quarta-feira, 30 de setembro de 2009

O setor orgânico britânico almeja o crescimento de 1 bilhão de libras em cinco anos


O setor orgânico Inglês almeja o crescimento de 1 bilhão de libras em cinco anos.O plano ambicioso para expandir o mercado orgânico em £1bn (50%) durante os próximos cinco anos foi anunciado pela associação comercial, Organic Trade Board. (OTB). Com o apoio de um grande número de companhias orgânicas, certificadores e varejistas, este projeto planeja aumentar as vendas do mercado orgânico de £2.1bn para £3.1bn em 2015 usando uma aproximação que inclua:
1. Melhor divulgação junto os consumidores sobre os benefícios dos orgânicos.
2. Aumentar a confiança do varejista no mercado orgânico.
3.Trabalho com os produtores independentes e mostrar ao público suas origens, opinião e procedência.
"A necessidade de encaminhar mensagem sobre os benefícios dos produtos orgânicos transversalmente aos consumidores é citado sempre como a barreira maior para o crescimento das vendas”,disse o Presidente da cooperativa de leite orgânico Huw Bowles, que preside a OTB. “Com esta iniciativa, nós temos a oportunidade de falar com uma só voz e de juntar em um plano para fazer crescer o mercado e espalhar os benefícios positivos da produção de orgânicos; Os detalhes de como o objetivo podem ser conseguidos foram apresentados às partes interessadas em uma reunião em Londres no dia 22 setembro. Seguindo esse evento, um plano final será preparada para a publicação mais tarde no final de 2009. Um número de empresas produtoras de orgânicos suportaram o projeto, incluindo Green & Blacks, OMSCO, Rachel's Yeo Valley and Organix.


terça-feira, 29 de setembro de 2009

Produtos orgânicos da Amazônia Ocidental são novidades na FIAM 2009

Açai orgânico
Produtos orgânicos dos Estados da Amazônia Ocidental serão apresentados em um estande exclusivo durante a quinta edição da Feira Internacional da Amazônia (FIAM 2009), que será realizada de 25 a 28 de novembro, em Manaus, no Studio 5 – Centro de Convenções. Esta é a primeira vez que a FIAM dedica um espaço para os orgânicos regionais. O Estande de Orgânicos atende à meta de fortalecimento da produção ao potencializar a divulgação dos benefícios nutricionais, ambientais e sociais dos alimentos orgânicos.
Segundo a coordenadora-geral de Desenvolvimento Regional da SUFRAMA, Eliany Gomes, a autarquia contribui, assim, para conscientizar a população sobre os importantes benefícios que são gerados pelo sistema de produção orgânica e possibilitar novos canais de comercialização para esses produtos.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Feira tem produtos orgânicos a R$ 1 em Mato Grosso do Sul

Pequenos produtores de alimentos orgânicos em Mato Grosso do Sul agora têm uma feira para negociar diretamente com o consumidor. As frutas, verduras e legumes vendidos na feira, que fica em Campo Grande, são produzidos sem uso de agrotóxicos. Alface, banana, couve e cenoura: tudo a R$ 1.São mais de cem famílias, atendidas por um projeto de geração de renda no campo, que têm a oportunidade de comercializar os produtos.
“O objetivo dessa agricultura familiar foi de subsistência, mas a produção foi tanta que chegou à cidade”, conta o secretário de Desenvolvimento Econômico de Campo Grande, Edil Albuquerque.Os feirantes se surpreenderam com a procura. “Estou muito satisfeita. Não imaginei que fosse tão ótimo assim. O movimento está muito bom”, comemora a agricultora Lucinéia Domingos.
Uma parceria entre os pequenos agricultores e o poder público reduziu os custos de produção. Além de ajuda financeira, eles ganham sementes, equipamentos e têm assistência técnica de graça.O fertilizante usado pelos agricultores é produzido na propriedade mesmo. É adubo de compostagem: uma mistura de esterco, folhas e outros materiais orgânicos que passam por um processo de fermentação, durante 90 dias.
A mão de obra da própria família contribui para reduzir os custos. Os agricultores Luiz Carlos Martins e Rosilene estão satisfeitos com os resultados, mas, no começo, foi uma escolha difícil. “Tínhamos desconfiança por causa das pragas, porque a gente não pode usar os produtos químicos, então a gente ficava com medo de plantar em grandes quantidades e ter problema o do ataque dos ‘bichinhos’”, disse o produtor.A feira será semanal. Os 125 agricultores cadastrados no projeto foram certificados como produtores orgânicos pela prefeitura, de acordo com as regras do Ministério da Agricultura.

Fonte: G1

domingo, 27 de setembro de 2009

Certificação da produção hortícola orgânica na Ucrânia


Agora o tema da produção hortícola orgânica na Ucrânia é muito relevante entre os representantes deste negócio. Os organizadores da sexta "Conferência Internacional Frutas e verduras da Ucrânia,2009,Mercado dos Prospectos"que acontecerá em dezembro, deram a esta edição uma consideração especial a produção de orgânicos. No primeiro dia de trabalho da conferência,01 de dezembro, Sergey Galashevskiy, diretor da companhia da certificação"Ltd. Organic standard" apresentará um relatório sobre a certificação da produção hortícola orgânica na Ukrania.
A " Ltd. organic Standard" é a primeira organização ucraniana de inspeção e certificação da produção orgânica que foi fundada em 2007 com a estrutura de um projeto suíço-ucraniano de Certificação e desenvolvimento de orgânicos e do mercado orgânico envolvendo cinco organizações ucranianas orientadas no desenvolvimento orgânico no país. À época a companhia deu um salto rendendo serviços de certificação e de inspeção às unidades econômicas durante todo o território da Ucrânia.

sábado, 26 de setembro de 2009

Conab lança projeto do PAA em Palhoça


Nesta segunda-feira (28), a Superintendência Regional da Conab em Santa Catarina reúne-se com representantes da Associação dos Agricultores Ecológicos da Serra Geral (Agreco) e de entidades assistenciais do município de Palhoça, para o lançamento de mais um contrato do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Com a assinatura do novo contrato, a Conab vai comprar de agricultores familiares mais de 100 toneladas de alimentos orgânicos. Os produtos serão doados a 22 entidades beneficentes no município. Nesta operação, a Conab pretende atender a cerca de 5 mil pessoas.
Os recursos para a compra dos alimentos, que incluem basicamente frutas, hortaliças e leguminosas, vêm do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). Segundo o superintendente regional da Conab no estado, Sione Lauro de Souza, o projeto foi formatado para atender exclusivamente as demandas das entidades sociais de Palhoça. “Estas instituições estavam com dificuldade para a obtenção regular de alimentos”, ressalta.

Fonte:Conab

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Comprar orgânicos nos E.U.A é melhor mesmo quando os tempos são difíceis


O alimento orgânico é agora o segmento de maior crescimento na agricultura dos E.U.A. Em 2007, o valor das vendas de varejo do alimento orgânico foi estimado em mais de $20 bilhões. De acordo com o instituto do mercado de alimento, mais da metade dos americanos compram hoje algum produto orgânico pelo menos uma vez por mês.
Esperasse o crescimento da indústria a uma taxa de 18% ao ano até 2010, fazendo das vendas de alimento orgânico um dos setores de maior crescimento na economia dos E.U.A. O corte no consumo dos produtos orgânicos não é uma opção para muitas pessoas que estão se esforçando para refazer a economia doméstica.

