segunda-feira, 30 de maio de 2011

Semana para reflexão e divulgação de alimentos orgânicos é aberta na Capital

Solenidade de abertura da Semana Nacional no auditório
do Sebrae na Capital

Uma semana nacional dedicada à reflexão, divulgação sobre a produção e consumo de alimentos orgânicos acontece a partir desta segunda-feira (30) no Brasil. Mato Grosso do Sul, que segundo a Superintendência Federal de Agricultura, já conta com 200 produtores, também contará com eventos, em pelos menos cinco municípios.Nesta manhã, no auditório do Sebrae em Campo Grande, foi aberta a discussão sobre a valorização da produção e o consumo dos gêneros orgânicos no Estado, com autoridades do setor governamental, produtores e entidades como a Organização não governamental (ONG) Planeta Orgânico e WWF.
De acordo com o gerente de Agronegócios do Sebrae, Marcus de Faria, a semana é nacional para que os Estados, ao mesmo tempo, organizem e mostrem os benefícios da prática. “A semana é organizada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio da Comissão de Produção Orgânica em MS, produtores e entidades como o Sebrae, sendo pensado e estruturado para difundir e ‘provocar’ um impacto para que os Estados organizem e mostrem os benefícios da alimentação orgânica para o Brasil”, disse.
O gerente acrescentou que o seminário no Estado foi proposto ainda para discutir os setores que poderão ser impactados e ver as oportunidades para a agricultura na horticultura, fruticultura e até mesmo a pecuária que é forte no Mato Grosso do Sul.“Vamos analisar os campos já existentes, mas também os futuros, como a criação bovino, que é forte no Estado, mas deve ampliar a criação bovina orgânica. Desde tratamento da pastagem, alimentação e produtos químicos aplicados. A produção orgânica proíbe medicamentos que causam resíduos de agroquímicos, como os carrapaticidas”, explicou.

Números atuais e Ampliação

Para a diretora da ONG nacional Planeta Orgânico, Maria Beatriz Costa, esta semana é para ser feita parcerias, sensibilizar e ampliar a discussão sobre os produtos, pois o tema é recente e até uma nova Lei somente saiu em janeiro desde ano.“Precisamos sensibilizar e ampliar o trabalho, mostrar até que existe uma Lei, que agora sim amparados recentemente com a Lei do orgânico que foi publicada em janeiro de 2011, podemos fortalecer toda a cadeia que participamos e queremos levar a mais gente no Brasil”, argumentou a diretora.
Beatriz revela que como a lei é recente, os trabalhos ou números oficiais também são ou mesmo ainda não existem. Assim está sendo feito um levantamento pelo Mapa, que deve mostrar o volume e amplitude atual da produção nacional.“O Mapa está fazendo um levantamento oficial, o que existe hoje é uma estimativa do IBGE, onde 90 mil praticam a agroecologia ou a agricultura de orgânicos”, explicou.Segundo Fábio Ramos, da empresa do Rio de Janeiro, Agrosuisse, a movimentação financeira do setor já chega aos R$ 400 milhões, entre a produção de verduras, frutas, grãos, carne, leite e sucos.“Temos toda uma cadeia e que já movimenta quase meio bilhão e pretendemos fortalecer toda a cadeia em MS também, que está crescendo”, disse.

Perspectivas

Segundo Beatriz, as perspectivas são animadoras e vai se alavancado quando o mercado perceber a grandiosidade do projeto, principalmente com projeto para os próximos quatros anos de ‘utilizar’ a Copa de 2014 como propulsora deste processo.“Estamos levando o projeto Copa Orgânica, onde vamos lutar para incluir os produtos na Copa 2014. Esse é nosso projeto para os próximos quatro anos. E quando o mercado ver os produtos na Copa, vamos conquistar mais gente e fazer, ampliar o setor”, revelou.Beatriz disse que anunciará no encontro a criação e buscará apoios para o Núcleo temático Copa Orgânico, que se oficializou na semana passada.

Encontros por MS

O encontro será a 7ª Semana de Alimentos Orgânicos no Estado, que segue até o dia 4 de junho, com palestras, mostra de soluções sustentáveis, exibição de vídeos e distribuição de materiais sobre os alimentos em Campo Grande, Corumbá, Ladário, Bodoquena, Jateí, Jaraguari, Glória de Dourados, Deodápolis, Nova Alvorada do Sul e Mundo Novo.Segundo o superintendente federal de Agricultura, Orlando Baez, o encontro será também para discutir a produção local, os problemas, aspectos legais e requisitos básicos para os produtos.
“Vamos falar de todos os pontos citados e apontar que nosso mercado está em expansão. Temos hoje 200 propriedades e podemos passar para 500, por meio da Associação de produtores orgânicos de Mato Grosso do Sul, que receberá certificado participativo e poderá avançar até para a exportação”, revelou.Baez mostrou que 16 fazendas já são certificadas e que a cada dia temos que acompanhar o foco mundial da sustentabiliade.
Na região de Corumbá e Ladário, a programação da 7ª Semana de Alimentos Orgânicos inclui palestras que serão realizadas diariamente em diversas escolas da rede municipal, assentamentos e centros culturais, destinadas a estudantes, professores e agricultores.Uma escola municipal de Piraputanga/Aquidauana, também aderiu à programação. Um vídeo sobre produtos orgânicos para crianças será exibido em várias oportunidades.



Fonte: http://www.capitalnews.com.br

domingo, 29 de maio de 2011

Produção e consumo de orgânicos são tema de evento em Porto Alegre


Começou neste domingo a 7ª Semana do Alimento Orgânico, que agrega várias atividades, abordando desde a produção até o consumo agroecológico. Entre os eventos, destaque para a Terça Ecológica, promovida há 17 anos pelo Núcleo de Ecojornalistas do Rio Grande do Sul (NEJ-RS).
A Terça Ecológica ocorre na terça-feira, 31, às 19h, no auditório do Escritório Central da Emater/RS-Ascar, no bairro Menino Deus, em Porto Alegre, com entrada franca. Com o tema Segurança e Soberania Alimentar: Orgânicos e Agricultura Familiar, participam do debate a nutricionista Regina Miranda, presidente do Conselho Estadual de Segurança Alimentar e gerente técnica adjunta da Emater/RS-Ascar, e o agricultor e ecologista Salvador Rosa da Silva, o Dodô, que há 12 anos produz folhosas, frutas, ovelhas e vacas, numa área de 18 mil metros quadrados no bairro Lami.
Dodô tem como preocupação produzir para abastecer o mercado que pede alimentos mais saudáveis. Ele comercializa seus produtos nas bancas 2 e 4 da Feira do Bonfim todo sábado de manhã.A Terça Ecológica é mensal e gratuita. O evento reúne jornalistas, comunicadores, estudantes, ONGs e movimentos sociais e ambientais para debater temas atuais.“Neste mês, nossa parceria é com a Emater, pela valorização e incentivo às práticas agroecológicas, num momento em que são evidenciadas as conseqüências dos agrotóxicos sobre os alimentos e a saúde humana e do planeta”afirma Juarez Tosi, coordenador do Nej-RS.

