sábado, 31 de outubro de 2009

MDA apresenta Lei da Alimentação Escolar na Biofach Latina 2009

O primeiro painel da tarde desta sexta-feira (30), na Biofach Latina 2009, abordou o tema dos Produtos Orgânicos, Alimentação Escolar e Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). A feira termina hoje, no Transamérica Expo Center, em São Paulo. Participaram da mesa representantes do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e Itaipu Binacional.
O MDA foi representando no painel pelo diretor de Geração de Renda e Agregação de Valor, Arnoldo de Campos, que apresentou a Lei da Alimentação Escolar (11.947) e as oportunidades para a agricultura familiar. A Lei da Alimentação Escolar determina a utilização de, no mínimo, 30% dos recursos repassados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para a alimentação escolar na compra de produtos da agricultura familiar.
Segundo Campos, a lei é uma excelente oportunidade para o debate com relação à qualidade dos produtos ofertados na alimentação nas escolas. “É um estímulo ao consumo de alimentos saudáveis”, disse. O diretor explica que os 30% do orçamento do PNAE para 2009 correspondem a cerca de R$ 600 milhões. Estima-se que, com essa medida, em torno de 200 mil famílias agricultoras serão beneficiadas diretamente.
Com a lei, a previsão é de que por volta de 47 milhões de alunos da rede pública de ensino de todo o País terão a oportunidade de consumir produtos oriundos da agricultura familiar. Campos apresentou o passo-a-passo para a comercialização e destacou o primeiro passo, a sensibilização, que é o preparo dos cardápios pelas nutricionistas.
“Aqui é importante incentivar a compra de alimentos orgânicos”. Ele reforçou que é fundamental o diálogo entre agricultores familiares e educação. De acordo com o diretor, a lei também destaca a priorização por propostas de comercialização de grupos dos municípios e, ainda, sempre que possível, por alimentos orgânicos e/ou agroecológicos.

Fonte:MDA

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Sétima Edição da Biofach América Latina 2009

Aconteceu nos dias 28, 29 e 30 de outubro a Sétima Edição da biofach América Latina,evento que contou com a participação de diversas empresas produtoras de orgânicos bem como pessoas provenientes de várias partes do país e do mundo.

Em 2008 a BioFach América Latina e ExpoSustentat apresentaram um crescimento de 20% em relação ao ano anterior. Os 328 expositores presentes no Transamerica Expo Center, de 23 a 25 de outubro de 2008, fizeram contatos e negócios envolvendo produtos orgânicos certificados, serviços e produtos sustentáveis em evento que reuniu 7.874 pessoas.Neste ano, houve um incremento no números de expositores, bem como de visitantes.Com a expansão mundial do mercado orgânico, mais a demanda global pela garantia da rastreabilidade e preservação da biodiversidade, BioFach América Latina e ExpoSustentat se consolidam como o marketplace ideal da economia verde na América Latina.

Localizado na zona sul de São Paulo (SP), o Transamérica Expo Center ofereceu aos seus visitantes da Biofach 2009 uma completa e moderna infra-estrutura para realização de eventos distribuída em cerca de 33.000 m² de área, além de estacionamento para 2.000 veículos.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

São Paulo sediará principais eventos de orgânicos da América Latina


Na quarta-feira (28), quinta-feira (29) e sexta-feira (30), a cidade de São Paulo irá sediar as duas principais feiras de produtos orgânicos da América Latina. Trata-se da sétima edição da BioFach América Latina e da quinta edição da ExpoSustentável, que acontecem simultaneamente no Transamérica Expo Center. Serão três dias de exposições, palestras, fóruns e rodadas de negócios. Um público acima de nove mil visitantes é esperado para 2009, sendo quase 10% do exterior. O Sebrae participará dos dois eventos com estandes e no apoio à presença de pequenos produtores de diferentes regiões do País.
Em sua sétima edição, a feira terá recorde de expositores internacionais e a expectativa é a mesma quanto aos visitantes do exterior. Na Conferência BioFach América Latina/ExpoSustentável, palestrantes internacionais confirmaram presença para falar sobre o crescente mercado de cosméticos naturais, o setor de fibras sustentáveis e algodão orgânico e a presença de produtos orgânicos em eventos, como a Copa do Mundo 2014. Palestrantes nacionais também vão falar do Programa de Aquisição de Alimentos, Programa PAIS e Agricultura Orgânica, e o Programa de Inovação do Sebrae.
A cada dia serão realizados dois workshops de gastronomia. Nos estandes do Sebrae estarão presentes pequenos produtores dos Estados de GO, MS, RN, PR, AL, BA, ES, RS, CE, e PA. No espaço institucional presente na BioFach serão expostos produtos orgânicos com certificação, como cachaça, café, frango orgânico, ovos caipira, laranja, mel, feijão, vinho e carne bovina. Na ExpoSustentável, o espaço do Sebrae contará com produtos certificados ou não e que estão ligados a atividades auto-sustentáveis. São artigos que trabalham com o conceito de comércio justo, como o artesanato, algodão e extrativismo sustentável. Hoje, o Sebrae atende 32 projetos de Orgânicos situados em 17 estados.
“A realização de feiras, como a Biofach e a Expo Sustentável é importante para reforçar o trabalho que o Sebrae desenvolve para mostrar o potencial do mercado orgânico. O esforço maior tem sido com relação ao Comércio Justo. Temos trabalhado para mostrar que sozinho o pequeno produtor não chega no mercado”, explica a coordenadora nacional da carteira de Orgânicos no Sebrae, Newman Costa. Segundo ela, a participação do produtor em feiras é importante para fortalecer sua rede de contatos. “Se ele não fecha negócio durante a feira, pode garantir negócios futuros”, afirma.

Fonte:Agência Sebrae

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Semana da Agricultura e Vida Rural das Américas começa em Montego Bay


O Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), com apoio do Ministério da Agricultura da Jamaica, abriram, ontem, a Semana da Agricultura e Vida Rural das Américas, em Montego Bay, Jamaica. Trinta quatro países representados por seus ministros da agricultura debaterão, até dia 31 de outubro, o tema Construindo capacidades para melhorar a segurança alimentar e a vida rural nas Américas. Na ocasião da Reunião, os líderes buscarão criar consensos sobre o Acordo Ministerial 2009. Hoje, acontece a Reunião do Grupo de Implementação e Coordenação dos Acordos sobre Agricultura e Vida Rural (GRICA).
Dia 27, os participantes debaterão o papel do setor privado nas construções de capacidades para melhorar a segurança alimentar nas Américas, com a participação de empresários das nações do hemisfério. Ainda nesta terça, acontecerá a V Reunião Ministerial no marco do processo da Cúpula das Américas. A Reunião Ministerial é o principal fórum em que ministros e delegados dos países do hemisfério acordam prioridades e ações estratégicas para o desenvolvimento sustentável da agricultura e vida rural. Dia 29, acontecerá a XV Reunião Ordinária da Junta Interamericana de Agricultura (JIA), órgão superior do governo do IICA. Na oportunidade, os delegados governamentais decidirão as estratégicas administrativas e financeiras do Instituto e elegerão o novo Diretor Geral do IICA, quem tomará posse de seu cargo por quatro anos no dia 15 de janeiro de 2010.
Os Conselhos Agropecuário do Sul (CAS) e Agropecuário Centro-americano (CAC) também realizarão seus encontros ministeriais regionais. “A Semana é importante para retomar e revitalizar o compromisso de trabalharmos juntos, com uma visão ampla da agricultura e vida rural, para revalorizar os territórios rurais e dinamizar nossas economias rurais”, ressaltou o Ministro da Agricultura de Jamaica, Christopher Tufton. Chelston Brathwaite afirmou que a Reunião é “uma importante oportunidade de gerar um clima de entendimento e de boa vontade necessário para a criação de soluções conjuntas frente aos desafios do desenvolvimento, impostos pela crise econômica mundial”.
Destacam-se entre os participantes o Representante Regional e Subdiretor da FAO, José Graziano da Silva, e a Secretária Executiva da Comissão Econômica para a América Latina (CEPAL), Alicia Bárcena. A FAO, a CEPAL e o IICA elaboraram conjuntamente o informe Perspectivas da agricultura e o desenvolvimento rural nas Américas: um olhar para a América Latina e Caribe 2009, que se configura em um documento único sobre a agricultura e o desenvolvimento rural no hemisfério. A Semana da Agricultura terminará com visitas a campo para conhecer as experiências agropecuárias daquele país.

