quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Danone visa liderar setor orgânico com a compra da WhiteWave Foods



 
O grupo de alimentos francês Danone anunciou que deseja assumir a liderança mundial da alimentação orgânica com a compra da empresa americana WhiteWave Foods, sua maior aquisição em 10 anos. Com a ação, a Danone quer se converter na líder da alimentação orgânica. A empresa americana comercializa produtos lácteos orgânicos, alternativas vegetais ao leite e ao iogurte, produtos frescos e cremes para café, entre outros, por meio de marcas como Silk, Horizon Organic ou Earthbound Farm, e tem 5.500 funcionários.
A operação, “totalmente amistosa”, foi anunciada pela Danone e deixa o valor da WhiteWave Foods em 12,5 bilhões de dólares.A ação da Danone passou a operar em alta na Bolsa de Paris após o anúncio.A transação, que será financiada na íntegra com base na dívida, permitirá a Danone “duplicar seu tamanho nos Estados Unidos”, afirmou Emmanuel Faber, CEO da empresa francesa, em uma teleconferência.“Nossa perfeita complementaridade nos permitirá criar um líder mundial orgânico, com um posicionamento único”, disse Faber.
A Danone propôs a compra da WhiteWave Foods por 56,25 dólares por ação, com pagamento total em dinheiro.A oferta representa uma valorização de quase 24% me relação ao preço médio de fechamento das 30 últimas sessões na Bolsa.A Danone propõe desembolsar 9,95 bilhões de dólares pelo capital da WhiteWave Foods, aos quais serão adicionados a dívida e certos passivos do grupo americano, que em 2015 registrou um volume de negócios de 4 bilhões de dólares, 85% nos Estados Unidos e 15% na Europa.Desde que entrou na Bolsa em 2012, as vendas da WhiteWave registraram uma taxa média de crescimento anual de 19%, destacou a Danone.
Com a operação, a Danone se transformará no líder mundial da alimentação orgânica e dos produtos lácteos frescos, e deve assumir o primeiro plano no mercado das alternativas vegetais ao leite e o iogurte.“Achamos que essa aquisição reforçará as vendas de Danone”, afirmaram em nota os analistas da Morgan Stanley.Do ponto de vista estratégico, a operação dará à marca francesa “uma posição de liderança em categorias em forte crescimento, como a alimentação e as bebidas orgânicas”, acrescentam.A operação já foi aprovada pelos conselhos de administração das empresas, mas ainda precisa receber o aval dos acionistas da WhiteWave Foods e das autoridades reguladoras.Faber disse que da parte das autoridades reguladoras não espera dificuldades substanciais, nem na França, nem nos Estados Unidos.O grupo afirmou que espera um impacto positivo “sólido” em seu lucro líquido por ação a partir do ano seguinte à aquisição da empresa americana.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

O mercado global orgânico continua a crescer em todo o mundo

A empresa de pesquisa de mercado Organic Monitor estima que o mercado global de alimentos orgânicos atingiu 81,6 bilhões de dólares em 2015 (aproximadamente 75 bilhões de euros). Os Estados Unidos são o principal mercado com 35,9 bilhões de euros, seguidos da Alemanha (8,6 bilhões de euros), da França (5,5 bilhões de euros) e da China (4,7 bilhões de euros). Em 2015, a maior parte dos principais mercados apresentou taxas de crescimento de dois dígitos. A maior despesa per capita foi na Suíça (262 euros), e a Dinamarca tem a maior quota de mercado orgânico (8,4% do mercado alimentar total).

Mais de dois milhões de produtores

Em 2015, foram registrados 2,4 milhões de produtores orgânicos. A Índia continua a ser o país com o maior número de produtores (585.200), seguido pela Etiópia (203.602), e o México (200.039).