Feiras estão na programação na Semana do Alimento Orgânico

Também faz parte da programação da Semana do Alimento Orgânico a Feira de divulgação de agroindústrias familiares gaúchas de produtos orgânicos, que ocorre entre 30 de maio e 1º de junho no Centro Administrativo Fernando Ferrari, junto à Secretaria de Desenvolvimento Rural. Haverá comercialização de produtos orgânicos, como sucos, geléias, panificados e vinhos provenientes da agricultura familiar.
Na quarta-feira, a Feira Ecológica do Menino Deus recebe a Banca da Biodiversidade, com música ao vivo e sorteio de cestas com alimentos orgânicos. Haverá ainda apresentações audiovisuais de propriedades de produção orgânicas, distribuição de sementes e hortaliças e sorteio de cestas ecológicas. Ainda na Feira Ecológica do Menino Deus, no sábado, haverá uma oficina sobre alimentos orgânicos com degustação, Banca da Biodiversidade e sorteio de cestas com alimentos orgânicos.
A Semana dos Alimentos Orgânicos existe desde 2005 e tem como proposta esclarecer a sociedade e o consumidor urbano, sobre o que é de fato um produto orgânico, que alia produção agropecuária com propostas ambientalmente corretas, socialmente justas, economicamente viáveis e culturalmente aceitas.


Fonte: http://www.clicrbs.com.br

sábado, 28 de maio de 2011

Semana de orgânicos começa neste domingo

Começa neste domingo e vai até o dia 5 de junho a 7ª Semana dos Alimentos Orgânicos. O evento busca dar visibilidade a alimentos produzidos sem agrotóxicos e conta com ações em todo o país. O tema da edição deste ano é “Produtos Orgânicos – ficou mais fácil identificar”, com foco na divulgação do selo Produto Orgânico Brasil, que ajuda consumidores a identificar esses produtos, e da Declaração de Cadastro do Agricultor Familiar. A organização do evento é feita pelo Ministério da Agricultura, Abastecimento e Agropecuária (Mapa) com instituições parceiras, como o Sebrae. “O objetivo da semana é conscientizar o consumidor sobre os benefícios e qualidades dos alimentos orgânicos para a saúde.
Informações e orientações para a identificação desses produtos nas feiras, mercados e supermercados também serão fornecidas aos consumidores”, explica Virgínia Lira, fiscal agropecuária e integrante da equipe de agroecologia do Mapa, área responsável pela promoção do evento. Até o momento, existem 9,7 mil produtores orgânicos cadastrados no ministério. A expectativa do Mapa é de que esse total deverá chegar a 15 mil produtores até o final deste ano. O selo Produto Orgânico Brasil, lançado pelo ministério em janeiro de 2010 para identificar a autenticidade desses produtos, seja na compra direta dos agricultores ou de terceiros (em supermercados e mercados), é uma garantia para consumidores. "Nas feiras livres os agricultores orgânicos devem expor em suas bancas a Declaração de Cadastrado do Mapa para facilitar a identificação de seus produtos pela clientela”, alerta Virgínia.



Fonte: http://revistagloborural.globo.com

sexta-feira, 27 de maio de 2011

CPOrg destaca evolução da produção orgânica no MS

A organização da VII Semana dos Alimentos Orgânicos no Mato Grosso do Sul está a cargo da Comissão da Produção Orgânica (CPOrg/MS) que é formada por quinze representantes, sendo oito de instituições governamentais como a Embrapa, SFA/MS, Agraer, MDA/INCRA, Sebrae, UFMS/UEMS/UFGD, Consad e Banco do Brasil e sete de não governamentais: Organoeste, ABPO, APOMS, SINPAF, UCDB, CRMV e MR Consultoria. O destaque desta sétima edição é a evolução que aconteceu naturalmente na cadeia produtiva deste segmento no período de 2005 a 2011. A abertura do evento ocorrerá às 9h30 do dia 30 de maio, no auditório do SEBRAE/MS, situado na Avenida Mato Grosso, nº 1661 em Campo Grande. A partir das 09h00, no mesmo local, será servido um tradicional café da manhã orgânico. Durante toda a semana estão programadas palestras, apresentação de vídeos, distribuição de materiais e discussões sobre os alimentos orgânicos em Campo Grande e municípios de Corumbá, Ladário, Bodoquena, Jateí, Jaraguari, Glória de Dourados, Deodápolis, Nova Alvorada do Sul e Mundo Novo. Os sistemas orgânicos de produção caracterizam-se pela proibição ou restrição ao uso de substâncias sintéticas como os agrotóxicos e fertilizantes solúveis, além de adotar técnicas agropecuárias mais harmonizadas com a natureza e privilegiar as relações sociais e de trabalho diferenciadas com os colaboradores da unidade de produção. O histórico dos orgânicos no Mato Grosso do Sul começa no ano de 2000, com a criação da Associação dos Produtores Orgânicos (APOMS), sediada no município de Glória de Dourados e presidida na época, pelo produtor de café e Biólogo, Olácio Mamoru Komori. Inicialmente foram filiadas 70 famílias de pequenos produtores de café, hortifruti e grãos. Hoje a associação congrega mais de 200 famílias distribuídas em 17 núcleos agroecológicos, sendo nove plenamente consolidados, como o do Assentamento Itamarati em Ponta Porã e oito núcleos de agricultores familiares que estão se mobilizando para aderirem ao sistema. Nos próximos dias a associação estará recebendo auditores da Coordenação de Agroecologia do MAPA para avaliar o credenciamento da entidade como certificadora na categoria de Organização Participativa de Avaliação da Conformidade Orgânica (OPAC). Em 2001 foi criada a Associação Brasileira de Pecuária Orgânica na região do Pantanal Sul (ABPO), envolvendo 16 fazendas certificadas pelo IBD, em uma área de aproximadamente 100 mil hectares e rebanho de 40 mil bovinos, tratados com medicamentos homeopáticos e fitoterápicos.Em 2010 a média de abates girou em torno de 320 animais/mês para o mercado interno, comercializados principalmente em Campo Grande e São Paulo. Recentemente a ABPO ampliou o leque de produtos e apoiou a criação da associação dos produtores de maracujá orgânico de Rio Negro/MS, que estão na fase de implantação da agroindústria para processamento da polpa. A evolução aconteceu também no abastecimento de frutas e verduras orgânicas na capital. Com incentivo e assistência técnica prestada pelos técnicos da SEDESC/Prefeitura de Campo Grande, Sebrae/MS e aporte de recursos financeiros da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), foi implantada a feira central de orgânicos. Iniciada em 2009 com 43 produtores familiares, evoluiu para 63 famílias que hoje garantem a qualidade de seus produtos mediante a certificação de conformidade por auditoria efetuada pelo Instituto Biodinâmico (IBD). O fomento da produção orgânica no Estado está a cargo da Divisão de Política e Desenvolvimento Agropecuário da Superintendência Federal de Agricultura (DPDAG/SFA/MS) e uma das primeiras iniciativas foi criar os bancos comunitários de sementes de adubos verdes, através da distribuição de sementes de quatro espécies: Crotalária Juncea, Mucuna preta, Feijão de porco e Feijão Guandu, distribuídas para quinze grupos de pequenos produtores. Em dezembro de 2010 a SFA/MS implantou na estação experimental de Bandeirantes, uma unidade demonstrativa de adubos verdes em uma área de três hectares, 17 espécies de leguminosas, com o objetivo de promover o intercâmbio com os 22 bancos de sementes criados nos últimos quatro anos. Além de servir como ponto de referência para os produtores orgânicos da região, tem servido como base para treinamento de produtores sobre manejo de adubos verdes.