Fonte:http://www.iica.int

domingo, 25 de outubro de 2009

Benefícios dos alimentos orgânicos são destacados na BioFach América Latina 2009


Tecnologias de produção orgânica poderão ser vistas no estande do Ministério da Agricultura na BioFach América Latina 2009, importante evento de produtos orgânicos, de 28 a 30 de outubro, no Transamérica ExpoCenter, São Paulo/SP. A Embrapa Agrobiologia/RJ levará informações que vão desde o cultivo orgânico de café e de fruteiras, inoculação de sementes de leguminosas e recuperação de áreas degradadas, até adubação verde e cobertura viva do solo com leguminosas perenes. Os pesquisadores do centro de pesquisa também apresentarão a vermicompostagem, com um miniminhocário em vidro e bambu.
A pecuária orgânica pantaneira será mostrada pela Embrapa Pantanal/MS. A Conab abordará produtos orgânicos e a sustentabilidade ambiental por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Já a Ceagesp exporá frutas e verduras orgânicas. No dia 29 (quinta-feira), às 15h20, o coordenador de Agroecologia da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo (SDC), do Ministério da Agricultura, Rogério Dias, fará palestra sobre a agricultura orgânica e a água. São mais de nove mil brasileiros e estrangeiros visitantes e cerca de quinze países expositores, entre eles, Alemanha, Espanha, Índia, Argentina, Uruguai, Colômbia, Peru, Equador e Bolívia.
Estão programadas também visitas a produtores e pontos de venda de produtos orgânicos. Legislação dos orgânicos - A agricultura orgânica no Brasil passou a ter regras regulamentando, desde o funcionamento do sistema de produção na propriedade rural até os pontos de comercialização, com a publicação do Decreto nº 6323/2007. Três instruções normativas que regem os orgânicos foram divulgadas em maio deste ano. As normas técnicas para o extrativismo sustentável orgânico estão na Instrução Normativa n° 17. Os procedimentos para o processamento, armazenamento e transporte de produtos, a obrigatoriedade do uso de boas práticas de manuseio e processamento e a atualização de registros de manutenção da qualidade desses alimentos são tratados na Instrução Normativa n° 18.
Os mecanismos de controle e informação da qualidade dos produtos orgânicos constam na Instrução Normativa nº 19 . A norma cria ainda o Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica (Sisorg). Selo Oficial - A partir de janeiro de 2010, os produtos orgânicos deverão estampar em suas embalagens o Selo Brasileiro de Conformidade Orgânica. Os produtos comercializados pelos agricultores familiares, diretamente aos consumidores, não precisam do selo oficial, basta que estejam cadastrados no Ministério da Agricultura. Campanha dos orgânicos - Para mostrar à população a importância dos alimentos orgânicos e incentivar o seu consumo, foi veiculado o vídeo Entre para o Mundo da Vida Saudável. Prefira Alimentos Orgânicos, em TV aberta e fechada, nas salas de cinemas e na internet, em maio deste ano.
A campanha do Mapa incluiu, também, a cartilha Produtos orgânicos - O olho do consumidor, cartazes e anúncios em revista de circulação nacional. Breve, será lançado um hot site com informações sobre os orgânicos. (Inez De Podestà) Confira a programação da Biofach e América Latina 2009 Mais informações Laila Muniz (assessora de Imprensa) (61) 9951-6477

Fonte:Mapa

sábado, 24 de outubro de 2009

O Governo de Vitória na Austrália dará suporte à indústria orgânica do estado com um novo programa de consolidação.


O Governo de Vitória na Austrália dará suporte à indústria orgânica do estado com um novo programa de consolidação. Anunciando o pacote de subvenções durante a Semana Nacional dos orgânicos, a Ministra do Desenvolvimento Regional e Rural Jacinta Allan disse que Victoria é o maior produtor de leite orgânico e é o principal processador alimentar orgânico nacional.
“O Suporte de 400,000 dólares do Governo para o Programa de subvenção orgânico de Brumby aumentará a produção, consumo e exportação de produtos orgânicos de Victoria,” disse. “Ele também ajudará a segurar empregos e realçar estilos de vida de agricultores orgânicos e produtores, em particular na área urbana e rural de Vitória.” A Senhora Allan disse que o êxito dos agricultores Vitorianos está na sua capacidade de ficar à frente dos seus concorrentes. “
“Os negócios agrícolas devem desenvolver novos produtos, identificar e segurar novos mercados, e manter o acesso a mercados existentes para permanecer competitivos,” acrescentou. Senhora Allan disse ainda que o programa de subvenções orgânico tem sido consolidado pelo 4° ano, estabelecendo um novo investimento para ajudar o setor de agricultura a modificar, dirigir a inovação e capturar novas oportunidades de mercado.
“Para este projeto dar certo, os negócios ou os projetos devem construir o crescimento do setor orgânico do futuro e aumentar a consciência de consumidores e produtores do setor,” disse a senhora Allan.
A Senhora Allan acrescentou que os negócios ou os projetos também devem aspirar a estimular exportações, desenvolver a cadeia de provisão ou a capacidade da cadeia de valor, o aumento do conhecimento e a consciência dos produtores orgânicos, em desenvolver liderança e habilidades de negócios, ou demonstrarem as inovações em produtos e ou processos.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

O futuro dos produtos orgânicos na Jamaica


Durante a sessão de abertura de uma oficina de dois dias em oportunidades de negócios no mercado de produtos naturais e orgânicos em New Kingston, Jamaica, no dia 15 de Outubro, o chefe do Ministério Jamaicano de Agricultura e Corporação de Agro investimento e da Indústria da Pesca, David Lowe afirmou que a agricultura orgânica pode crescer significativamente na Jamaica nos próximos anos. "Há chance do desenvolvimento e crescimento da agricultura orgânica na Jamaica, por um incentivo na política nacional do setor" disse lowe.
Segundo Lowe, há necessidade da Jamaica refinar as estratégias e planos na agricultura orgânica, revendo a política existente e os padrões atuais, bem como a regulação para marcar e etiquetar os orgânicos produzidos para o comércio doméstico e internacional.
A formação e o treinamento também são necessários para enfrentar a falta da compreensão de conceitos e princípios da agricultura orgânica e, assegurar que os fabricantes e os treinadores são equipados com o conhecimento técnico necessário. Lowe disse que, nos últimos 10 anos, aumentou a exigência em seu país, no uso e interesse na comida orgânica e produtos naturais em razões da saúde.
"Quando vemos produtos orgânicos, isto é um nicho que não substituirá a agricultura tradicional. O objetivo realmente é assegurar-se que ele completa a capacidade de produção, e também assegurar que cuidamos dos aspectos únicos do jamaicano e as suas ligações de exportação a um mercado lucrativo e crescente para o ultramar," disse.
"Tivemos muitos pedidos para a produção de gengibre para o mercado estrangeiro, onde os compradores querem estar seguros sobre a nossa capacidade de produzir com certa coerência, qualidade e, naturalmente, tempo de entrega," observou Lowe. Ele também disse que, apesar do declínio econômico no ano passado, houve uma exigência contínua de produtos naturais e orgânicos.
A oficina foi organizada pelo Grupo de Bem-estar Jamaicano com colaboração do Monitor Orgânico, pesquisadores e especialistas do Reino Unido e uma empresa de consultoria que se concentra em indústrias de produto orgânicas globais. Os objetivos do Grupo são identificar produtos novos e competitivos, e marcar a Jamaica na primeira posição de saúde e bem-estar. Foi conduzido pelo Fundador e Diretor do Monitor Orgânico, Amarjit Sahota.


quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Os E.U.A não estão isentos das fraudes orgânicas


Uma grande corporação multinacional é acusada de ter vendido certos alimentos convencionais para consumidores americanos como se fossem orgânicos, assim enganando-os em suas escolhas na hora da compra. Uma queixa foi protocolada no programa orgânico da USDA nos escritórios de Wisconsin e de Minnesota, pelo grupo de investigação de interesse comum público, do instituto Cornucopia, cuja ação é centrada principalmente sobre o alimento e a agricultura. Os varejistas foram acusados de acresceram padrões federais orgânicos no alimento, como se fossem processados e corretamente certificados.
“Os processadores de alimento reconheceram a ascensão meteórica da indústria orgânica, e lucram com o seu potencial, e querem aproveitar o prestígio do mercado, mas não estão dispostos fazer o exigido para ganhar da USDA o valioso selo orgânico,” disse A. Kastel, analista sênior da política de exploração agrícola da Cornucopia. A acusação principal do grupo de investigação da política de exploração agrícola foi o anuncio nacional da soymilk nos jornais com o termo “orgânico” retratados na etiqueta da caixa, quando de fato o fabricante, decano Alimento, tinha seus produtos longe dos produtos orgânicos.
Uma matéria de primeira página no Chicago Tribune em julho esboçou um exame do consumidor que mostra que o público desconhecia a diferença entre etiquetas naturais e orgânicas e que algumas corporações, particularmente a decano Alimento, se aproveitavam da confusão no mercado. Este não é o primeiro emaranhado que envolve a Cornucopia. O fornecedor de leite orgânico, leiteria Aurora, localizada no Colorado violava flagrantemente padrões orgânicos federais nos rebanhos animais.
Os investigadores da USDA determinaram que a Aurora tinha violado intencional 14 regulamentos orgânicos federais, no entanto, a administração de Bush permitiu a Aurora a permanecer no negócio. “Em uma indústria onde a realização e a paixão educacionais são os denominadores comuns em descrever sua clientela, seria arrogante pensar que eles podem se aproveitar de consumidores ignorando o espírito e a letra das leis que governam o comércio orgânico,” afirmou Kastel.


quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Produção de uvas e vinhos orgânicos


Cultivadas sem o uso de agrotóxicos, as uvas orgânicas são mais volorizadas no mercado e atendem à demanda daqueles que desejam consumir produtos mais saudáveis e estão dispostos a pagar mais por isso. A partir da uva produzida no sistema orgânico, pode-se fazer vinho, espumante, vinagre e geléia. Esta semana, o Prosa Rural traz recomendações sobre a produção de uvas e vinhos orgânicos contando com a participação do pesquisador da Embrapa Uva e Vinho (Bento Gonçalves/RS), Alberto Miele. Para cultivar produtos no sistema orgânico, o agricultor deve seguir uma série de recomendações estipuladas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
E para ser considerado orgânico, o produto precisa de certificação – uma garantia de que sua produção obedece a todas às recomendações do Mapa. Para receber a certificação, o produtor deve procurar uma empresa certificadora que seja credenciada junto a esse ministério e precisa pagar para obter essa certificação. No Brasil, a produção de uva orgânica e seus derivados, como geléias e vinhos, ainda está começando. O pesquisador Alberto Miele explica que, no Sul do Brasil, o produtor encontra algumas dificuldades ao optar por esse sistema de produção, como “a topografia do solo em que estão instalados os vinhedos que, muitas vezes não permitem mecanização e, também, as condições do clima que favorecem o desenvolvimento de doenças”. Esse é um sério entrave à produção de uva orgânica na região, pois, além das condições climáticas, as variedades cultivadas atualmente não apresentam grande resistência às doenças. Quem também participa do Prosa Rural é Gabriel Caríssimo, enólogo da Cooperativa Vinícola Garibaldi, que fica na cidade de Garibaldi, no Rio Grande do Sul. Ele conta como a Cooperativa produz e comercializa suco de uva e vinhos de mesa brancos e tintos orgânicos. Para a comercialização dos produtos, a cooperativa conta com apoio do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).
“Começamos, no primeiro ano, com apenas três mil litros de vinho e fomos crescendo. Este ano já chegamos a duzentos mil litros e temos mais de vinte produtores associados produzindo de forma orgânica”, conta Gabriel. O Prosa Rural é o programa de rádio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O programa conta com o apoio do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

Fonte:Embrapa Uva e Vinho

terça-feira, 20 de outubro de 2009

A agricultura orgânica reduz a fadiga da terra e o consumo de água, afirma a UCCL


A agricultura orgânica reduz a fadiga do terreno e o consumo de água, ao eliminar o uso de produtos químicos, afirmou o presidente da Unión de Campesinos de Castilla y León (UCCL), José Manuel de las Heras, na abertura da VII Feira da Biodiversidade, realizada semana passada em Burgos, na Espanha. De las Heras explicou que a feira, organizada pela UCCL a cada sete anos pretende dar a conhecer práticas de produção agrícola que são "mais saudáveis e sustentáveis", ao mesmo tempo que põe em contato diretamente os produtores com os consumidores, que tem a oportunidade de conhecer"como são realmente os produtos de qualidade de nossos campos e qual é o preço justo, sem intermediários".
o presidente da UCCL reconheceu que a agricultura orgânica não está todavía muito desenvolvida em Castilla y León. Por isso o exemplo da provincia de Burgos, onde estes procedimentos são utilizados em apenas 1% da superficie cultivada na provincia.Na última campanha foram registrados como superficie dedicadas a agricultura orgânica uns 3.500 hectáres de cerca de 500.000 que se cultivam em Burgos. Sem dúvida, tratam-se de práticas que vão avançando de maneira muito notável e a superficie de cultivos ecológicos em Burgos tem-se triplicado desde a primera edição da Feira da Biodiversidade fazem sete anos.Tão pouco o número de agricultores que optam por estas práticas é demasiado elevado, ja que são pouco mais de meia centena.
Não obstante, De las Heras defende a agricultura orgânica como "uma saída profissional com futuro, graças as vantagens econômicas que se põe". Na sua opinião, não se trata tanto de obter uma maior produção sem reduzir custos, algo que é "especialmente importante para os agricultores, aroxados pelo aumento do preços de elementos como combustive e os adubos minerais".Neste sentido, explica que, além de reduzir o custo que se coloca na terra como os adubos minerais, isto provoca uma maior resistência aos cultivos de seco, o que reduz consumo de água, "com a redução dos custos que também implica".
O presidente da UCCL considerou que estas práticas ecológicas de cultivo são especialmente adequadas para cereais, oleaginosas e leguminosas, que são tipos de cultivos muito extensos em Castilla e León. A consequência deste tipo de prática na agricultura não se traduz em uma maior rendimento por hectare, mas permite aos agricultores reduzir custos e poder colocar produtos no mercado com selo de respeito ecológico, ademais poder fixar preços mais reduzidos com produtos de primeira qualidade.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

O mercado belga de produtos orgânicos supera 300 milhões de euros

Com mais de 2.800 tipos de produtos, o mercado orgânico Belga arrecada aproximadamente 300 milhões de euros por ano. As vendas melhoraram realmente cerca de 25% comparadas com o ano passado, não obstante a crise. De acordo com a organização GfK de estudos de mercado, o forte aumento foi favorecido - entre outros fatores - pela ascensão da inflação (+ 5.8% nos alimentos), pela aumento da freqüência das compras (+ 7.6%) e pela elevação do caixa (+ 14.7%).
Os produtos orgânicos são relativamente insensíveis à crise, uma situação que ocorra mesmo sendo em média 33% mais caro do que os produtos tradicionais, os produtos orgânicos não foram afetados pela diminuição econômica. Notadamente os grandes varejistas são os canais majoritários das vendas e cerca da metade das compras orgânicas (48.5%) são realizados em supermercados tradicionais.

