quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Arroz agroecológico agrada paladar de visitantes na Expointer

A qualidade e o sabor do arroz agroecológico produzido em assentamentos da reforma agrária estão presentes na 34ª Expointer, que ocorre até domingo (4/09, em Esteio (RS). Uma banca para venda e uma atrativa cozinha específica de carreteiro – comida típica gaúcha – expõem o potencial desse tipo de produção no Pavilhão da Agricultura Familiar. Um estande da Cooperativa de Produção Agropecuária de Tapes (Cootap) oferece três tipos de arroz: agulhinha, agulhinha integral e cateto integral.
Em torno de 30% do estoque de 200 quilos trazido para comercialização já foi vendido em quatro dias de Exposição. A maior procura é pelo agulhinha integral, vendido a R$ 2,50 o quilo.Este é o sexto ano que a Cootap participa do evento. “A Expointer é uma grande opção de negócios, porque a gente pode expandir nossas vendas para outros lugares, já que aqui tem uma grande circulação de pessoas, podemos fazer muitos contatos”, afirma Fagner do Canto Fernandes, do assentamento estadual Integração Gaúcha, localizado em Eldorado do Sul.A Cooperativa reúne a produção de aproximadamente 400 famílias de 16 assentamentos. O arroz agroecológico é uma das principais cadeias produtivas dos assentamentos, especialmente da região metropolitana de Porto Alegre. A safra desse ano chegou a 150 mil sacas, plantadas em cerca de 3 mil hectares.

Prato apetitoso

Na praça de alimentação do Pavilhão, os visitantes podem degustar o arroz orgânico em um saboroso carreteiro. A cozinha, que também é mantida por assentados da reforma agrária, serve em média, 200 refeições por dia, o que utiliza 15 quilos de arroz.
A expectativa é dobrar esses números. “A gente vende até 30 quilos por dia porque o pessoal gosta muito, elogia bastante. É a oportunidade do pessoal conhecer o sabor dos alimentos orgânicos”, observa Alderi da Silva Porto, também do assentamento Integração Gaúcha. Essa é a nona vez que ele participa da Expointer. Com um grupo de 10 colegas, se reveza desde às 7 horas para preparar os alimentos.
O prato, acompanhado por salada de alface orgânica, custa R$ 8. Para a aposentada Cleuza Garim, da cidade de Rio Grande, o almoço teve um tempero especial. “Estava muito gostoso, muito bem feito e bem preparado. A gente nota que é diferente”, comenta. A artesã Ana Lúcia Raram, de Porto Alegre, também confirma o valor do alimento agroecológico. “Eu desconfiava que fosse orgânico, mas não tinha certeza. A gente sente no gosto, lembra do gostinho lá de fora, do campo, de arroz de verdade. É muito bom saber que temos produtos assim”.


Fonte: http://www.sonoticias.com.br

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