sexta-feira, 4 de março de 2011

Cosméticos: dá para aderir às causas ambientais sem estourar o orçamento

Em sua mais recente viagem ao Brasil, a supermodelo Gisele Bündchen lançou sua linha de cosméticos que é sustentável e vegan, ou seja, faz bem para a pele, ao mesmo tempo que não agride o meio ambiente e não é testada em animais. Nesta linha, especificamente, os produtos utilizados são os mais verdes possíveis, a fábrica utiliza luz solar e energia eólica e a embalagem é feita de tinta à base de soja.A causa é nobre e merece cada vez mais adeptos, mas antes de aderir é preciso evitar as compras por impulso, e fazer muita pesquisa para que esses produtos, além de não agredirem o meio ambiente, também não agridam seu bolso já que, muitos deles, são bens mais caros que os normais.O hidratante criado pela über model, por exemplo, vendido sob o nome de Sejaa, custa R$ 109, enquanto o mesmo produto de marcas conceituadas no País custa, em média, R$ 8.

Meio ambiente x orçamento

De acordo com a Associação Brasileira de Cosmetologia, esses produtos costumam mesmo ser mais caros porque nem sempre é possível encontrar matéria-prima com o mesmo preço, já que os ingredientes vegetais, principalmente se forem orgânicos, chegam a custar o dobro do preço.No entanto, não é preciso desfalcar o orçamento aderindo à causa. Algumas empresas que adotam os mesmos conceitos conseguem ter preços mais competitivos e que não diferem muito dos produtos não vegans e não sustentáveis.Por exemplo, a marca Surya Brasil – única no País a ter o selo Certified Vegan, da Vegan Action, produz cosméticos orgânicos, sem riscos e agressões ao ambiente nem à saúde. Para se ter uma ideia, a linha de loções hidratantes da marca pode ser encontrada por R$ 9,90 em lojas on-line.Já a Biotropic fabrica, entre outros produtos, o sabonete vegetal Baby, elaborado em base 100% vegetal e enriquecido com extrato natural de algodão e glicerina. O preço médio é de R$ 2,50.A suíça Weleda também é vegana e não possui nenhum aditivo sintético, conservantes, corantes ou matérias-primas derivadas de óleos minerais na linha Cleansing. O leite de limpeza facial (R$ 47,50) tem extrato de íris e hamamelis, óleo de gergelim e de jojoba, enquanto a loção tônica refinadora é enriquecida com extrato de hamamélis, rosa mosqueta e óleos essenciais. Os dois produtos levam o certificado Natrue Label, que valida produtos genuinamente naturais e orgânicos, da origem dos ingredientes ao processo de produção e finalização. A linha Oliva da L´Occitane, é um pouco mais cara, mas possui o selo da Ecocert, companhia francesa que exige um mínimo de 95% de ingredientes naturais ou de origem natural e mínimo de 10% do total dos ingredientes certificado como orgânico. Enquanto o creme de ducha orgânico custa R$ 55, o leite corporal orgânico custa R$ 85.Por fim, a Schraiber possui óleo para massagem por R$ 19, sabonete de chá verde e óleo de oliva por R$ 6,30 e gel de aloe vera e calêndula com ação calmante após a exposição ao sol por R$ 16.Vale lembrar que, enquanto pelo mundo há vários selos emitidos por organizações protetoras dos animais e do meio ambiente para identificar os produtos, no Brasil não há nenhum órgão que faça esse tipo de análise.


Fonte: http://economia.uol.com.br

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