domingo, 31 de outubro de 2010

Produção de morangos está em pleno vapor

A produção de morangos está em pleno vapor no Paraná e, em algumas regiões, a colheita deve acontecer até o início do próximo ano. O principal produtor da fruta no País é Minas Gerais, porém o Paraná, junto com São Paulo e Rio Grande do Sul, também disputam uma fatia do mercado nacional. No ano passado, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura, foram colhidas 16.269 toneladas. O morango é plantado em uma área total de 577 hectares dentro do Estado, em 155 municípios.

A região de Curitiba é a principal produtora, tendo 191 hectares destinados ao plantio, registrando em 2009, uma colheita de 6142 toneladas, o que corresponde a 38% da produção estadual. Depois dela, vem a região de Jacarezinho, no norte pioneiro, com 114 hectares e 3.869 toneladas colhidas, que totalizam 24% da produção.
Entre os municípios do Paraná, o que mais produz é São José dos Pinhais, em uma área de 63 hectares. No ano passado, a cidade foi responsável por 2316 toneladas, o que representa 14% da produção estadual. São José é seguida de Jaboti, no Norte Pioneiro, (que planta em 60 hectares, e em 2009 colheu 2100 toneladas), Araucária (40 hectares e 1320 toneladas), Londrina, no Norte, (23 hectares e 710 toneladas) e São Tomé, no Noroeste, (20 hectares e 700 toneladas).
“Na fruticultura do Paraná, a participação do morango no volume de produção é pequena, de apenas 1%. Por outro lado, a fruta tem participação de quase 10% na renda gerada pela fruticultura, pois tem alto valor agregado. Em 2009, toda fruticultura gerou R$ 870 milhões de renda. O morango é responsável por R$ 78 milhões”, diz o engenheiro agrônomo do Departamento, Paulo Andrade.
Por exigência do mercado, as variedades de morango plantadas mudam com frequência. Atualmente, as principais são a Camino Real, a Ventana e a Albion. Porém, também são utilizadas, entre outras, a Camarosa, Diamante e Aromas. “A partir de 1996 começamos a plantar mudas chilenas, que são mais produtivas que as nacionais. A consequência disto foi uma melhoria na produção, que também contribuiu para que o morango se tornasse uma fruta acessível a uma parcela maior da população”, afirma o engenheiro.
Paulo lembra que, na década de oitenta, o morango era considerado um alimento de elite. Hoje, ele é popular. Até o ano 2000, cerca de 45% dos morangos que eram vendidos nas Centrais de Abastecimento do Paraná eram originários de Minas Gerais. Hoje, 70% do produto comercializado nos locais é proveniente do próprio Estado. “O morango produzido no Paraná é comercializado em mercados próximos, pois o produto é bastante perecível. Ele é destinado principalmente ao mercado de frutas frescas. Porém, também existe utilização na fabricação de geleias, polpas e outros derivados”.
Como a fruta é altamente suscetível a doenças, sempre ficou bastante conhecida por ser cultivada com uso de grande volume de agrotóxicos. Mas Paulo afirma que a quantidade utilizada hoje já é bem inferior do que a usada no passado. “A produção orgânica no Estado ainda é pequena, sendo correspondente a apenas 10% do total. Porém, hoje há uma preocupação grande com a produção integrada, que é a utilização de conceitos e técnicas agronômicas na condução das lavouras, com foco na produção de alimentos seguros e sem danos ao meio ambiente”, comenta. “Infelizmente, a produção orgânica ainda é mais cara que a convencional, fazendo com que o produto também chegue com um preço mais alto ao consumidor final”, completou Paulo.

Entrega gratuita de mudas

A Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento de Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), adquiriu 150 mil mudas de morango e as entregou gratuitamente aos cerca de 165 produtores existentes na cidade. As mudas eram das variedades Camino Real e Camarosa. Com a distribuição, o objetivo foi ajudar os produtores a incrementarem a própria renda familiar. Este ano, a administração municipal adquiriu 20 mil mudas a mais do que no ano passado. A iniciativa foi realizada como parte do Programa do Morango, criado em 2009.
Um dos beneficiados foi o produtor Adão Duran, que é responsável pela chácara Dois Irmãos e trabalha, há nove anos, com morangos orgânicos. “Este ano, plantei quase 20 mil mudas. Dez mil me foram doadas pela prefeitura, o que fez com que eu tivesse economia de R$ 3.400”, afirma adão.
O produtor realizou o plantio no último mês de julho e iniciou a colheita em setembro. Ele vende a fruta a empresas da região de Araucária. “O morango é colhido todo dia, sendo que chegamos a tirar quatro frutas a cada dia de um único pé. Cada pé chega a produzir um quilo. Por isso, nossa expectativa, para este ano, é colher 20 mil quilos. No mercado, o quilo do morango orgânico chega a alcançar R$ 8”, conta o filho de Adão, Reginaldo Duran, que também trabalha na produção. No total, no município de Araucária, são produzidas cerca de quatro toneladas de morango a cada ano.

Visitantes de chácara podem comer a fruta direto do pé

Quem nunca teve o prazer de colher e comer um morango direto do pé pode fazer isso na chácara Morango Natural, em Colombo, também na Região Metropolitana de Curitiba. Há dezesseis anos produzindo a fruta de maneira orgânica, o local é aberto à visitação, atraindo principalmente famílias e grupos de escolas.
“Nos finais de semana e feriados, recebemos muitos visitantes. As crianças ficam encantadas com os pés de morango, que plantamos em estufamos. Explicamos sobre a preparação do terreno, o plantio, a colheita e as vantagens do morango orgânico, que é livre de agrotóxicos”, explica a responsável pela chácara, Vera Lúcia Maschio.
Na Morango Natural, existem três áreas destinadas ao plantio do morangos, sendo que a cada ano uma área é utilizada. A rotatividade no uso dos locais, de acordo com Vera, garante produção maior e de melhor qualidade. “O volume de produção varia de ano a ano, dependendo do clima. Este ano, plantamos cerca de 10 mil mudas”.
Entre os pés de morango, são plantados pés de cebola. Estes servem de repelente para insetos que podem vir a atacar tanto as frutas quanto as folhas, sendo considerados uma das curiosidades presentes na chácara. Os morangos produzidos são vendidos aos visitantes no próprio local. Cada bandeja da fruta é comercializada a R$ 4, sendo que também são disponibilizados licor e geleia.



Fonte:http://www.parana-online.com.br

sábado, 30 de outubro de 2010

A indústria de alimentos orgânicos dos EUA deve crescer acima de 12% CAGR em 2014

De acordo com a pesquisa, ”EUA Organic Food Market Analysis",a indústria de alimentos orgânicos vem crescendo forte nos EUA, logo trás do aumento da sensibilização em matéria de saúde, proteção ambiental, segurança alimentar, e as reformas do bem-estar animal. Mesmo no cenário de um abrandamento econômico, a indústria obteve um crescimento homólogo de 5,1% em 2009, estando bem à frente do crescimento global da indústria alimentar no país. Enfatizando as tendências de mercado atuais e futuras, o relatório revela ainda que a indústria vai orquestrar um aumento de 12,2% CAGR durante 2010-2014.
A pesquisa identifica que o segmento de frutas e legumes é o segmento mais dominante entre os segmentos de alimentos orgânicos nos EUA. Em 2009, o segmento respondeu por 38% do mercado total de alimentos orgânicos, sustentou seu slot superior, melhorou a economia, está inovando no mercado de trabalho e, finalmente, aumentou os níveis de renda. Isto, junto com vários outros fatores, discutidos e analisados no relatório, vai tornar a indústria de alimentos orgânicos dos EUA um dos mercados de rápido desenvolvimento durante período pesquisado.
Além de frutas e vegetais, vários outros segmentos, incluindo produtos lácteos, bebidas e alimentos empacotados, etc... também têm contribuído fortemente para os avanços da indústria de alimentos orgânicos. Esses segmentos têm visto uma agressividade no lançamento de novos produtos e suas prateleiras também tem aumentando nos supermercados e hipermercados. Prevê-se que, com a rápida expansão desses segmentos de mercado, os EUA vão manter sua posição de liderança na indústria global de orgânicos e continuarão a ser um dos destinos mais atraentes para os gigantes da indústria mundial de alimentos orgânicos.
O relatório é um resultado de pesquisa ampla e uma análise objetiva do potencial do mercado de alimentos orgânicos nos EUA. O relatório apresenta o desempenho histórico, atuais e futuros, de todos os segmentos de destaque, incluindo frutas e produtos hortícolas, bebidas, laticínios, alimentos embalados, pão e cereais, etc Além disso, o relatório facilita as informações / estatísticas sobre a infra-estrutura orgânica da exploração da terra, o comportamento do consumidor e uma análise dos mecanismos da cadeia de fornecimento. Uma breve descrição dos destaques da indústria também foram incluídos para proporcionar perspectivas de investigação equilibrada da indústria.Para obter uma cópia do relatório em inglês clique aqui.




sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Produtos orgânicos brasileiros ganham força no mercado internacional