Fonte: http://www.pantanalnews.com.br

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Produtos orgânicos obtém norma que agiliza os registros

O registro para comercialização de insumos utilizados na prevenção e controle de pragas e doenças da agricultura orgânica - produtos fitossanitários - terá critérios específicos, diferentes dos convencionais. A medida foi estabelecida pela Instrução Normativa Conjunta nº 1, publicada ontem no Diário Oficial da União. Assinam a norma o Ministério da Agricultura, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). "Os produtos orgânicos serão analisados separadamente dos convencionais. Com isso, espera-se que o trâmite de análise seja mais rápido e o produtor obtenha o registro em prazo mais curto", explica a chefe de Serviço de Estudos Normativos de Produção Orgânica do Ministério da Agricultura, Tereza Cristina de Oliveira Saminêz. "Para iniciar o processo, basta o produtor preencher o formulário e entregar em uma das Comissões da Produção Orgânica nas Unidades da Federação", afirma. O fabricante deve solicitar "o estabelecimento de especificação de referência" do insumo.


Fonte: http://www.dci.com.br

quarta-feira, 25 de maio de 2011

A Agricultura orgânica como oportunidade para a agricultura européia

O Grupo IFOAM EU em cooperação com o Ministério da Hungria para o Desenvolvimento Rural -Hungária Biokontroll e Biokultura Magyar Szövetsé ,estão organizando a conferência "Agricultura orgânica como oportunidade para a agricultura européia" em Gödöllő, Hungria, de 31 maio a 1 junho.Com 300 participantes esperados, incluindo palestrantes de alto nível,da Presidência da UE, Comissão Européia, Parlamento Europeu e do setor de orgânicos, a conferência terá o lugar após a reunião informal dos Ministros da Agricultura, sob a presidência dos húngaros e terá um ponto decisivo na hora do debate sobre o futuro da Política Agrícola Comum (PAC).A conferência discutirá as oportunidades oferecidas pela agricultura orgânica para os agricultores, os operadores e as áreas rurais, para alcançar os objetivos definidos na comissão sobre a nova PAC. A agricultura orgânica é uma abordagem inovadora baseada no conhecimento para a produção eficiente de recursos e pode ser o motor de desenvolvimento e de emprego nas zonas rurais. Ela contribui para os objetivos de sustentabilidade, incluindo a mitigação e a adaptação às mudanças climáticas, a prevenção da degradação da biodiversidade e o aumento do nível de bem-estar animal. A conferência será organizada como o 5 º Congresso Europeu Orgânico e irá discutir e contribuir para o debate da PAC em curso e como o papel da agricultura orgânica na re-configuração dos alimentos da UE e sistemas de produção para atender objetivos que podem ser desenvolvidas para fazer pleno uso das seu potencial em todos os Estados-Membros.


Fonte: http://www.organic-congress-ifoameu.org/

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Caravana Copa Orgânica percorre 4 cidades de Pernambuco

Com a intenção de difundir conhecimentos sobre a produção e o desenvolvimento do mercado de produtos orgânicos, quatro municípios pernambucanos recebem a partir desta segunda-feira (23), a caravana Copa Orgânica.Vitória de Santo Antão, Cabo de Santo Agostinho, Recife e Carpina receberão a ação itinerante, lançada pelo Instituto BioSistêmico (IBS) com apoio do Sebrae, e que está percorrendo as cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 e principais pólos de produção agrícola da região metropolitana. A programação é gratuita e voltada para produtores, empresários do setor de alimentação e consumidores.
Durante a programação serão realizadas palestras de sensibilização para empresários do setor de alimentos e consumidores, cursos de noções básicas de agricultura orgânica e palestras de sensibilização para consumidores e produtores. As duas primeiras cidades a contar com a programação são Recife e Cabo de Santo Agostinho (23). Em seguida é a vez de Vitória de Santo Antão (24), e, por fim, Carpina, no dia 25.A idéia é disponibilizar aos agricultores o acesso a tecnologias e inovação para aumentar a produção e melhorar a qualidade do produto, além de preparar este público e empresários para a realidade da “Copa Orgânica” e conseqüente tendência de crescimento de mercado de consumo de orgânicos.Ao todo, o evento vai passar por 44 cidades em 12 estados brasileiros, com atividades gratuitas e livre acesso dos agricultores e empresários do setor.



Fonte: http://ne10.uol.com.br

domingo, 22 de maio de 2011

Cultivo de orgânicos ganha destaque em área irrigada no norte da Bahia

A procura por alimentos orgânicos é uma demanda crescente no Brasil e no mundo. Ainda assim, a escala de produção orgânica é insuficiente para atender a necessidade do público consumidor. Dentro dessa janela de mercado, os produtores podem vislumbrar mais uma alternativa que pode associar qualidade de vida, alimentação saudável e preservação dos recursos naturais. No Perímetro Irrigado Pedra Branca, integrante do Sistema Itaparica, localizado nos municípios de Curaçá e Abaré, região norte da Bahia, produtores levam a sério esse tema e produzem goiaba, mamão, amendoim e uma grande variedade de hortaliças adotando práticas orgânicas.
"Desde 2008, intensificamos o trabalho de conversão para a agricultura orgânica no Perímetro Irrigado Pedra Branca, com acompanhamento e orientações da equipe de Assistência Técnica e Extensão Rural”, explica a superintendente regional da Codevasf em Juazeiro (BA), Ana Angélica Almeida Lima. Alguns agricultores do Perímetro Irrigado Pedra Branca já aderiram à onda orgânica. Além disso, duas hortas orgânicas foram implantadas, uma delas na escola municipal Antonio Ribeiro dos Santos, integrando uma proposta pedagógica, e a outra, administrada pela Associação Florimel. Essa atividade, além de fomentar uma agricultura sustentável, também promove a integração da comunidade.
Exemplo disso é o agricultor João Conceição dos Santos que toca seus plantios de goiaba e mamão orgânicos e ainda ajuda a escola onde trabalha como vigia noturno a tocar a horta pedagógica. “Quando a gente chega ao conhecimento da nocividade da agricultura agroquímica não consegue mais dormir em paz. Mas, devido à ajuda de parceiros, tive a oportunidade de participar de alguns cursos promovidos pela Codevasf, Ater e Pólo Sindical sobre agricultura orgânica e isso fez com que eu visse que existia alternativa para produção de alimentos saudáveis. Agora durmo mais tranquilo por estar produzindo alimentos que não prejudicam a minha saúde e nem das pessoas que compram minhas frutas”, relata o agricultor.