domingo, 18 de outubro de 2009

Cultura orgânica na Holanda


Historicamente, a Holanda é pioneira em muitos aspectos culturais e sociais. Nos últimos anos, a capital do país vem dando mais um exemplo à população mundial, agora no quesito “comer bem”, com hábitos saudáveis de uma alimentação natural, tanto na produção quanto no consumo.Enquanto aumenta o número de obesos no planeta – há mais de 1,5 bilhão de adultos acima do peso, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) – em Amsterdã a tendência tem sido oposta. O sistema fast food, visto como o grande responsável pelas gordurinhas extras no corpo humano, está perdendo espaço para uma comida de maior qualidade. Há algum tempo, tem sido considerável na cidade o crescimento de mercados, feiras e restaurantes orgânicos e vegetarianos.
Os alimentos orgânicos – ainda caros no Brasil, mas já a preços populares por lá devido à grande oferta de produtos –, são cultivados com determinados padrões de excelência. E suas vantagens são muitas. Além da saúde humana, privilegiam a natureza e a preservação do meio ambiente. Pois não conservam uso de agrotóxicos nem aditivos químicos. Por tudo isso, ostentam um sabor melhor (sem modificação genética) para degustar.
Os estabelecimentos orgânicos em Amsterdã espalham-se por diversos pontos. O grande destaque, e um dos prazeres da cidade, fica por conta da semanal Feira dos Fazendeiros do Noordermarkt, no bairro de Jordaan, no centro velho. Em funcionamento há 20 anos, sempre aos sábados, o lugar é a meca da cultura natural e vegetariana.As tendas desse “mercadão alternativo” oferecem grande variedade alimentícia: frutas, vegetais, ervas, cereais, grãos, queijos, leites, pães, peixes, carnes, óleos, temperos e, inclusive, flores da estação. É possível até encontrar o bom e velho feijão – nas versões preto, branco, marrom, vermelho, ou azuki.Os alimentos orgânicos também se fazem presentes em diversos supermercados, especializados ou não, como os das conhecidas redes Natuurwinkel e Albert Heijn.


sábado, 17 de outubro de 2009

Produção Agroecológica familiar poderá virar política nacional


A tecnologia social denominada PAIS (Produção Agroecológica Integrada e sustentável), desenvolvida pelo agrônomo senegalês Aly Ndiaye, e que está presente há mais de dez anos no país, atingindo atualmente 21 estados brasileiros, foi transformado em tema de audiência pública na Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados nesta semana.
O sistema é baseado na agricultura familiar que não utiliza agrotóxicos, preserva a agua e o solo e cria na mesma propriedade animais, além de ser fonte de renda para os produtores. Desde 2005, o PAIS conta com o apoio do Sebrae em parceria com a Fundação Banco d Brasil, Ministério da Integração Nacional, ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e governos estaduais.
A iniciativa de tentar transformar essa tecnologia social em política pública nacional, com recursos previstos no orçamento da União para o ano que vem é do deputado do Piauí, Nazareno Fonteles. Segundo o deputado, o modelo, que têm início, meio e fim, irá permitir que 200 mil unidades tenham o mesmo padrão de sustentabilidade socioambiental e de geração de renda.
O secretário adjunto de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, Marco Aurélio Moreira participou da audiência disse que há três anos o ministério viu uma oportunidade no programa. “É estruturante, sustentável do ponto de vista financeiro e também se refere à melhor qualidade da alimentação e do aumento de renda para milhares de famílias que vivem no meio rural”, afirmou.Marco Aurélio explicou que entre 60% a 80% das frutas e legumes se perdem no transporte no Brasil, por isso, consumir produtos sem agrotóxicos da região próxima é muito mais saudável para a população em geral.
Com a previsão de recursos no orçamento da União para 2010, o PAIS será transformado em política pública ou programa nacional do governo federal e, assim, será possível aos Conselhos Municipais de segurança alimentar (Consads), comprar produtos sem agrotóxicos cultivados pelos dos agricultores familiares praticantes da tecnologia social, significando mais comercialização e renda para eles e suas famílias, argumentou Moreira.

Negócios

A gestora do PAIS do Sebrae Nacional, Newman Costa explica que “o PAIS não é apenas um projeto que leva tecnologia para agricultores familiares. As pequenas propriedades podem se transformar em pequenos negócios, que produzem alimentos para subsistência, e também para comercializar o excedente da produção, significando renda para as famílias”.
O Sebrae apóia o planejamento e transforma as pequenas propriedades rurais em produtores de frutas, verduras, legumes, entre outros itens, de forma sustentável para os mercados locais e próximos.
Atualmente as famílias das 7 mil unidades praticantes dessa tecnologia social no País faturam mais de um salário mínimo mensal, e segundo Newman, com as emendas parlamentares e inclusão do PAIS no orçamento de 2010, a tecnologia poderá ser multiplicada para milhões de brasileiros.
O assunto será encaminhado para discussão e votação pelo plenário da Comissão de Legislação Participativa e depois enviada à mesa diretora da Câmara dos Deputados para os demais trâmites, até se transformar em emendas dos parlamentares, a serem votadas e agregados ao orçamento da União de 2010.

Fonte:Agência Sebrae de Notícias

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Exportações de produtos orgânicos na India deverão crescer 100%

As exportações de produtos orgânicos na Índia deverão crescer perto de 100% nos próximos anos com uma maior participação dos agricultores e das agências de certificação. Dave S., diretor da Agriculture and Processed Food Products Export Development Authority (Apeda) na última sexta-feira disse em Ahmedabad que a organização central está providenciando esforços especiais a fim de aumentar os produtos orgânicos na agricultura.
“Há uma demanda enorme para produtos orgânicos nos países da União Européia, na Suíça, E.U.A, Japão e Coréia Atualmente e aproximadamente 380.000 agricultores estão ligados ao cultivo orgânico na Índia. Nós estamos fazendo esforços para aumentar a participação fornecendo o treinamento não somente aos fazendeiros mas igualmente a todas as partes interessadas, incluindo oficiais do governo " ,disse Dave.
Dave que está em visita a Ahmedabad para um programa de treinamento, que faz parte de uma série de programas que estão sendo realizados pela Apeda para as partes interessadas no cultivo orgânico. De acordo com ele, Gujarat tem grande potencial para a produção orgânica de produtos lácteos, de amendoim, de materiais têxteis, de sementes e de bananas.Além destes, Gujarat seriam um bom lugar para desenvolver também a hidropônia orgânica, que tem a demanda enorme em mercados ultramarinos, porque o estado tem uma grande litoral.
A fim de fazer as exportações indianas mais competitivas e de confiança, o número agências de certificação estão sendo aumentadas. "Há Cinco anos atrás, nós tínhamos somente seis agências de certificação para produtos orgânicos, hoje temos 16 agências no país e quatro estariam sendo criadas até 2010. Nós somos os pioneiros em fornecer a certificação para pequenas propriedades arrendadas da exploração agrícola, isto reduz significativamente o custo da certificação para os pequenos agricultores, "afirmou Dave.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Cosméticos orgânicos avançam com certificação

Foto: Mutt Ink/The New York Times

As pequenas empresas do segmento de cosméticos e higiene pessoal começam a investir em certificações socioambientais para conseguir uma diferenciação de mercado e também para atender à crescente demanda por produtos com apelo natural. O mercado para cosméticos "sustentáveis", com matérias-primas de origem certificada, é estimado em US$ 6 bilhões e cresce a taxas de 20% ao ano. No Brasil, a tendência ainda é restrita a nichos de mercado, mas deve ganhar força nos próximos anos, especialmente com a regulamentação do mercado de cosméticos orgânicos, que está sendo desenhada pelo Ministério da Agricultura - assim como foi feito com alimentos orgânicos, no ano passado.
"Muitas empresas de grande porte do setor de cosméticos só estão esperando essa regulamentação para entrar forte nesse mercado. Por enquanto, o nicho de cosméticos orgânicos certificados é ocupado por pequenas empresas", diz Alexandre Harkaly, diretor executivo do Instituto Biodinâmico (IBD), uma das entidades responsáveis pela certificação de orgânicos no Brasil. Segundo ele, a demanda pelo selo é maior entre as empresas produtoras de matérias-primas para a indústria de cosméticos - atualmente 40 levam o selo IBD, enquanto os fabricantes de cosméticos são apenas quatro.
A Magia dos Aromas, de Botucatu (SP), apostou na certificação em 2004, com o objetivo de explorar uma lacuna no mercado brasileiro. A empresa, formada por uma família de farmacêuticos com experiência no ramo de manipulação de medicamentos, começou vendendo no interior de São Paulo, mas ampliou a presença para as principais capitais e está negociando os primeiros contratos de exportação. A produção ainda é pequena - são 2 mil produtos por mês -, mas vêm conquistando a preferência de consumidores veganos, que não utilizam produtos de origem animal. "É um nicho interessante, pois são clientes fiéis", diz Marcos Caram, sócio da Magia dos Aromas.