Os produtos e empresas do setor orgânico no Brasil estão ganhando cada vez mais espaço no mercado internacional. Prova disso, é a realização da Biofach, maior feira de produtos orgânicos do mundo, que terá a edição realizada na América Latina, em São Paulo, de 3 a 5 de novembro.
Na Biofach América Latina será debatido as exigentes de padrões de adequação socioambiental e as experiências das empresas dentro do setor.
O Projeto Imagem promovido pelo Projeto Organics Brasil e Apex-Brasil traz ao Brasil dois especialistas estrangeiros para discutir o interesse internacional nos produtos brasileiros. Markus Arbenz, diretor executivo da IFOAM (Federação Internacional de Agricultura Orgânica), vai mostrar a radiografia do mercado orgânico mundial. O representante do Grupo de Orgânicos da região francesa Rhône-Alpes, Nicholas Bertrand, mostrará as oportunidades de inserção no mercado europeu.




quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Ministério leva tecnologias de produção orgânica para BioFach

Tecnologias para o cultivo orgânico de cogumelos e sementes e a discussão da regulamentação dos cosméticos orgânicos no mercado serão destaques do Ministério da Agricultura na 7ª Conferência Biofach Latina/ExpoSustentat, de 3 a 5 de novembro, em São Paulo (SP). Informações sobre a certificação de produtores e de estabelecimentos comerciais serão divulgadas no estande do ministério e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).Segundo o coordenador de Agroecologia, Rogério Dias, a Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Orgânicos vai se reunir na feira para discutir temas como o prazo de adequação dos produtores às novas regras de orgânicos, que pode ser realizada até 31 de dezembro.
Estará na pauta também a certificação do setor com o selo do Sistema Brasileiro de Conformidade Orgânica.As informações sobre legislação, cartilhas educativas para adequação aos novos regulamentos, formulários para cadastros e credenciamento estão disponíveis no site do Ministério da Agricultura e nas superintendências federais nos estados.A Embrapa Pantanal vai apresentar produtos processados de carne de peixe – quibe, hambúrguer, patê e nuggets, e a Embrapa Agrobiologia mostrará tecnologias, como a cobertura viva do solo com leguminosas perenes, cultivo orgânico de café e de fruteiras e o Sistema Integrado de Produção Agroecológica. Os visitantes da feira poderão assistir ainda vídeos temáticos sobre as tecnologias expostas no estande.



quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Especialistas discutem panorama internacional do mercado orgânico na Biofach América Latina


A Biofach América Latina é a maior e mais importante feira de produtos orgânicos que mostra o leque de produtos desse segmento de todos os países latino americanos, com destaque para o Brasil. A feira acontece em São Paulo, de 3 a 5 de novembro, no ExpoTransamérica, com estandes de produtores, varejistas, trades e entidades; no auditório acontecem palestras e workshops voltados às questões relevantes do cenário mundial de sustentabilidade e produtos orgânicos.
O coordenador executivo do Projeto Organics Brasil, Ming Liu, dará inicio ao ciclo de palestras do primeiro dia (3/11), abordando o tema: “Panorama Internacional do Mercado de Produtos Orgânicos”. Ming Liu falará sobre exportação dos produtos orgânicos brasileiros e contará com a participação de Markus Arbenz, diretor executivo da IFOAM (entidade internacional de Agricultura Orgânica) que posicionará as oportunidades do mercado global; e com Nicolas Bertrand, representante do grupo de orgânicos da região Rhône-Alpes, que focará nas expectativas do mercado europeu.
“Panorama Internacional do Mercado de Produtos Orgânicos” Ming Liu – Coordenador Executivo do Projeto Organics Brasil Palestra: dia 3 de novembro, às 15h – Biofach América Latina, no Expo Transamérica - Av Dr. Mário Villas Boas Rodrigues, 387 Sto Amaro/S.Paulo.




terça-feira, 26 de outubro de 2010

Brasil vai virar referência em produção orgânica

Do mesmo modo que o Brasil passou a ser modelo de desenvolvimento para agricultura tropical, em breve vai passar a ser referência mundial no sistema de produção orgânica para países tropicais. A afirmação é do coordenador de agroecologia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Rogério Dias.Um exemplo disso são as técnicas de produção orgânica de leite que estão sendo repassadas por técnicos brasileiros ao Haiti como parte das ações de ajuda humanitária oferecidas pelo governo do Brasil para a reconstrução do país, devastado por um terremoto em janeiro deste ano.
"O Brasil tem um trabalho de cooperação com o Haiti, bem anterior ao terremoto, para diminuir a pobreza local. A agricultura orgânica é um modelo de desenvolvimento sem a dependência de insumos externos, já que todo o sistema é desenvolvido na própria propriedade e perfeito para países tropicais", destaca o coordenador do Mapa. Além de melhorar a qualidade do leite, esse tipo de produção prioriza o bem estar animal e gera benefícios sociais e ambientais, pois exige que os trabalhadores do campo observem esses critérios para a obtenção dos produtos.
Segundo ele, a preocupação forte com as mudanças climáticas e conservação da biodiversidade têm incentivado o desenvolvimento da agricultura orgânica ancorada em algo que agora precisa ser trabalhado na agricultura como um todo. "Hoje, a produção orgânica nacional atende principlamente o mercado interno e precisa de um volume maior para chegar ao mercado externo, mas tem grande potencial para isso" observou.
No caso do leite orgânico e seus derivados, explica Dias, são produtos nobres e muito consumidos especialmente nos Estados Unidos, países da União Européia e Japão. De acordo com o coordenador do MAPA, o Brasil passou a ter referências mais fortes de padronização da nomenclatura e definição de normas de produção de orgânicos no final da década de 80 e começo dos anos 90. E foi principalmente na última década que a demanda do mercado interno por orgânicos cresceu bastante. De acordo com Dias, a produção de leite orgânico no país ainda é pequena e a falta de dados sobre a produção orgânica no Brasil está com os dias contados. "A lei que regulamenta os orgânicos no país definiu o dia 31 de dezembro de 2010 como prazo para que os produtores façam o cadastramento. Após essa data saberemos exatamente quantos são os produtores, onde eles estão localizados, tipo e quantidade de produção", explica Dias.
"A produção vegetal cresceu mais que a animal, mas a produção de leite orgânico e seus derivados também avançou. Algumas propriedades produzem leite orgânico há mais de 20 anos", afirma Dias.É o caso da Fazenda São José, em Santo Antônio de Posse, município a 150 quilômetros de São Paulo, que iniciou a produção de leite orgânico há exatos 20 anos. Hoje, os irmãos e proprietários da fazenda, Roberto e Eduardo Machado, produzem 250 litros diários de leite que são processados na agroindústria instalada na fazenda e viram produtos como queijos, ricota, manteiga, mussarela, iogurte e requeijão.
Os produtos são vendidos diretamente ao consumidor em feiras orgânicas em Campinas e São Paulo e também para supermercados. Apesar de ainda produzir uma quantidade pequena, os produtores acreditam ser possível chegar ao mercado externo. "Existe um consumo crescente de orgânicos no mundo. Não é um plano para curto prazo, mas acredito ser viável aumentarmos as exportações e buscar clientes também no mercado externo", afirma Eduardo Machado.

Produção

Leite orgânico é, basicamente, um leite produzido sem a utilização de agrotóxicos e fertilizantes químicos na produção dos alimentos que a vaca consome. Além disso, a vaca não pode receber hormônios para uma maior produção e nem os medicamentos usuais na produção convencional.




segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Governo turco apoia a agricultura orgânica nacional

Camponesa turca


O Ministério do Meio Ambiente turco decidiu apoiar a agricultura orgânica em áreas sob a proteção da Agência de Proteção Ambiental para Áreas Especiais (EPASA).A EPASA e a Direção Geral de Desenvolvimento de Cultivo Agrícola (TÜGEM) assinaram recentemente um protocolo de colaboração do novo empreendimento, que envolve a EPASA que assumirá os custos da formação, certificação e análise de solo para projetos de agricultura orgânica a ser realizado em conformidade com o protocolo assinado.
Falando na cerimônia de assinatura, o Gerente Geral da TÜGEM Ali Karaca disse para o jornal Hurriyet que aproximadamente 50.000 hectares de terra estão produzindo atualmente 984.000 toneladas de produtos orgânicos na Turquia.
Karaka também disse que uma parcela significativa dos 212 tipos de produtos orgânicos encontrados no país, são exportados, trazendo quase 28 milhões dólares para o país.
"Nossos destinos de exportação de produtos orgânicos são a Alemanha, França, Holanda, Estados Unidos Estados-Membros da União Européia, Austrália e Coréia do Sul", disse ele.
Os agricultores orgânicos receberam 20 liras turcas (cerca de 10 euros), de subsídio por décimo de hectare em 2009 disse Karaca, acrescentando que o montante seria de 25 liras (cerca de 12,6 €) em 2010, igual a quase 6,8 milhões de liras (cerca de 3,4 milhões euros) em subsídios totais para cerca de 5.000 agricultores em 57 províncias.