O cultivo orgânico oferece uma diferença

Só nos E.U.A, mais de um bilhão de libras de inseticidas são liberadas no meio ambiente em conseqüência das práticas não-orgânicas. Alguns destes são muito persistentes e permanece no meio ambiente por muito tempo após a aplicação. O teste extensivo de resíduo de inseticida elaborado pelo USDA encontrou nas frutas e verduras convencionalmente produzidas, três a quatro vezes mais inseticidas do que no produto orgânico, e estas contem oito a onze vezes mais resíduos múltiplos encontrados em amostras orgânicas.
Os métodos agriculturais convencionais podem causar a contaminação da água. Iniciando em 1995, uma rede de ONG’s, incluindo a Environmental Working Group, testou a água da torneira para herbicidas em Louisiana e em Maryland. Os resultados revelaram contaminação difundida de água da torneira com muitos inseticidas diferentes a níveis que apresentam riscos sérios para a saúde.
Em algumas cidades, os herbicidas na água da torneira excederam a padrões federais de saúde por semanas ou meses. A eliminação dos produtos químicos e nitrogênio que lixiviam no solo, pelo uso de métodos de cultivo orgânico, impediriam a contaminação, protegeriam e conservariam os recursos hídricos.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

O Paquistão irá cultivar produtos orgânicos para evitar os perigos do cultivo atualmente realizado


Percebendo os efeitos perigosos dos fertilizantes químicos, inseticidas e pulverização, o governo planeja iniciar o “programa nacional para a promoção do cultivo orgânico no Paquistão”, anunciaram hoje os jornais locais. O cultivo orgânico é um procedimento utilizado na agricultura que confia na rotação de colheita, na compostagem, no controle biológico das pragas, para manter a produtividade do solo. Igualmente excluem o uso de fertilizantes sintéticos e os inseticidas sintéticos, reguladores de crescimento de rebanhos animais, reguladores de crescimento de planta, aditivos e os organismos geneticamente modificados (GMOs).
Conseqüentemente, os sistemas de produção orgânica são baseados nos padrões específicos e precisos da produção, que visam conseguir um ecossistema agrário, social e ecologicamente sustentável. Além disso, “orgânico” é um termo que denota que os produtos foram produzidos de acordo com os padrões orgânicos durante todo o processo, do plantio ao mercado, e certificados por um corpo ou por uma autoridade devidamente constituída de certificação.

Fonte:http://www.dailytimes.com.pk

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

O alimento orgânico britânico precisa ser mais barato afirma o Organic Trade Board


O alimento orgânico na Grâ Bretanha é frequentemente caro em comparação com os produtos não-orgânicos e a diferença do preço deve diminuir se o setor esforçar-se e retornar ao crescimento forte, informou the Organic Trade Board . O pão orgânico custa quase um terço a mais do que não-orgânico, quando o diferencial para maçãs da gala era 69%. Após anos de crescimento o setor orgânico, que igualmente inclui produtos como roupas, teve uma queda o ano passado quando ocorreu uma diminuição econômica.
As vendas baixaram aproximadamente 10%,devido ainda ao crédito mais apertado e concorrência de alguns varejistas que empurram uns tipos mais baratos, que têm aplicado agora uma pressão sobre os produtores orgânicos, muitos destes são empresas pequenas, familiares. Finn Cottle diretor de negócios do setor orgânico britânico, disse que ”o setor deve se reconectar com os clientes que ficaram longe do setor orgânico para economizar. Nós sabemos que muitas pessoas são em favor dos orgânicos, nós apenas temos que nos certificar que eles compram nossos produtos“.
O comércio tem projetado para as vendas orgânicas em torno de 3 bilhões de libras ($4.9 bilhões)para 2015, um incremento nas vendas comparadas às 100 milhão de libras de 1994. Ed. Crammer analista de mercado, que analisa as vendas dos supermercados, disse que “quando muitas pessoas compraram produtos orgânicos, um número menor poderia corretamente ser denominado “compradores” de orgânicos.” 10% das pessoas que compram orgânico representam 57% do total que gastam… quando 14% daqueles que compram orgânicos por esclarecimento somam apenas 1%.”.O setor orgânico necessita buscar os 90% das pessoas que compram ocasionalmente orgânico”, adicionou.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Na itália,produtos orgânicos não se rendem a crise


A indústria orgânica italiana confirma estar em uma tendência contrária à situação geral da economia nacional, como revelou a pesquisa realizada pelo Centro de Pesquisas avançadas permanentes de consumo italiano. Uma porcentagem elevada de empreendedores deste setor são mulheres (25% do total), jovens (50% abaixo dos 50), têm um grau da instrução elevada (a metade dos produtores orgânicos italianos tem o segundo grau e 17% têm curso superior) e a propensão a novas tecnologias.
A larga disponibilidade de produtos orgânicos é notável também, nas aproximadamente 750 municipalidades italianas, as cantinas das escolas empregam o alimento orgânico para um total de um milhão de refeições por dia. O crescimento orgânico confirma prontamente os resultados de um exame conduzido pelo centro no consumo, que está sendo apresentado em detalhe na exposição de SANA na Bolonha e revela que a qualidade dos produtos está ligado cada vez mais a ética e à responsabilidade social.
De acordo com o diretor do Centro Giampaolo Fabris, 40% dos italianos está disposto pagar mais por um produto cuja produção respeite o meio ambiente. Além disso, 44% dos pesquisados afirmaram que durante o ano passado, a atenção aumentou sobre a sustentabilidade ambiental, porque os mais freqüentes compradores orgânicos são jovens com um de nível elevado da instrução.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

A Suécia aumentará ainda mais as exigências para a certificação orgânica


A Suécia aumentará ainda mais as exigências e as circunstâncias que os produtores devem cumprir para obter a certificação orgânica para seus produtos e serviços. O corpo de certificação sueco KRAV anunciou que as medidas serão executadas a partir de 2012 com novas exigências com respeito a fontes renováveis e de energia verdes que serão adicionadas gradualmente. A partir de 2012 aos agricultures será solicitado limitar o uso de produtos químicos em colheitas (uma exigência que é já realizada), e igualmente empregar energias renováveis ou verdes em seu meio de transporte (tratores, carros), a fim de minimizar o consumo de energia exigido para cada produto.
Além disso, a longo prazo os agricultores terão que começar um processo de reestruturação global do seus maquinários,e apartir de 2015 nas explorações agrícolas orgânicos será exigido trabalhar inteiramente empregando fontes de energia renováveis, como uma correia fotorreceptora por exemplo. o gerente da KRAV para regulamentos Johan Cejie, explica que "esta etapa adicional deve ser feita porque a mudança do clima exige ação imediata."Cejie está ciente que aumentar as exigências não receberá as boas-vindas por parte de alguns fazendeiros, "mas os consumidores suecos exijem cada vez mais para o trabalho sustentável nas explorações agrícolas e no transporte do produto."