Mais de 50 milhões de hectares de terras agrícolas orgânicas

Um total de 50,9 milhões de hectares foram geridos organicamente no final de 2015, representando um crescimento de 6,5 milhões de hectares comparados a 2014, o maior crescimento já registrado. A Austrália é o país com a maior área agrícola orgânica (22,7 milhões de hectares), seguido pela Argentina (3,1 milhões de hectares) e os Estados Unidos da América (2 milhões de hectares). Quarenta e cinco por cento das terras agrícolas orgânicas globais estão na Oceania (22,8 milhões de hectares), seguidas pela Europa (25 por cento, 12,7 milhões de hectares) e América Latina (13 por cento, 6,7 milhões de hectares).

Dez por cento ou mais das terras agrícolas são orgânicas em onze países

O Liechtenstein (30,2 por cento), a Áustria (21,3 por cento) e a Suécia (16,9 por cento) são os países com a maior quota de terras agrícolas orgânicas do seu total de terras agrícolas. Em onze países, 10% ou mais de todas as terras agrícolas são orgânicas.


domingo, 12 de fevereiro de 2017

Cooperativa gaucha lança sucos orgânicos elaborados com frutas e vegetais



 
Intituladas de AntiOx, Uva Zen e EcoBeta, as novidades visam atender consumidores que buscam produtos de alta qualidade aliados ao conceito de vida sustentável Inserida em um nicho de mercado que vem ganhando cada dia mais adeptos, a Cooperativa de Produtores Ecologistas de Garibaldi (Coopeg) desenvolveu três novas opções de sucos mistos orgânicos com vegetais. Auxiliando no combate a radicais livres, com propriedades antioxidantes e calmantes, as bebidas nominadas AntiOx, Uva Zen e EcoBeta chegam às prateleiras para atender os consumidores que buscam produtos de alta qualidade, com apelo funcional e que são elaborados em um arranjo produtivo ambientalmente e socialmente sustentável.
Utilizando como matérias-primas beterraba e gengibre, o suco EcoBeta apresenta ação antioxidante, assim como o AntiOx, que leva em sua composição, além dos ingredientes anteriores, suco de uva integral, que contém elevado índice de resveratrol e flavonoides. Já o Uva Zen une os sucos de uva integral e de alface, que possui compostos que atuam como calmantes naturais.
Os produtos não possuem adição de água, açúcar, corantes ou conservantes artificiais. Também são livres de lactose, glúten e compostos alergênicos. As combinações são resultados de um ano e meio de pesquisa e desenvolvimento.A distribuição da novidade iniciou no mês de dezembro. Assim como o tradicional suco de uva integral, já bastante conhecido pelo mercado, os novos sucos mistos estarão disponíveis em garrafas de 300ml e de um litro e poderão ser adquiridos por meio de contato direto com a Coopeg, em Garibaldi (RS), e em lojas especializadas de produtos ecológicos nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal.
Os sucos mistos Coopeg chegam às lojas trazendo outro benefício aos revendedores e consumidores: possuem seis meses de validade e podem ficar armazenados em prateleiras e não apenas em refrigeradores. Produtos da mesma categoria, além de terem cerca de 10 dias de validade, também necessitam de armazenamento em baixas temperaturas. Após abertos, os sucos mistos Coopeg precisam ser refrigerados e consumidos em até cinco dias.
Os sucos mistos foram desenvolvidos com recursos da Financiadora de Estudo e Projetos (Finep) e Fundo de Amparo à Pesquisa do Estado do RS (Fapergs), por meio do edital Tecnova-RS. O propósito do projeto foi trabalhar com pesquisa e inovação na busca de soluções sustentáveis com a utilização de produtos que não foram aproveitados comercialmente. Os novos itens são todos elaborados a partir de frutas e verduras orgânicas cultivadas pela cooperativa. Além das três opções de bebidas, a iniciativa também inclui a elaboração de snacks de vegetais orgânicos, que irão para as prateleiras das lojas em 2017.