domingo, 24 de outubro de 2010

Petrópolis Gourmet irá atrair amantes da boa culinária


A décima edição do Petrópolis Gourmet, este ano, acontecerá de 28 de outubro a 27 de novembro. O festival destacará o roteiro gastronômico local, já famoso por atrair os mais exigentes amantes da boa mesa. Durante o evento, o público terá a oportunidade de apreciar deliciosas receitas e aproveitar diversas atividades. As grandes atrações acontecerão no Mercado Gourmet, que será montado ao lado do Hortomercado, em Itaipava, e também nos restaurantes que integram o evento.
O ponto de partida da festa será a tradicional Corrida dos Garçons. Os concorrentes terão que carregar uma bandeja com uma garrafa e duas taças cheias de vinho e concluir o percurso, sem derramar o conteúdo, sempre segurando a bandeja com apenas uma das mãos.
A segunda edição do Concurso Cultural Gastronômico é outro momento de destaque do festival. Voltado para amadores, o evento tem o objetivo de descobrir novos talentos. O prêmio para o vencedor será uma bolsa de estudos na área de gastronomia, no Brasil ou no exterior.
As Oficinas Gastronômicas ensinarão gastronomia e enologia orgânicas, além de oficinas com chefs especializados em alimentos orgânicos. Já estão confirmadas as participações do subchef de cozinha Marco Lima e da produtora de culinária Daniela Meira, ambos do programa Mais Você, da TV Globo; do enólogo e consultor Rafael Puyau; do consultor e gestor de bebidas Rui Serradas, que fará um workshop sobre coquetéis com frutas orgânicas; do chef pizzaiolo Antônio Lo Presti; e de Rula Simões, que apresentará a culinária grega.
Também funcionarão no Mercado Gourmet um bar da cervejaria Bohemia, o Café Literário, com exposição e venda de livros da área de gastronomia, e o Armazém Gourmet, com produtores do próprio Hortomercado e artesanato de diversas associações.
As crianças terão espaço garantido no Gourmet Kids, com área de lazer e oficinas feitas especialmente para elas. Ricardo Gonzalez, da Divino Segredo (produção artesanal de pães, bolos e biscoitos), vai ensinar a criançada a preparar apetitosos brownies, muffins, torta e mini pães, todos integrais, e biscoitos amanteigados. O Gourmet nos Restaurantes terá 28 participantes que vão preparar um menu utilizando produtos orgânicos.




sábado, 23 de outubro de 2010

Bons negócios para exportadores de orgânicos brasileiros

Em duas feiras internacionais no segundo semestre, empresas associadas ao Projeto Organics Brasil conseguiram realizar mais de US$ 5 milhões 380 mil em negócios de exportação para os próximos 12 meses.
A Biofach Japão recebeu compradores de orgânicos da Coréia, China, Hong Kong e Japão com realização de U$ 1milhão 750 mil em negócios das três empresas participantes – Surya (cosméticos), Jalles Machado (Açúcar) e Canaspirit (cachaça). “O mercado asiático é menor comparado com a Europa e Estados Unidos, porém é interessante para produtos como a cachaça e os cosméticos, que começam a ter boa aceitação nesses mercados”, explica Ming Liu, coordenador do Organics Brasil.
A Biofach América, que aconteceu em Boston, apresentou interesse muito conservador. O Brasil participou com seis empresas do Projeto Organics Brasil, que já mantêm seus negócios com os tradicionais distribuidores americanos.
“O que podemos dizer é que o mercado norte-americano sentiu o baque da economia, que teve crescimento de 5,3% ante o crescimento de dois dígitos nos anos anteriores, mas, de qualquer forma, as empresas estão mais cautelosas No varejo, observou-se a consolidação das marcas de private label como forma econômica dos consumidores aumentarem o consumo de produtos orgânicos. Whole Foods, Trader’s Joe e Safeway são as maiores marcas de private label anualmente”, observa Ming Liu, coordenador executivo do Projeto Organics Brasil.
As empresas brasileiras que participaram da Biofach USA são – Native (açúcar e sucos), MN Própolis (mel), Beraca (ingredientes amazônicos para cosméticos), Triunfo (chá mate), Natural Fashion (roupas de algodão) e Art da Terra (bijouterias de capim dourado) que resultaram em negócios fechados na ordem de US$ 4,5 milhões em exportação. O grande destaque foi a colocação dos produtos da Native e Surya Brasil em rede nacional na principal cadeia do mercado de naturais e orgânicos, o Whole Foods.
No primeiro semestre de 2010, a Organics Brasil fechou US$ 12 milhões em negócios com participação nas feiras - Biofach Nuremberg, ExpoWest (Estados Unidos ) e SIAL (Canadá).
Perfil do Projeto Organics Brasil - O Organics Brasil surgiu para promover os produtos orgânicos brasileiros no mercado internacional, reunindo empresas e produtores em torno de uma marca única, atendendo aos mais exigentes padrões de adequação sócio-ambiental. O Projeto Organics Brasil é resultado de uma ação conjunta da iniciativa privada com o IPD (Instituto de Promoção do Desenvolvimento) e da Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), compondo uma sólida base institucional criada para fortalecer o setor brasileiro de orgânicos e viabilizar sua expansão no mercado internacional.


Números do Projeto Organics Brasil

Desde da criação, em 2005, o Projeto Organics Brasil trabalha a imagem dos produtos orgânicos brasileiros, nos mercados internacionais e promove seus associados em missões comerciais, rodadas de negócios e feiras internacionais, com amplo material impresso e virtual. Os resultados são efetivos tanto em negócios estabelecidos como na prospecção com as maiores redes varejistas do mundo.




sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Governo do Paraná avalia proposta para criar programa de agroecologia


O Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural e da Agricultura Familiar (Cedraf) aprovou, em reunião realizada nesta quarta-feira (20), a proposta de programa estadual de Agroecologia e Agricultura Orgânica – Paraná Agroecológico. A proposta prevê a expansão da produção e da comercialização de produtos orgânicos no Paraná para atender de forma satisfatória o aumento da demanda que vem ocorrendo nos últimos anos. Apesar de ser bastante diversificada, a produção orgânica ainda não atende plenamente a demanda do mercado consumidor, disse o pesquisador do Ipardes e presidente da Associação dos Consumidores de Produtos Orgânicos do Paraná (Acopa), Ivo Melão, que apresentou a proposta.
O programa Paraná Agroecológico foi elaborado pela Câmara Setorial de Agroecologia e Agricultura Orgânica. O presidente do Cedraf e secretário da Agricultura e do Abastecimento, Erikson Camargo Chandoha, se comprometeu a encaminhar a proposta para a equipe de transição do novo governo do Estado que começa a trabalhar no dia 3 de novembro. Para o secretário, essa proposta tem a força e o apoio do Cedraf, um conselho composto por 33 entidades representantes dos governos federal, estadual e municipais e entidades representantes da sociedade civil.
Para fortalecer a proposta, a técnica da Secretaria do Trabalho, Telma Maranho Gomes, sugeriu que o programa tenha uma dimensão ainda maior, ou seja, um envolvimento com a Secretaria da Saúde que consiga traduzir para a população o significado de uma política pública para evitar problemas de saúde que atualmente está afetando a saúde das pessoas. “É preciso mostrar à população que o elevado consumo de resíduos de agrotóxicos e produtos químicos podem estar gerando muitos casos de doenças, como o aumento do câncer infantil, que antes não era comum”, citou como exemplo.
Outra sugestão à proposta foi do conselheiro Valter Israel da Silva, presidente da Associação Paranaense de Pequenos Agricultores. Segundo ele, o programa deve visar também a redução do consumo de agrotóxicos nas lavouras, que na sua opinião também é um trabalho agroecológico. Silva citou uma pesquisa em que o Brasil aparece como bicampeão mundial no consumo de agrotóxicos com 5,2 quilos de princípio ativo de veneno por ano, por pessoa. “Isso equivale a uma colher ou uma colher e meia de consumo de veneno por dia por pessoa”, comparou. A expansão da produção e comercialização de produtos orgânicos no Paraná é uma decorrência da posição privilegiada que o Estado alcançou no cenário da produção orgânica de alimentos, salientou Melão.
Nos últimos 10 anos, o segmento cresceu mais de 2.000% em números de produtores. O setor de alimentos orgânicos tende a se fortalecer diante do aumento da demanda. Se o setor surgiu como alternativa, hoje a produção orgânica é considerada por muitos como uma necessidade. No Brasil, o sistema orgânico de produção já está presente em 90 mil estabelecimentos e a maior parte da produção brasileira e paranaense é oriunda de propriedades da agricultura familiar, com uma média de 4 a 5 hectares. O setor se fortaleceu no País nas áreas de pecuária, agrícola, horticultura e hoje os produtos são exportados para os Estados Unidos e Europa. O maior desafio, disse Melão, é agregar mais valor através da industrialização e não exportar somente matéria prima.
O Paraná conta hoje com 7.600 estabelecimentos com produção orgânica e produção atingiu 130 mil toneladas na última safra. Esse crescimento vem ocorrendo em função do apoio das políticas públicas e também do maior número de extensionistas da Emater voltados à atender os produtores que querem produzir orgânicos. Além das ações do governo, as instituições de ensino e pesquisa como Universidade Federal do Paraná (UFPR), Embrapa Soja e Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) também se engajaram no estudo e na certificação da produção orgânica.
Outro marco importante nesse processo, foi a criação do Centro Paranaense de Referência em Agroecologia (CPRA), em 2005, com a missão de divulgar, apoiar e promover ações de ensino, pesquisa e extensão voltadas ao desenvolvimento de modelos agrícolas sustentáveis, baseados nos preceitos da agroecologia.

