crescimento do mercado de 2016 a 2021. Esses fatores levaram à adoção da proteína de soja orgânica em várias aplicações alimentares, tais como indústrias que fabricam alimentos funcionais, entre outros.
O ano base considerado para este relatório é 2015. Os objetivos para este estudo também incluíram a definição do mercado de proteína de soja orgânica, identificando os condutores e restrições do mercado e determinando futuras oportunidades e ameaças ao mercado. Para realizar este estudo, o mercado de proteína de soja orgânica é segmentado em função do tipo, aplicação, e forma. O mercado de proteína de soja orgânica também é segmentada com base na região na América do Norte, Europa, Ásia-Pacífico, e o Resto do Mundo .

http://www.marketsandmarkets.com

sábado, 30 de janeiro de 2016

Mercado de orgânicos no Brasil cresce a taxas invejáveis que passam de 20% ao ano

O mercado brasileiro de alimentos orgânicos está crescendo a taxas invejáveis que passam de 20% ao ano, conforme registros do projeto Organics Brasil. O índice foi de 25% em 2015 e agora deve passar de 30%. A expansão ganhou embalo há três anos, desde quando o país passou a colocar em prática regras que permitem ao consumidor distinguir os alimentos produzidos sem agrotóxicos de alimentos convencionais com selos nas embalagens. As taxas de crescimento registradas globalmente nos últimos anos são bem menores. Ficaram entre 5% e 11%, mostram dados da consultoria Organics Monitor. Ou seja, o mercado está crescendo em ritmo dobrado no Brasil, embora o país ainda represente menos de 1% da produção e do consumo.
O setor vem se estruturando mas ainda representa um “nicho”, analisa Ming Liu, coordenador executivo do Organics Brasil, que mobiliza as empresas exportadoras. Em sua avaliação, o crescimento do mercado, impulsionado pelos consumidores que buscam alimentos sem agrotóxicos ou mais sustentáveis, vem sendo limitado por esse processo, que exige organização da cadeia produtiva e do sistema de certificação. Entre os alimentos que devem ampliar o faturamento dos orgânicos em 2016 estão produtos lácteos e de origem animal, com maior valor agregado, detalha. Porém, mesmo o consumo global ainda é pequeno diante do faturamento geral do setor de alimentos, pontua. “O importante é saber que há um mercado e que este mercado vem crescendo, e a sua estruturação será determinada pela demanda, produção e disponibilidade dos produtos.”
Mesmo crescendo mais do que no exterior, o mercado brasileiro de orgânicos está longe de experimentar boom semelhante ao registrado após a regulamentação da produção nos Estados Unidos e na Europa, uma década e meia atrás. Para dar salto proporcional ao norte-americano, terá de atingir valor dez vezes maior que o atual, ou seja, crescer 1.000%, em uma década.
 As projeções para 2016 reafirmam tendência de crescimento maior no Brasil. O mercado de orgânicos teria movimentado o equivalente a R$ 350 bilhões no mundo e R$ 2,5 bilhões no país (0,71%) – perto de US$ 80 bilhões e US$ 600 milhões, respectivamente. Se a previsão do Organics Brasil de crescimento entre 30% e 35% se concretizar, o faturamento brasileiro deve ultrapassar a marca de R$ 3 bilhões neste ano – um terço referente às exportações.
O setor se expandiu rapidamente em países ricos e agora passa a ser visto como mecanismo de desenvolvimento em regiões onde prevalecem unidades produtivas pequenas, como o Brasil. O apelo se fortalece desde 2014, quando as Nações Unidas passaram a destacar as vantagens socieconômicas da agricultura familiar. Até 30% mais valorizados, os orgânicos têm condições de elevar a renda dos produtores. Os saltos anuais têm ocorrido mesmo em épocas de crise. Em 2004, o setor movimentava US$ 29 bilhões no mundo, conforme a consultoria Organic Monitor. Dez anos depois, em 2013, o mercado foi estimado em US$ 72 bilhões, ou seja, duas vezes e meia maior.


Fonte: Gazeta do Povo

domingo, 25 de janeiro de 2015

Novos estudos apontam que alimentos orgânicos possuem mais antioxidantes e menores concentrações de metais pesados