Manejo Florestal

certificação que está ajudando a impulsionar o negócio de pequenas empresas é a FSC, o mais conhecido selo para produtos de origem florestal do mundo. A Orgânica, empresa de Santana do Parnaíba (SP) criada pelo casal de agrônomos Pérola e Luiz Antonio Galhardi, apostou na tendência. Originalmente uma empresa de acessórios para banho feitos com bucha vegetal para o segmento de spas, a empresa cresceu e passou também a fabricar cosméticos.
"O selo FSC abrange os produtos de madeira, como pentes e massageadores. Mas foi impressionante como abriu portas", diz Pérola Galhardi. A empresa vende para redes de farmácias e supermercados, como Wal Mart e Drogasil, e também pelo site Submarino. A partir de 2010, o plano é investir em um novo modelo de negócios. "Vamos abrir as primeiras franquias da marca."

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Alimentos orgânicos: como escolher e armazenar


Mais saudáveis para você e sua família, os orgânicos são a melhor alternativa na hora de consumir frutas, verduras e legumes. Mas, como todo alimento perecível, merecem cuidados na hora de escolher e armazenar.

Confira algumas dicas.

-Por serem alimentos perecíveis, o ideal é comprar frutas, verduras e legumes apenas quando necessário. Caso isso não seja possível, tente comprar produtos para uso imediato e outros ainda não tão maduros para consumir nos próximos dias;

-Nos pontos de venda, observe se os orgânicos estão separados dos convencionais. Isso evita a contaminação dos primeiros por produtos químicos ou resíduos de agrotóxicos;

-Em muitas cidades há feiras exclusivas, geralmente administradas e fiscalizadas por associações de agricultura orgânica. Nesses locais, os produtos costumam ser mais baratos que nos supermercados, pois o produtor vende diretamente ao consumidor;

-Mas, não importa onde você compre, verifique se consta o selo da certificadora na embalagem, o que é uma garantia de que realmente é orgânico. Para proteger o consumidor, as grandes redes de supermercados e os importadores não adquirem produtos sem os selos. Ainda há aqueles chamados de “naturais” que não são. Mas uma lei já está sendo regulamentada no país para fiscalizar isso;
-Se tiver que escolher apenas alguns alimentos para levar, fique com tomate, morango, batata e alface, que geralmente são os mais contaminados por agrotóxicos (quando produzidos de maneira convencional);

-O local mais adequado para guardar frutas, verduras e legumes é na prateleira mais baixa da geladeira. Isso ajuda a conservar o frescor e a umidade dos vegetais;

-O ideal é lavar folhas, frutas e legumes um a um, em água corrente, para tirar a sujeira, algum resto de terra ou pequenos insetos;

-As folhas merecem cuidado especial, pois são consumidas cruas. Para lavá-las de maneira eficiente, prepare uma mistura de 1 colher de sopa de hipoclorito de sódio (à venda em supermercados) para cada litro de água. Deixe as folhas em imersão de 20 a 30 minutos e, em seguida, enxágüe em água corrente;

-Seque bem todos os alimentos antes de guardá-los, para que durem mais tempo;

-Depois das compras, aproveite e já deixe os alimentos limpos para serem guardados;

-Na geladeira, guarde os alimentos em saquinhos, para não ressecar. Faça pequenos furos no plástico, para que a fruta, o legume ou a verdura possam respirar. Com uma área maior em contato com o ar, eles podem se deteriorar mais rapidamente;

-Aos poucos, vá incrementando seu cardápio de orgânicos. Não são apenas hortaliças que são produzidas sem aditivos químicos. Hoje em dia, é possível encontrar até mesmo salgadinhos orgânicos e bebidas, como sucos, vinhos e cervejas.


Fontes: site da Taeq; Alexandre Harkaly e José Pedro Santiago, diretores do IBD (Instituto Biodinâmico)

terça-feira, 13 de outubro de 2009

MDA e Incra/SC lançam a Feira Sustentável 2009 em Florianópolis


Será lançada oficialmente nesta terça-feira (13), no Hall da Assembléia Legislativa/SC, em Florianópolis, a Feira Sustentável 2009 – Agricultura Familiar, Economia Solidária, Pesca, Reforma Agrária e Energias Renováveis. Aos presentes ao evento será oferecido um café colonial com produtos da agricultura familiar e reforma agrária. A feira, que será realizada entre os dias 30 de outubro e 1º de novembro, no CentroSul da capital catarinense, deverá reunir 250 expositores, distribuídos em 150 estandes, em um total aproximado de mil participantes. Palestrantes e debatedores também serão convidados para eventos paralelos, como oficinas e seminários. Haverá ainda uma programação cultural, com apresentações regionais e shows nacionais. O evento é promovido por diversos órgãos públicos e ONGs, como o Incra/SC e a Delegacia do Ministério do Desenvolvimento Agrário.
O principal objetivo da feira é apresentar ao grande público, como a produção de pequenos agricultores e a adoção de novas tecnologias podem contribuir para um desenvolvimento sustentável do estado. Além disso, o evento vai promover produtos e tecnologias relacionados à agricultura familiar, economia solidária e energias renováveis, e será também um espaço de valorização da cultura regional catarinense. Participarão da feira agricultores familiares, assentados da reforma agrária, organizações e movimentos sociais do campo, empreendimentos de economia solidária, consumidores, empresários, técnicos e pesquisadores, bem como representantes dos órgãos públicos.
Representando a reforma agrária, além de dois stands do Incra, outras 11 organizações relacionadas aos assentamentos estarão presentes na feira. São cooperativas, associações e pequenas indústrias com origem nos projetos de reforma agrária de Santa Catarina, que vão expor e comercializar produtos como leite e derivados, frango, conservas, pescados, sementes orgânicas, hortaliças e artesanatos diversos.


Fonte:MDA/INCRA

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Produtores de mamão papaia orgânico salvadorenhos recebem ajuda de Formosa


O embaixador da China em El Salvador Carlos Liao informou que serão liberados US$200,000,00 de empréstimos aos fazendeiros do norte de El Salvador para permitir que plantem frutas orgânicas com supervisão técnica de peritos taiwaneses, de acordo com uma indicação da embaixada.
Liao e o ministro de agricultura e da produção animal salvadorenho Manuel Sevilha presidiram junta a cerimônia de apresentação. Falando na cerimônia, Liao disse que Formosa manteve uma missão tecnológico em El Salvador por mais de 38 anos, durante os quais foram realizados muitos programas educativos para ajudar os Salvadorenhos a desenvolver a agricultura orgânica e a hidropônia oferecendo empréstimos e o "knowhow" tecnológico. Além do cultivo do vegetal e da fruta, Liao informou que os peritos de Formosa igualmente ensinaram os Salvadorenhos a criar tilápia e camarão.
Desde 2000, a missão tem enviado seus membros à província de Chalatenango no noroeste do país para ensinar a fazendeiros locais a plantar frutas fornecidas por Formosa, incluindo mamão papaia, goiabas etc.. Com o auxílio de peritos taiwaneses, foi possível aos fazendeiros locais plantarem 65 hectares de papaia e 12 hectares de goiabas na província de Chalatenango nos últimos três anos, gerando mais de US$1.6 milhões de rendimento.