Programa

A proposta do programa Parana Agroecológico foi fundamentada em eixos estruturantes, diretrizes e linhas de ação. Entre elas estão a atenção com a formação, capacitação, assistência técnica e extensão rural; pesquisa agroecológica; comercialização e mercado; legislação e organização dos produtores e dos consumidores. Para a implementação do programa, no capítulo “Gestão e Financiamento” está expressa a preocupação com a busca de recursos financeiros para sustentar o projeto, que deve ter um orçamento anual. A proposta prevê a criação de fundos de financiamento para a produção orgânica, à exemplo do que já acontece com o Fundo Setorial dos Recursos Hídricos, do ICMS Ecológico, dos Créditos de Carbono, de Florestamento e Reflorestamento, entre outros. A proposta prevê ainda algum tipo de recompensa aos produtores agroecológicos e orgânicos pela preservação dos recursos naturais e redução do consumo e aplicação de agrotóxicos na produção agropecuária.



quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Um valor de 9,7 milhões de dólares foi entregue para um pacote agrícola nas Filipinas

Um valor de 9,7 milhões de pesos para um pacote agrícola na Filipinas que inclui a instalação de estufas, bem como a realização de um programa de capacitação para os agricultores foi formalmente entregue ao Departamento de Agricultura durante cerimônia realizada no Centro de Aprendizagem de Agricultura Sustentável (SALC) em Brgy. Limarayon, Calbayog City no dia 13 outubro de 2010.

A instalação foi abençoada pelo bispo Isabelo Abarquez da Diocese de Calbayog. Ele foi ajudado pelo diretor Leo Da Caneda, a Sra. Maricar Constantino da National Agri-business Corporation (NABCOR), Sra. Marivic Manaligod da Manna-lig Agri Industrial Corporation, os outros hóspedes e moradores de barangay.

O projeto da estufa foi fornecido para o Centro de Ação Social da Cidade Calbayog pelo Departamento de Agricultura (DA), sob a liderança do então Secretário Arthur Yap, como parte do projeto "Gulayan sa Parokya Project" do departamento. A instalação serve como modelo para os agricultores em agricultura orgânica. Cada uma das 16 estufas ocupa uma área de 120 metros quadrados dentro de 5,6 hectares de terras agrícolas pertencentes a Diocese de Calbayog.A área de viveiros têm 80 metros quadrados.




quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Cientistas da ONU sugerem que governos proíbam o pesticida endosulfan


Um painel de ciência da Organização das Nações Unidas (ONU) exortou os governos a proibirem o pesticida endosulfan, amplamente utilizado nas lavouras, por risco de causar danos nervosos a trabalhadores do campo e animais selvagens.
Os 31 integrantes do Comitê de Revisão de Poluentes Orgânicos Persistentes pedem que o agrotóxico seja colocado em uma lista de produtos químicos que deveriam estar fora de uso. Um porta-voz do Programa Ambiental da ONU, que hospeda o painel, diz que os governos devem decidir em abril de 2011 se seguem a recomendação, durante uma reunião dos signatários da Convenção de Estocolmo sobre produtos químicos nocivos.
Michael Stanley Jones disse nesta terça-feira, 19, que 60 países já proibiram o endosulfan, incluindo os Estados Unidos, que não fazem parte da Convenção de Estocolmo. O pesticida é usado em algumas frutas e legumes, além de plantações de algodão, café, cana-de-açúcar e soja.
No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou em agosto a retirada total do endosulfan do mercado em um prazo de três anos e a proibição da importação a partir de 31 de julho de 2011. Algumas normas, como a suspensão do uso para controle de formigas e o envasamento em embalagens metálicas já entraram em vigor.
Segundo a Anvisa, a medida é fundamentada em estudos toxicológicos que ligam a aplicação do pesticida a problemas reprodutivos e endócrinos em trabalhadores rurais e na população em geral. O endossulfan já está banido em 44 países e sofreu fortes restrições em mais 16. O agrotóxico foi colocado em reavaliação em 2008, mas, por uma série de decisões judiciais, sua reavaliação ficou impedida por quase um ano.



terça-feira, 19 de outubro de 2010

Planeta Orgânico vai ao GreenMegaFood apresentar estratégias para a diminuição das alterações climáticas na cadeia alimentar

Com o apoio do governo da Dinamarca, a Universidade de Aalborg irá debater os impactos da alimentação no meio ambiente, no clima e na saúde em Copenhagen, nos dias 14 e 15 de outubro e reunirá especialistas de todo planeta. “Comer fora de casa é um fenômeno crescente. Aproximadamente um terço da despesa total de alimentos ocorre em sistemas de alimentos em larga escala. Como qualquer outro tipo de ingestão de alimentos, comer fora de casa tem implicações na nossa saúde individual, bem como sobre o ambiente e o clima, por meio da produção e do consumo. Este encontro que acontecerá em Copenhagen é parte de um programa da rede internacional que visa reunir pesquisadores e profissionais relacionados ao mercado de alimentos, a fim de trocar experiências e dar início a um projeto de cooperação internacional”, explica Maria Beatriz Martins Costa, diretora do Planeta Orgânico e co-responsável pela realização das feiras e conferências BioFach AL e ExpoSustentat que acontecem no início de novembro no Brasil.
O seminário GreenMegaFood é uma iniciativa para a criação de uma nova agenda. Alimentos produzidos e consumidos em grande escala representam parte siginificativa da despesa total de alimentos. Há um enorme potencial para promover um impacto positivo no que se refere a mundanças climáticas e influenciar a saúde individual por intermédio de contratos públicos de alimentos. “Mas cadeias de abastecimento público de alimentos em grande escala parecem ter sido negligenciadas no debate sobre as estratégias para a mitigação das alterações climáticas com base alimentar e promoção da saúde. Vamos debater iniciativas relativas à introdução de alimentos mais saudáveis nos sistemas alimentares em diferentes arenas, por exemplo hospital, escola, creche no local de trabalho, e eventos desportivos públicos”, reforça Maria Beatriz Martins Costa.
Planeta Orgânico falará sobre a iniciativa pioneira de uma Copa do Mundo Orgânica e Sustentável no GreenMegaFood, em Copenhagen
O evento é promovido pela Universidade de Aaalborg, com apoio do Governo da Dinamarca, e serão discutidas formas sustentáveis de produção de alimentos, visando atender grandes eventos, assim como a crescente demanda por refeições fora de casa. "Espero trazer de Copenhagen novas oportunidades de parcerias entre Brasil, Dinamarca e União Européia. De forma consistente o nosso país destaca-se cada vez mais pelas iniciativas compromissadas com a sustentabilidade, seja no governo, ou seja na iniciativa privada", relata Maria Beatriz Martins Costa.
Além de divulgar em Copenhagen as feiras BioFach América Latina e ExpoSustentat que ocorrerão em São Paulo, de 3 a 5 de novembro no Transamérica Expo Center, Maria Beatriz Martins Costa fará uma palestra que chama atenção do mundo para os desafios e oportunidades de uma Copa Orgânica e Sustentável em 2014 no Brasil.
O Planeta Orgânico faz parte de um consórcio com os parceiros IP Desenvolvimento Empresarial e Organics Brasil. Estas três empresas, representadas por seus respectivos executivos - Maria Beatriz Martins Costa, Ingo Plöger e Ming Liu - vem participando de reuniões promovidas pelo Ministério do Esporte, por iniciativa do coordenador da Agenda de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Copa 2014, Claudio Langone.
A iniciativa pioneira no setor para a inserção dos produtos orgânicos e sustentáveis, bens e serviços na Copa do Mundo de 2014, recebe o apoio do governo. “Claudio Langone abrirá o painel ´Copa Sustentável´ no dia 05 de novembro, na BioFach AL. Logo após a apresentação de Langone haverá uma mesa redonda que discutirá como otimizar a realização deste mega evento no Brasil para fomentar os mercados doméstico e internacional, com destaque para produtos orgânicos e da nossa sociobiodiversidade”, finaliza a diretora do evento.
BioFach América Latina e ExpoSustentat: 03, 04 e 05 de novembro no Transamérica Expo Center, São Paulo - A BioFach América Latina e a ExpoSustentat congregam duas feiras e conferências com pavilhões específicos de outros países e vários eventos paralelos. De cunho econômico, como as rodadas de negócios com compradores internacionais apoiado pela APEX, e forte ação dos que focam a ponta do varejo para o aumento do consumo interno dos orgânicos, como os workhops gastronômicos com a participação de chefs e formadores de opinião. Cosméticos orgânicos, chocolate em pó e inúmeras novidades de processados orgânicos bem como os in natura, peixes, camarões e agora o salmão compõem a maior variedade de orgânicos certificados reunidos no mesmo espaço, na América Latina. O evento também é realizado todos os anos na Alemanha, Estados Unidos, Japão e, em 2007, teve a sua primeira versão na China, para aproveitar a sinergia criada pelas feiras em todo o mundo por intermédio da Nuremberg Global Fairs. A realização dos eventos no Brasil tem alavancado as exportações dos orgânicos latino-americanos, em especial para países como Estados Unidos e para a Comunidade Européia. O circuito internacional atrai investidores estrangeiros que têm a garantia da marca BioFach quanto à certificação dos produtos.
As parcerias internacionais atraem palestrantes estrangeiros, presidentes das principais certificadoras internacionais e lideranças mundiais renomadas, que vêm conferir e fomentar os orgânicos da região considerada um celeiro para o setor no mundo. As principais entidades públicas e do segmento, aproveitam o evento para discutirem suas diretrizes. As perspectivas do setor orgânico são compatíveis com economias de países como o Brasil, porque aumentam o manejo agrícola que não agride o solo com agrotóxicos, gera mais empregos, protege a qualidade da água e produz alimentos mais saborosos, entre outras vantagens. Pelos estudos que o Planeta Orgânico vem desenvolvendo em parceria com o projeto BioFach América Latina, a porcentagem de terras orgânicas brasileiras deverão aumentar consideravelmente nos próximos anos, bem como os investimentos voltados para o aumento do consumo interno.




segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Produtores orgânicos mostram seus produtos em conferência nesta semana em Boston - EUA


O setor de alimentos orgânicos da costa atlântica do Canadá está esperando aumentar o interesse em seus produtos, em Boston nesta semana. Mais de 20 empresas regionais e delegados do setor de orgânicos participam da Conferência e Trade All Things Organic, maior feira de alimentos orgânicos na América do Norte, que ocorre até sábado em Beantown.
"É uma missão educativa," disse Hanlon Claire Smith, Diretora de Planejamento e desenvolvimento do Departamento de Agricultura da Nova Escócia, em uma recente entrevista a caminho de Boston.O contingente do Atlântico quer expandir o mercado para produtos orgânicos da região, incluindo a farinha, batatas e outros produtos.
Segundo a Organic Trade Association (OTA), as vendas de alimentos orgânicos nos EUA têm crescido de 17 a 21 por cento a cada ano desde 1997 e representam cerca de três por cento das vendas totais de alimentos dos EUA.
A proximidade da costa atlântica do Canadá à Nova Inglaterra, um dos mercados que mais cresce no setor de alimentos orgânicos nos EUA, pode dar vantagens regionais aos produtores em relação aos concorrentes americanos localizado mais longe. Afirmou o Departamento de Agricultura da Nova Escócia.
Essa vantagem potencial competitiva torna importante aprender o máximo possível sobre um mercado que está se tornando mais interessante com o aumento do consumo afirmou ainda o departamento federal.
A sra. Hanlon Smith disse que o setor orgânico da Nova Scotia é pequeno e a maioria dos seus produtos, incluindo frutas orgânicos e vegetais frescos e alguns itens processados como suplementos de saúde orgânica, são consumidos no mercado interno.
"Mas alguns estão olhando para fora da província", disse ela, acrescentando que a conferência de Boston vai dar a delegação regional um melhor entendimento do mercado orgânico norte-americano e as oportunidades que ele pode trazer.
Hanlon Smith disse que o Departamento de Agricultura está fazendo um levantamento da indústria de orgânicos provincial o como um primeiro passo para desenvolver uma estratégia para o setor, que ela espera que cresça.



domingo, 17 de outubro de 2010

Inovação e certificação orgânica na produção de inhame são temas de seminário em Alagoas

Produtores de inhame do Vale do Paraíba, em Alagoas, participam, na próxima quinta, dia 21, do Seminário Regional da Cultura do Inhame. A ação será realizada no município de Paulo Jacinto e tem como objetivo informar os agricultores familiares sobre as inovações de acesso ao mercado e a certificação orgânica do produto.
O evento pretende fazer uma conexão entre o produtor e as novas tecnologias de manejo sustentável para o aumento da produtividade. A programação inclui palestras sobre comercialização de produtos da agricultura familiar para merenda escolar e para a rede de supermercados Wal-Mart, entre outras.
Segundo Manoel Ramalho, responsável pelo Arranjo Produtivo Local Inhame no Vale do Paraíba, o seminário contribuirá ainda mais para o desenvolvimento sustentável das 150 famílias envolvidas no neste APL.

"Inicialmente essas famílias vendiam só em pequenas feiras. Com o auxílio do Sebrae em Alagoas e parceiros, elas puderam se organizar para atender outras demandas, como as compras da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), de prefeituras, com o projeto de agricultura familiar para a merenda escolar, e finalmente de redes de supermercado como o Wal-Mart. Nosso objetivo agora é prepará-las ainda mais para o mercado competitivo, mostrando os melhores e novos caminhos a serem seguidos"afirmou Manoel.
O Vale do Paraíba, área de atuação do APL Inhame, envolve noves municípios da região responsáveis pela produção de cerca de 13.660 toneladas de inhame por ano. O município de Paulo Jacinto é o maior produtor de inhame de Alagoas. O Estado de Alagoas produz cerca de 27.172 toneladas de inhame.
O seminário será realizado no Clube Recreativo Paulo Jacinto, a partir das 8h. O evento é gratuito. Informações e inscrições pelo 0800 570 0800 ou (82) 4009-1683








Fonte:AGÊNCIA SEBRAE

sábado, 16 de outubro de 2010

Classes C e D são as que menos compram alimentos orgânicos

A GfK, 4ª maior empresa de pesquisa de mercado no Brasil e 4º maior grupo mundial do setor, avaliou a presença dos produtos orgânicos (alimentos sem agrotóxicos, carne sem hormônios ou sem antibióticos) na cesta de compra dos brasileiros.
De acordo com o estudo, 42% dos entrevistados nunca adquirem produtos orgânicos. A diferença de consumo entre as classes sociais é grande. Os integrantes das classes C e D, com 52%, são os que menos compram alimentos desse tipo. Nas classes A e B o índice dos que nunca compram cai para 33%.
Para Mario Mattos, Diretor de Marketing da GfK, “embora os produtos orgânicos tenham um apelo de saudabilidade, que é cada vez mais forte junto aos consumidores, a percepção em geral da população é que possuem preços mais altos que os similares não-orgânicos, mesmo que em alguns casos isso já não corresponda à realidade. Esta percepção faz com que muitos consumidores nem incluam este tipo de produto na sua opção de compra, em especial aqueles consumidores com maior restrição orçamentária, de classes C e D”, explica.
Além das discrepâncias de comportamento entre as classes, a pesquisa revela ainda que aspectos regionais também interferem na aquisição dos produtos orgânicos. No Nordeste do País está concentrada a maior parte dos entrevistados que nunca compram tais produtos, com uma taxa de 48%.
Na Região Metropolitana de São Paulo (excluindo a capital) a percentagem é de 47% e apresenta um contraste com a capital, com 39%. De acordo com Mattos, isso ocorre especialmente em função da maior concentração de classes com maior rendimento (A e B) na capital em relação ao restante da Região Metropolitana.
Ao avaliar por faixa etária, destacam-se entre os que nunca compram orgânicos aqueles que têm idades dos 25 aos 34 e dos 45 aos 55 anos, com 44% e 45% respectivamente. Nota-se ainda que a compra de orgânicos ocorre mais entre os mais velhos. Entre os 8% que afirmam comprar sempre alimentos sem agrotóxicos, hormônios ou antibióticos, 16% têm mais de 56 anos.
“A preocupação e cuidado com a saúde tende a ser maior entre as pessoas de mais idade, gerando maior mudança em hábitos alimentares”, afirma Mattos.
A pesquisa, realizada em julho deste ano, ouviu 1.000 pessoas, a partir dos 18 anos, de 12 cidades das regiões metropolitanas brasileiras: Belém, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.



sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Mercado brasileiro deve crescer 7,4% no segmento de cosméticos orgânicos e naturais até 2012


O mercado nacional de cosméticos orgânicos tem acompanhado o crescimento mundial do setor de beleza. Segundo o levantamento feito pela Euromonitor International, o Brasil crescerá 7,4% no segmento de cosméticos orgânicos e naturais em apenas dois anos. E, ainda de acordo com a pesquisa, o país possui o terceiro maior mercado de cosméticos do mundo, sendo o primeiro entre os exportadores de matéria-prima.
Para Filipe Sabará, diretor de negócios da Beraca, empresa brasileira que exporta insumos amazônicos para mais de 40 países, os dados refletem o ótimo momento dos mercados nacional e internacional. A unidade de beleza é a que registra maior salto no faturamento da empresa, que só entre o primeiro trimestre deste ano e o de 2009 cresceu 76%. Ainda em 2010, a companhia pretende alavancar o crescimento médio de 14% ao ano e o faturamento de R$ 100 milhões. “A Beraca já é referência global, pois além de ser pioneira no desenvolvimento de ingredientes verdes e sustentabilidade, carrega prêmios como Seeds Awards da ONU e certificação Ecocert”, finaliza.
Se houver interesse, podemos agendar uma entrevista com Filipe Sabará, diretor de negócios da Beraca, para falar sobre as expectativas de crescimento desse setor e de como o nicho de produtos naturais vêm crescendo no Brasil e no exterior.




quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Escândalo na Itália, falsos limões orgânicos encontrados na Sicília