A demanda por alimentos orgânicos é parcialmente impulsionada pela percepção dos consumidores de que eles são mais nutritivos. No entanto, a opinião científica está dividida sobre se há diferenças nutricionais significativas entre os alimentos orgânicos e não-orgânicos, em dois estudos recentes publicadosno British Journal of Nutrition, concluiu-se que não há diferenças. Nos presentes estudos, foram realizadas meta-análises com base em 343 publicações revisadas por cientistas que indicam diferenças estatisticamente significativas na composição entre culturas orgânicas e não-orgânicas. Mais importante, foram encontradas concentrações de um conjunto de antioxidantes, substancialmente maiores em culturas orgânicas do que em alimentos não-orgânicos, como os ácidos fenólicos, flavanonas, estilbenos, flavonas, flavonóis e antocianinas. Muitos destes compostos têm sido previamente associados a uma redução do risco de doenças crónicas, incluindo doenças cardiovasculares e neuro degenerativas e certos tipos de câncer. 
Além disso, foram encontradas quatro vezes mais resíduos de pesticidas em culturas convencionais, que também continham concentrações significativamente de metais pesados. Diferenças significativas também foram detectadas de alguns minerais e vitaminas compostas. Há evidências de que concentrações mais elevadas de antioxidantes e menores concentrações de metais estão ligadas a práticas agronômicas específicas (por exemplo, o não uso de fertilizantes minerais prescrito em sistemas de cultivo orgânico). Em conclusão, culturas orgânicas, em média, têm concentrações mais elevadas de antioxidantes, concentrações mais baixas de metais pesados e uma menor incidência de resíduos de pesticidas, comparadas as culturas de não-orgânicos em todas as regiões e épocas de produção.


Fonte: British Journal of Nutrition,

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Tomates orgânicos são mais nutritivos do que os convencionais

Os tomates orgânicos podem ser menores do que os convencionais, mas são mais nutritivos. Esta foi a conclusão de um estudo publicado na revista científica Plos One, e divulgado na revista WOMEN´S HEALTH. De acordo com a pesquisa, as versões livre de agrotóxicos têm cerca de 55% mais vitamina C e 139% mais compostos fenólicos (que ajudam a combater doenças como o câncer). 
Uma teoria: plantas produzem altos níveis de fitoquímicos quando não estão protegidas por pesticidas, o que resulta em frutos mais ricos em nutrientes. Tomate é tudo de bom! Esse fruto é rico em licopeno, betacaroteno, magnésio e vitaminas A e E. 
É muito calórico? Que nada! Apenas 14 calorias em 100g. Detalhe importante: para que o licopeno seja absorvido, ele precisa ser aquecido. Portanto, molho, extrato e até suco são ideais – o equivalente a uma concha por dia. O ideal é você prepará-lo em sua casa ao invés de comprá-lo pronto. 

Fonte: http://mdemulher.abril.com.br/

domingo, 4 de agosto de 2013

Produção de orgânicos cresceu mais de 300% em 12 anos

A informação foi divulgada pela IFOAM – Federação Internacional de Movimentos de Agricultura Orgânica, durante a 9ª edição do Fórum Internacional de Agricultura Orgânica e Sustentável, realizada em junho, em São Paulo. Denise Godinho, sua representante, afirmou que, entre os anos de 1999 e 2012, a área destinada ao cultivo de alimentos orgânicos cresceu 300%, totalizando 3,7 milhões de hectares. Comida orgânica é sinônimo de saúde. Mas em um mundo onde tempo é dinheiro, tudo é consumido rapidamente – com os alimentos não é diferente. Por isso, tem aumentado o uso indiscriminado de agrotóxicos e fertilizantes, que diminuem as perdas agrícolas e agilizam a produção, garantindo alimento à parte da população, mas prejudicam a saúde. A consciência dessas implicações pode alterar esse quadro. 
De acordo com a IFOAM, apesar da desaceleração da economia europeia – que é a maior consumidora do setor – entre o ano de 2011 e 2012, o mercado mundial de agricultura orgânica registrou crescimento de aproximadamente 6,36%.Em Nova York, o governo detectou forte ligação entre obesidade e pobreza – quem diria! –, já que alimentos saudáveis são mais caros que fast foods. Medidas públicas estes sendo tomadas para combater tais índices, que se tornaram grande preocupação social. Denise afirma que, para que haja maior crescimento do setor de orgânicos no Brasil, “os governos precisam investir em recursos e em tecnologia, a fim de que a agricultura orgânica deixe de ser uma resposta ao mercado e se torne importante alternativa para os desafios mundiais”. 

 Fonte: http://exame.abril.com.br

domingo, 23 de dezembro de 2012

Renda é fator decisivo para a compra de alimentos orgânicos

O aumento da renda familiar do brasileiro está ligado diretamente ao consumo de alimentos orgânicos, revela estudo feito pela Esalq/USP (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo). De acordo com o levantamento, o nível de renda é fator relevante para o consumo de alimentos orgânicos. Além disso, o estudo mostra que esse aumento do consumo de orgânicos acontece, principalmente, em residências em que o chefe ou responsável é do sexo feminino e também existe um maior consumo por pessoas acima de 60 anos. No entanto, evidencia a reduzida quantidade (média) disponível de alimentos orgânicos para a totalidade das famílias brasileiras”, comenta a professora do Departamento de Agroindústria, Alimentos e Nutrição, Marina Vieira da Silva. 
O estudo também revela que a busca por alimentos provenientes de sistemas de produção mais sustentáveis, como os métodos orgânicos de produção, é uma tendência que vem se fortalecendo mundialmente. Tipo de alimento Quando começam a consumir mais produtos orgânicos, cada região brasileira tem como destaque um nicho específico de alimentos. “Com relação aos grupos alimentares, merece destaque a maior participação dos Laticínios, especialmente para as famílias moradoras nas áreas rurais da região Sul. 
Para a região Centro-Oeste, no entanto, foram identificados os valores (médios) que superaram as médias nacionais e aqueles obtidos para as demais regiões para os grupos de Aves e Carnes. Verifica-se que o consumo de alimentos orgânicos de origem animal se destacou em relação aos produtos considerados relativamente mais baratos, tais como frutas e vegetais”, aponta a economista doméstica Edinéia Dotti Mooz. 