domingo, 11 de outubro de 2009

Paraná ganha primeira biofábrica do sul do País

Com o novo laboratório, os agentes nocivos às lavouras devem ser combatidos com inimigos naturais das pragas. Outro benefício do uso de inseticidas biológicos é garantir um alimento mais saudável ao consumidor. Promover o desenvolvimento sustentável e reduzir o uso de agentes químicos nas lavouras de agricultores familiares serão os desafios para a Biofábrica do Paraná, a primeira do sul do Brasil, inaugurada recentemente no município de Jacarezinho, norte pioneiro do Estado. A iniciativa da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior conta com a colaboração do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) e Universidade Estadual do Norte do Paraná (Uenp). O laboratório vai funcionar nas antigas instalações de uma unidade do Tecpar.
O objetivo do laboratório será produzir inseticidas biológicos por meio da produção de inimigos naturais das pragas, que podem ser de grande valia nessa luta. Ao utilizar essa forma de combater agentes nocivos às lavouras, o produtor rural, em particular o pequeno agricultor, tem redução nos custos de produção, garante um alimento mais saudável ao consumidor e diminui ou mesmo elimina a utilização de agrotóxicos. "A biofábrica faz parte de um projeto da Seti de expandir tecnologia para a agricultura familiar. Queremos incentivar cada vez mais a agroecologia e a produção de alimentos orgânicos (produzidos sem qualquer tipo de contato com substâncias químicas) e dar toda a atenção a esses produtores, uma vez que eles são responsáveis por 85% dos alimentos consumidos pela população", explica a secretária da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Lygia Pupatto.
A secretária acredita que a redução drástica de agrotóxicos nas lavouras é uma tendência mundial. Por isso a necessidade de atender às demandas globais para utilizar práticas agrícolas menos agressivas ao meio ambiente. "Existe uma discussão sobre esse assunto e todos concordam que a busca pelo desenvolvimento sustentável é o caminho para um futuro melhor e com menos danos ao ambiente. Há essa necessidade de se aprender tudo de novo, redescobrir o mundo, romper com essa cultura dos agrotóxicos. O controle biológico protege a biodiversidade, diminui o risco de atingir outros organismos e não polui o solo, a água e os alimentos. Além disso, a questão financeira é interessante, pois os produtores conseguem um preço melhor na sua mercadoria e não terão custos para receber esses organismos", afirma. Para solidificar essa ideia, Pupatto diz que o governo do Estado deve utilizar seus núcleos regionais para dar aos produtores uma certificação que garanta que o alimento é livre de agentes químicos.
"Para se obter essa garantia, o produtor precisa desembolsar. A partir de outubro, por meio desses núcleos, os agricultores poderão receber a certificação de forma gratuita, o que, consequentemente, auxilia a redução de custos da atividade", informa. Ela conta ainda que o investimento para a criação da fábrica foi baixo. "Aproveitamos a estrutura pertencente à Tecpar. Fizemos algumas adaptações e o custo total saiu por R$ 200 mil. É um investimento baixo que garante retorno em um curto prazo de tempo", comenta.

Fonte:Paraná On-Line

sábado, 10 de outubro de 2009

Empresas de produtos orgânicos em Madri na Espanha já somam agora 172


O setor orgânico na região de Madrid tem dobrado seus resultados desde 1996 e hoje já há 172 companhias voltadas ao negócio de cultivo orgânico, relatou a câmara de comércio de Madrid durante o congresso sobre o "O futuro da agricultura no desenvolvimento sustentável”. O alvo de tal evento realmente é promover à agricultura sustentável na região e prevêr a tendência crescente da indústria.
O negócio destas companhias envolve principalmente produtos tais como a azeitona, forragem, cereais, videiras e vegetais, que ocupam 5.000 dos 200.000 hectare destinados pela região de Madrid ao cultivo orgânico. Juan Jose' Guzman, diretor do serviço da indústria na câmara de Madrid de comércio, disse que “apesar do setor agrícola ter apenas 0.2 por cento do GDP da região, suas características são mais ou menos as mesmas que as províncias circunvizinhas, mesmo ocupando uma área menor que inclua uma área metropolitana principal”.
Quanto aos rebanhos de animais, o negócio em Madrid é menor incluindo somente 15 companhias, representando 3 por cento da criação de animais de gado orgânico total nacional.


10/10/2009 -18:31

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Agricultores familiares levam mel orgânico à feira


Pequenos produtores rurais piauienses estarão na VI Feira Nacional da Agricultura Familiar, que acontece de 6 a 12 deste mês no bairro Marina da Glória, no Rio de Janeiro, com apoio da Delegacia Regional do Ministério do Desenvolvimento Agrário no Piauí (MDA).Segundo informações do delegado regional do órgão no Estado, Adalberto Pereira, o evento abre amplas oportunidades de negócios para os agricultores familiares piauienses, que levarão ao Rio de Janeiro uma novidade: mel orgânico. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou que abrirá o evento, às 15h do dia 6.
Adalberto Pereira, que acompanhará a delegação piauiense, disse que o Piauí estará representado na feira nacional pela Central de Cooperativas de Cajucultores do Piauí (Cocajupi), Casa Ápis e a Popapi, que produz mel em Simplício Mendes e apresentará no evento a novidade do mel orgânico, já com produtores certificados pelo Governo Federal.

Importância

Além disso, o estande do Piauí terá joias em opala de Pedro II e peças em artesanato do Assentamento Zabelê, de São Raimundo Nonato. Cada instituição que faz parte da delegação piauiense enviará um representante.O Piauí tem participação garantida em cada edição anual da feira, que até 2007 era realizada em Brasília e, a partir de 2008, passou a ser realizada no Rio de Janeiro. A mudança se deve às maiores perspectivas de negócios na Região Sudeste do país.
Para Adalberto Pereira, o destaque na VI Feira Nacional da Agricultura Familiar será mesmo o mel orgânico piauiense, que já desperta interesse. Além disso, os agricultores familiares piauienses levarão produtos de limpeza fabricados nos assentamentos. “Consideramos que a feira é da mais alta importância para a agricultura familiar, pela oportunidade que essas pessoas terão de expor e divulgar seus produtos em mercados grandes”, avaliou.
Produtos da agricultura familiar têm um peso considerável na cesta básica dos brasileiros, segundo dados divulgados no início do mês no Censo Agropecuário 2008, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A VI Feira Nacional contribuirá ainda mais para a expansão dos negócios voltados para o setor.

Fonte:Ccom

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Produtores querem incluir orgânicos no cardápio da Copa de 2014


A Copa do Mundo de 2014 pode representar uma oportunidade-chave para a agricultura orgânica nacional. Por isso, empresários e agricultores do setor vão pedir à organização do evento e ao governo federal a inclusão dos alimentos ambientalmente sustentáveis no cardápio que será servido durante o encontro esportivo. As informações são de Maria Beatriz Costa, uma das organizadoras das feiras BioFach América Latina e ExpoSustentat, que estão sendo realizadas na capital paulista. Segundo ela, um grupo para negociar a possibilidade com as autoridades será lançado no próximo sábado. “Seria um avanço e tanto para o setor”, disse ela. “O governo federal já mostrou que está do lado dos produtores. Vamos negociar a inclusão.”
Outro assunto em debate no encontro será a inclusão de alimentos orgânicos na merenda escolar e o papel das merendeiras no processo. “As merendeiras têm um papel fundamental neste processo. Elas poderiam começar isso fazendo hortas nas escolas e usando hortaliças e temperos orgânicos produzidos ali mesmo”, destacou a organizadora. Segundo ela, as iniciativas podem disseminar o consumo dos orgânicos produzidos no país, estimado em US$ 700 milhões (R$ 1,6 bilhão) por ano. Atualmente, cerca de 70% da produção nacional do segmento é exportada, fazendo do Brasil o responsável por cerca de 1,75% do mercado mundial de orgânicos que movimenta US$ 40 bilhões (R$ 92 bilhões) anualmente.
Na avaliação de Maria Beatriz, o mercado brasileiro vem crescendo muito, em média 20% por ano, mas especialistas do setor acreditam que só a promoção dos orgânicos pode fazer com que os produtos sejam comercializados no Brasil em proporções semelhantes às registradas na Alemanha, que tem um dos mercados mais desenvolvidos nessa área. Para Ming Chão Liu, gerente do projeto Organics Brasil, que auxilia na adequação dos produtos brasileiros para exportação, o consumidor precisa entender o que existe por trás da produção dos orgânicos: “Comprometimento com recursos naturais, com o não-desperdício e com a valorização do trabalho". E acrescentou: “Os orgânicos nunca serão mais baratos que os produtos convencionais, mas podem ser uma alternativa para boa parte da população.”