Mais de 150 toneladas de limões da Argentina foram apreendidas pela polícia de Syracuse, juntamente com os Carabinieri de Ragusa (Sicília, Itália), devido à falsificação: os frutos além de serem vendidos como limões sicilianos, também eram vendidos como orgânicos. A blitz foi realizada na fazenda Pasam, perto da aldeia de Cassibile (perto de Siracusa). Os dois proprietários da fazenda foram levados ao tribunal.
O que despertou as suspeitas da polícia era um constante vai e vem de caminhões de limões em uma terra onde os limões são cultivados. Assim, uma equipe de Carabineiros entrou em ação até que parou as operações de falsificação. Em duas linhas de produção, dezenas de trabalhadores foram esvaziando as caixas cheias de limões da Argentina (identificado graças à embalagem que não deixa dúvidas sobre a origem e tratamentos realizados) sobre uma esteira que levava os frutos para a zona de lavagem, onde os limões eram em seguida, levados para ser colocado nas caixas de novo com o rótulo de "produto orgânico". As mercadorias estavam prontas para serem vendidas na Itália e no exterior, especialmente no norte da Europa.
Os limões estavam em cinco frigoríficos, onde os produtos orgânicos eram armazenados, juntamente com o produto tratado. A polícia lacrou todas as nove geladeiras contendo limões. O valor das 150 toneladas de citrinos apreendidos atinge a cifra de 300 mil euros.
Os agricultores da organização Coldiretti afirmaram em uma nota que estão "satisfeitos com o resultado da operação". "O esforço do controle – afirma a nota - é expor os criminosos que põem em risco a atividade dos agricultores honestos.Gostaríamos de agradecer à polícia e todos os agentes da lei, porque a indústria de frutas e hortaliças é decisiva para todo o setor agrícola na região. e referiram-se a produção valiosa que deve ser reforçada com uma ação de apoio adequado. "







quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Projeto estimula a produção orgânica no agreste

Propriedade de seu José Pedro, em Taquarana

Produtores rurais de oito municípios do Agreste foram beneficiados pelo governo do Estado com kits de irrigação, para a produção de alimentos orgânicos. Executado em parceria entre as secretarias de Estado do Planejamento, e da Agricultura, como também do Sebrae/ Alagoas, o projeto Pais (Produção Agroecológica Integrada e Sustentável) leva ao campo um novo sistema para o cultivo de hortaliças e para a avicultura.
O Pais vem da ação do Projeto Território da Cidadania do Agreste, firmado entre o Sebrae e a Secretaria de Estado do Orçamento e Planejamento (Seplan), que selecionou 100 famílias de agricultores nos municípios de Arapiraca, Coité do Nóia, Limoeiro de Anadia, Lagoa da Canoa, Junqueiro, São Sebastião, Taquarana e Feira Grande.
Os pequenos produtores já estão realizando as instalações dos kits, que compõem uma unidade com caixa d’água e sistema para irrigação por gotejamento. Na próxima semana, as 11 famílias beneficiadas em Feira Grande devem contar com novas orientações do consultor do Sebrae, Angerson Casado, que tem passado pelas propriedades, orientando na localização das caixas d´águas e marcação dos canteiros.
Como contrapartida, os agricultores entram com o suporte para a caixa d’água e as estacas para o criatório para galinhas. A instalação do sistema nos municípios tem sido feita em mutirão entre os próprios agricultores familiares beneficiados.
“O Pais é uma alternativa para a segurança alimentar e sua proposta de autossustentabilidade é acompanhada de técnicas agroecológicas e de respeito ao meio ambiente”, disse a gestora do Território da Cidadania, Cláudia Costa.
De acordo com Cláudia Costa, a intenção do programa é melhorar a qualidade de vida e garantir uma alimentação variada e saudável, além de estimular a prática da agricultura orgânica por meio de processo produtivo sem o uso de agrotóxicos. “Esse sistema representa uma eficiência de até 95% no uso da água e economia de energia”, destaca a gestora.
Como funciona - O sistema utilizado para a produção conta com uma estrutura no formato de círculos – formados inicialmente com três canteiros - diversificando a produção e facilitando a irrigação por gotejamento, onde a água é distribuída por gravidade.
No município de Taquarana, o agricultor José Pedro, beneficiado com a ação do Pais, já está utilizando o novo sistema desde o dia 21 de setembro. Nesse pouco espaço de tempo já é possível perceber a melhoria no cultivo de hortaliças, além da criação de galinhas caipiras de maneira orgânica, sem o uso de agrotóxicos. José Pedro vê no Pais uma nova alternativa para melhorar a qualidade da produção e reforçar a renda da família na região.



Fonte:Agência Alagoas

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Produtores de orgânicos têm até dezembro para fazer cadastro junto ao Ministério da Agricultura

Produtores de orgânicos de todo o país têm até dezembro para fazer o cadastro junto ao Ministério da Agricultura (Mapa). Com a informação será possível conhecer a real situação do setor e estabelecer políticas de apoio aos agricultores ecológicos. Segundo os supermercadistas, o consumo de orgânicos tem muito espaço para crescer.
O consumo de produtos orgânicos responde, no caso dos hortifrutigranjeiros, por 10% do total consumido nos supermercados do Rio Grande do Sul. Conforme a associação do setor, entretanto, existe espaço para crescer até 30%. A demanda cresce mais do que a oferta, e existe ainda o consumo em feiras, direto do produtor.
O Rio Grande do Sul foi um dos Estados pioneiros na produção orgânica. A estimativa do Mapa é de que existam hoje mais de três mil produtores e pelo menos 150 feiras como esta espalhadas pelo Estado. Para muitos agricultores, essa é a única forma de comercialização.
É o caso do produtor Nei Dimer, de Três Cachoeiras (RS). Ele produz bananas há 10 anos e nunca usou agrotóxicos nos quatro hectares que cultiva. Toda a produção dele é vendida em uma feira, que acontece todas as quartas. Para atender a demanda, Dimer entrou para a Associação dos Colonos Ecologistas da região de Torres.Para conhecer o tamanho da produção orgânica no Brasil, o Mapa está realizando, até dezembro, o cadastramento dos produtores que atuam nesse segmento."A gente vai ter um diagnóstico de exatamente quantos produtores têm o Brasil, o que estão produzindo, em que condições, quais as regiões mais produtivas, quais os gargalos... a partir daí, a gente vai poder realmente tomar medidas políticas de auxiliar o fortalecimento desta rede"afirma Angela Escosteguy, coordenadora da Comissão Estadual de Produção Orgânica do RS.
No último censo do IBGE, 90 mil agricultores se declararam produtores de orgânicos. A partir de janeiro, eles terão de comprovar a atividade e o modo de produção."Não se pode usar nenhum produto químico sintético e nenhum transgênico em nenhuma fase do processo. Depois, também há exigências ambientais: produtos orgânicos têm de ter respeito com o meio ambiente, não se pode fazer queimadas, desmatamento, tem de proteger as águas. Além da questão social. Os trabalhadores têm de ter carteira assinada e as crianças têm de estar na escola"diz Angela.
Depois do cadastramento, os produtores poderão vender orgânicos nas feiras. Mas quando a venda não for direto ao consumidor, é preciso ter certificação."Quem quiser vender para um terceiro, seja loja, supermercado, o que for, vai precisar ter o selo. Aí, ele pode procurar uma certificadora oficial ou sistemas participativos em que os próprios produtores certificam seus produtos. Todos, evidentemente, credenciados ao Ministério da Agricultura"explica a coordenadora.
Apesar de produzir menos em relação ao cultivo convencional, e da dificuldade de combater as pragas, o agricultor Dimer não tem dúvidas sobre a opção que fez ao trabalhar sem agrotóxicos.
"Vale a pena. A gente tem saúde, força e bom humor para atender os clientes aqui.Eu tenho muito orgulho de fazer esse trabalho. Eu sinto que estou vendendo saúde para meus clientes".