CONHEÇA A COOPEG

Apontada pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) como modelo de Boas Práticas para o Desenvolvimento Sustentável, a Cooperativa de Produtores Ecologistas de Garibaldi (Coopeg) é composta por 53 famílias de pequenos agricultores localizados em nove municípios da Serra Gaúcha.
O grupo produz mais de 50 diferentes tipos de olerícolas, frutas e verduras, além de sucos de uva, sucos mistos com vegetais, vinhos e espumantes livres de agroquímicos. Os cooperados observam a aplicação rigorosa das normas de produção orgânica definidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), sendo certificados pela Rede Ecovida de Agroecologia.
Seus produtos são distribuídos principalmente para os estados do Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro, entretanto, a Coopeg atende também as demandas de todo o país. Na média dos últimos três anos, foram elaborados 112 mil litros de suco integral, 10 mil litros de vinhos e espumantes, 1,1 mil quilos de doces de frutas e 420 mil quilos de hortifrútis.

Fonte: http://www.coopeg.com.br/

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Diferença entre café gourmet e café orgânico




 
O café gourmet é reconhecido no mercado de cafés especiais como indicador de qualidade superior, relacionado a características intrínsecas do grão verde, como aroma, sabor, corpo, acidez e sabor residual.A partir da implantação do Programa de Qualidade do Café (PQC) em 2004, a Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic) estabeleceu normas para classificação do produto e obtenção de selo de qualidade da instituição. Dessa forma, classificou o café torrado em grão ou torrado e moído, em três níveis: tradicionais, superiores ou gourmet.
Os cafés gourmet são constituídos de café 100% arábica de origem única, ou ”blendados", que atendam às características e à qualidade global da bebida. Em relação ao aspecto, devem apresentar grãos de café arábico dos tipos 2 a 4 COB13, com ausência de grãos com defeitos pretos, verdes, e ardidos, preto verdes e fermentados.A qualidade superior está também ligada à origem da cultura, quando se explora a diferenciação por meio dos atributos territoriais (solo, clima, altitude e temperatura). A denominação de origem pode ser identificada informalmente, identificando-se a localização específica de uma determinada fazenda ou região, ou de modo formal, a partir de critérios estabelecidos na legislação, como no caso de Minas Gerais, que foi precursor ao estabelecer quatro regiões produtoras, por meio de um decreto.É importante ressaltar que a lei foi importante, mas, na prática, é fundamental estabelecer um padrão específico e inerente a cada região, para que possam ser adotados sistemas de controle e certificação como garantia de que o produto está em conformidade com os critérios mínimos exigidos.
Café orgânico
Para que um café possa adotar essa denominação, deve ser produzido com base em princípios de não utilização de agrotóxicos. Outro fator importante é a adoção de sistemas de produção orgânica que possam oferecer um equilíbrio entre o solo e a planta, a partir do uso da matéria orgânica, resultando em plantas mais resistentes a pragas e doenças. Essa cultura deve seguir a filosofia mais ampla da agricultura orgânica e adotar princípios básicos e sistemas de certificação capazes de atestar e garantir as características inerentes, permitindo assim a busca de posicionamento e valores diferenciados no mercado.

