sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Emirados Árabes é um dos mercados-alvo para a exportação de orgânico do Brasil



 
Os Emirados Árabes Unidos são um dos mercados-alvo da indústria brasileira de produtos orgânicos, que no ano passado exportou em torno de US$ 130 milhões, segundo dados do Organics Brasil, programa da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) que divulga o setor no mercado internacional.
Para o diretor do projeto, Ming Liu, o país árabe tem um grande potencial de aumento no consumo de produtos orgânicos: “Principalmente em Dubai, onde é grande o número de expatriados, turistas e visitantes, que incentivam a demanda por esse tipo de produto”, explica.
O Organics Brasil está programando para o segundo semestre uma missão de prospecção para os Emirados. O objetivo é mapear o mercado e, quem sabe, incluir a Menope (Feira de Produtos Orgânicos do Oriente Médio, na sigla em inglês), que ocorre em Dubai em novembro, no calendário anual do projeto a partir de 2018.
Há alguns anos o executivo esteve em Dubai e pôde conferir que a demanda por orgânicos é crescente. “Nosso grande desafio é convencer as empresas a apostar neste mercado”, diz Liu. Hoje, Estados Unidos, Alemanha e França são os principais destinos dos produtos brasileiros – e é nestes países que as empresas brasileiras direcionam seus esforços. “Até pelo fato de passarmos por um momento de crise, elas não querem arriscar”.
As exportações brasileiras para os Emirados Árabes ainda são tímidas: “Não chegam a US$ 2 milhões”, calcula Liu. Mas há vantagens que justificam esse interesse da Organics Brasil pelo mercado do Golfo. A principal é o fato de os Emirados facilitarem a certificação dos produtos: nos demais países, é preciso certificar ingrediente por ingrediente, o que não é exigido pela nação árabe.
“Imagine uma barrinha de cereal, que é composta por diversos ingredientes, sendo alguns inclusive importados. Ter que certificar um a um demanda um trabalho maior. Até por isso as empresas brasileiras costumam exportar produtos mais básicos”, explica Liu, citando o açúcar orgânico, castanhas, mel e frutas como os principais itens exportados.
No ano passado as exportações brasileiras cresceram 15% em volume, embora tenham empatado em faturamento, por mudança de “mix” de produtos e variação cambial.

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