Fonte:http://www.infomoney.com.br

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Mercado de alimentos orgânicos deve movimentar US$ 104,5 bilhões em 2015

Segundo estudo produzido pelo The Future Laboratory em parceria com a Voltage, agência produtora de Human Insights, o mercado de alimentos orgânicos deve movimentar US$ 104,5 bilhões em 2015 e o de funcionais, responsáveis por alterar a percepção que os consumidores têm dos alimentos geneticamente modificados, deve faturar, em 2014, US$ 29,8 bilhões. 
O Japão, maior mercado consumidor de alimentos funcionais, vai faturar US$ 11,3 bilhões em 2014; nos Estados Unidos, as vendas devem crescer 20,7%, chegando a US$ 9,1 bilhões.A pesquisa integrará a palestra de Paulo Al-Assal, CEO da Voltage e um dos principais especialistas brasileiros em tendências, no TED x Campos - que acontece no próximo dia 23, no Grande Hotel Campos do Jordão/Hotel-escola do Senac.Segundo Paulo Al-Assad, a segurança alimentar, por exemplo, esteve no coração da revolução de 2011 no Egito. Como resultado, mais e mais pessoas querem ter controle sobre a forma com que os alimentos são produzidos e consumidos. Ele afirma que há necessidade de aumentar a produção de alimentos com preços mais acessíveis. "Há uma demanda por maiores níveis de transparência no processo de produção, sobretudo nos geneticamente modificados."Para o executivo, quando a análise abarca as tendências, em países como China e Índia, embora os consumidores adotem um estilo de vida ocidental no tocante à alimentação, as marcas devem atentar para aspectos e gostos locais, especialmente porque o consumidor contemporâneo mostra interesse no convívio social.
Do lanche hiperconectado da Geração D ao Rubarnism artesanal, o estudo The Futures Report Food mostra que a forma de se relaciona r com a alimentação tem mudado ao longo dos séculos. Hoje, as populações dos países ricos e dos emergentes têm exercido importante pressão em prol da sustentabilidade de todo o processo de produção de alimentos. O estudo aponta que a sustentabilidade será uma preocupação não apenas dos países ricos, mas dos emergentes. "Em um futuro próximo, o grau de sustentabilidade no processo de produção de determinada marca ou produto será uma espécie de rótulo que define a ética. Além disso, a demanda alimentar originada de populações crescentes e das economias emergentes deve impulsionar o desenvolvimento da biotecnologia agrícola. 
Na prática, o desenvolvimento de alimentos funcionais e mais saudáveis vai romper o preconceito de consumidores contra alimentos geneticamente modificados", afirma Paulo Al-Assal.Há, inclusive, estudos consistentes, ressalta o executivo, para a produção de alimentos livres de alérgenos como o glúten - produtos que devem auxiliar a alimentação de portadores da doença celíaca.De acordo com Al-Assal, a população mais idosa está mais consciente do impacto da dieta alimentar na saúde e é justamente essa parcela da população que está fazendo o mercado de funcionais crescer. Na China, as mudanças demográficas tornaram-se um poderoso motor de vendas de alimentos funcionais. 
Produtos a base de ervas medicinais com propriedades terapêuticas se tornaram sucesso de vendas. Mercados emergentes Os consumidores de mercados emergentes como os que integram o BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) e os MAVINS (México, Austrália, Vietnã, Indonésia, Nigéria e África do Sul) têm alterado padrões de consumo mundiais de alimentos. Países como Índia e China se tornaram mais ocidentalizados e passaram a consumir mais carne. Marcas como a KFC incluíram produtos locais em seus menus para agradar consumidores locais - na Índia, por exemplo, a pizza Dominó oferece produtos com queijo paneer e keema; no Brasil, a Nestlé passou a investir na venda porta a porta; o Nestlé até Você criou um supermercado flutuante para atender comunidades distantes dos grandes centros. Nos mercados emergentes nota-se um crescente aumento de jovens que têm consumido doces e chocolates.No BRIC, o mercado de confeitaria deve alcançar um faturamento de US$ 27 bilhões em 2014. 
O mesmo crescimento não ocorre na Europa e nos Estados Unidos. No Reino Unido, por exemplo, as vendas de chocolate cairam 1,3% em 2010 e a tendência é que caiam ainda mais por conta da preocupação da população em controlar a ingestão de calorias. Novos consumidores & tendências Dados demográficos mostram que as mudanças comportamentais influenciam na relação do consumidor com o alimento. Do lanche do hiperconectado integrante da Geração D ao Rurbanismo artesanal, passando polos Neo-Boomers. Entre as tribos, o estudo destaca o Foodies DIY e Rurbanites.Entre as tendências detectadas, o estudo traz a Conviviality Culture (cultura do convívio) em resposta à recessão global. Para dar mais significado às vidas e cortar custos, as famílias optam por refeições em casa e têm utilizado a tecnologia em favor desse objetivo. Conectados, buscam nas redes sociais formas de compartilhar compras coletivas de alimentos e de preparo. Mais conscientes do papel da alimentação na sociedade, as pessoas têm criado rituais - quase teatrais - de consumo. 
A tendência Revivalist, por exemplo, mostra que os consumidores estão em busca de uma "âncora" para lidar com esses tempos turbulentos e veem nas antigas receitas uma forma de conforto afetivo; estão "revivendo" de maneira nostálgica a alimentação.Alimentar-se com três refeições diárias é uma forma de buscar a segurança de antigos tempos. Algumas tribos rejeitam a frieza do mundo contemporâneo e estão buscando inspiração em modos rurais de viver; formas similares às dos avós. Nesse contexto, norte-americanos passaram a frequentar restaurantes que resgataram o preparo dos alimentos, inclusive, investindo em receitas clássicas. As experiências de convívio também são buscadas por uma nova geração de consumidores. 