Fonte: https://www.sebrae.com.br

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

No Brasil, parcerias podem alavancar a produção de leite orgânico

Há quatro anos, a Embrapa Cerrados (DF) indicou que o Brasil produziu 6.8 milhões de litros de leite orgânico, e esse resultado representava menos de 1% dos 32 bilhões de litros do produto convencional naquele ano. Em 2015, a Embrapa Gado de Leite calculou que o mercado de leite orgânico obteve crescimento de 30% nos três anos anteriores. Na época, a instituição apontava que o negócio era interessante para o pecuarista, devido à maior margem de lucro.Mesmo diante de um cenário tão promissor, e apesar do crescimento da demanda, a produção de laticínios orgânicos em geral ainda é incipiente e enfrenta diversos gargalos. É o que observa a coordenadora do Centro de Inteligência em Orgânicos da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), Sylvia Wachsner.“O aumento na demanda de produtos lácteos envolve desafios e oportunidades, e a saída é promover parcerias entre produtores, pesquisadores e indústria”.
BARREIRAS
Para a coordenadora do CI Orgânicos, um dos maiores desafios está na alimentação animal, que só é possível com grãos orgânicos. “Num país que produz enorme quantidade de soja e milho transgênicos, os grãos orgânicos são mais caros e tem produção muito limitada”, declara Sylvia. Segundo ela, outros fatores contribuem para dificultar a produção de leite orgânico.“Os adubos de compostos orgânicos também são mais caros que os fertilizantes químicos e sintéticos, proibidos na produção orgânica. No caso dos medicamentos, os fitoterápicos, os naturais e a homeopatia são os únicos permitidos pela legislação orgânica. Medicamentos sintéticos não podem ser utilizados”.
FALTA DE ESTÍMULO
Devido aos entraves, poucas empresas se aventuram nesse segmento. “O que desestimula uma entrada maior de produtores de leite orgânico é a pouca pesquisa e conhecimento em relação às técnicas a serem utilizadas para desenvolver uma atividade com boa produtividade, sem o uso de antibióticos e vacinas”, assinala Sylvia. “Na produção de leite orgânico deve ainda se pensar no conceito de bacias leiteiras, que permitem transportar caminhões cheios de leite dos produtores até a indústria de transformação”. Por outro lado, a especialista não deixa de considerar a forte crise pela qual a produção de leite convencional está atravessando, “devido aos elevados preços dos insumos como o milho, a soja e o algodão, que subiram mais que a correção do preço do leite, o que diminui a remuneração do produto e o desestimula”.
MARCAS
Sylvia lembra que hoje em dia há pequenos laticínios e empreendimentos do setor orgânico que produzem derivados do leite (no caso, queijos, manteiga e iogurtes comercializados de forma local ou em municípios próximos às regiões produtoras). “Podemos contar nos dedos as empresas que produzem leite e derivados com capacidade de comercialização nas principais cidades. Além disso, os preços são bastante superiores em relação aos laticínios tradicionais”, aponta Sylvia. Dentre as poucas representantes do setor, a Fazenda Nata da Serra, localizada no interior de São Paulo, produz queijos, iogurte e manteiga. A Fazenda Timbaúba, de Alagoas, fabrica leite UTH, iogurte, requeijão e manteiga. Na Paraíba, a Fazenda Tamanduá também produz queijos.
“São empresas que, apesar dos problemas de logística, comercializam seus produtos em canais de varejo menores, minimercados, feiras-livres, lojas, e entregam cestas em domicílio”, ressalta a coordenadora da SNA. No entanto, o mercado continua a sofrer baixas. A Fazenda da Toca, de São Paulo, por exemplo, apesar de ter investido de maneira forte na produção de iogurtes orgânicos, e de ter acesso a uma das maiores redes de supermercados do País, está abandonando o setor.
BENEFÍCIOS
Especialistas atestam que o leite orgânico conta com uma grande quantidade de nutrientes, possuindo níveis elevados de ácidos gordos e ômega 3. Em sua produção, não são utilizados pesticidas, insumos sintéticos ou químicos para tratar dos pastos ou da saúde dos animais. Antibióticos, hormônios, aditivos promotores de crescimento e estimulantes de apetite também ficam fora do processo produtivo, assim como a ração obtida de organismos geneticamente modificados e vacinas fabricadas com a tecnologia da transgenia. Além disso, e de acordo com os princípios da sustentabilidade, a produção orgânica promove o bem-estar animal e protege os recursos naturais, deixando a água e os solos mais saudáveis.
MERCADO GLOBAL
Em 2015, o mercado mundial de lácteos orgânicos foi avaliado em US $ 7,7 bilhões, o que representa 11 % do total do mercado global de alimentos e bebidas orgânicos. O maior comércio do gênero está na Europa, e continua a crescer. No Reino Unido, o leite é comercializado sob a bandeira da marca própria dos varejistas (private label). Em 2014, os Estados Unidos gastaram cerca de US$ 35 bilhões em alimentos orgânicos, dos quais perto de US $ 5,1 bilhões foi destinado à compra de laticínios, conforme informação do Nutrition Business Journal. Redes varejistas como a WalMart procuram atrair mais produtores devido à grande demanda.


Fonte:SNA/RJ