Fonte:http://www.canalrural.com.br

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

A area de cultivo orgânico na Almeria na Espanha aumentou 100%


A área dedicada ao cultivo de frutas orgânicas em Almeria (sul da Espanha) cresceu mais de 100% de 2008 a 2009, passando de 277.550 hectares.A Almeria confirmou, assim, ser uma das regiões mais importantes da Espanha para a agricultura orgânica (com um montante da área orgânica de 37.000 hectares).
O secretário-geral de Produção Rural e Ecológico Mabel Salinas, destacou o peso da província de Almeria, na produção orgânica, como resultado do crescimento sustentado que tem registrado nos últimos anos, tanto em área plantada como em número de operadores do agronegócio.
Um exemplo desse compromisso do setor agrícola para esta mudança de caminho é a fazenda Los Frailes, com sede em Alhama de Almería, onde crescem frutas como a uva e citros. Salinas visitou esta quinta acompanhada pelo delegado da Agricultura e Pescas, Juan Deus, pelo prefeito de Alhama, Francisco José Gil, e os donos da propriedade, a família Marín. Salinas reconheceu o esforço dos proprietários de Los Frailes na utilização de métodos tradicionais de produção, esforço que levou em 2005 a conversão para a agricultura orgânica e conseguiu o credenciamento da agricultura orgânica no ano passado.
A província de Almeria, no final de 2009, tinha cerca de 37.000 hectares de produção orgânica, o que representa um aumento de 3,3% em relação ao ano anterior. Destes, 37.000 hectares, mais de um terço (14.500) são cultivos de amêndoa, quase 5.000, de cereais e leguminosas, 1340 são para legumes e batatas, 1180 cítricos, e 970 para as azeitonas. A Almeria é a província andaluza, com o maior número de operadores na produção orgânica (1.744 produtores e 69 processadores), representando 20% de toda a comunidade. Estes mais de 1.800 são operadores responsáveis por 5,10% a mais que em 2008. Segundo o secretário-geral, este aumento é devido principalmente ao aumento nos processadores, que em apenas um ano foi de 49 para 69, graças à criação a da manipulação de produtos hortícolas.



domingo, 10 de outubro de 2010

A Montana Organic Association’s (MOA) dos E.U.A, promove conferência em Missoula


A Monntana Organic Association’s(MOA) promove a Oitava Conferência Anual e é uma oportunidade para aprender sobre alimentos orgânicos e agricultura orgânica nos E.U.A. A Conferência será realizada em 5 e 6 de novembro de 2010, no Holiday Inn Downtown, no Parque de Missoula..
A conferência começa sexta-feira 5 de novembro, com uma palestra de Maria Rodale. Rodale é autora de renome e co-presidente do Instituto Rodale e CEO dos negócios da Rodale, Inc. O Instituto Rodale é conhecido pelo pioneirismo nos métodos da agricultura orgânica e desde 1947 está empenhada em inovar a política orgânica, pesquisa e advocacia. Rodale é a autora do Manifesto orgânico: “Como a agricultura biológica pode curar o nosso planeta, alimentar o mundo, e nos manter seguros”. A MOA reflete o desejo de unir a comunidade orgânica e espalhar uma mensagem positiva sobre os benefícios da agricultura orgânica e alimentação.
Sábado 6 de novembro, é dedicado a sessões que têm valor para todos, sejam eles estudantes, consumidores de alimentos orgânicos, produtores orgânicos ou manipuladores, ou se eles estão apenas interessados em aprender mais sobre produtos orgânicos e conhecer pessoas com interesses semelhantes.
Um painel na manhã, "Como Agricultura Orgânica pode alimentar o mundo", inclui conferencistas como; Neva Hassanein, Professor Associado em Estudos Ambientais da Universidade de Montana, Bob Quinn, agricultor orgânico inovador e proprietário de Kamut Internacional, e Andy Sponseller, produtor de vinhos orgânicos com Vinícola em Missoula.
Haverá também sessões sobre a produção de árvores e de variedades vegetais adequados para o nosso clima,com os agricultores orgânicos, Lise Rousseau, Judy Owsowitz e Tammy Hinman, especialista do programa para o Centro Nacional de Tecnologia Apropriada.
Os participantes irão aprender o que há de novo em produtos orgânicos, bem como o custo da certificação do USDA e atualizações do programa de certificação Departamento de Agricultura de Montana.Estas são apenas algumas das sessões que serão oferecidas.




sábado, 9 de outubro de 2010

Brasil terá cinco empresas na maior feira de orgânicos dos EUA

A Biofach América, principal feira de produtos orgânicos e naturais dos Estados Unidos, contará com cinco empresas brasileiras associadas ao Projeto Organics Brasil, desenvolvido em parceria pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e Instituto de Promoção do Desenvolvimento (IPD), com o objetivo de promover as exportações de produtos orgânicos brasileiros. O evento ocorre de 14 a 16 de outubro, na cidade de Boston.
As empresas Native, MN Própolis, Beraca, Triunfo e Art da Terra vão apresentar seus produtos, reforçar seus contatos com clientes, prospectar distribuidores e varejistas no maior mercado de orgânicos do mundo. Os Estados Unidos movimentaram, em 2009, volumes de negócios na ordem de US$ 26 bilhões, segundo a Organic Monitor, a mais importante publicação e empresa de pesquisa de produtos orgânicos.
O coordenador executivo do Projeto Organics Brasil, Ming Liu, explica a importância de participar desta feira: O mercado americano é a grande projeção para os produtos brasileiros e o reconhecimento da sua qualidade. O setor de orgânicos se mantém aquecido e é necessário continuar a ocupar os espaços globais. Já temos empresas tradicionais vendendo alimentos e cosméticos, e agora, com a inclusão de uma exportadora de artesanato sustentável, esperamos aproveitar as grandes oportunidades no mundo da moda.
Projeto Organics Brasil O Projeto Organics Brasil promove os produtos orgânicos brasileiros no mercado internacional, reunindo empresas e produtores em torno de uma marca única, atendendo aos mais exigentes padrões de adequação sócio-ambiental. O Projeto é resultado de uma ação conjunta entre a iniciativa privada (Instituto de Promoção do Desenvolvimento e da Federação das Indústrias do Estado do Paraná) e a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), compondo uma sólida base institucional criada para fortalecer o setor brasileiro de orgânicos e viabilizar sua expansão no mercado internacional. As informações são do Projeto Organics Brasil.




sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Notícias sobre o setor orgânico na Noruega


O NorgesGruppen, o grupo norueguês líder no varejo, vai lançar uma gama de produtos orgânicos, sob o rótulo Go Eco. O grupo também planeja aumentar a sua cooperação com o atacadista Bama para impulsionar seus frutos orgânicos e as vendas de produtos hortícolas, de acordo com o CEO Sverre Leiro em uma conferência de alimentos orgânicos em Oslo, no mês passado. O grupo se tornou o primeiro varejista de alimentos da Noruega com o lançamento de leite orgânico sob o selo “Coop Änglamark Ekstra Lett Melk", que é produzido pelos laticínios Rørosmeieriet. O produto acaba de ser lançado, inicialmente, na Noruega oriental e central.
De acordo com o Organic Monitor a Noruega encontra-se atrasada em termos de vendas de alimentos orgânicos em comparação aos seus vizinhos nórdicos. Os produtos orgânicos representam mais de 7% da venda de alimentos e bebidas na Dinamarca, no entanto, a quota de mercado é ligeiramente superior a 1% na Noruega. Uma razão é que os varejistas de alimentos noruegueses não terem feito o mesmo nível de investimento, tal como outros na região, embora isso possa estar mudando atualmente.



quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Selo brasileiro vai facilitar acesso do produto orgânico nacional ao mercado estrangeiro


A certificação obrigatória dos agricultores orgânicos, prevista para 2011, vai facilitar o acesso desses produtos brasileiros ao mercado exterior, avaliou hoje (7), o chefe da Divisão de Mecanismos de Garantia da Qualidade Orgânica da Coordenação de Agroecologia do Ministério da Agricultura, Roberto Guimarães Habib Mattar.“A certificação dá para todos os produtores e quem trabalha com esse meio orgânico ter uma vinculação com a lei. A certificação é a avaliação de qualidade do produto”, disse Mattar em entrevista à Agência Brasil.
Ele espera que o selo de qualidade do produto nacional colabore para o crescimento do mercado interno e da exportação de orgânicos.“Historicamente, em todos os países foi assim. Depois que o nosso sistema estiver operante, os países vão buscar equivalência com a gente. Vai ser mais facilitado o trânsito comercial desses produtos”. Isso significa que as certificadoras brasileiras vão estar na mesma condição de equivalência de procedimentos das certificadoras internacionais, sem a necessidade de ser avaliada pelo organismo estrangeiro.
O mesmo vai ocorrer em relação à importação, afirmou.De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), as exportações brasileiras de produtos orgânicos totalizaram 45,7 toneladas entre agosto de 2006 a junho de 2010, representando o ingresso no Brasil de US$ 33,33 milhões.Os órgãos responsáveis pela certificação são as entidades certificadoras ou os organismos participativos de avaliação da conformidade. Mattar disse que o maior exemplo desses organismos é a Rede Ecovida de Agroecologia, que envolve cerca de 3,5 mil famílias nos três estados da Região Sul (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná). “Tem uma estrutura montada de avaliação de conformidade orgânica dentro das comunidades”.
A diferença entre esse sistema e as certificadoras é que o serviço de certificação não é terceirizado por uma empresa fora daquele contexto, explicou.Além de se credenciarem no Ministério da Agricultura, as certificadoras têm, também, de serem previamente acreditadas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro). “O Ministério da Agricultura não faz certificação. Ele faz auditoria de quem certifica”.
A auditoria do ministério abrange os dois sistemas de certificação. A produção orgânica cresce em torno de 20% a 30% por ano no Brasil. O último número disponível, de 2008, mostra que o setor faturou US$ 250 milhões. Apesar de ainda reduzido em comparação aos países desenvolvidos, como os Estados Unidos, que movimentaram naquele ano U$ 8 bilhões em produtos orgânicos, Roberto Mattar assegurou que a perspectiva é de expansão da produção nacional.
“A gente já vê uma demanda clara de pessoas e de entidades procurando realizar convênios para fazer a capacitação dos produtores para se adequar à legislação”. Mattar avaliou que a institucionalização, às vezes, pode criar resistências à burocracia mas, por outro lado, dá respaldo legal de organização aos produtores.A certificação permitirá ao governo elaborar o Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos, que começará a ser alimentado por dados das certificadoras a partir de 2011, contendo informações sobre a quantidade de agricultores de produtos orgânicos, total de hectares plantados, hectares plantados por cultura, entre outros dados.
Roberto Mattar lembrou, também, o incentivo dado pelo governo à compra de produtos orgânicos por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O programa é destinado a agricultores familiares “e, quando se trata de produtos orgânicos, o PAA paga 30% a mais de valor”, disse.



