sábado, 31 de janeiro de 2009

A implementação do selo do Governo Federal

"A implementação do selo do governo federal que permitirá ao consumidor identificar os produtos orgânicos nas prateleiras dos supermercados deverá ocorrer no primeiro semestre deste ano.” A previsão é da coordenadora substituta de Agroecologia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Tereza Cristina Saminêz.Em 2008, foram publicadas duas instruções normativas que contribuirão para a regulamentação da agricultura orgânica brasileira. A que implementa a Comissão Nacional de Produção Orgânica, ao conferir novas atribuições às comissões nas unidades da federação e a que regulamenta os sistemas orgânicos de produção animal e vegetal. Com isso, mais três instruções precisam ser publicadas no Diário Oficial da União (DOU). São elas: de mecanismo de controle da garantia da qualidade orgânica, de extrativismo sustentável orgânico e de processamento de produtos orgânicos.De acordo com Saminêz, a agricultura orgânica é importante para a economia brasileira, principalmente nos aspectos social e ambiental. “No manejo, o produtor procura minimizar o impacto da ação produtiva sobre o meio ambiente, ao obter um produto diferenciado que lhe proporcionará maior retorno econômico”, enfatizou.Os produtores têm até 28 de dezembro de 2009 para se adequarem ao sistema, pois o decreto de regulamentação dos orgânicos, publicado em dezembro de 2007, estabeleceu o prazo de dois anos para os agricultores. "


Fonte: MAPA

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Tecido orgânico

Stella McCartney uniu charme e consciência ecológica no desfile
da coleção primavera/verão 2008 em Paris, utilizando tecidos orgânicos.
Muito consumidores preferem produtos orgânicos por se preocuparem com o meio ambiente. Ao realizar uma compra, algumas pessoas consideram fatores éticos como os direitos dos animais e condições de trabalho adequadas. No entanto, outras pessoas são simplesmente atraídas pela qualidade dos tecidos orgânicos e sustentáveis. Os consumidores estão se acostumando com a tendência de roupas orgânicas. Em 2003, as vendas de roupas orgânicas femininas cresceu mais de 30%. As vendas de roupas para crianças e fraldas cresceu mais de 20% e a de roupas masculinas até 10%
Alguns estilistas tentam convencer os consumidores de que roupas orgânicas podem melhorar sua saúde, reduzindo o estresse, hidratando e desintoxicando o corpo. No entanto, nenhum estudo aponta ligação entre tecidos eco-amigáveis e saúde. Os benefícios saudáveis das roupas orgânicas são mais indiretos. Os métodos de produção orgânica resultam em menor emissão de toxinas no ar, na água e no solo.
Muitos consumidores ainda se preocupam com o preço de itens orgânicos. Ao comprar algodão orgânico, espera-se que camisetas que utilizam 10% da fibra orgânica, tenham um acréscimo de 7 centavos ao seu preço final. Roupas feitas com 100% de algodão orgânico podem custar de 20% a 50% a mais do que roupas convencionais
Peças sofisticadas criadas por Bono e sua esposa, Eileen Fisher e Stella McCartney oferecem moda orgânica e sustentável. Mas roupas sofisticadas custam caro, independentemente de serem orgânicas ou não. Marcas famosas como a Gap, L.L. Bean, Nike e Levi´s começaram a oferecer produtos orgânicos a preços mais acessíveis. Em 2003, a American Apparel lançou uma linha de roupas de algodão chamada "Edição Sustentável". Até mesmo lojas de departamento como a Wal-Mart estão oferecendo linhas de produto eco-amigáveis.

fonte: OCA e OTA

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Por que o alimento orgânico é tão caro?

O preço dos produtos orgânicos tende a ser maior que o dos convencionais. No Brasil, por exemplo, os produtos orgânicos são, em média, 40% mais caros que os convencionais. Já o trigo chega a custar 200% a mais e o açúcar, 170%. De acordo com o site da Food and Agriculture Organization (organização de comida e agricultura) das Nações Unidas (ONU), isto ocorre porque:
·O fornecimento da comida orgânica é limitado se comparado à sua demanda;
·Os custos da produção dos alimentos orgânicos, normalmente, são maiores devido ao grande trabalho exigido e ao fato de que os fazendeiros não produzem o bastante, de um único produto, para baixar seu custo de forma abrangente;
·O manuseio do período pós-colheita de quantidades relativamente pequenas resulta em altos custos, porque as produções orgânica e convencional precisam ser separadas para serem processadas e transportadas;
·O mercado e a cadeia de distribuição dos produtos orgânicos são relativamente ineficazes e os custos são maiores, devido aos volumes relativamente baixos.
A FAO também observa que os preços da comida orgânica incluem não só o custo da produção, mas também uma escala de outros fatores que não existem no preço da comida convencional, como:
·Melhoria e proteção ambiental e o fato de evitar futuras despesas com o controle da poluição;
·Padrões melhores de bem-estar dos animais;
·Prevenção de riscos contra a saúde dos fazendeiros devido ao manuseio inadequado de pesticidas, evitando futuras despesas médicas;
·Desenvolvimento rural, gerando mais empregos nas fazendas e garantindo um rendimento justo e suficiente para os produtores.
A FAO acredita que, conforme a demanda da comida e produtos orgânicos crescerem, inovações tecnológicas e economia de escala reduzirão os custos da produção, processamento, distribuição e comercialização dos produtos orgânicos.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Como saber se uma comida é orgânica