domingo, 20 de setembro de 2009

O alimento orgânico chega na europa oriental


Quando o comunismo se desintegrou duas décadas atrás, os europeus orientais ficaram encantados em descobrir os fast foods que simbolizam o capitalismo. Mas hoje eles estão cada vez mais optando pelo alimento orgânico. "A tendência geral é que cada vez mais produtos orgânicos estejam sendo vendidos nos antigos países da União Soviética," disse Amarjit Sahota, chefe do departamento de pesquisa de uma empresa de consultoria de produtos orgânicos sediada em Londres.
O capital romeno considerou recentemente a abertura de lojas orgânicas nomeadas Biofood, ou Bio Revolution,na vizinha Hungria, os mercados orgânicos são realizados a nível nacional regularmente toda semana Na Polônia, há gôndolas de produtos orgânicos em quase todos os supermercados, e na Sófia capital búlgara, a loja especialista em produtos orgânica que abriu o ano passado, agora está estendendo suas atividades em um café vizinho.
Mesmo na Transilvania o arcebispo converteu-se ao alimento livre de pesticidas. “Enquanto os consumidores se tornam mais informado sobre a produção alimentar, procuram produtos de alta qualidade, " disse Sahota. Os jornais romenos, por exemplo, estão multiplicando matérias sobre agricultura orgânica e alimento saudável, como o Adevarul, o maior diário local,que criou uma página verde; dedicada aos tópicos ambientais e orgânicos. “Os Romenos eram fascinados pelo McDonalds e pela Coca-Cola após a queda do comunismo em 1989, mas hoje as pessoas pensam mais sobre sua saúde e estão começando lentamente a consumir produtos orgânicos” disse Mariano Cioceanu, presidente da ONG Bio Romania.
Mas o mercado da Europa oriental permanece pequeno comparado a Europa ocidental, como demonstrou o Organic Monitor showing 2007 que apresentou as vendas dos produtos orgânicos em 2007, neste relatório o mercado da bebida orgânica atingiu 60 milhões de euros (88 milhão dólares) na Europa oriental e na Europa Central, enquanto que na Europa ocidental este mercado atingiu 20 bilhões de euros.
Na România e na Bulgária, por exemplo, o alimento e bebidas orgânicas somam somente um por cento das vendas totais do alimento, de acordo com os ministérios da agricultura de ambos os países. Mas o crescimento é constante, com pouco impacto no setor em decorrência da crise econômica.

sábado, 19 de setembro de 2009

Na Itália a maçã é a fruta orgânica mais consumida


As maçãs orgânicas estão no coração dos Italianos. A maçã é um dos produtos orgânicos mais vendidos entre as frutas, com uma porcentagem de mais de 14% sobre o total. As laranjas, as peras, os pêssegos e as uvas seguem atrás, com as partes de mercado que variam de 8 a 5%, de acordo com a pesquisa divulgada pela confederação italiana de fazendeiros. Além disso, em 2008 o consumo de maçãs orgânicas cresceu 10% comparado a 2007. Na metade deste ano já houve um aumento de aproximadamente 3%.
O setor orgânico de fruta e verdura dá mostras de um crescimento muito grande no consumo. Em 2008 o aumento sobre o ano anterior era de 1.8% para vegetais e mais de 5% para frutas orgânicas. Uma tendência que continua durante a primeira metade de 2009 (+2.6% para vegetais e +7% para as frutas).
Nos primeiros seis meses de 2009 - como mostrado igualmente por Ismea/ACNielsen - o aumento maior nas vendas (As quais cresceram em +64.6% durante o mesmo período em 2009) foi registrado para as cerejas, que ultrapassaram as clementina (+21.1%), os Kiwis (+16.7%) e as morangos (+7.8%). Com respeito aos vegetais, os tomates ainda estão mantendo a porcentagem do consumo total com uma parte de 13.2%. Neste setor os aumentos maiores nas vendas foram registrados, pelas alcachofras (+12.8% no primeiro semestre de 2009), seguidas pelo espinafre (+10.4%) e pelas cenouras (+8.8%).

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Faculdades e Universidades dos E.U.A aumentam o interesse pela agricultura orgânica


Uma mudança radical nas faculdades de agronomia norte americana esta acontecendo, o interesse em promover a sustentabilidade está possibilitando o crescimento na instrução do cultivo orgânico. Na faculdade de Butte, uma exploração agrícola de 80 acres incluiu um pomar orgânico de meio acre com plantações de pêssegos, maçãs e um vinhedo orgânico de 6 acres.Os instrutores dizem estar vendo um interesse maior na agricultura orgânica entre os estudantes, e que na prática está levando uma variedade maior de jovens à agricultura orgânica.
Os estudantes têm o sentimento de estarem fazendo algo positivo e a popularidade da agricultura sustentável abriu novos mercados. O interesse de preservar o meio ambiente está conduzindo a um novo foco de sustentabilidade nas faculdades e em universidades através do país, que inclui um impulso em alguns programas da agricultura para produtos orgânicos.
Em uma pesquisa recente realizada pela Princeton Review dois terços dos estudantes das maiores faculdades norte americanas afirmaram que o compromisso ambiental seria um fator decisivo para o ingresso nesta faculdade. O instituto de Rodale na Pensilvânia constatou que mais de 80 escolas têm agora programas para trabalhar em sala de aula baseados na exploração agrícola, muitos dos quais são explorações agrícolas vegetais orgânicas.
O Ministério da Agricultura dos E.U.A têm uma base de dados das faculdades e universidades que oferecem oportunidades educacionais e de treinamento na agricultura sustentável.Os esforços na faculdade de Butte ganharam a sustentação da comunidade empresarial local.
“Quando as oportunidades econômicas do cultivo orgânico aumentar, a razão para fazê-lo é mais do que o econômico”, disse Michael Spinola, um estudante com idade de 34 anos de Redwood City,”não é apenas pelo o dinheiro que você planta produtos orgânicos, mas pela aproximação holística”acrescentou Michael.


quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Segundo estudo francês, orgânicos são mais nutritivos.


Um novo relatório da Agência Francesa para a Segurança dos Alimentos (AFSSA) concluiu que alimentos orgânicos são melhores para a saúde e contêm menos pesticidas e nitratos, que têm sido ligados a uma série de problemas de saúde incluindo diabetes e mal de Alzheimer. Andre Leu, Presidente da Federação Orgânica da Austrália, disse que a avaliação crítica, exaustiva e atualizada sobre a qualidade nutricional dos alimentos orgânicos indica que eles têm taxas mais elevadas de minerais e antioxidantes.
"O estudo da AFSSA foi publicado na revista científica Agronomy for Sustainable Development, uma publicação reconhecida cujos conteúdos são revisados por pares, o que assegura que ele apresenta padrões científicos rigorosos", disse Leu.
Os principais apontamentos do estudo da AFSSA são os seguintes:

1. Produtos de plantas orgânicas contêm mais matéria seca (maior densidade nutricional)

2. Têm níveis mais altos de minerais;

3. Contêm mais antioxidantes como os fenóis e o ácido salicílico (conhecido por proteger contra cânceres, doenças do coração e muitos outros problemas de saúde);

4. Há poucos resultados documentados sobre níveis de carboidratos, proteínas e vitaminas;

5. 94-100% dos alimentos orgânicos não contêm nenhum resíduo de agrotóxicos;

6. Vegetais orgânicos contêm muito menos nitratos, cerca de 50% menos (altos teores de nitrato estão ligados a uma série de problemas de saúde incluindo diabetes e mal de Alzheimer)

7. Cereais orgânicos contêm níveis similares de micotoxinas em relação aos convencionais.

Em 2001, a AFSSA estabeleceu um grupo de especialistas para desenvolver uma avaliação crítica e exaustiva da qualidade nutricional e sanitária dos alimentos orgânicos. A AFSAA diz que seu objetivo foi alcançar os mais altos padrões de qualidade científica em sua avaliação. Os artigos científicos selecionados para análise se referem a práticas agrícolas bem definidas e certificadas, e apresentaram as informações necessárias sobre desenho da metodologia, parâmetros de medidas válidos e amostragens e análises estatísticas válidas.
Depois de mais de dois anos de trabalho envolvendo cerca de 50 especialistas de todas as áreas específicas incluindo a agricultura orgânica, o consenso final do relatório foi publicado em língua francesa em 2003. O relatório publicado na revista científica, em inglês, é na verdade um resumo deste estudo, e outras partes relevantes têm sido publicadas desde 2003.
As conclusões deste estudo são diferentes das que foram recentemente apresentadas pela Agência de Qualidade de Alimentos do Reino Unido, que foi amplamente criticado por especialistas internacionais pelo uso de metodologia falha e conclusões que contradizem seus próprios dados .