Fonte: http://revistagloborural.globo.com

sábado, 21 de maio de 2011

MAPA credencia a IMO como Certificadora de Produtos Orgânicos

A IMO do Brasil é a quarta certificadora de produtos orgânicos credenciada no país pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento como Organismo de Avaliação de Conformidade Orgânica. Desde o início do mês de Maio está oficialmente acreditada pelo Inmetro e credenciado pelo MAPA para certificar produções primárias, extrativismo bem como processamento e comercialização de produtos orgânicos de acordo com a legislação brasileira – Lei 10.831/Decreto 6.326.A IMO do Brasil é associada do Grupo IMO Internacional com sede na Suiça, uma das maiores redes mundiais de certificadoras de produtos orgânicos e pioneira na área de certificação de produtos sustentáveis.
Atua há dez anos no Brasil, oferecendo serviços de inspeção, auditoria e certificação nas áreas de produtos alimentícios, agrícola, florestal e em setores industriais onde produtos de fontes renováveis e sustentáveis são processados e transformados.Se beneficiam diretamente do credenciamento da IMO mais de 2.000 produtores orgânicos Brasileiros que se adaptaram a nova legislação que entrou este ano em vigor no Brasil. Com seu credenciamento a IMO solidifica a sua liderança internacional em certificação de produtos orgânicos e pode oferecer a verificação da conformidade com o regulamento brasileiro em todo território nacional e nos mais de 100 países onde atua, para que a produção nacional, bem como as importações de produtos orgânicos atendam os critérios de qualidade que o consumidor Brasileiro estabeleceu.



Fonte:http://www.imocontrol.com.br

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Governo gaúcho vai começar a utilizar alimentos orgânicos no Palácio Piratini

Integrantes da CPOrg/RS entregam carta a governador gaúcho

O governo gaúcho está trabalhando no sentido de inscrever os produtores orgânicos do Estado a fornecerem toda a alimentação do Palácio Piratini. A afirmação foi feita pelo governador Tarso Genro nesta quinta-feira (19), durante almoço no Galpão Crioulo do Palácio, que reuniu dezenas de produtores orgânicos de todo o Estado do Rio Grande do Sul. O almoço fez parte das comemorações dos 90 anos do Palácio Piratini. Na mesa estavam vários secretários de Estado e, representando os agricultores orgânicos, o produtor de bananas de Torres, Nei Dimer. Entre os diversos manifestos entregues ao governador estava a carta assinada por 34 entidades e organizações que compõe a Comissão da Produção Orgânica do Estado do Rio Grande do Sul, CPOrg/RS.Ao falar aos participantes do almoço, Tarso Genro enfatizou que é obrigação do governante auxiliar a agricultura familiar. "Acredito", disse ele, "que cem por cento dos produtores orgânicos são agricultores familiares. E nos 90 anos do Palácio Piratini, essa convergência só afirma a natureza do nosso programa". De acordo com o governador, a agricultura familiar tem recebido a atenção do governo federal, como jamais ocorreu na história da agricultura do país.Toda a alimentação utilizada durante o almoço foi comprada um dia antes na Feira dos Agricultores Ecologistas que ocorre sempre às quartas-feiras na pátio da Secretaria da Agricultura, na Avenida Getúlio Vargas, em Porto Alegre. O cardápio teve entrada com folhas verdes, tomate, tofu, flores comestíveis e pão de hibisco. No prato principal foi servido escondidinho de aipim com bertalha, arroz, feijão misto, bife de soja, farofa de cenoura, hibisco, cebola e alho. Na sobremesa as opções foram tortas de maçã e banana ou frutas da estação. Como bebida as opções eram sucos de uva, laranja e folhas verdes.

Política de produção orgânica

Ao final do almoço o coordenador da CPOrg/RS, José Cleber Dias de Souza, acompanhado pelos integrantes da Comissão, Simone Azambuja, Leonildo Zang e Roni Carlos Bonow, entregou uma carta a Tarso Genro, com pedido para que o governo "estabeleça as bases para a construção de uma política estadual de desenvolvimento da produção orgânica, bem como de outras iniciativas que se abriguem sob os conceitos da agroecologia". A carta elenca quatro sugestões: redução ou eliminação da incidência de ICMS, estimulando a produção e o consumo; apoio ao desenvolvimento de mercados locais, com o estímulo ao surgimento de estabelecimentos de abastecimento popular que aproximem o agricultor do consumidor; apoio à incorporação de produtos oriundos da agricultura familiar agroecológica ao mercado institucional; e políticas de crédito diferenciado (com subsídio) para a produção, em especial a transição para sistemas orgânicos e de agroindustrialização.Os integrantes da CPOrg/RS querem, ainda, que o atual governo atual reveja as condições estabelecidas em recente decisão do Programa Troca-troca, que permitiu a inclusão de sementes transgênicas naquela iniciativa que deveria apoiar a autonomia e não a dependência dos agricultores familiares gaúchos. "Estamos convencidos", diz a carta, "de que o equívoco encerrado naquela condição, que atende ao interesse do controle das sementes por transnacionais e compromete de forma irremediável a preservação de sementes crioulas, deu-se à revelia de seu conhecimento e, com sua intervenção, será corrigido no interesse da autonomia dos agricultores gaúchos".


Fonte:Ecoagência Solidária de Notícias Ambientais

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Carne orgânica do Pantanal é vendida para Itália

A Associação Brasileira de Produtores Orgânicos (ABPO Pantanal Orgânico), em parceria com o WWF-Brasil e Movimento Slow Food, realizam na próxima segunda (23), no restaurante Yotedy, em Campo Grande (MS), um jantar para celebrar o acordo firmado com parceiros italianos que viabilizará a exportação da carne orgânica produzida no Pantanal para aquele mercado.O evento tem apoio do Sebrae, Embrapa Pantanal, frigorífico JBS Friboi, Federação de Agricultura e Pecuária do Mato Grosso do Sul (Famasul), Superintendência Federal de Agricultura, Sindicato Rural de Campo Grande e Real H – Nutrição e Saúde Animal.Na ocasião, será oferecido um jantar preparado pela renomada chef de cozinha Dedê Cesco, especializada em pratos regionais.
Participam o governador André Puccinelli, a secretária estadual de Desenvolvimento Agrário, da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo, Tereza Cristina Corrêa da Costa, o superintendente de Conservação do WWF-Brasil, Carlos Alberto de Mattos Scaramuzza, parceiros comerciais italianos, empresários do setor produtivo e varejista, representantes do poder público, produtores rurais de Mato Grosso do Sul e representantes do terceiro setor.“Esse evento será o coroamento de uma parceria comercial que se concretizou com o apoio do WWF e Slow Food.
E isso é resultado de um conjunto de atividades voltadas para a divulgação da economia de Mato Grosso do Sul, apoiado pelo governo estadual”, explica o presidente da ABPO, Leonardo Leite de Barros.No dia seguinte, a comitiva italiana segue para o Pantanal, onde visitará fazendas associadas à ABPO e conhecerá a criação do boi orgânico.“A criação de gado orgânico no Pantanal é um exemplo claro de que pensando e ajustando onde e como produzir muitas atividades podem se tornar mais sustentáveis, gerando empregos e renda e ajudando na manutenção da biodiversidade e dos serviços ambientais, algo imprescindível para a longevidade da própria produção”, ressaltou Carlos Alberto de Mattos Scaramuzza, do WWF-Brasil.
Em março deste ano, a ABPO realizou uma apresentação da carne orgânica do Pantanal a um público especializado dos setores de alimentos e varejo na cidade de Mosciano Sant'Angelo, na região de Abruzzo, na Itália. O evento contou com a presença de autoridades locais, representantes do WWF-Itália, WWF-Brasil e Slow Food.Antes, em fevereiro, representantes da ABPO e do WWF-Brasil estiveram na feira mundial de orgânicos de Nuremberg (Alemanha), onde expuseram o modelo de produção orgânica e destacaram a convivência da atividade econômica com o meio ambiente e cultura pantaneira.


