quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Comprar o produto orgânico em feiras, diretamente do produtor, pode garantir uma alimentação saudável

Comprar o produto orgânico em feiras, diretamente do produtor, pode garantir uma alimentação saudável, responsável ambientalmente e mais barata. “Um orgânico vendido em supermercado pode custar até 200% mais caro do que o meu”, afirma o produtor Lucas Alves de Sousa, da fazenda de alimentos orgânicos Vista Alegre. Uma pesquisa realizada em 2015 pelo Instituto Kairós apontou que, nos supermercados, os orgânicos podem ser de duas a quatro vezes mais caros do que nas feiras. A pesquisa envolveu cinco cidades em quatro Estados do país. A jornalista Bruna Miranda, 33, consumidora de produtos orgânicos, percebe essa diferença. “Raramente compro orgânico no supermercado. Só quando tem um produto que quero muito (compro), porque na feira é mais barato”, diz. Ela freqüenta uma vez por mês a Feira Terra Viva, que acontece aos sábados no bairro Floresta, onde Sousa expõe produtos. Nas feiras orgânicas, são vendidos vegetais, ovos, geleias e bolos.Já na relação com o alimento convencional, o produtor Carlos Eduardo Boaz Martins, afirma que alguns orgânicos podem ser até mais baratos. “Alface eu vendo por R$ 3 e a americana por R$ 5. Em alguns supermercados, o convencional é mais caro”, afirma Martins. Sem Dúvida. Para ter certeza que um produto vendido no supermercado ou na feira é orgânico, o consumidor deve buscar o selo de certificação. Um alimento orgânico deve ser livre de agrotóxicos e de fertilizantes químicos. “Quando o produto é embalado, o consumidor deve procurar o selo de alimento orgânico. Na feira, o produtor pode apresentar um certificado”, explica a nutricionista do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Mariana Garcia. Para a organizadora da Feira Fresca, que reúne cerca de 20 produtores orgânicos na capital, Izadora Delforge, nem sempre o selo é cobrado. “Tem gente que faz questão sim, para ter certeza que é um produto orgânico. Mas para o pequeno produtor, o processo de certificação pode ficar caro. Então, cria-se uma relação de confiança, o cliente vai conhecer a produção, prova o produto, e compra mesmo sem o selo”, pondera. A médica Clarice Tomich, 35, relata essa confiança com Martins. “Compro na barraca dele sempre, e só busco no supermercado o que não encontro na barraca”, afirma.


Fonte: http://www.otempo.com.br/

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