Fonte:Publicado Food Magazine, 03/09/2009.
Reproduzido no Boletim da AS-PTA

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Paraná coloca orgânicos à disposição dos países do Mercosul


O secretário da Agricultura e do Abastecimento, Valter Bianchini, disse nesta quarta-feira (16) durante palestra no I Encomex-Mercosul, em Foz do Iguaçu, que uma das prioridades do Governo do Paraná é colocar a disposição dos demais países do bloco econômico toda a tecnologia adquirida ao longo dos anos na produção de produtos orgânicos. Segundo ele, a agricultura orgânica é encarada com muita seriedade pelo governo do Estado, que tem feito investimentos em pesquisa e na abertura de mercado, através principalmente da Feira do Produtor. “Nossa palestra girou em torno das linhas de crédito que o Paraná tem do Pronaf – Programa Nacional da Agricultura Familiar, para investir nas propriedades que produzem orgânicos, e do apoio que é dado à pesquisa do Iapar, do Centro Paranaense de Agroecologia e Emater.
Tudo isto está sendo colocado a disposição dos países do Mercosul”, reforçou. Bianchini revelou que o resultado deste apoio que o governo vem dando a agricultura orgânica fez do Paraná o segundo maior produtor do país, com cerca de 100 mil toneladas e mais de 5 mil produtores envolvidos. “Vale destacar ainda que temos um leque enorme de produtos, desde hortifrutigranjeiros até linhas como café, soja e derivados, onde há um interesse complementar no Mercosul”. Para o secretário, o Paraná tem interesse na importação de alguns produtos, como os derivados de oliva, que não são encontrados no Estado.
“Mas por outro lado, existe o interesse do Paraná em exportar seus principais produtos orgânicos. Portanto, acredito que o maior objetivo do Encomex é justamente incrementar o comércio entre os países produtores do bloco econômico. Agora, é preciso apresentar uma maior diversidade de produtos para os consumidores”. Além do secretário Valter Bianchini, as palestras sobre produtos orgânicos foram feitas por João José Passini, gestor do Projeto Regional de Agricultura Orgânica da Itaipu Binacional, e Ming Liu, gerente do Projeto Organics Brasil da Apex-Brasil.

Fonte:Agência de Notícias Estado do Paraná

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Prorrogada seleção de empreendimentos para BioFach Latina


O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) prorrogou, até o próximo dia 30, o prazo para empreendimentos ou redes de empreendimentos se inscreverem para participar da BioFach América Latina 2009.
A BioFach América Latina é uma feira de negócios voltados para o setor de orgânicos que oferece a oportunidade de expor e lançar novos produtos, promover degustações, agendar visitas, conhecer fornecedores e compradores de produtos orgânicos, prospectar e realizar negócios.
A seleção dos empreendimentos ou de rede de empreendimentos para a Biofach Latina será feita a partir de critérios como possuir produtos orgânicos certificados; ser um empreendimento comunitário da agricultura familiar formalizado; atuar ou ter condições de atuar em mercados nacional e internacional, entre outros.
Os interessados devem preencher o formulário com a proposta de participação localizado no endereço
http://comunidades.mda.gov.br/portal/saf/programas/agroindustrias/2597843. Depois, é necessário enviar os documentos para feiraseeventos@mda.gov.br.


segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Sítio do Moinho lança novo adoçante orgânico no Brasil


O Sitio do Moinho traz ao Brasil o Agave Naturel, um substituto do açúcar, 100% natural e orgânico. O AGAVE utilizado para a produção do Xarope de Agave como é conhecido para comercialização, é a variedade AGAVE AZUL (Agave Tequilana), uma espécie nativa do México.
Segundo a empresa, “o paladar é neutro, similar ao açúcar, não altera o sabor dos alimentos. Pode ser usado no dia a dia para adoçar cafés, chás, sucos, assim como sobremesas, waffles, pães, panquecas, bolos e muito mais. Com baixo índice glicêmico, o Agave é permitido para diabéticos* e contém apenas 2,89 calorias por grama. “ O agave possui alto conteúdo de frutose e é 1,2 vezes mais doce que o açúcar comum, a sacarose. É também rico em minerais como ferro, cálcio, potássio e magnésio.

domingo, 13 de setembro de 2009

Samambaia africana retira arsênico de solo contaminado


O termo fitoremediação (do grego phyton = planta) aplica-se à utilização de plantas com a finalidade de remover ou minimizar substâncias tóxicas do ambiente. Os recursos naturais vem sendo cada vez mais ameaçados, resultante de impactos advindos de atividades antrópicas. As substâncias geradas pelas atividades humanas incluem compostos orgânicos e inorgânicos como hidrocarbonetos, pesticidas e solventes, além de elementos-traço como Arsênio e Mercúrio.
A implantação da prática do que se convencionou chamar de "fitorremediação" surgiu há pelo menos uma década, no contexto da biotecnologia como método alternativo econômico e de menor impacto negativo ao meio. Nos EE.UU. estão sendo investidos mais de u$s 100 milhões em fitoremediação. No Brasil, pode-se dizer que a busca por metodologias alternativas tende a crescer, como decorrência de exigências sociais e órgãos ambientais como a "Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo - CETESB".
A escolha da estratégia depende da natureza química e propriedades do contaminante além da aptidão ecológica de cada espécie; existem plantas para todos os tipos de ambiente: Solo seco, pedregoso, brejoso, clima muito quente ou muito frio entre outros fatores. O plantio de vegetais remediadores pode ser efetuado de forma isolada ou em pequenos agrupamentos.
Como todos os métodos remediadores há, porém, algumas limitações quanto a sua aplicabilidade, cabendo-se ressaltar duas delas: A profundidade da área de tratamento que é determinada pelas partes inferiores da planta (raiz, rizoma), além da obtenção lenta de resultados, respeitando o ciclo de vida de cada espécie.
Uma espécie de samambaia é capaz de absorver arsênico - um metal altamente tóxico e cancerígeno, que contamina o solo e água, podendo até matar. Esta samambaia, cujo nome científico é Pteris vittata, é originária da África, mas ocorre no mundo todo, inclusive no Brasil. Ela é o que os cientistas chamam de "hiperacumulador" e concentra em sua folhagem até 126 vezes mais arsênico do que a quantidade encontrada no solo. Por essa razão, um grupo de pesquisadores de universidades estaduais da Flórida e da Geórgia, nos EUA, acredita que ela pode ser usada para limpar resíduos tóxicos no solo. Desta forma, essa samambaia funcionaria como um "bioremediador", ou seja, um organismo capaz de eliminar substâncias nocivas do ambiente.