Fonte: http://monitormercantil.com.br

sábado, 2 de junho de 2012

Sudeste é o maior comprador de orgânicos do Brasil

A região sudeste representa o principal mercado consumidor de alimentos orgânicos no Brasil, com quase 70% do faturamento nacional. A conclusão é de um levantamento feito pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras).Segundo a pesquisa, em 2011 a comercialização desta categoria de alimentos nos supermercados alcançou R$ 1,12 bilhão, 8% a mais que no ano anterior. O estado de São Paulo foi responsável por 56,3% do faturamento total, seguido por Pará (11,7%), Minas Gerais (7,94%) e Rio de Janeiro (5,71%). O estudo mostra ainda que os principais compradores são mulheres na faixa dos 30 anos de idade e com alta escolaridade. 

Fonte: http://mundodomarketing.com.br

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Mato Grosso tem maior área do Brasil para os orgânicos

Mato Grosso é o estado que possui a maior área cultiva com produtos orgânicos do Brasil. O título só agrega valor à vocação agropecuária do Estado, que é o maior produtor nacional de grãos e fibras em escala comercial. Conforme dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), são 622,85 mil hectares destinados à produção de alimentos produzidos sem o uso de agrotóxicos e adubos de síntese química. Neste nicho de mercado consumidor destacam-se a carne bovina e castanha-do-pará. Os dados foram divulgados ontem, pelo Mapa, durante a 8ª Semana dos Alimentos Orgânicos e referem-se à produção do mês de maio. Segundo o levantamento, o Brasil tem uma área de 1,5 milhão de hectares e 11,5 mil unidades de produção controlada ligadas ao sistema produtivo de orgânicos, como fazendas e estabelecimentos de processamento. 
Destes, 691 estão em Mato Grosso. Além de Mato Grosso, os estados que possuem as maiores áreas desse tipo de agricultura são Pará (602,6 mil hectares), seguido por Amapá (132,5 mil ha), Rondônia (36,7 mil ha) e Bahia (25,7 mil ha). Em relação à quantidade de unidades de produção controlada, os maiores são Pará (3,3 mil), Rio Grande do Sul (1,2 mil), Piauí (768), São Paulo (741) e Mato Grosso (691). A região Norte (778,8 mil ha e 3,8 mil unidades de produção) é a que possui a maior área dedicada à agricultura orgânica, seguida por Centro-Oeste (650,9 mil ha e 1,1 mil), Nordeste (79,8 mil ha e 2,9 mil), Sul (24,8 mil ha e 2,3 mil) e Sudeste (19,1 mil ha e 1,2 mil). 
 O ministério pretende divulgar os dados de produtividade a partir do segundo semestre. De acordo com o secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo, Erikson Chandoha, o Mapa está implantando um sistema de gerenciamento onde serão lançadas informações quanto às expectativas de produção. Em Mato Grosso, os produtos orgânicos mais representativos são a carne bovina e a castanha-do-brasil. Já no Pará, destaque para o cacau, dendê, açaí e castanha-do-brasil. Os dados foram levantados pelo Departamento de Agroecologia da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo (SDC) do Mapa.