Fonte: http://www.correiodoestado.com.br

terça-feira, 17 de maio de 2011

Santa Catarina receberá Semana de Alimentação Orgânica na Assembleia Legislativa

A definição do local onde irá ocorrer a Semana Nacional de Alimentação Orgânica, de 31 de maio a 5 de junho próximos, foi durante reunião conjunta entre as comissões de Agricultura e Política Rural e Turismo e Meio Ambiente, presididas, respectivamente, pelos deputados Aldo Schneider (PMDB) e Neodi Saretta (PT) nessa semana no debate sobre a alimentação orgânica.O evento, que contou com representantes da Epagri, Conab e lideranças municipais, culminou com o lançamento da Semana Nacional de Alimentação Orgânica e a realização de uma audiência pública na Assembléia para discutir os entraves na produção em Santa Catarina.
Promovida pelo Ministério da Agricultura, a Semana Nacional de Alimentação Orgânica ocorre em todo o país, com o objetivo de esclarecer a população sobre a importância da alimentação com produtos orgânicos e o desenvolvimento de ações voltadas à promoção da produção de alimentos naturais e livres de agrotóxicos. Em Santa Catarina, o evento terá sua abertura no dia 31, com café da manhã no hall do Palácio Barriga Verde, das 8 às 10 horas, com degustação de produtos orgânicos produzidos no estado.
Segundo o economista e pesquisador da Epagri, Paulo Zoldan, em Santa Catarina a produção orgânica ainda é pouco desenvolvida, mas, pelas suas peculiaridades, o estado é um dos que mais teria a ganhar com o desenvolvimento da atividade. “Em Santa Catarina temos, majoritariamente, pequenos agricultores, que não podem produzir em grandes quantidades e buscam alternativas de renda. Ao mesmo tempo, estamos perto de grandes centros de consumo. Tudo isso nos favorece” disse.
O vice-presidente da Câmara Italiana de Comércio e Indústria, Mauro Beal, acrescentou que a demanda por produtos orgânicos está em alta no exterior e que o estado não deve perder a oportunidade de conquistar os novos mercados que estão se abrindo. “Podemos ganhar muito em termos de sustentabilidade e agregação de valor, criando até mesmo um novo perfil para a produção agroindustrial catarinense, servindo de referência para o Brasil” ressaltou. Na condição de representante da Conab, Dionísio Back, afirmou, entretanto, que o incremento da produção catarinense ainda encontra alguns entraves, como a falta de incentivo por parte do governo e de divulgação. Back pediu aos parlamentares membros das duas comissões a instituição de políticas públicas voltadas ao segmento.
Entre as reivindicações levantadas estão o aumento de recursos destinados à pesquisa e a instituição de uma política de tributação diferenciada aos produtores. Os deputados Aldo Schneider e Neodi Saretta afirmaram que as Comissões seguirão alinhadas no detalhamento das medidas necessárias ao fomento da atividade no estado. Os encaminhamentos devem ser dados com a audiência pública já marcada para discutir o tema. Participaram também da reunião os deputados José Milton Scheffer (PP), Jorge Teixeira (DEM), José Nei Ascari (DEM), Altair Guidi (PPS) e Edison Andrino (PMDB), o representante da Comissão de Agricultura Orgânica da Secretaria Estadual de Agricultura e Pesca Paulo Tagliari, e a vereadora de Ibirama, Iracema Duwe.


Fonte: http://www.canalrural.com.br

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Semana quer incentivar consumidores a reconhecer produção de orgânicos no Mato Grosso do Sul

No fim deste mês, acontece a sétima Semana de Alimentos Orgânicos, promovida pela Divisão de Política, Produção e Desenvolvimento Agropecuário da Superintendência Federal de Agricultura no Mato Grosso do Sul, em conjunto com os parceiros que formam a Comissão Estadual da Produção Orgânica. Este ano, o objetivo principal é conscientizar os consumidores. Em supermercados, os produtos orgânicos são identificados através de um selo e nas feiras livres, o cliente deve pedir o certificado de cadastro junto ao Ministério da Saúde.
Fábio Mizotti, coordenador estadual de orgânicos da Superintendência, comenta que o consumidor pode auxiliar na fiscalização da produção de orgânicos. O preço dos produtos, um pouco mais elevados, ainda é questionado pelo consumidor. Fábio Mizotti comenta que isso ainda acontece pelo elevado custo de produção ao produtor, que vão caindo gradualmente. A Semana de Alimentos Orgânicos acontece na Capital e em algumas cidades do interior com programação de palestras, exibição de vídeos e distribuição de materiais. A abertura do evento será no dia 30 no auditório do Sebrae, com direito a café da manhã com produtos orgânicos.


Fonte: http://www.acritica.net/

domingo, 15 de maio de 2011

Empresário investe na produção de pães e bolos orgânicos

A preocupação ecológica aumenta no Brasil e a produção de alimentos orgânicos cresce a cada ano no país. Uma empresa de São Paulo aposta no segmento em alta e fabrica pães e bolos sem substâncias químicas, conservantes ou agrotóxicos.Na padaria, a produção é toda orgânica. São bolos, biscoitos e pães integrais que, além de saudáveis, são bem saborosos. O empresário Celso Gelman montou a fábrica em 2003. Adepto da alimentação orgânica, ele percebeu a oportunidade no mercado.
A qualidade é um diferencial da empresa e os produtos são certificados. “A matéria-prima toda tem que ser orgânica, tem uma norma que diz que 95% dos ingredientes devem que ser orgânicos e tem 5% que podem ser convencional”, afirma Gelman.A fábrica faz 1,2 mil pães por semana. São sete tipos diferentes. Do clássico 100% integral aos pães com sabores preparados com legumes orgânicos. Nas receitas entram cenoura, batata doce e abóbora. A produção começa às 5h. Para preparar a massa do pão, são misturados em uma batedeira a farinha integral, o açúcar mascavo e o legume. Em seguida, a massa é cortada e pesada.
Depois, passa por essa máquina para ficar no tamanho certo para ser enrolada. O trabalho é feito manualmente. Depois, a massa é colocada para descansar em uma estufa por 3 horas, tempo necessário para a fermentação. Após essa etapa, é colocada no forno, são mais 40 minutos até ficar pronto. O pão de forma orgânico não tem conservante, por isso a validade é curta. A duração de um produto na temperatura ambiente é de cinco dias. O pão normal dura, em média, três vezes mais. Para abrir uma fábrica de pães orgânicos é necessário ter batedeira, uma modeladora, estufa e um forno.
O investimento é de R$ 40 mil. Entre pães, bolos e biscoitos, a empresa vende, em média, 7 mil produtos ao mês. Os preços são a partir de R$ 5 reais. O faturamento é de R$ 30 mil mensais.“A gente tem colocado os produtos nas lojas, e menos tempo ele emplaca (...). O mercado está em expansão porque as pessoas buscam uma qualidade de vida. As pessoas procuram isso”, diz o empresário.