sábado, 12 de setembro de 2009

Seminário de Agroecologia para flores e orgânicos começa dia 13 no ES


Pioneiro na produção orgânica e com forte tradição na produção agrícola diversificada, o município de Santa Maria de Jetibá (ES) vai sediar o Bio&Flores 2009 e Seminário Estadual de Agroecologia, do dia 13 a 20 de setembro. O evento tem foco na preservação e recuperação dos recursos naturais.
O município de Santa Maria de Jetibá - 4º maior produtor de orgânicos do país - será palco, entre esta quinta-feira (10) e domingo (13), de uma importante discussão sobre novos rumos para a agroecologia, com enfoque principal na sustentabilidade socioeconômica. O seminário vai reunir e integrar os envolvidos com o processo de organização, produção e comercialização da agricultura de base ecológica. Paralelamente, também acontece o Bio&Flores, mais focado no mercado, que vai divulgar os produtos orgânicos e as flores e colocar os consumidores em contato com os produtores para ampliar o mercado. O evento acontece no ginásio Hermann Roelke.
Mais de seis mil pessoas deverão participar dos quatro dias do evento, entre agricultores familiares, técnicos, consumidores, empresários do setor de comércio, estudantes. A programação conta com oficinas, debates, palestras, visitas a unidades produtivas e a estandes de feiras de produtos orgânicos, de flores e de tecnologias sustentáveis. O objetivo é promover a agroecologia, a produção do alimento saudável, a qualidade de vida e a preservação dos recursos naturais para todas as futuras gerações.
O coordenador do Programa de Agroecologia do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), órgão vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), Edegar Formentini, destaca um dos principais desafios para a agroecologia. A falta de informação do consumidor é, com certeza, um dos grandes desafios para a expansão do mercado de orgânicos. Muitas pessoas não percebem a diferença de qualidade entre o orgânico e o convencional. O processo de produção agroecológica respeita o meio ambiente e não apresenta contaminantes químicos, destaca.
O pesquisador do Incaper, Jacimar Luiz de Souza, vai ministrar uma palestra sobre a eficiência energética e o sequestro de carbono na agricultura orgânica. A palestra vai mostrar as possibilidades da utilização dessa agricultura para o mercado de crédito de carbono, já que a produção orgânica captura mais carbono no ar do que libera, enquanto a convencional, libera mais do que captura. Outra palestra de destaque será sobre os desafios socioambientais e as dificuldades da percepção humana, que vai mostrar através de resultados de pesquisas a importância da preservação do planeta para a própria preservação humana.
O evento Agroecologia e desafios para a sustentabilidade socioeconômica, que envolve o Bio&Flores e o Seminário Estadual de Agroecologia, é uma realização do Governo do Estado, por meio do Incaper e da Seag, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Espírito Santo (Fetaes), da Associação de Certificação de Produtos Rurais do Espírito Santo Chão Vivo; do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA); e da Prefeitura de Santa Maria de Jetibá.


sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Adesão aos orgânicos começa a crescer no Vale do São Francisco


A produção de orgânicos no Vale do São Francisco em Pernambuco ainda ocupa mísero 0,3%, dos 44,3 mil hectares onde a CODEVASF desenvolve oito projetos de irrigação, mesmo assim, há quem defenda a opção como uma das saídas para elevar a rentabilidade do produtor, ao mesmo tempo em que atuaria em um mercado onde hoje tem mais demanda do que oferta.São 169 hectares que possuem o selo de reconhecimento de produção orgânica. Mas a companhia está disposta a estimular o plantio e elevar a participação desse tipo de produção, hoje com mercado garantido e preço até 30% superior.
A Fiepe também se interessou pelo tema e está coordenando um grupo de empresários do Vale que amanhã segue para a Itália para participar da Feira de Sana voltada exclusivamente para produtos orgânicos. As ações da Fiepe são feitas em parceria com a União Europeia, dentro do Projeto de Apoio à Inserção Internacional de Pequenas e Médias Empresas Brasileiras. “Entre as culturas, a que demonstra ser uma boa opção é a banana. É uma das frutas mais consumidas no mundo. Várias empresas estão demandando, mas ainda não temos produção para atender”, explicou Valdecir Queiroz, especialista na área que vem atuando, em conjunto com a Fiepe e cerca de 30 produtores, como consultor.
A Codevasf fez uma pesquisa de campo junto ao produtor para saber o nível de conhecimento e o interesse em relação ao orgânico. “A sondagem mostrou o interesse dos empresários de reverterem 1.395 hectares para orgânico. Se 50% deles realmente revertessem para esse tipo de plantio, já teríamos produto suficiente para formar uma feira”, exemplificou o engenheiro agrônomo da Codevasf Osnan Soares Ferreira. Segundo ele, no Brasil existe um total de 800 mil hectares de orgânico. No mundo, a demanda pelo consumo vem crescendo a uma média de 30% ao ano.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Estado do Pará exporta cacau orgânico para a Europa

O mercado europeu vai receber a segunda remessa de cacau orgânico produzido no Pará, na região da Transamazônica. As 24 toneladas de amêndoas já estão no porto de Belém e serão embarcadas até o dia 14 com destino à Áustria. A indústria Zooter importa o cacau orgânico paraense para fabricação de chocolates finos comercializados no mercado mundial. A primeira remessa, de 48 toneladas, foi exportada em outubro do ano passado. O produto orgânico é uma exigência do mercado internacional por ser cultivado sem o uso de agrotóxicos, não agride o meio ambiente e por isso mais saudável e de qualidade superior. A região da Transamazônica é referência na produção de cacau orgânico, já tendo os certificados do Instituto do Mercado Orgânico e do Mercado Justo que garantem a comercialização para o mercado exterior. A comercialização do cacau para a Áustria é feita diretamente pela Cooperativa de Produtores Orgânicos da Amazônia, com sede no município de Medicilândia. Isso significa um avanço na organização dos produtores da região, o que facilita a conquista de novos mercados. A Coopoam faz parte do Projeto de Produção Orgânica da Transamazônica, do qual fazem parte outras cinco cooperativas de agricultores que produzem 500 toneladas de cacau. O cacau é o primeiro produto comercializado pelo projeto, mas já existe produção orgânica de cupuaçu, pimenta, açaí e café, também certificados e em processo de organização da cadeia produtiva.
Para atender as seis cooperativas do Projeto de Produção Orgânica, será instalado até o final deste ano em Altamira, o Centro de Referência do Orgânico. A realização é da Secretaria Estadual de Agricultura, em parceria com a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacueira (Ceplac), Ministério da Agricultura, Fundação Viver, Produzir e Preservar. À Sagri caberá o fomento da infraestrutura, transporte e melhoria do processamento do cacau orgânico. O centro será responsável pelo armazenamento, embalagem e classificação de toda a produção orgânica da região.


Fonte:Governo do Pará

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Petrópolis: Berço da Agricultura orgânica

Em um mundo ameaçado cada vez mais pelas mudanças climáticas, aquecimento global, redução das fontes de água potável e outros desequilíbrios ambientais, aumenta o interesse e a procura por tecnologias mais limpas e alternativas de vida mais saudáveis. Neste cenário destaca-se a agricultura orgânica que cultiva os alimentos de forma natural, sem a utilização de agrotóxicos, adubos químicos, hormônios, e antibióticos, contribuindo para preservação do meio ambiente, da soberania e segurança alimentar dos produtores e consumidores, bem como abre caminho para formas mais justas de produção e comercialização, tais como o comércio justo (fair trade). Em todo o mundo, os orgânicos movimentam mais de US$ 26 bilhões ao ano.No Brasil os negócios do setor já atingem a ordem de US$ 100 milhões. É um mercado que não para de crescer. Os europeus são os maiores consumidores, mas a demanda por alimentos orgânicos nos Estados Unidos, hoje, já supera a oferta. E no Brasil, segundo o Ministério da Agricultura, o mercado de orgânicos cresce cerca de 50% ao ano, impulsionado pela busca dos consumidores por qualidade de vida. O Brasil já produz uma ampla gama de produtos orgânicos, desde hortaliças a grãos como a soja, milho e café, e frutas exóticas como mamão, banana, manga e inúmeras nativas da Amazônia. Além disso, tem aumentado também a produção de origem animal como carne bovina, queijos, ovos e leite, já disponíveis no mercado.
No entanto apenas 3% do território brasileiro está voltado para a produção de orgânicos, muito pouco quando comparado com a Áustria, que tem cerca de 20% de seu território ocupado com agricultura orgânica. A região Serrana, responsável pela produção de 70% das verduras, frutas e legumes do estado do Rio de Janeiro, é precursora do movimento dos orgânicos no estado e no país. Foi em Petrópolis, há 25 anos, que se iniciou o movimento em prol da agricultura orgânica e do desenvolvimento Sustentável, cujas premissas estão contidas na Carta de Petrópolis, elaborada em 1984, que sintetizou o pensamento de cerca de 1800 pessoas sobre o tema. A região de Brejal, em Petrópolis, foi uma das primeiras a implantar a agricultura orgânica no estado. Hoje cerca de 40 agricultores produzem e comercializam para os melhores restaurantes da região e da cidade do Rio de Janeiro.
É em Brejal que Claude Troisgros, conhecido chef francês, busca os produtos consumidos em seus restaurantes. Entusiasta da agricultura orgânica, passou de cliente a investidor. O aumento na produção vai gerar novos postos de trabalho e aumentar a renda dos produtores da região. No entanto, para que a agricultura orgânica possa, de fato, fortalecer segmentos como o da agricultura familiar, é preciso que se crie sistemas de garantia que assegure ao produtor condições para criação de um sistema produtivo mais justo e, ao consumidor, garantias de qualidade e origem do produto orgânico ofertado. Para que o agricultor aumente o valor agregado de seus produtos e tenha credibilidade no mercado, ele necessita de certificação que, geralmente, resulta em aumento dos custos da produção. Esse sobrecusto e as exigências das certificadoras, em alguns casos, chegam a inviabilizar as iniciativas de pequenos agricultores.


