quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

O benefício social de cenouras orgânicas é de € 1382 / ha por ano

A Nature & More fez um estudo pra analisar o custo social dos alimentos orgânicos da empresa Krispijn van den Dries. Os resultados mostram que na Holanda os números para os alimentos orgânicos são melhores do que para os produtos convencionais. As cenouras multicoloridas da Krispijn proporcionam um benefício social de 1382 euros por hectare por ano devido ao seu baixo impacto no clima, na água e no solo, em comparação com as cenouras convencionais. 
A diferença entre orgânico e convencional é especialmente grande em termos de impacto no solo. A produção de alimentos sempre tem todos os tipos de custos ocultos, como os custos para a purificação das águas subterrâneas. Estes “custos externos” não são pagos pela cadeia produtiva e, por conseguinte, não serão expressos no preço do produto, para garantir que o preço para o consumidor permaneça baixo. Um projeto de lei a respeito disso chegará ao governo eventualmente e por esse caminho ele chegara no preço para o contribuinte, que pensava que estava melhor financeiramente, por exemplo, por causa do imposto sobre a água. 
Graças a Organização Mundial de Alimentação (FAO), os custos ocultos podem agora ser calculados, e se conhecerá a pegada da produção. A Nature & More, distribuidora internacional de frutas e vegetais orgânicos, começou a calcular esses valores para seus produtores e esta tornando público. Depois de várias frutas importadas, agora os custos das cenouras tradicionais holandesas da Krispijn van den Dries de Ens foram calculados. 
As avaliações foram realizadas pela Soil More International. Os números mostram que as cenouras da Krispijn, comparadas às cenouras convencionais, têm um benefício social de 125 euros para o clima, 108 euros para a água e 1149 euros para o solo, por hectare por ano. Os benefícios para a biodiversidade, saúde e impacto social não foram utilizados nestes cálculos. Por quilo, as diferenças também são positivas.  "Nós somos muito cuidadosos com o nosso solo. Primeiro, temos uma rotação de culturas muito extensa de 12 anos e usamos muito composto caseiro. Fazemos apenas o mínimo na lavoura, o que significa que não aramos, e plantamos a um máximo de 10 a 15 centímetros. Isso mantém vivas as criaturas que vivem no solo. E temos um sistema de pista de condução para evitar a compactação do solo.” Afirmou um dos produtores orgânicos da Krispijn.
O jovem produtor orgânico acrescenta: "Eu desejo que o verdadeiro custo dos alimentos fosse calculado para mostrar quais os custos que economizamos a sociedade como agricultores orgânicos. É importante criar um jogo igualitário para os produtores sustentáveis, porque isso não é o caso agora”, finalizou.


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