Clientela

Os clientes estão espalhados pela grande São Paulo, interior paulista e Vale do Paraíba. São 40 pontos de venda. Os produtos orgânicos estão cada vez mais presentes nas lojas. Em um cliente de Gelman, por exemplo, são três corredores de opções saudáveis para o consumidor. Os bolos e pães fabricados pelo empresário ficam expostos nas prateleiras, montados em um dos corredores de grande circulação dos clientes. A loja vende em média 100 itens toda semana. Os pães representam metade das vendas. Um pacote de 400 g custa, em média, R$ 8. “É muito mais saudável. Retarda o envelhecimento, enriquece a nossa saúde, abaixa o colesterol e acrescenta muito mais, né”, opina a cliente Carina Lagiotta.Segundo estimativa do instituto biodinâmico, uma das instituições que certifica esse tipo de alimento no Brasil, o consumo de orgânicos aumenta 30% a cada ano.
“É o manejo dos alimentos que evita a utilização de pesticida ou agrotóxico ou outro defensível químico. Então, todo esse sistema resulta em alimentos que têm esse apelo mais saudável”, afirma a nutricionista Ana Fanelli.Os produtos tornam-se uma alternativa para o consumidor atento com a qualidade da alimentação e a preservação do meio ambiente. “Muito conservante, muita coisa química, muita coisa para dar cor, e acho que isso daí ao final de muitos anos, debilita a saúde das pessoas.
Então, você consumindo produtos orgânicos, tem uma qualidade de vida melhor”, sugere Gelman.Para Carlos Eduardo Gouvêa, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos Dietéticos e Para Fins Especiais, os produtos orgânicos são um grande investimento.“Todo aquele empresário que buscar algum negócio voltado para esse segmento de saudabilidade, ele tem um grande nicho. Na verdade, hoje talvez ainda nicho, mas um grande segmento para o futuro. As pessoas de fato estão preocupadas com a saúde como estarão daqui um tempo. Sempre com aquele trinômio, saúde, tempo e dinheiro, com certeza as pessoas no futuro querem ter os três”, afirma o presidente.


Fonte: http://g1.globo.com

sábado, 14 de maio de 2011

Consumidores recorrem à internet para comprar alimentos orgânicos

O mercado de alimentos orgânicos cresce consideravelmente no Brasil.Dados divulgados pelo projeto Caravana Copa Orgânica, evento itinerante que está visitando as cidades sedes da Copa do Mundo de 2014 para divulgar a produção de alimentos saudáveis, somente no ano de 2010 houve crescimento de 40% no consumo de alimentos livres de agrotóxicos, resultando em uma média de R$ 350 milhões ao ano.Segundo o gestor do projeto Mundo Orgânico promovido pelo Sebrae, a previsão é que no ano da Copa o setor movimentará R$ 700 milhões. Isso porque os estrangeiros que visitarão o Brasil, principalmente os europeus e norte americanos, têm o costume de consumir alimentos orgânicos diariamente.
Mas em muitas cidades brasileiras o consumidor não encontra esse tipo de produto disponível. O principal fator é que ainda há produtores se adaptando a essa nova tendência nacional.A alternativa encontrada por alguns adeptos à alimentação saudável é recorrer à internet para comprar tais produtos. É o caso da moradora da cidade de Maringá (PR), Julia Polônio Haddad
Zavadinack.Segundo ela, na cidade onde mora não encontra aveia, macarrão e linhaça orgânicos. “Para obter os produtos orgânicos que consumimos diariamente é necessário comprar pela internet.
Foi assim que achei o site Orgânica Shop”, exemplificou.Adão Bittencourt, morador da cidade de São Gonçalo (RJ), também afirmou que tem dificuldades de encontrar esse tipo de alimento na cidade.Segundo ele, por muitas vezes precisa pesquisar na internet para conseguir produtos orgânicos.“Às vezes era necessário buscar esses tipos de alimentos na cidade vizinha”, relatou.O comércio eletrônico é muito utilizado para o consumo de livros, cd´s e eletrônicos. Entretanto, a internet é o meio mais rentável encontrado por muitos consumidores para suprir a ausência de alimentos orgânicos nas pequenas cidades brasileiras.



Fonte: K2 Comunicação

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Produto orgânico:saudável e legal

Pouco conhecida, e muito menos divulgada, a Lei de Orgânicos existe e foi regulamentada no Brasil após anos tramitando no Congresso Nacional. A lei nº 10.831/2003 entrou em vigor no País em 1º de janeiro de 2011 obrigando produtores de orgânicos e empresas a adequarem-se às conformidades legais. Uma das obrigatoriedades é o uso do novo selo oficial de “produto orgânico” nos alimentos e mercadorias destinadas ao consumidor final, além de seguir as exigências feitas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
Muito procurados por pessoas que se preocupam com a saúde, beleza e meio ambiente, os produtos orgânicos produzidos no Brasil aos poucos estão caindo na aceitação das pessoas, incluindo celebridades internacionais como Steven Tyler e Joe Perry, integrantes da banda Aerosmith. O grupo fez uma série de exigências para a apresentação na capital paulista em maio de 2010. Entre os pedidos estavam alimentos como atum albacora, iogurte e tofu, tudo orgânico. O caso mais recente foi em abril deste ano, quando a banda Iron Maiden, que se apresentou em Belém (PA), fez uma única exigência: produtos orgânicos no camarim.
O setor de orgânicos cresce a uma taxa média anual de 20% a 30%, e com a nova lei acredita-se num avanço para o segmento. Dados da International Federation of Organic Agriculture Movements (IFOAM) confirmam essa tendência. Entre 2008 e 2009 aproximadamente 6% do território mundial foi cultivado com agricultura orgânica. Na Dinamarca as vendas representam 7% do mercado de alimentos, na Áustria 6% e 4% na Suíça. Os Estados Unidos marcam presença forte no assunto tanto que, em 2009, lideraram com um total de 17,8 milhões de euros. O Brasil está, aos poucos, ingressando nessa atividade que visa benefícios para a saúde e meio ambiente de forma sustentável. Com uma vasta extensão territorial e um clima favorável na maior parte das regiões, o Brasil tem motivos para se tornar um dos maiores produtores e consumidores de orgânicos do planeta.
Em Joinville – a maior cidade populacional do Estado – o setor econômico é alavancado, em maior escala, por indústrias e pelo comércio. Porém, numa época em que a preocupação ambiental e a qualidade de vida humana tornaram-se centro das atenções, agricultores e produtores orgânicos conquistam cada vez mais espaço na cidade. Rafael Krause, visando desenvolver o setor no município, iniciou em 2009 a Herbia Cosméticos Orgânicos. Fruto de anos de trabalho e aprimoramento na extração de óleos essenciais, a empresa hoje se destaca no cenário nacional com o desenvolvimento de cosméticos orgânicos, através de uma linha diferenciada, utilizando componentes naturais com efeitos sensoriais e terapêuticos.


