sexta-feira, 24 de abril de 2015

Nos EUA venda de orgânicos aumenta 11%

De acordo com a Organização de Comércio de Orgânicos (OTA, na sigla em inglês), o segmento faturou US$ 39,1 bilhões no país em 2014, 11,3% mais que no ano anterior. Apenas a receita com a venda de produtos orgânicos alimentares totalizou US$ 35,9 bilhões, valor 11% maior que o do ano anterior. As frutas e vegetais, os orgânicos mais vendidos nos EUA, renderam US$ 13 bilhões, alta de 12%. Por sua vez, as vendas de orgânicos não alimentares tiveram o maior salto dos últimos seis anos e garantiram uma renda de US$ 3,2 bilhões, um avanço de 14%.
O crescimento do segmento já se reflete no aumento da presença desses produtos nos lares americanos. No sul do país, os produtos orgânicos estão entre 68% a 80% das casas. Já no Estado de Nova Inglaterra, quase 90% das casas possuem produtos sem agrotóxicos. O apetite do consumidor fez com que, no ano passado, as importações americanas de orgânicos alcançassem US$ 1,3 bilhão.
Segundo a OTA, há um interesse tanto por alimentos que não são produzidos no país, como café, banana e manga, como por grãos que são cultivados no país, mas que não são produzidos sem agrotóxicos. Um exemplo é a soja orgânica, que é o segundo principal produto livre de agrotóxicos importado pelos Estados Unidos. Os resultados têm atraído produtores rurais que estavam à margem do mercado de orgânicos. No ano passado, o número de operações certificadas nos Estados Unidos cresceu 5% e alcançou 19.474, de acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).



Fonte: http://www.midianews.com.br/

terça-feira, 21 de abril de 2015

Confira quem pode certificar produtos orgânicos no Brasil

São três os tipos de instituições que atuam auditando produtores rurais que querem a certificação oficial de conformidade orgânica. Conheça como elas funcionam:
Certificação por auditoria: Pode ser uma empresa pública ou privada que faz esse tipo de análise para conceder o selo SisOrg, o oficial brasileiro. Ela deve ser credenciada no Ministério da Agricultura e obedecer critérios internacionais de reconhecimento orgânico e atuar de acordo com os requisitos técnicos estabelecidos pela legislação do país. Atualmente, existem oito instituições que seguem esse modelo. O serviço prestado por elas pode chegar a R$ 15 mil por ano.
Sistema participativo de garantia: Produtores, consumidores e técnicos podem formam um coletivo que se cadastra no ministério para formar o chamado Organismo Participativo de Avaliação da Conformidade e atuar legalmente na emissão do SisOrg. Os grupos podem cobrar mensalidades dos associados e fazem auditorias gratuitas.
Controle Social na Venda Direta: Todo agricultor familiar pode se credenciar junto a uma organização de controle social cadastrado em um instituição oficial de fiscalização e, assim, obter a declaração para fazer a venda direta ao consumidor. Nesse caso, ele não recebe o selo para vender em supermercados e outros estabelecimentos, mas pode vender produtos in natura diretamente aos clientes, seja em feiras ou porta a porta.

Apenas empresas auditoras e grupos do sistema participativo autorizados pelo ministério podem fazer as visitas para análise do processo orgânico e conceder a emissão do único selo oficial brasileiro. Recebem o selo ou a declaração quem usa, no mínimo, 95% das matérias-primas certificadas como orgânicas. Fertilizantes e adubos sintéticos estão proibidos e a origem do que foi utilizado deve ser rastreável. Impactos ambientais da atividade também são levados em conta. As certificadoras - participativas ou tradicionais - também têm que controlar como os resíduos foram descartados e como os efluentes foram tratados pelos agricultores.
Fonte: http://zh.clicrbs.com.br/
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