domingo, 6 de maio de 2012

Norte americanos estão comprando cada vez mais produtos orgânicos

O norte americano está comprando cada vez mais produto orgânico. Um novo relatório mostra que os consumidores norte-americanos estão gastando mais de US $ 30,00,na compra de alimentos sem produtos químicos tóxicos.Segundo os últimos dados da Organic Trade Association (OTA), a indústria de orgânicos cresceu quase 10% em 2011.Por definição, a agricultura orgânica proíbe o uso de pesticidas sintéticos,usados intensivamente na agricultura convencional, cujos componentes têm sido associadas ao aumento de certos tipos de câncer, autismo, TDAH, infertilidade e outros problemas de saúde. Os Fertilizantes químicos, também são acusados da criação de enormes zonas mortas que prejudicam a indústria da pesca,e são proibidas na agricultura orgânica também. 
"Os consumidores estão cada vez mais engajados e exigentes quando vão às compras, tomam decisões baseadas em seus valores e na conscientização sobre saúde e preocupações ambientais", diz Christine Bushway, diretora executiva da OTA. "Para eles, esta importando cada vez mais saber se os alimentos são geneticamente modificados ou produzidos usando práticas que não são boas para suas famílias".Embora o preço às vezes seja um problema, a disponibilidade dos produtos, juntamente com as muitas lojas de varejo para produtos orgânicos, dá aos compradores uma maior oferta.A indústria de alimentos orgânicos cresceu quase 5% no ano passado.
Os frutos orgânicos e vegetais representaram 50% dessas vendas, e 40 por cento do total do mercado orgânico, enquanto a carne e os setores de aves experimentaram um aumento de 13% nas vendas em comparação com 2010.Hoje em dia, 6% de todos os produtos lácteos vendidos nos Estados Unidos são orgânicos de acordo com os dados da pesquisa.Em geral, os alimentos orgânicos representam 4,2% de todas as vendas de alimentos nos Estados Unidos, e 78% de todas as famílias norte-americanas estão comprando algum tipo de produto orgânico. A indústria orgânica não é apenas boa para a saúde dos norte americanos, de acordo com os dados da OTA eles são uma parte importante da economia dos EUA, também. 
A indústria orgânica cria 4 vezes mais empregos que a média nacional, e 94% das operações de orgânicos nos EUA estão planejando optar por manter funcionários ou aumentar o emprego em 2012.As 17.600 fazendas orgânicas certificadas no país,de acordo com os pesquisadores são 35% mais rentáveis do que a média das explorações convencionais. 


 Fonte: http://www.livetradingnews.com

terça-feira, 24 de abril de 2012

Saiba 5 motivos para comer maçãs orgânicas

Existem boas razões para comer frutas orgânicas. Por um lado, elas são de melhor qualidade e mais frescas. No entanto, muitas pessoas não podem se dar ao luxo de comprar todos os alimentos em lojas naturais ou com preço mais elevado. O site da Forbes listou cinco razões para, pelo menos, preferir maçãs orgânicas. 

A maçã cultivada da forma convencional tem mais resíduo de pesticidas do que qualquer outra fruta ou legume 

De acordo com uma análise do Grupo de Trabalho Ambiental, resquícios de pesticidas foram encontrados em 98% das mais de 700 amostras de maçã testadas. Os pesquisadores detectaram 48 pesticidas diferentes nas frutas, mesmo após elas serem lavadas. 

Os efeitos dos pesticidas à saúde humana são desconhecidos 

As maçãs são, geralmente, pulverizadas com o fungicida Syngenta, um pesticida em análise para uma possível ligação à doença de Parkinson. Além disso, em Michigan, houve uma autorização para uso do antibiótico não aprovado kasugamicida, em casos de emergência. Os dados sobre os efeitos do medicamento sobre águas subterrâneas, reprodução e desenvolvimento animal não são conhecidos.

A maioria das fazendas de empreendimento familiar prefere métodos orgânicos de produzir e trabalha por ambiente saudável 

Mesmo que os resíduos de pesticidas não sejam mais encontrados na maçã quando você compra, aqueles que pulverizam os agrotóxicos, e suas comunidades, são afetados pelos produtos químicos diretamente. Por isso, a maioria das fazendas de empreendimento familiar prefere métodos orgânicos de produzir, pois além de aumentar a renda, protege os trabalhadores. 

As maçãs estão entre as frutas mais populares - e comer mais maçãs orgânicas pode impactar imediatamente a agricultura 

A terceira fruta mais consumida nos EUA é a maçã, ficando atrás apenas da laranja e da uva. No entanto, pomares orgânicos representam apenas 6% da área de cultivo de maçã no país. Uma mudança nos hábitos alimentos dos norte-americanos pode incentivar o cultivo natural das frutas. 

Maçãs orgânicas não são muito mais caras do que a normal e são alimentos nutritivos 

Nos EUA, o custo de uma maçã orgânica pode ir de R$ 5,66 a R$1,87 por quilo. Comer cinco delas por mês, geraria o gasto de R$ 169,72, em média, por ano. Se você começar a perguntar sobre maçãs orgânicas no supermercado que frequenta, vai incentivar a venda e consumo do produto. Comer uma maçã por dia é saudável. 