Sobre a Herbia


Em 2005, após iniciar o cultivo de plantas aromáticas na área rural de Joinville, brotava a Herbia. Fruto de investimentos nas instalações da empresa e em equipamentos para extração de óleos essenciais na produção orgânica, a Herbia iniciou as primeiras destilações no ano de 2006, com a Patchouli e a Melaleuca, plantas que até hoje são cultivadas e destiladas na Herbia.No ano de 2007 a busca pelos padrões de qualidade International Stardard Organization (ISO) levou a Herbia a firmar um convênio com a Universidade Federal do Paraná (UFPR), resultando no aprimoramento do cultivo e do processo de produção dos orgânicos.
Um salto para a empresa, que foi elevada no mercado como produtora de óleos essenciais de qualidade superior, obtendo no ano seguinte a certificação orgânica do cultivo e unidade de extração do óleo essencial.Após intensas pesquisas, avaliações e testes, em 2009 a Herbia estava pronta para entrar no mercado de cosméticos orgânicos, com uma linha diferenciada, utilizando somente óleos essenciais puros e componentes naturais com efeitos sensoriais e terapêuticos. Isso somente foi possível devido ao vasto conhecimento adquirido pela Herbia no que tange a composição, propriedades e aplicações dos óleos essenciais.
Ao final de 2009 a Herbia Cosméticos Orgânicos e Terapêuticos recebeu a certificação de seus cosméticos pelo IBD, empresa brasileira de inspeção e certificação que atua há mais de 25 anos no Brasil e países da América do Sul, América Central, Europa e Ásia. O IBD é a única entidade no Brasil a conceder os selos de certificação International Federation of Organic Agriculture Movements (IFOAM) e United States Department of Agriculture (USDA), os quais a Herbia possui. Na busca por novas plantas aromáticas, em particular da biodiversidade brasileira, a Herbia continua sua pesquisa na busca de novos óleos essenciais a fim de produzir cosméticos naturais, de forma orgânica e sustentável.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Neem é principal aliado na agricultura orgânica

A árvore do futuro. Assim é considerada por pesquisadores a espécie Neem, também conhecida como Nim. Ainda pouco conhecida no Brasil, à planta é muito utilizada na Índia, seu país de origem. O Neem é empregado em diversas áreas, tais como na fabricação de produtos de beleza e higiene, medicina alternativa e na agricultura orgânica, devido sua capacidade natural de controlar as pragas. Também é muito utilizado em produtos de higiene, tais como xampu, condicionador, pasta de dente e enxaguatório bucal.
Devido ao potencial químico de eliminar insetos que atacam as lavouras, a planta está cada vez mais sendo utilizada também como repelente natural. A bióloga e doutora Sueli Souza Martinez publicou importantes trabalhos e livros sobre as características e efeitos do Neem. De acordo com os resultados obtidos pelas pesquisas do Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR), coordenadas pela bióloga, a planta possui mais de 50 compostos terpenóides, sendo a maioria com ação sobre os insetos.
Também ressalta que “os inseticidas naturais de Neem são biodegradáveis, portanto não deixam resíduos tóxicos nem contaminam o ambiente”. Mostraram efeitos letais e deformidades em larvas e pupas de lagarta do cartucho de milho, curuquerê do algodoeiro, ácaros e bicho-mineiro, cochonilhas e redução de postura em bicho-mineiro, broca do café e mosca branca. Sueli afirma que a Azadirachtina afeta o crescimento dos insetos. “Pela sua semelhança com o hormônio ecdise, que possibilita ao inseto trocar o esqueleto externo, perturba essa transformação e em altas concentrações pode impedir o crescimento, causando a morte da larva ou da pupa”, explicou. Com a conscientização ambiental e a importância do consumo de alimentos orgânicos, livre de agrotóxicos, o Neem está ganhando destaque ao longo dos anos.

Fonte: Assessoria de Imprensa Orgânica Alimentos/K2 Comunicação

terça-feira, 10 de maio de 2011

Grãos orgânicos são alternativa para alimentar criação

Obter milho e soja convencionais, ou seja, não-transgênicos, é um dos principais gargalos para avicultores e suinocultores que pretendem adotar o sistema orgânico de criação em suas propriedades. “É um gargalo gigantesco”, diz o gerente industrial Luiz Carlos Demattê Filho, da Korin, de Ipeúna (SP), a principal agroindústria produtora de frango orgânico do País. Além de convencional, a semente tem de ser cultivada de maneira orgânica, de modo, ainda, a evitar a temida “contaminação cruzada”, ou seja, o pólen de milho transgênico de alguma maneira alcançar o convencional e daí surgirem espigas transgênicas em plena lavoura convencional. A necessidade de isolar lavouras por parte do produtor orgânico será crescente, pelo menos nos próximos anos.
Basta ver o avanço das lavouras de milho transgênico desde 2008, ano da aprovação do uso da tecnologia no País. Conforme estudo da consultoria Céleres, a pedido da Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem), “na safra 2009/2010, analisada nos estudos, 32,5% da produção brasileira de milho utilizou variedades transgênicas. Um ano depois – e três anos após a chegada do milho GM às lavouras – esse índice já era de 57%, chegando a 75% na safrinha de inverno. Como comparação, segundo Anderson Galvão, da Céleres, a soja GM, cujo plantio no Brasil foi aprovado na safra 2005/2006 (mas que ilegalmente já era plantada em solo brasileiro desde o início dos anos 2000), demorou nove anos para atingir os mesmos 57% do plantio total brasileiro de soja.
”Neste mesmo estudo, porém, a bióloga Paula Carneiro prevê que, “nos próximos dez anos, a adoção da biotecnologia na cultura do milho possibilitará uma redução da área semeada com esse cereal de 49,5 milhões de hectares”, dado o grande aumento de produtividade resultante das lavouras transgênicas. Entretanto, enquanto essa redução de área plantada não ocorre, os produtores orgânicos do cereal preocupam-se em isolar suas áreas. No Sudeste, segundo Demattê, o problema ainda não é tão grave. “Produtores de milho orgânico não cultivam grandes extensões, daí a maior facilidade de instalar a cultura em áreas onde não haja por perto lavouras de milho convencional, o que aumentaria o risco de contaminação cruzada”, diz.
No Sul, porém, justamente onde o milho mais avançou, com 1,5 milhão de hectares plantados, e há maior tradição em cultivos orgânicos, talvez seja mais complicado fazer a separação entre lavouras com grãos convencionais cultivados organicamente e lavouras transgênicas. Demattê ressalta outro ponto que já foi discutido na Câmara Setorial de Agricultura Orgânica, abrigada no Ministério da Agricultura: “Estamos questionando as normas que a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) estipulou para isolar áreas de grãos convencionais dos transgênicos, porque acreditamos que não sejam suficientes para realmente proteger os cultivos orgânicos”, diz.
“Já encaminhamos algumas demandas ao Ministério da Agricultura para tentar rever esses critérios de isolamento de lavouras.”O que ele acha mais problemático é a obrigatoriedade de manter um “cinturão” de 20 metros de largura em volta de lavouras convencionais. “Este cinturão ou bordadura deve ter milho convencional que não poderá, porém, ser colhido como orgânico, dado o risco de cruzamento com variedades transgênicas”, diz ele, explicando que para o produtor orgânico isso significa prejuízo. “Só que nós entendemos é que quem planta milho transgênico deve ser obrigado a fazer esta bordadura, este cinturão com plantas convencionais, e não os produtores orgânicos”, continua.
“A lei, atualmente, não define quem deve fazer, mas é claro que os orgânicos acabam fazendo, para evitar o risco de contaminação transgênica em suas lavouras”, conclui.A Korin, que mantém seus frangos orgânicos em Ipeúna (SP), acaba de agregar mais dois criadores de frango orgânico, que fornecerão a ave à Korin, na forma de integração. “Eram avicultores que já trabalhavam conosco, criando o frango natural, sem antibióticos ou promotores de crescimento”, explica Demattê. A empresa mantém uma lavoura de 3 a 5 hectares de milho orgânico, para abastecimento próprio, mas também depende do fornecimento de terceiros.Embora a dificuldade de obter o cereal o ano todo requeira grande planejamento logístico, a empresa vem registrando crescimento na produção da ave orgânica. “Desde que começamos, em 2008, já aumentamos a produção em 40%”, diz Demattê, sem porém revelar o número efetivo de aves abatidas/ano.