Fonte:Vinicius Konchinski/Agência Brasil

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

10° Festival Biodomenica em várias cidades italianas


Um domingo inteiro dedicado aos produtos orgânicos, o festival Biodomenica, agora em sua décima edição, foi organizado outra vez no dia 4 de outubro em muitas cidades italianas. O evento é organizado pela AIAB (Associação Italiana para a Agricultura Orgânica) em colaboração com a organização Coldiretti de agricultura e a organização ambiental Legambiente.


De Milão a Catania, de Roma à Bolonha e ao Cagliari, em cerca de 60 cidades principais italianas, milhares de fazendeiros foram às ruas para mostrar ao mundo o cultivo orgânico e para indicar - com carrinhos e provas - seu produto local e sazonal. O objetivo é incentivar o diálogo entre os fazendeiros e os consumidores, assim criar a consciência das técnicas de produção e das práticas de cultivo a favor do meio ambiente, que assegura uma distribuição equilibrada dos recursos e da sua preservação para futuras gerações.
As estatísticas confirmam que o alimento orgânico é cada vez mais bem sucedido entre os consumidores italianos, com um aumento de 7.4% no primeiro semestre de 2009. “Este festival prova à maturidade da indústria orgânica italiana” – disse o presidente da AIAB Andrea Ferrante - e está agora pronta para responder pela maior parte dos pedidos dos consumidores de uma dieta saudável. Este Festival realiza-se ao mesmo tempo em que igualmente as administrações públicas escolhem produtos orgânicos para as cantinas das escolas e dos hospitais: uma petição foi lançada em muitas cidades italianas. "O sucesso deste festival mostra que o interesse dos italianos no alimento orgânico de qualidade não cai mesmo em período de crise econômica” - disse o Sr. Vittorio Cogliati Dezza presidente da Legambiente -. “Agora é necessário que as administrações públicas e o governo central façam investimentos sérios para facilitar o acesso do consumidor à compra do alimento orgânico, valorizando o papel do cultivo orgânico”.

Fonte: http://www.biodomenica.it/

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Cresce a evidência dos efeitos benéficos das práticas orgânicas no meio ambiente

Está aumentando a evidência dos efeitos benefícios das práticas orgânicas no ambiente global: Uma pesquisa realizada pelo instituto Rodale mostrou que as práticas orgânicas podem remover aproximadamente 7.000 libras de dióxido de carbono do ar todos os anos e recuperar um acre de terra utilizada.

Assim, Rodale estima que se todos os 434 milhões de acres dos E.U.A foram convertidos às práticas orgânicas, seria o equivalente a eliminar a poluição de 217 milhões de carros, quase 88% de todos os carros no país hoje e em mais do que um terço de todos os automóveis no mundo.Para acessar mais dados sobre esta pesquisa clique aqui – texto em inglês.

Fonte:http://www.rodaleinstitute.org/

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Doenças crônicas da infância ligadas à exposição aos produtos químicos estão aumentando


As doenças crônicas da infância ligadas à exposição aos produtos químicos tóxicos no meio ambiente têm aumentado, de acordo com cálculos realizados, são gastos nos E.U.A quase $55 bilhões por ano.Nesta quarta-feira(30/09) na abertura de um simpósio sobre a saúde das crianças e o meio ambiente no museu de arte de Milwaukee, o Dr. Philip J. Landrigan, professor e presidente da medicina preventiva na Faculdade de Medicina do monte Sinai em New York, esboçou os desafios que enfrentam aqueles que trabalham para combater a ascensão dos defeitos congênitos, da asma, de desordens neuro desenvolventes e de outras doenças das crianças nos Estados Unidos e em outras nações industriais.
“O meio ambiente é uma causa determinante poderosa para saúde humana, e nenhum grupo mais vulnerável ou suscetível às influências adversas no meio ambiente do que as crianças”, disse Landrigan, explicando que as crianças estão mais expostas aos produtos químicos do que adultos. Afirmou ainda que há 3.000 produtos químicos usados hoje e não há nenhuma informação básica da toxicidade publicamente disponível. Por seis a oito anos, os exames nacionais encontraram estes produtos químicos atuais em nosso sangue e urina, disse. “Rotineiramente foram encontrando uma série de produtos químicos em todos os exames feitos pelo grupo de trabalho e os mesmos produtos químicos foram encontrados no leite de peito materno”. A asma resulta, disse ele, de uma escala de fatores ambientais, incluindo o fumo de tabaco, os inseticidas e o excremento da barata.
O câncer nas crianças está ligado à exposição à radiação, aos solventes, às pinturas e aos inseticidas. Landrigan propôs um número de soluções possíveis para estas doenças, incluindo um melhor teste dos produtos químicos para a toxicidade, um melhor acompanhamento das doenças nas crianças, mais pesquisas e o melhor treinamento dos fornecedores de serviços de saúde. Landrigan estava em Milwaukee para uma conferência de três dias patrocinada pelo centro das ciências da saúde ambiental, que é baseado na universidade de Wisconsin-Milwaukee e o hospital para criança de Wisconsin. Outras falas durante o simpósio destacaram a pesquisa dos efeitos neurológicos do mercúrio nos peixes consumidos por nativos americanos, por ligações entre a exposição aos solventes e a doença cardíaca congenital em Wisconsin, e pelo impacto da exposição ao tricloroetileno nos corações dos pássaros.

http://www.jsonline.com

domingo, 4 de outubro de 2009

O México é o maior produtor de alimentos orgânicos da América Latina


Alimentos mais saudáveis para a saúde, como o Café, cacau, hortaliças, bananas, limão, entre outros, seriam alguns dos alimentos orgânicos que o México é líder na sua produção.Devido aos altos custos dos fertilizantes e inseticidas, os agricultores viram-se obrigados a optar por outra alternativa para ajudar o crescimento de seus cultivos, fazendo do México líder na produção orgânica dentro de toda américa latina.
Cabe destacar que, os cultivos orgânicos são enriquecidos mediante a elaboração de compostos com a finalidade de trazer e dar ao solo os nutrientes que ele repassa aos alimentos. Entre os métodos agrícolas tradicionais utilizados estão, o sistema de terraços e o sistema de barreiras naturais para evitar a erosão dos solos.
Segundo o pesquisador de Projetos de Agricultura Orgânica, William Gamboa, neste momento está ocorrendo a vanguarda da produção orgânica. "os produtos orgânicos não somente tem a ver com o impacto para o melhoramento ambiental, com também para a saúde, ao consumir alimentos sem agroquímicos", afirmou.
O especialista assegurou que apesar da liderança do México, "tem muitas coisas por fazer, há falta de uma filosofía e cultura sobre a produção orgânica", disse, acrescentando que não utilizar agroquímicos também limpa o meio ambiente.
Cabe destacar que o México, com 150 mil produtores de alimentos orgânicos e meio milhão de hectáres dedicadas a seu cultivo, é também o primeiro produtor de café orgânico do mundo.Por sua vez, exporta produtos orgânicos para países como Japão, Alemanha, Holanda, Espanha, Argentina e Estados Unidos.