 Fonte: http://culinaria.terra.com.br

sábado, 10 de março de 2012

As importações de produtos orgânicos para a Alemanha

Alemanha não é apenas o maior mercado de produtos orgânicos na Europa, mas também um dos maiores produtores de orgânicos. Apesar disso, em 2009/2010 a Alemanha importou, dependendo do produto,de 2 a 95% de produtos orgânicos que também poderiam ter sido produzidos no país. Isso é demonstrado através de um relatório, realizado pela Sociedade de Informação do Mercado Agrícola (AMI), FiBL e AgroMilagro.
Um resultado inesperado foi a parcela baixa de importação de cereais, de apenas 15%,. Em 2009 - o ano investigado -a colheita na Alemanha foi maior do que a média e, portanto, presume-se que a quota de importação em outros anos foi maior. O trigo teve a maior quota de importação de 21%. Para as proteaginosas, a parcela de importação foi de 24%, inesperadamente elevada. A soja responde por 76% de todas as importações de sementes orgânicas de óleo. Batatas Orgânicas frescas são, em volume, entre os mais importantes produtos orgânicos frescos, após, vem os ovos orgânicos e vegetais orgânicos frescos. Em 2009, a parcela de importação foi de 28%.Em termos de vegetais, as cenouras orgânicas são de longe o produto mais vendido e são cultivadas em 14% da área de cultivo de cenoura na Alemanha.
Como as fazendas individuais não podem expandir as áreas cultivadas com cenoura, a Alemanha importa 48% de suas cenouras orgânicas. As taxas de importação elevados de hortaliças e de frutos, como tomate (80%) e pimentão (90%) são devido à demanda durante todo o ano para os produtos que só podem ser cultivadas em certas épocas do ano na Alemanha. As bananas orgânicas têm, naturalmente, uma taxa de importação de 100%. A taxa de importação para maçãs orgânicas também foi elevada chegando a 50% em 2009/2010.A Alemanha importa 26% do leite fresco orgânico e 26% de sua manteiga orgânica, a maior parte vinda da Dinamarca e da Áustria.

Fonte: http://www.agromilagro.de/

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Um estudo revelou que o ketchup feito de tomates orgânicos contém níveis mais elevados de polifenóis

Um estudo científico revelou que o ketchup feito de tomates cultivados organicamente contém níveis mais elevados de polifenóis que o ketchup feito de tomates convencionais. Polifenóis são moléculas funcionais de origem vegetal com benefícios de saúde comprovados para os seres humanos, relata a Universidade de Barcelona. O estudo focalizou a análise bioquímica e metabolômica de uma gama de ketchups de diversas marcas.
De acordo com este novo estudo, o sistema agrícola em que são cultivados os tomates afeta os níveis de compostos bioativos e outros metabolitos encontrados nos ketchups comercialmente disponíveis. A primeira autora do estudo, Anna Vallverdú-Queralt, explica que outros estudos têm usado a analise metabolômica para verificar as alterações em tomates causadas por mutações. Aplicando esta metodologia para seu estudo, eles foram capazes de fazer as primeiras observações de diferenças entre ketchups comerciais feitos a partir de tomates orgânicos e convencionais.

O estudo concluiu que os polifenóis são os principais diferenciais marcadores entre os produtos que contêm tomates cultivados organicamente ou convencionalmente. Os resultados mostram que o ketchup feito de tomates cultivados organicamente contém níveis mais elevados de flavonóides, de compostos polifenólicos, flavanones e ácidos fenólicos, biomoléculas com propriedades antioxidantes e protetores dos efeitos do envelhecimento das células no corpo humano.



Fonte: http://www.ub.edu

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Mercado de orgânicos cresce e se diversifica no país

Embora o Brasil seja o mercado de fertilizantes que mais cresce no mundo, o cenário dos orgânicos está mudando para melhor. Com a modernização industrial e investimentos em tecnologia e pesquisa, o mercado orgânico oferece cada vez mais opções além das tradicionais hortaliças e leguminosas. Atualmente, é possível encontrar nas prateleiras uma crescente variedade de produtos como bolachas, sucos, pães, carnes e cosméticos.
De acordo com a Associação Brasileira de Orgânicos (Brasilbio), há cinco anos, os preços dos orgânicos eram, em média, 70% superiores aos convencionais. Hoje, o valor é 30% maior. “O mercado está com um crescimento anual que varia entre 20% e 30%, o que é bastante promissor”, conta Sandra Caires Sabóia, gerente comercial de alimentos orgânicos de uma rede de supermercados.
Para uma parcela da população, a falta de informações e os preços ainda elevados em relação aos produtos convencionais são empecilhos para aumentar o consumo de orgânicos. Além disso, produtores da área dizem que há falta de apoio e incentivos por parte do governo e da legislação vigente, que não estimula o crescimento da produção brasileira de orgânicos.
Mas no exterior, principalmente na Europa, o cenário é diferente. “Diferentemente do que acontece por aqui, os governos europeus incentivam os produtores a trabalhar com orgânicos”, afirma Sandra. “A produção brasileira ainda é muito pequena, e é muito caro abrir o negócio. O governo precisa investir mais nos produtores rurais, por meio de uma legislação favorável e medidas de incentivo que impulsionem a nossa produção.”