Fonte: http://www.correiodoestado.com.br

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Brusque-SC implanta merenda orgânica na rede municipal de educação

A prefeitura Brusque acaba de implantar um projeto, com o objetivo de aliar o desenvolvimento da economia local e a qualidade da saúde de estudantes. Verduras e legumes orgânicos serão entregues uma vez por semana em escolas da rede municipal e farão parte do cardápio de mais de 10 mil alunos.Além de auxiliar o bem-estar de crianças e jovens, a merenda orgânica vai ampliar a participação de pequenos agricultores da região como fornecedores destes alimentos. “Antes estava difícil estimular as vendas, mas agora vamos incrementar nossa produção”, avalia o agricultor Ediberto Rode.A primeira escola a receber os produtos foi o Centro de Educação Infantil Noêmia Fialho.
Na última semana de abril, foi entre um estoque de repolho, aipim, cebola, alface, abóbora, cenoura e milho, que fará parte do cardápio de 160 crianças por, pelo menos, sete dias. A nutricionista da Secretaria de Educação Isabela Albani explicou que a Lei Federal 11.947 prevê a destinação de 30% dos recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE para aquisição de produtos da agricultura familiar. “Por meio desses recursos, direcionados à agricultura familiar, conseguimos inserir também o peixe na alimentação da rede municipal, que é entregue uma vez por mês nas escolas. Este processo contribui para a diversidade e qualidade de produtos no nosso cardápio”, afirma.


Fonte: http://www.portaldailha.com.br

domingo, 8 de maio de 2011

Parlamento ucrâniano aprova lei sobre agricultura orgânica

Propriedade rural ucraniâna

O Parlamento da Ucrânia (Verkhovna Rada) foi um dos últimos da Europa Oriental, a aprovar uma nova lei sobre a agricultura orgânica. Esta é uma grande vitória para o setor e estabelece uma base jurídica, econômica e social para a agricultura orgânica e para as exigências sobre a produção, processamento, certificação, comercialização, transporte, armazenagem e venda de produtos orgânicos.Um total de 286 dos 383 deputados registrados na sessão de votação apoiou a lei, que estabelece uma política estatal no âmbito da agricultura orgânica.
Assim, o Estado desenvolve uma agricultura competitiva e eficaz com a ajuda da agricultura orgânica, aumentando as exportações de produtos orgânicos, desenvolve o mercado no país e estimula a produção de produtos de alta qualidade biológica, bem como a proteção do ambiente e uso racional dos recursos naturais. De acordo com a lei que entrará em vigor em 01 de janeiro de 2012, a agricultura orgânica não pode incluir o uso de produtos químicos ou organismos geneticamente modificados.
A lei estipula que o órgão de poder executivo central para a política agrícola fiscalizará a agricultura orgânica. A lei também estabelece requisitos comuns para a produção, processamento, armazenamento e venda de produtos orgânicos. Além disso, a lei diz que as fazendas orgânicas deverão ser certificadas. A lei estabelece punições para a violação da lei. Os operadores agrícolas orgânicos podem ser excluídos do cadastro dos operadores e podem ser privados de seu certificado, ou o certificado pode ser suspenso.
Esta lei está dentro do projeto Suíço ucraniano "Certificação Orgânica e Desenvolvimento de Mercado da Ucrânia", financiado pela Secretaria de Estado de Assuntos Econômicos (SECO),e pelo Instituto de Pesquisa de Agricultura Orgânica (FiBL) que participou ativamente na elaboração da proposta de lei orgânica.Em 2008, o FiBL em cooperação com o Ministério da Política Agrícola da Ucrânia e da Associação Nacional de Serviços de Consultoria Agrícola da Ucrânia organizou a Segunda Mesa Redonda dos países do Leste europeu "Agricultura Orgânica e o quadro legal do trabalho" em Kiev com os representantes do setor público e privado de onze países.
O objetivo principal de apoio do ano passado no FiBL foi mostrar aos decisores políticos ucranianos e empresas privadas as oportunidades e vantagens de uma legislação orgânica.Na segunda fase (2011 - 2015) do projeto o FiBL irá apoiar os decisores políticos ucranianos na aplicação da lei e apoiar a elaboração de regulamentos correspondentes, sub-leis e regras de aplicação.



Fonte: http://www.kyivpost.com

sábado, 7 de maio de 2011

Capacitação em horticultura orgânica

Através de uma parceira entre a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) e o Sindicato dos Trabalhadores Rurais, com apoio da Cooperativa de Crédito Rural com Interação Solidária (Cresol) e Prefeitura Municipal de Pouso Redondo, foi realizada uma capacitação inicial em horticultura orgânica com agricultores do município. O maior objetivo foi alertar os produtores sobre os riscos do uso de agroquímicos na produção de alimentos, tanto para quem produz quanto para quem consome.
Foi explicado que o uso de adubos químicos causa um desequilíbrio nutricional que enfraquece as plantas, facilitando o ataque de doenças e pragas. Uma nutrição equilibrada pode ser realizada livre de fungicidas e inseticidas, através de adubos orgânicos e utilização de técnicas de manejo integrado de pragas e doenças, como rotação de cultura, variedades adaptadas, uso de caldas e preparados orgânicos, etc. Os agricultores tiveram acesso à técnica de produção da compostagem, um processo biológico de desdobramento de estercos animais, palha e alguns suplementos minerais que formam um adubo nutricionalmente equilibrado para as plantas.
Esta prática foi produzida na propriedade de Leonardo Benert, que participa da feira livre, realizada semanalmente em Pouso Redondo, além de ser um dos agricultores do município que entregam alimentos para a merenda escolar municipal. O fato de a merenda escolar contar em grande parte com a produção de agricultores de Pouso Redondo, eleva a importância de uma produção com alto valor biológico. Segundo o engenheiro agrônomo da Epagri de Pouso Redondo, Naor Brandão, é uma obrigação oferecer às crianças em desenvolvimento uma alimentação livre de substâncias carcinogênicas ou neurodepressoras, por exemplo.


Fonte: http://www.adjorisc.com.br/

sexta-feira, 6 de maio de 2011

ONU quer que pesticida endosulfan saia do mercado em 2012

Representantes de 127 países, reunidos na semana passada em Genebra, decidiram tirar o pesticida endosulfan do mercado em 2012. A substância foi incluída na lista das Nações Unidas de poluentes orgânicos persistentes.Segundo Achim Steiner, diretor-executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma, é necesssária assistência técnica e financeira para substituir o inseticida em países em desenvolvimento e com economias em transição. Ele afirmou que foi estabelecido um processo consultivo para o financiamento de convenções de químicos e resíduos.

Riscos

Utilizado em lavouras de café, algodão e chá no mundo todo, o endosulfan pode interferir no funcionamento do sistema endócrino, causando problemas na reprodução e desenvolvimento de animais e humanos.Quando a emenda entrar em vigor, dentro de um ano, o endosulfan será o 22º poluente orgânico persistente a fazer parte da lista da ONU.Outras 30 medidas foram adotadas para restringir o uso de substâncias tóxicas deste tipo


Fonte: http://noticias.uol.com.br

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