Fonte:(Geise Mascarenhas)Rede Jiló Press

terça-feira, 8 de setembro de 2009

O poder da produção orgânica

A produção orgânica no estado do Paraná cresceu mais de 2.456 % nas ultimas 11 safras, passando de 4.365 nos anos de 96 e 97 para 107.230 toneladas entre 2006 e 2007. Na mesma medida cresceu o número de produtores orgânicos que em igual período passou de 450 para 5.300.
Está em franca expansão o potencial deste sistema produtivo, desenvolvido exclusivamente pela agricultura familiar, que tem nos grandes centros os principais mercados consumidores. É um crescimento pode ser alavancado ainda mais com o investimento na vocação regional. Só a Região Metropolitana de Curitiba concentra 20% da produção de hortaliças e o Estado tem potencial para expandir este modelo produtivo para as demais regiões.
No Paraná as principais culturas exploradas são a soja cujo volume total produzido foi de 7.592 toneladas, sendo quase sua totalidade exportada para a Europa, Ásia e Estados Unidos. O açúcar mascavo também é um produto orgânico de grande importância, sendo 50% exportado para a Europa. As hortaliças e frutas orgânicas ultrapassam a 23.500 toneladas, sendo estas para consumo interno. Outras culturas em destaque são o milho, o feijão, café, plantas medicinais, arroz, mandioca e trigo. Quanto a produção animal orgânica, ainda é muito pequena, porém já temos o leite orgânico, suínos e aves e está sendo desencadeado no Oeste do Paraná um projeto de piscicultura orgânica. O mel orgânico ultrapassou a 15.000 toneladas. Outro destaque é para a cachaça orgânica com produção de 6.633 litros na safra 2.004 /05, a qual está sendo exportada e com grande aceitação no exterior.
É fato que os produtos orgânicos têm um mercado coordenado e posicionado pelo surgimento de um novo perfil de consumidores com exigências de compra e a preocupação com a saúde e com a preservação do meio ambiente. O produto orgânico valoriza as iniciativas de rastreabilidade e certificação de produtos.
Segundo a Internacional Federation of Organic Agriculture and Movements (IFOAM) o segmento de orgânicos movimenta em negócios no mundo cerca de US$ 40 Bilhões por ano. O Brasil é o sexto produtor mundial, atrás da Austrália, China, Argentina, Itália e EUA. O mercado brasileiro responde por um movimento anual de cerca de US$ 250 milhões, ou seja 0,63% do volume mundial. Deste montante somente 20% corresponde a produto que sofre uma agregação de valor através da verticalização ou processamento agroindustrial, o restante é matéria prima ou produto “in natura”.
A produção nacional de orgânicos cresce e já demonstra ter atingido economia de mercado, principalmente produtos agroindustrializados e outros próximos a grandes centros consumidores no caso de produtos frescos principalmente hortaliças.
O Paraná tem força produtiva e todas as condições para liderar a expansão da produção de orgânicos no Brasil. Temos a agricultura organizada, tecnologia e força de trabalho para crescer ainda mais. O caminho para que sejamos ainda mais competitivos está no suporte à agricultura familiar, na diversificação da produção, na logística de distribuição e na abertura de novos mercados.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Leite orgânico traz mais benefícios a fermentados


O leite produzido no sistema orgânico tem potencial para servir de matéria-prima para leites fermentados probióticos, como aponta uma pesquisa realizada na Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP. Além de manter os benefícios para a saúde do produto feito com leite comum, o leite fermentado orgânico tem maior teor de ácido linoleico conjugado, substância que pode ajudar no reforço das defesas do organismo. No trabalho, a farmacêutica bioquímica Ana Carolina Florence utilizou cepas de bifidobactérias para produzir leite fermentado a partir do leite orgânico pasteurizado e compará-lo ao produto feito com leite convencional.
“O objetivo era saber se a matéria-prima orgânica agregava valor a um produto probiótico cuja funcionalidade já é conhecida”, ressalta . “O principal benefício do leite fermentado, apontado em pesquisas, é a manutenção do equilíbrio da microbiota intestinal”. As matérias-primas passaram por análises da composição química (proteínas, gorduras, sólidos, minerais e perfil lipídico) e perfil cinético, relativo ao processo de fermentação. Nos leites fermentados foi feita a contagem microbiológica de probióticos e a análise de textura, além do perfil lipídico.
Os dois produtos apresentaram a mesma composição química, mas o leite fermentado com matéria-prima orgânica possui um perfil lipídico diferenciado. “O leite orgânico apresenta menor teor de ácidos graxos saturados e maiores teores de ácidos graxos poliinsaturados e monoinsaturados, considerados benéficos para a saúde”, conta a pesquisadora. “O produto final com leite orgânico registra aumento de 55% no ácido linoleico conjugado, ácido graxo com características anticarcinogênicas e antiaterogênicas, associado a prevenção de doenças, como o câncer”. Textura A análise instrumental realizada durante o estudo revelou que o produto elaborado com leite orgânico possui uma textura quatro vezes menor que o convencional.
“A diferença se deve ao fato de o leite comum passar por um processo de homogeinização”, aponta Ana Carolina. “O leite orgânico tem bom potencial para uso em leites fermentados probióticos, mas serão necessários maiores recursos tecnológicos para resolver a questão da textura”. De acordo com a pesquisadora, o leite orgânico possui características nutricionais elevadas, principalmente devido a condição de manejo dos animais utilizados na produção.
“O gado leiteiro não é confinado e recebe somente alimentação orgânica, em especial material fresco verde, como grama, e frutas”, explica. “Os animais também não recebem nenhum tipo de insumo artificial e de antibióticos”. Os produtos orgânicos devem ser certificados por agências e órgãos reguladores vinculados a International Federation of Organic Agriculture Movements (IFOAM), entidade internacional do setor. “A produção orgânica também favorece a agricultura e pecuária familiar, fixando o trabalhador rural à terra”, acrescenta Ana Carolina.
A pesquisa com o leite orgânico é descrita na dissertação de mestrado da farmacêutica bioquímica, orientada pela professora Maricê Nogueira de Oliveira, da FCF. Os estudos terão continuidade no programa de Doutorado, em co-tutela com o AgroParisTech (França). Mais