Fonte: http://eptv.globo.com

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Mulheres são maioria no consumo de alimentos orgânicos

Uma pesquisa inédita sobre o comportamento e a percepção do consumidor de alimentos orgânicos foi divulgada hoje, durante a Bio Brazil Fair, que prossegue até o dia 24 de julho no Pavilhão da Bienal, no Parque do Ibirapuera, na capital. A pesquisa foi realizada pela Organic Services e a Vital Food, em sete capitais (São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Brasília, Belo Horizonte, Goiânia e Belém), num total de 1.907 entrevistas, dos quais 765 feitas via internet e 1.139 nos principais pontos de venda de orgânicos em cada uma das cidades acima mencionadas. A apresentação ficou a cargo do representante no Brasil da Organic Services, o engenheiro agrônomo Ulisses Bocchi.
“É importante lembrar que antes de realizarmos as entrevistas fizemos um mapeamento prévio desses pontos de vendas de orgânicos para detectar quais os principais em cada município”, disse Bocchi, em sua apresentação.Mas vamos aos números: nada menos que 69% dos consumidores de orgânicos são mulheres, sendo que 29% delas têm de 31 a 45 anos de idade e 39% de 46 a 60 anos. “O fato de a maior parte das consumidoras ser de mulheres de meia idade pode ser um indicativo de maior preocupação com a saúde a partir de determinado estágio da vida”, diz Bocchi.
O público consumidor de orgânicos é também economicamente ativo, tem nível elevado de escolaridade (um terço tem graduação superior, pós-graduação ou escolaridade acima disso). Em números, 40% têm pelo menos o curso superior completo. Quanto à renda, 44% ganham acima de R$ 6 mil (21% entre R$ 6 mil e R$ 10 mil e 23% mais de R$ 10 mil).
Sobre a imagem dos orgânicos, é fortemente ligada à saúde e à ausência de agrotóxicos, além de hormônios e adubos químicos. Além disso, 88% concordam que alimentos orgânicos têm alto valor nutritivo; 48% compram por questões de saúde e 36% compram pelo fato de o alimento não conter agrotóxico.O consumidor de orgânicos é relativamente bem informado, pois 44% declararam que sabem bastante sobre o modo de produção orgânica; 52% sabem um pouco a respeito e 4% dos consumidores de orgânicos já ouviram falar do termo orgânico, mas não têm certeza do que significa.
Quanto às certificadoras, 72% reconhecem algum selo certificador e 29% não reconhecem selo nenhum. Além disso, 51% não lembraram de nenhuma marca de orgânicos, espontaneamente, e 49% citaram pelo menos uma marca.
Um dado intrigante da pesquisa abordou o tema transgênicos, vegetais terminantemente proibidos, por lei, nos cultivos orgânicos. Na visão dos consumidores pesquisados, 63% afirmaram que alimentos orgânicos não podem ter elementos transgênicos, mas uma parcela relativamente alta – 17% e 4%, respectivamente –, concordaram que pode haver transgênicos em orgânicos ou concorda plenamente com a presença de transgênicos em alimentos orgânicos.
O consumidor de orgânicos é fiel, já que 58% compram orgânicos semanalmente; 12% pelo menos a cada 15 dias; 8% mensalmente e 22% ocasionalmente, mesmo com o fato de três quartos dos pesquisados acharem os orgânicos caros demais. Entre os alimentos mais consumidos, estão as frutas, legumes e verduras, com 94% do total. Já as principais dificuldades para comprar orgânicos, na visão dos consumidores que responderam à pesquisa, são preço alto, pouca variedade e dificuldade para encontrar produtos orgânicos. “Os consumidores não encontram sempre orgânicos; isso pode ser sinal de uma cadeia pouco estabelecida”, explica Bocchi. De todo modo, justamente pela dificuldade de encontrar orgânicos, os consumidores fiéis acabam fazendo uma “peregrinação” em supermercados, lojas de orgânicos e feiras orgânicas.Entre os produtos à disposição do consumidor, os itens mais procurados são, em primeiro lugar, as frutas; depois, verduras e legumes, “que são os itens que estão mais à disposição do consumidor” e, em seguida, cereais básicos, como arroz e feijão.
Quanto aos pontos de venda no varejo, Bocchi assinala que os supermercados são, de longe, o principal meio de escoamento da produção orgânica. Em seguida, vêm as lojas especializadas – “Há uma gama variada dessas lojas e a Organics Service está fazendo um trabalho para desenvolver mais estes pontos de venda”, diz Bocchi –; as feiras e, por último, os restaurantes.
Quanto às feiras, Bocchi diz que ficou clara a satisfação dos consumidores, já que os preços dos produtos orgânicos nesses locais de venda são mais baixos; os produtos são melhores e mais frescos. Em relação aos restaurantes, Bocchi acredita que é um setor que promete crescer mais. “Há uma tendência, sobretudo em restaurantes gourmets, em servir alimentos orgânicos”, diz ele, que acredita que, “com a cadeia se estabelecendo, os orgânicos passarão a ser cada vez mais acessíveis”.