Fonte:Agência Brasil

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Lançamento: Cosmético Verde para cuidados no Verão


Você sabe o que são Cosméticos Verdes? São cosméticos naturais e orgânicos idealizados e elaborados para resguardar a beleza estética natural e, junto a isso, são produtos, essencialmente, originados de um processo industrial consciente que prioriza a conservação dos recursos naturais, condições adequadas de mão de obra, cultivo e extração e a total preservação do ecossistema.
A Arvensis, empresa brasileira de cosméticos naturais e orgânicos, está lançando, em todo Brasil, uma linha inédita e pioneira de produtos 'verdes' para cuidados saudáveis no verão. Trata-se da linha Himalaia, composta por Shampoo, Condicionador, Loção Corporal Hidratante e Sabonete Líquido.
A linha Himalaia, da Arvensis, além de ser uma opção cosmética saudável para os cuidados no verão, colabora para diminuir o acúmulo e os estragos causados pelo excesso de química das formulações convencionais.
Os produtos da linha Himalaia são enriquecidos com ativos exóticos naturais e orgânicos. São produtos que não possuem aditivos químicos, como: sulfatos (causadores de irritação), parabenos (conservantes tóxicos), óleo mineral (derivado do petróleo), corantes, adição de sal e ingredientes de origem animal. São biocompatíveis com a natureza orgânica e a fisiologia da pele humana.
Devido à grande exposição solar, os banhos de mar, piscina e esportes ao ar livre, o objetivo dos produtos da linha Himalaia (além de reduzir a exposição à composições químicas) é refrescar, hidratar e prevenir o envelhecimento da pele e dos cabelos, que ocorre de forma ampliada no verão devido a oxidação e a degradação da pele e dos fios expostos, excessivamente, ao calor, sol, vento, mar e cloro de piscina.
O Himalaia é a mais alta cadeia montanhosa do mundo, e inspirados nas sensações de refrescância, aventura e liberdade o setor de desenvolvimento de novos produtos da Arvensis criou a fórmula exclusiva da linha Himalaia, com destaque para o ativo orgânico Amaranto, além do Óleo de Café e Cacau.
Amaranto – grão exótico, luxuoso e altamente nutritivo. Rico em óleo, substâncias antioxidantes e proteínas. Beneficia a pele e os cabelos no verão, repondo os lipídeos e nutrientes perdidos durante a exposição excessiva ao sol, mar, vento, cloro de piscina e produtos químicos.
Cacau – rico em flavaoóides, poderoso antioxidante natural, neutraliza os radicais livres que aceleram o envelhecimento da pele. Auxilia na retenção hídrica na superfície da pele e nos fios dos cabelos, aumentando a hidratação e a proteção contra agentes agressivos.
Café – potencializa a ação dos fotoprotetores pois possui ação absorvedora da radiação solar. Auxilia na retenção da umidade natural da pele, além de estimular a produção e síntese de colágeno e elastina – que dão sustentação e elasticidade cutânea. Ajuda, também, na produção de ceramidas, essencial na recuperação dos cabelos danificados pelo sol.

Beleza Integral

Os produtos da Arvensis estão diretamente associados à qualidade de vida e à hábitos saudáveis. “Nossos cosméticos naturais não são preparados apenas para manter a pele e os cabelos sadios e bonitos. A qualidade natural e orgânica dos produtos visa estender seus efeitos para uma consciência ampliada em todo o organismo, buscando um equilíbrio saudável”, ressalta Dra. Ednéia Peres, Farmacêutica Industrial, especialista em Cosmetologia, diretora da Arvensis.
Os produtos 'verdes' da Arvensis contém óleos naturais, ceras, manteigas vegetais, ervas, plantas, flores e frutos que interagem harmoniosamente com o organismo de forma funcional. Os ativos orgânicos, naturais e exóticos das formulações são os responsáveis por agregarem sensações refrescantes, relaxantes e estimulantes. A natureza convertida em produtos de qualidade e padrão internacional.

100% Verde

Arvensis é uma empresa que se preocupa com o meio ambiente, com a saúde e bem estar das pessoas e do planeta. Desenvolve cosméticos 'verdes' diferenciados e enriquecidos com ativos exóticos naturais e orgânicos, de cultivo e extração sustentável. Os métodos de preparação dos cosméticos da Arvensis são bastante específicos, cada etapa é acompanhada de perto por profissionais capacitados, em ambiente industrial esterilizado, semelhante à um laboratório farmacêutico, com rigoroso padrão de qualidade.

Responsabilidade Ambiental

O nome 'Arvensis' vem do latim e sua tradução é "do campo", "campestre". A responsabilidade ambiental é ponto de partida de todas as ações da empresa, desde a contratação de fornecedores até o desenvolvimento de cada produto. A Arvensis escolhe de maneira criteriosa os seus fornecedores, exigindo dos mesmos o licenciamento ambiental. Tem também o cuidado de trabalhar com produtos originários de áreas de preservação permanente, área protegida pelo Código Florestal, empresas que fazem coleta dos frutos seguindo o manejo florestal e com certificação florestal FSC. A Arvensis utiliza somente embalagens recicláveis em todos os seus produtos.


segunda-feira, 4 de outubro de 2010

França irá investir mais na agricultura orgânica nos próximos anos

A França está ávida para investir na agricultura orgânica e o ministro francês da Agricultura, Bruno Le Maire (foto) prometeu um gasto de 6 milhões de euros para o setor orgânico do país.
Participando de uma reunião do Grande Conselho da Agência de Orientação na quarta-feira (28 de Setembro), Le Maire anunciou uma meta de crescimento de 30% na conversão para agricultora orgânica superando o que foi alcançado em 2009.
Segundo o site just-food.com, no total, em 2010, mais de100 milhões de euros serão dedicados à produção orgânica, incluindo 10 milhões de Euros para conversões iniciada este ano. Le Maire disse que ele tinha identificado uma flexibilidade no orçamento para apoiar as conversões e permitir a cada projeto a ser concluído. Cerca de 10 milhões de euros ja foram dedicado à estruturação das cadeias de orgânicos desde 2008 na França.


Fonte: just-food.com

sábado, 2 de outubro de 2010

Cooperativa de orgânicos inicia atividades em Campo Grande

A chegada de 2011 vai trazer grandes mudanças para os produtores rurais de todo País. É que por determinação da lei, a partir do ano que vem nenhum produto poderá ser comercializado sob o rótulo de orgânico, natural ou agroecológico sem que esteja devidamente certificado. Atualmente, nenhum produtor rural de Mato Grosso do Sul possui ainda a certificação orgânica. No entanto, alguns grupos estão se organizando para buscar facilitar esse processo. É o caso do grupo de 60 produtores da região de Campo Grande, que fundaram nesta quinta-feira, 30, a Cooperativa dos Produtores Orgânicos da Agricultura Familiar de Campo Grande/MS (Organocoop).
O grupo integra o projeto PAIS (Produção Agroecológica Integrada e Sustentável) – que na Capital é desenvolvido pela parceria entre Sebrae/MS, Prefeitura Municipal, Fundação Banco do Brasil e Mapa – e vai receber, a partir de outubro um trabalho de consultorias para a certificação orgânica, por meio do Programa Sebrae de Consultoria (Sebraetec). O programa, voltado para o incentivo à inovação, vai custear 90% do valor da certificação. Além disso, também vai oferecer serviços de orientação para que o produtor rural se adéqüe a cada uma das exigências legais.
Quem assume a presidência da Organocoop é o produtor rural Osmar Schossler, que conta que durante o processo de formação da cooperativa teve que peneirar os membros para aceitar somente aqueles cuja produção se adequava aos critérios da certificação. Assim, com um grupo unido e coeso, ele propõe as primeiras ações: “Vamos reunir todo mundo e formar um plano de comercialização, separar o que cada um vai plantar e montar um escalonamento para que nós sempre tenhamos produto para fornecer”.
Outra das inovações propostas pela cooperativa será a instituição da “cesta domiciliar”. Schossler conta que essa já é uma prática presente em outras cidades do país, e que planeja iniciá-la na Capital. “A pessoa pode fazer seu pedido por telefone ou internet, e nós levamos a cesta de orgânicos diretamente na casa dela”, relata.O gerente de agronegócios do Sebrae/MS, Marcus Rodrigo de Faria, comenta que hoje o principal canal de comercialização para estes produtores é a venda direta, sendo que alguns poucos conseguiram acessar o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).
“Uma vez unidos, como cooperativa, eles terão maior quantidade de produto para fornecer. Isso vai possibilitar um maior poder de barganha”, relata. “É muito mais fácil para o poder público realizar a compra de alimentos para merenda escolar diretamente com um grupo do que individualmente. O mesmo acontece com supermercados e sacolões”, finaliza.



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