quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Quanto custa ter um alimentação exclusivamente orgânica?

Carne, leite, feijão, arroz, farinha, tomate, batata, pão, café, banana, açúcar, óleo e manteiga. Estes são os 13 itens que compõem a cesta básica brasileira, em quantidades que variam de acordo com a tradição alimentar de cada região (mais carne nos estados do Sul e mais tomate nos do Nordeste, por exemplo). Incorporá-los ao cardápio do dia a dia, afirma Valéria Goulart, médica nutróloga da Associação Brasileira de Nutrologia, “é importante para fornecer ao corpo os carboidratos, proteínas e gorduras necessários para a manutenção da saúde”. Para aumentar seus benefícios de cada refeição, é possível optar pelas versões orgânicas de cada um destes produtos. “Eles são livres de agrotóxicos, resíduos químicos, hormônios e antibióticos que podem causar danos à saúde, além de mais ricos em nutrientes como cálcio, ferro, magnésio, fósforo, potássio e zinco”, lista a nutricionista Carla Muroya, do Hospital Israelita Albert Einstein. 
Valéria complementa: “Significa livrar-se de tudo de ruim que a produção em larga escala coloca nos alimentos para que eles fiquem bonitos por mais tempo e resistam a longos transportes até os pontos de venda”. O grande problema dos alimentos orgânicos no Brasil é o preço. Uma cesta básica composta exclusivamente por produtos desse tipo é 81% mais cara que uma com itens convencionais. A nutróloga Valéria explica por que isso acontece: “O alimento orgânico é produzido em pequena ou média escala, muitas vezes em esquema familiar, e suas safras são mais sujeitas a perdas, justamente por não terem químicas e conservantes. Para haver algum lucro, é impossível vendê-lo pelo mesmo preço que um grande distribuidor consegue praticar”. 
Outra desvantagem que Carla aponta é a apresentação dos orgânicos. “Como eles são cultivados de forma natural, suas cores podem ser menos chamativas e seus formatos e tamanhos, irregulares”, diz. Neste caso, faz-se necessário passar por cima das aparências. “É preciso muito produto químico para manter um alimento viçoso depois de horas ou dias de transporte. O orgânico pode não ser tão bonito, mas é melhor para a saúde”, defende Valéria. 

O que priorizar?

Caso a realidade financeira da casa não permita a adoção de uma cesta básica totalmente orgânica, a substituição de alguns itens já é suficiente para diminuir a quantidade de resíduos químicos na dieta diária. Valéria recomenda, prioritariamente, o tomate, a batata e a banana: “São alimentos muito contaminados, porque o agrotóxico penetra com mais facilidade pela casca. E, ao contrário do que muitos pensam, a higienização caseira com água e vinagre não é suficiente para deixá-los totalmente limpos”. 
Trocar o açúcar pela versão orgânica também é uma boa ideia. “O refinado é nutricionalmente nulo e recebe muitas substâncias para ficar com aquela aparência e com aquele sabor. Em um primeiro momento, algumas pessoas estranham o orgânico. Ele é um pouco diferente, adoça menos. Mas, só de pensar na quantidade fantástica de cálcio, magnésio e potássio que ele leva aos músculos, ele fica super gostoso”, finaliza. 


 Fonte: http://www.tribunadabahia.com.br

Um comentário:

  1. Sou produtora orgânica na região de São José do Rio Preto e NÃO CONCORDO com alguns pontos citados acima: as cores dos alimentos orgânicos são muito mais bonitas do que os convencionais, pois são livres de contaminantes, as formas e tamanhos também não deixam nada a desejar, melhor rever essas informações. E ainda, sou consumidora de açúcar orgânico e ele adoça muito mais e não menos conforme citado no texto acima.

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