Fonte: Agência USP /e-campo.com.br

domingo, 6 de setembro de 2009

Compostagem é a melhor solução para lixo orgânico residencial


Em se tratando de reciclagem, muitos de nós sabemos que destino dar a embalagens como latas, plásticos, vidros e papéis. Após separarados, os mesmos são coletados pelo sistema de coleta seletiva da Comlurb (nos bairros que contam com o serviço) ou mesmo podem ser levados a postos de recebimento de produtos recicláveis espalhados pela cidade, como os encontrados em alguns supermercados da rede Extra e Pão de Açucar.
Mas o que fazer com os resíduos orgânicos, como restos de comida e cascas de frutas e verduras, que quase sempre vão parar na lixeira comum ? A maneira mais interessante de se utilizar resíduos orgânicos é por meio da compostagem. A compostagem é um processo natural de decomposição de materiais orgânicos pela ação de microorganismos, cujo produto final é o "húmus", um adubo natural de ótima qualidade para plantas. A técnica pode ser feita com o uso de uma caixa apropriada, mesmo dentro de ambientes pequenos, como apartamentos, e é defendida por ambientalistas.
A fim de disseminar a utilização da compostagem entre os cidadãos e, ao mesmo tempo, desmitificar a idéia de que é necessária uma área grande para colocar o processo em prática, a Recicloteca; um centro de informação sobre meio ambiente e reciclagem; produziu um vídeo para ensinar como fazer um composto dentro de um apartamento. De acordo com a consultora ambiental Tais Queiroz, que trabalha na Recicloteca, a compostagem é a solução ideal quando as cascas de frutas e verduras estão muito machucadas ou estragadas a ponto de não mais serem aproveitadas. "É muito fácil criar uma caixa composteira.
Com uma caixa organizadora, alguns potes de sorvete, borras de café e restos de alimentos é possível criar um composto que, num período de dois meses, vai se transformar em um ótimo adubo para plantas de vasos ou de jardim.", explica a consultora. Para Tais, o principal motivo de muitas pessoas não realizarem a compostagem é a falta de conhecimento sobre a praticidade do processo. Ela diz que muitas pessoas têm a idéia equivocada de que a caixa poderia causar mal cheiro ou atrair de insetos ou ratos. "Não dá cheiro ruim. A borra de café ajuda a evitar o cheiro. Nos primeiros dias, aparecem uns mosquitinhos, que são aqueles que normalmente dão em frutas que estão ficando estragadas, mas, depois de alguns dias, passa.
Até porque a caixa fica fechada, com apenas alguns furos para que o composto possa respirar.", garante. Já a consultora socioambiental Pólita Gonçalves enfatiza os benefícios que a separação adequada do lixo e o uso das composteiras trazem para o Poder Público e para os próprios cidadãos. "Quando a pessoa diminui os materiais tóxicos dos aterros sanitários, ela otimiza a gestão dos resíduos da cidade, com o prolongamento da vida útil desses aterros e com a redução dos gastos públicos. É importante lembrar que somos nós que pagamos por essa gestão", afirmou Pólita. Para construir uma composteira em casa não é preciso muito espaço.
De acordo com especialistas, uma pequena caixa de composto pode ser montada num espaço inferior a um metro quadrado. O composto também não precisa de sol, bastando uma área de sombra que seja arejada. Qualquer resto de frutas ou verduras pode ser utilizado. No caso de comida comum, as exceções ficam por conta de resíduos de origem animal, bem como os que contenham açúcar, sal ou óleo de cozinha.

Veja no video como fazer compostagem em apartamento:

video

Fonte:Recicloteca

sábado, 5 de setembro de 2009

Como fazer uma horta orgânica em casa

Você tem um cantinho no quintal ou na varanda do apartamento que pega sol pelo menos algumas horas do dia? Então a boa notícia é que você pode cultivar seus alimentos de forma orgânica, na sua casa mesmo.Se você tiver espaço para fazer um canteiro no jardim ou no quintal, ótimo! Se não tiver, não se desespere: dá para cultivar em vasos e jardineiras também!

Atenção para as dicas:
Para cultivar hortaliças em vasos ou jardineiras:

Passo 1: Encha um terço do vaso ou jardineira com pedriscos ou argila expandida para facilitar a drenagem. Lembre-se que os vasos devem ter furos para drenagem no fundo.
Passo 2: Coloque no vaso a seguinte mistura: 2 partes de terra comum, 1 parte de composto orgânico e 1 parte de húmus, enchendo quase até a borda do vaso.
Passo 3: Espalhe um pouco de areia.

Como plantar:

Para mudas de temperos (salsa, cebolinha, manjerona), posicioná-las de maneira intercalada, em forma de triângulo. Para hortaliças é possível usar mudas também ou plantar a partir de sementes, neste caso, siga as instruções da embalagem. Quando usar mudas, lembre-se de fincar estacas para auxiliar o crescimento vertical, especialmente no caso dos tomates.
O composto orgânico deve ser feito com esterco curtido de animais (para evitar cheiro e insetos) e restos de vegetais (cascas de legumes e frutas, pequenos galhos, folhas ou grama cortada). Se não tiver como fazer o composto em casa, é possível adquirir pronto, em lojas de produtos agropecuários.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Planta capaz de viver em locais contaminados mostra caminho para recuperar solos


A concentração excessiva de metais no solo representa riscos para a saúde humana, animal e vegetal, e também para o ambiente em geral. A contaminação do solo com metais tóxicos geralmente é resultado de atividades humanas, especialmente aquelas relacionadas à mineração, emissões industriais, descarte ou vazamento de resíduos industriais, uso de adubos, fertilizantes e pesticidas, etc. Em razão do potencial tóxico e alta persistência dos metais, solos poluídos com estes elementos são um problema ambiental que requer uma solução efetiva.
Uma das tecnologias que estão sendo aplicadas para buscar a solução deste problema é a fitoextração. A fitoextração é uma tecnologia emergente para despoluição de solos contaminados por metais pesados que usa plantas para transferir metais do solo para a parte aérea, a qual pode ser removida da área poluída. O principal objetivo da fitoextração é reduzir a concentração de metais em solos contaminados dentro de um período de tempo razoável. O processo de extração depende da capacidade que as plantas selecionadas têm de crescer e acumular metais sob condições específicas de clima e solo do local que está sendo tratado.
Duas técnicas têm sido normalmente usadas: o uso de plantas com natural e excepcional capacidade de acumular metais (chamadas "hyperaccumulators" ou hiperacumuladoras) e a utilização de plantas que produzem grande volume de biomassa tais como milho, arroz, cevada e aveia, por exemplo. Uma espécie de planta indiana apresenta uma capacidade quimicamente elevada de fitoextração. Trata-se da Arabidopsis halleri, uma planta herbácea capaz de crescer em terrenos contaminados com metais pesados e que está ajudando cientistas a entenderem como recuperar este tipo de solo, segundo estudo publicado em abril de 2008 pela revista britânica "Nature".
As pesquisas genéticas realizadas pela Universidade alemã de Heidelberg têm como finalidade destrinchar os mistérios da Arabidopsis halleri, uma das poucas plantas adaptadas a terrenos contaminados. A Arabidopsis halleri é uma herbácea pouco comum da família Brassicacea que extrai do solo as substâncias tóxicas e, por meio de um sistema de bombeamento, as envia das raízes para as folhas, onde se concentram para defender a planta de insetos e de agentes patogênicos.
Os cientistas alemães descobriram que esta planta tem três cópias do gene HMA4, quando a compararam com outra espécie do gênero, a Arabidopsis thaliana, que só tem uma cópia e que não consegue sobreviver em locais contaminados com metais pesados, diz o estudo.
Quando este gene foi transplantado para a Arabidopsis thaliana, ela se tornou mais resistente aos metais pesados, mas não o suficiente. A autora principal do estudo, Ute Kraemer, explicou que há outros genes envolvidos no processo que ainda não foram totalmente identificados. No entanto, o efeito de acumulação e tolerância aos metais é muito amplo no HMA4, o que é animador, pois o número de genes adicionais necessários para ter uma planta destas características é baixo (entre um e dez), acrescentou.
A pesquisadora alemã disse, que, por causa da pouca biomassa da Arabidopsis halleri, seria inviável economicamente para limpar os terrenos contaminados com esta planta, já que em teoria seriam necessários aproximadamente cem anos para regenerar um solo moderadamente contaminado. A solução é aumentar a produção de biomassa nesta variedade ou potencializar geneticamente outras plantas mais frondosas da mesma família da Brassica juncea (planta da mostarda) para que sobrevivam nestes terrenos inóspitos e se comportem como a Arabidopsis halleri. Os terrenos contaminados com metais pesados existem em grande quantidade no mundo e estão se transformando em um grave problema na Europa, sobretudo na Europa Oriental, na China e na Índia.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Embrapa Hortaliças apresenta tecnologias de produção orgânica de tomate