Fonte: http://www.organicsa.net

sábado, 3 de outubro de 2009

Produtos orgânicos brasileiros na Biofach Japão


O Brasil estará representado pelo Projeto Organics Brasil, desenvolvido em parceria pela Apex-Brasil e pelo IPD, com seis fabricantes de produtos certificados para exportação De 07 a 09 de outubro, em Tóquio, acontecerá a Biofach Japão - maior feira de produtos orgânicos da Ásia, reunindo mais de 240 empresas de 24 países. O Brasil estará representado pelo Projeto Organics Brasil, desenvolvido em parceria pela Apex-Brasil e pelo IPD, com seis fabricantes de produtos certificados para exportação. Focadas em ampliar o crescente mercado asiático de produtos orgânicos, as empresas Florestas, MV Export, Copercana, Surya, Cia Orgânica e Natural Fashion estão entre as participantes do evento. Todas são empresas brasileiras, associadas ao Projeto Organics Brasil.
A Natural Fashion, Cooperativa de Produção Têxtil de Algodão do Estado da Paraíba, investe no lançamento da coleção 2010 com roupas de algodão colorido naturalmente. Maysa Motta Gadelha, presidente do grupo Coopnatural, acredita que o mercado asiático pode ser uma opção interessante ao Brasil: “no Japão e nos outros países asiáticos o comércio de produtos orgânicos têm crescido bastante e investir nesses mercados, no momento pós-crise, pode ser uma boa oportunidade para os produtos brasileiros”. Florestas, a marca da empresa de cosméticos da IKOVE, é primeira e única linha completa de produtos de beleza brasileiros a receber a certificação USDA, com o uso de ingredientes orgânicos e de comércio justo.
Sua formulação está concentrada no uso de extratos de plantas, flores e óleos vegetais que nutrem, limpam e harmonizam a pele. A Cooperativa Agroindustrial de Cana de Nova Aurora (Copercana) leva sua cachaça orgânica e divulga a implantação do processo de produção de suco de uva e maracujá no município de Nova Aurora - Paraná. A MV Export leva, pelo terceiro ano, artigos como própolis, mel com própolis, extrato de açaí, cachaça, geléias, palmito e sabão de própolis para serem distribuídos com marcas próprias locais. Além de sua linha completa de cosméticos para o público masculino, a Surya tem como novidade no estande brasileiro o lançamento do gel anti-séptico para mãos, feito com ingredientes vegetais orgânicos. O produto é eficaz no combate de germes, evitando doenças contagiosas.
Protege, amacia e hidrata a pele, sem deixar viscosidade ou cheiro desagradável, o que o diferencia dos demais produtos do mercado. A Cia Orgânica leva o café biodinâmico de aroma intenso, que já é distribuído através de representante próprio local. O coordenador executivo do Projeto Organics Brasil, Ming Liu, destaca a importância de participar desta Feira: “O Brasil tem que fazer um trabalho intenso na sua atuação no mercado asiático, em especial o japonês, que importa cerca de 80% de seus alimentos, com cerca de 10% desse mercado já dedicado a produtos orgânicos. É um mercado de grande oportunidades para produtos in natura e industrializados, como os cosméticos e os têxteis, porem exige das empresas um trabalho de persistência e determinação para conquistar o consumidor final, que, na maioria das vezes, acaba sendo o distribuidor local. Um bom relacionamento e conhecimento local são estratégicos para o sucesso”.
Sobre o Projeto Organics Brasil - O Organics Brasil surgiu para promover os produtos orgânicos brasileiros no mercado internacional, reunindo empresas e produtores em torno de uma marca única, atendendo aos mais exigentes padrões de adequação sócio-ambiental. O Projeto Organics Brasil é resultado de uma ação conjunta entre a iniciativa privada (Instituto de Promoção do Desenvolvimento e da Federação das Indústrias do Estado do Paraná) e a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), compondo uma sólida base institucional criada para fortalecer o setor brasileiro de orgânicos e viabilizar sua expansão no mercado internacional.

Fonte:Apex-Brasil

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

O maior varejista britânico dá boas-vindas ao alimento orgânico


O principal varejista britânico voltou seus olhos com mais entusiasmo nesta semana aos produtos orgânicos, com um novo gerente para o setor orgânico que irá rever a escala, o preço, a qualidade e a propaganda para o alimento orgânico nas lojas Tesco em todo o Reino Unido. Na reunião do Organic Trade Board (OTB) em setembro, onde foi definido o plano de crescimento do setor orgânico, a Tesco anunciou que empregou um gerente exclusivo para o setor orgânico como parte da promessa de receber de volta o produto orgânico nas suas prateleiras.
No ano passado realmente a Tesco reduziu a sua linha orgânica por causa da crise econômica e do impacto que teve nas despesas dos clientes. “Os consumidores estavam tentando reduzir seus gastos mensais e pararam de comprar o produto orgânico”, disse Andrea Mulqueen, chefe da equipe de produtos frescos orgânicos da Tesco. Entretanto, Mulqueen - falando a OTB na semana passada - admitiu a aprendizagem da Tesco com o erro em remover determinada fruta e verdura orgânica das gôndolas. Assim em outubro [2008], a Tesco introduziu uma nova equipe de compra para a fruta, saladas e os vegetais orgânicos.
“Nós igualmente falamos aos clientes que agora nós estamos de volta a como era. Hoje mais de um quarto dos clientes de produto fresco da Tesco compram produtos orgânicos, que soma 3.6 milhão de clientes do Club card.O plano da Tesco' para relançar os produtos orgânicos considerará a escala, preço e qualidade dos produtos. Nós temos agora uma lista top-10 de frutas e verduras orgânicas que deve estar disponível em todas lojas, como uvas-do-monte, alho-porros e os limões. O que são realmente importantes para o cliente orgânico, foram adicionados. Além disso, a aproximação será específica para cada loja e área: “disse a senhora Mulqueen .

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Produção orgânica ainda é pouco adotada no país


O uso de agrotóxicos nas propriedades rurais brasileiras é mais comum em unidades dirigidas pelos proprietários. De acordo com dados do Censo Agropecuário 2006 - divulgado hoje (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) -, esse número chega a 78,4%, e o equipamento mais usado é o pulverizador costal (69,1%), que tem maior potencial de exposição. Além disso, em mais da metade das unidades onde a prática foi verificada, os responsáveis não receberam orientação técnica (56,3%) do governo, cooperativas ou da iniciativa privada.
O levantamento do IBGE traça um perfil da atividade no país, desenvolvida em 5,2 milhões de unidades rurais, incluindo entre outros dados aqueles sobre produtores, estrutura fundiária, técnicas usadas e pessoal ocupado. De acordo com o pesquisador da Coordenação de Recursos Naturais do IBGE Eupídio Fontes, receber orientação técnica é fundamental “não apenas para reduzir o uso desses produtos, mas principalmente para diminuir os impactos na saúde e no meio ambiente”. Segundo ele, esse tipo de orientação pode incentivar os produtores a adotarem técnicas como as da agricultura orgânica.
- Ele pode aos poucos adotar algumas condutas, que também tem um retorno econômico crescente, como a rotação de culturas e o controle biológico, que são capazes de reduzir o nível de ataques de insetos e pragas, sendo menos ofensivos à saúde do produtor e do consumidor. Fonte lembrou que dados divulgados recentemente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mostram que o Brasil lidera o ranking mundial de uso de agrotóxicos.
- É um mercado que movimenta cerca de US$ 7 bilhões por ano com a comercialização do produto. O pesquisador destacou ainda que, na maioria das propriedades onde houve aplicação de agrotóxicos, o responsável pela direção dos trabalhos declarou ter ensino fundamental incompleto ou nível de instrução menor (77,6%), o que de acordo com o pesquisador do IBGE potencializa os riscos de intoxicação.
- Para usar os agrotóxicos o produtor tem que ler a bula com as orientações de uso. Se ele tem baixo nível de escolaridade, às vezes nenhuma escolaridade, isso vai dificultar bastante a utilização conforme o fabricante determina, o que aumenta muito o potencial de intoxicação - disse Fontes.

Fonte:Agência Brasil
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