Fonte: http://www.ojornalweb.com

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Estudo afirma que exposição a pesticidas durante a gravidez pode baixar QI das crianças

Este estudo, diz um dos autores, é importante porque, enquanto outros têm relacionado à exposição a pesticidas para os potenciais efeitos de desenvolvimento, estes são os primeiros a acompanhar os grupos de mães e seus filhos ao longo do tempo e documentar as mudanças no desenvolvimento cognitivo das crianças. Mesmo depois de considerar outros fatores que poderiam explicar as diferenças de QI, como educação materna, o ambiente familiar e a atenção básica possível, ou distúrbios do desenvolvimento, a relação persistiu. "Estes estudos são incomuns porque eles são os primeiros a olhar para a exposição pré-natal a um nível baixo - em níveis que ocorrem na vida cotidiana, e não os níveis de nos envenenar - e seguiram prospectivamente as crianças", diz Brenda Eskenazi, diretora do centro de pesquisas ambientais e de saúde das crianças na UC de Berkeley.
Qual o nível de exposição de pesticidas nas gestantes é prejudicial? Primeiro, os autores observam que os níveis de pesticidas encontrados em seus participantes, embora ligeiramente superior à média nacional, ainda estava dentro da faixa de exposição considerada aceitável nos EUA Além disso, no estudo de Berkeley, os participantes vieram de uma comunidade agrícola na Califórnia, onde eles podiam ter sido expostos a mais agrotóxicos do que o americano médio. E o estudo da Columbia foi iniciado em 1997, quatro anos antes de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) que proibiu o uso em ambientes fechados de clorpirifós.
Ainda assim, existem maneiras de as mulheres grávidas estarem expostos a níveis potencialmente perigosos de pesticidas: através da comida que comem, por exemplo, especialmente frutas e legumes que foram pulverizados com produtos químicos para matar insetos (muitos foram proibidos para uso residencial, mas não para utilização em culturas). Em um estudo em crianças que foram colocados em dietas orgânicas, cientistas descobriram que os níveis de clorpirifós na urina caíram após a sua dieta ser alterada, mas voltou quando começaram a comer alimentos cultivados convencionalmente.



Fonte: http://healthland.time.com

quarta-feira, 9 de março de 2011

Orgânicos têm primeiro levantamento baseado no censo

Levados ao pé da letra, os números soam exagerados. Mas se forem considerados como indicativos sobre que direção tomar para políticas de fomento, tornam-se valiosos. Trata-se da primeira depuração de estatísticas ligadas ao setor de orgânicos com base no Censo Agropecuário de 2006. Ou seja, do primeiro levantamento baseado em números oficiais, no caso, os do IBGE.
No censo de 2006, algumas perguntas relativas à produção orgânica foram inclusas, como se o produtor usava ou não adubo químico ou agrotóxicos e se ele tinha algum tipo de certificação orgânica.
Os resultados, contabilizados pelo Instituto de Promoção do Desenvolvimento (IPD Orgânicos), estão no trabalho recém-concluído "Perfil do mercado orgânico brasileiro como processo de inclusão social". Vale lembrar que em 2006 a Lei dos Orgânicos, embora promulgada, ainda não estava regulamentada (o que ocorreu só em dezembro de 2007) e, que, portanto, não era exigida certificação para agricultores que comercializassem produtos orgânicos.

Área

Os resultados mais grandiosos apontam que o País possuía, em 2006, 4,4 milhões de hectares ocupados com lavoura ou pecuária orgânicas (sem contar o extrativismo). Deste total, 517 mil hectares, ou 10,5%, eram certificados. Em relação aos estabelecimentos que se declararam orgânicos (certificados ou não), depurou-se o número de 90.498, sendo 10,5% deste total certificado.
Além disso, em 2006, o valor da produção orgânica no País foi de R$ 1,2 bilhão. Dentro deste número, lavouras temporárias representam R$ 478 milhões; lavouras permanentes, R$ 408 milhões; horticultura, R$ 144 milhões. O restante, outras atividades. Entre os Estados, os que mais se destacam na produção orgânica são Bahia, Minas, Rio Grande do Sul, Ceará, Paraná, Piauí e São Paulo. O Piauí surpreendeu, segundo o coordenador-executivo do Projeto Organics Brasil, Ming Liu, por possuir a maior área certificada entre todos os Estados: 70.341 hectares em 2006. Mas em relação à diversidade dos produtos certificados, o Paraná é campeão, com 49 atividades orgânicas.
Com base nesses números, o coordenador de Agroecologia do Ministério da Agricultura, Rogério Dias, pretende se guiar para propor políticas de fomento, enquanto o Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos não estiver pronto.


Fonte:http://economia.estadao.com.br

sábado, 5 de março de 2011

Recessão faz cair o consumo de orgânicos na Hungria

Desde 2000, a Hungria tem visto um aumento anual na compra de alimentos orgânicos no montante de 20%. No entanto, por causa da recessão, esse número caiu para 4,7% em 2009. Uma pesquisa orientada mostrou que atualmente apenas 13% dos consumidores húngaros compram alimentos orgânicos. Segundo a empresa de pesquisa de mercado Nielsen, que analisou os padrões de consumo em 54 países, essa proporção é de 35% na Europa.


Fonte: http://en.greenplanet.net