O tomate é uma das hortaliças mais exigentes e suscetíveis a doenças. Por isso, obter sucesso na sua produção é um desafio, sobretudo em sistema orgânico. Mas um conjunto de tecnologias adaptadas e desenvolvidas pela Embrapa Hortaliças (Brasília-DF) pode ajudar o agricultor orgânico a melhorar a qualidade e ampliar sua safra. Foi isso que mais de 150 produtores e técnicos da extensão rural conheceram no último dia 27, durante um dia de campo realizado pela Embrapa Hortaliças, em parceria com a Emater-DF e o Sindicato dos Produtores Orgânicos do DF (Sindorgânicos). “As tecnologias mostradas no evento são a base para o desenvolvimento de um sistema de produção orgânica mais adequado para tomate”, explica o pesquisador Francisco Vilela Resende, coordenador do programa de agricultura orgânica da Unidade.No evento, foram demonstradas informações sobre cultivares avaliadas em sistema orgânico, formas de condução da lavoura, adubação do solo, irrigação e manejo de pragas e doenças. Francisco Resende aponta a carência de materiais desenvolvidos para sistema orgânico como um dos principais entraves para esse tipo de produção. “As cultivares disponíveis no mercado foram desenvolvidas para responder a um pacote tecnológico que inclui adubos químicos e agrotóxicos. Quando isso é retirado, a planta não tem a mesma resposta”, afirma.
Para ele, o problema só será sanado com ampliação da oferta de materiais específicos para a produção orgânica. Na estação sobre adubação do solo, a pesquisadora Ronessa Bartolomeu de Souza apresentou a tecnologia de utilização de fibra de coco verde para produção de substrato para mudas. A pesquisadora também mostrou diferentes estratégias para garantir a nutrição do tomateiro, como produção de composto orgânico, Bokashi e biofertilizantes. “Esses três adubos podem ser feitos com materiais que o produtor encontra em sua propriedade e a utilização de todos eles é muito importante para garantir a nutrição adequada do tomateiro.


Fonte:Embrapa Hortaliças

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

São Paulo pode banir princípios ativos de agrotóxicos


No último dia 31 de agosto foi apresentado na Assembleia Legislativa um Projeto de Lei que determina o banimento de 14 princípios ativos utilizados na formulação de mais de 200 agrotóxicos. Formam a lista abamectina, acefato, carbofurano, cihexatina, edossulfam, forato, fosmete, glifosato, lactofem, metamidofós, paraquate, parationa metílica, tiram e triclorfom. Pela proposta do deputado estadual Simão Pedro, a proibição passa a valer a partir do dia 1º de janeiro de 2010 para todo o Estado de São Paulo. Entre os principais malefícios causados pelos pesticidas que integram a relação estão câncer, mutações e problemas no sistema nervoso. A maioria dos ingredientes está proibida nos Estados Unidos, Japão, Canadá e em países que formam a comunidade europeia.
Até mesmo a China, que frequentemente é alvo de denúncias de abuso contra o meio ambiente, já não utiliza alguns desses princípios ativos. O projeto de lei obriga ainda as unidades de saúde das redes pública e privada a notificar todos os casos de doenças e óbitos decorrentes da exposição a qualquer tipo de agrotóxico. Hoje, as ocorrências são subnotificadas. Um levamentamento do Sinitox (Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas), da Fundação Oswaldo Cruz, no entanto, dá a noção da gravidade do problema. Em 2007, último período analisado, foram registradas mais de 5,3 mil casos de intoxicação e 162 mortes causadas por agrotóxicos.
Pela proposta que entra em análise na Assembleia Legislativa, quem infringir as novas regras está sujeito às penalidades previstas no Código Sanitário do Estado de São Paulo, que vão da advertência ao cancelamento da licença de funcionamento da empresa e, em casos extremos, intervenção. As multas podem chegar a 10 mil Ufesps (Unidade Fiscal do Estado de São Paulo), o equivalente a mais de R$ 150 mil. O Brasil é hoje o país que mais consome agrotóxicos no mundo. Segundo dados do Sindag (Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Defesa Agrícola), em 2008, foram 733,9 milhões de toneladas. Um mercado que movimentou US$ 7,1 bilhões. No mesmo período, os Estados Unidos, maior produtor de alimentos do mundo, atingiu a marca de 646 toneladas de agrotóxicos.
Um estudo realizado em 2008 pelo Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), com 17 tipos de alimentos, verificou que 15% das 1,7 mil amostras analisadas continham resíduos de pesticidas acima dos níveis permitidos pela lei. “Estamos gastando e pagando em dólar por produtos que fazem mal para a saúde das pessoas e que estão proibidos na maioria dos países do mundo”, afirma Simão Pedro. O deputado é coordenador da Frente Parlamentar pela Segurança Alimentar e Nutricional da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo e membro da Frente Parlamentar Latino Americana Contra a Fome da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação).

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Inseticidas Biológicos

Os inseticidas Bt-horus e Ponto.Final. foram desenvolvidos a partir da bactéria Bacillus thuringiensis (Bt), cientificamente chamada de entomopatogênica, o que na linguagem comum significa que é específica para controlar os insetos-alvo sendo, portanto, completamente inofensiva à saúde humana, de animais, a outros insetos benéficos e ao meio ambiente. Os produtos são comprovadamente eficazes no controle do mosquito da dengue e de lagartas que atacam culturas agrícolas, como a lagarta do cartucho do milho (Spodoptera frugiperda); da soja (Anticarsia gemmatalis) e das hortaliças, ou traça das crucíferas (Plutella xylostella), respectivamente. Ambos foram produzidos a partir de variedades da bactéria Bt que compõem o Banco de Bacilos Entomopatogênicos da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia. O Banco conta hoje com mais de 2.300 estirpes de bactérias benéficas usadas como agentes de controle biológico.
Essas bactérias ocorrem naturalmente no solo e produzem uma proteína, que age no intestino das larvas dos insetos. Os esporos da bactéria penetram no corpo, germinam e matam as larvas por infecção generalizada. Os cientistas da Embrapa coletam essas bactérias, estudam e selecionam as mais eficientes contra os insetos-praga. No caso do Ponto.Final., o produto apresenta ainda mais uma vantagem, como explica a pesquisadora da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Rose Monnerat: a certificação para uso em agricultura orgânica.


Fonte:Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
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