Procure a palavra "orgânico" nos vegetais ou frutas ou na placa abaixo da prateleira do produto. A palavra "orgânico" também pode aparecer em pacotes de carne, caixas de leite ou de ovos, em queijos e em outras comidas de um único ingrediente. Comidas que tenham a etiqueta "100% orgânico" devem conter somente ingredientes orgânicos. Produtos que contêm, no mínimo, 70% de conteúdo orgânico, podem ser etiquetados como "feito com ingredientes orgânicos". As comidas que têm apenas a etiqueta "orgânico", precisam ter no mínimo 95% de ingredientes orgânicos em seu peso ou volume, excluindo a água e o sal. Qualquer pessoa que etiquetar, propositalmente, um produto como sendo "orgânico" e não produzi-lo nem manuseá-lo de acordo com estes regulamentos, pode estar sujeita a multas de até US$ 10 mil. Comidas cultivadas e processadas de acordo com os padrões federais terão, na maioria das vezes, o selo "USDA Organic" (orgânico USDA). Uma vez que sua utilização não é obrigatória, as empresas podem escolher não colocar tal selo.No Brasil, há várias cooperativas com selos que ajudam a sabermos sobre o assunto. Se você vir uma comida com a etiqueta "em transição", isto significa que o fazendeiro a produziu durante o período de três anos de mudança, de convencional para orgânico.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

História da agricultura orgânica

O avanço desses movimentos de agricultura orgânica e das suas repercussões práticas foi barrado, a princípio, em função do forte lobby da agricultura química, ligada a interesses econômicos expressivos. Além dos adubos, um outro tipo de produtos químicos, os “cidas” - inseticidas, fungicidas e herbicidas - que conseguem matar os insetos, os fungos e as ervas daninhas que incomodam os agricultores, haviam sido desenvolvidos e estavam sendo comercializados e utilizados por todos.
O que ocorreu é que as tecnologias que tinham sido desenvolvidas durante as Guerras Mundiais foram vistas como muito úteis para a produção agrícola. Por exemplo: o produto químico nitrato de amônio, que era usado como munição, se tornou um fertilizante eficaz; os organofosforados usados na fabricação de gás foram utilizados mais tarde como inseticida; a partir do agente laranja utilizado como desfolhante na Guerra do Vietnã, desenvolveram-se os herbicidas, que controlam as plantas invasoras das culturas. Abriu-se espaço para um novo e lucrativo mercado.Com esses recursos, as propriedades agrícolas começaram a obter produções incríveis.
A química dava ao homem um poder imenso diante das adversidades da natureza que, por séculos, fizeram parte do dia-a-dia da vida no campo. Tudo muito fácil e muito simples: se a terra está cansada, não é preciso recuperá-la, basta aplicar adubo químico na planta; se a formiga aparece, você joga veneno na lavoura; se é doença de folha, aplica-se o fungicida etc, etc. Esses produtos passaram a ser utilizados em larga escala, a agricultura tornou-se completamente dependente da indústria de agroquímicos.A utilização de inseticidas se expandiu inicialmente nos países industrializados, já sendo corrente no final da década de 1950 nos EUA, na Europa Ocidental e no Japão. Ocupados esses mercados, a expansão foi orientada para os países pobres, sobretudo para aquelas culturas que pudessem pagá-los. No Brasil, a grande expansão do uso de inseticidas ocorreu apenas nos anos de 1970, vinculada ao crédito rural subsidiado, quando a liberação do crédito foi condicionada à utilização dos agrotóxicos.

A consciência ecológica

No início dos anos 1960, a publicação do livro Silent Spring, em português “Primavera Silenciosa”, de Rachel Carson, chamou a atenção da opinião pública para os danos que a utilização de inseticidas estava causando ao ambiente, inclusive a grandes distâncias das áreas de aplicação. Nas décadas de 1970 e 1980, sucedem-se as constatações da poluição generalizada no planeta e as conseqüentes ameaça de extinção de vários animais como os ursos polares no Ártico e exaustão iminente das reservas de importantes recursos naturais. A poluição dos ecossistemas havia atingido tais proporções que ameaçava as bases de sustentação da vida. A contaminação das águas doces e dos oceanos, a diminuição da camada de ozônio, o comprometimento das cadeias tróficas, os resíduos de agrotóxicos no leite materno e na água das chuvas, as chuvas ácidas, tudo isso não eram mais especulações ou alarmismo, mas fatos concretos e devidamente documentados. A agricultura, em particular, tornara-se a maior fonte de poluição difusa do planeta.
A situação era claramente insustentável.Para os organismos internacionais, especialmente as Nações Unidas, a postura predominante até o início dos anos 1970 era a de que toda a contestação ao modelo agrícola convencional era improcedente. Contudo, o acúmulo de evidências em contrário foi obrigando a uma mudança da postura oficial. Na seqüência de Conferências da Organização das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, em 1972, 1982 e 1992, foi se tornando cada vez mais evidente que tanto o padrão industrial quanto o agrícola precisavam de mudanças urgentes.Com a consciência ecológica, nos anos 1980 e 1990, a proposta de uma agricultura sustentável ganha força, entre os produtores e os consumidores e governos.Para o grande público, até o final da década de 1970, o termo ecologia não existia. Com a crescente conscientização da magnitude dos problemas ambientais, o termo passou a ser reconhecido com facilidade, sempre associado à preservação ou recuperação do meio ambiente e à saúde das pessoas. Os produtos orgânicos, por serem identificados como ecológicos, começaram a ser muito bem aceitos pelo mercado e as iniciativas de produção orgânica passaram a ser muito bem sucedidas.
No Brasil se diversificaram os setores interessados nos métodos orgânicos. Na década de 1970, eram quase que exclusivamente os alternativos. Na década de 1980, somaram-se os movimentos ligados à agricultura familiar, e, em parte, o movimento ambientalista. A partir de meados da década de 1990, o interesse mais evidente passou a vir do mundo empresarial, especialmente de supermercados e de produtores rurais mais capitalizados.




domingo, 25 de janeiro de 2009

Empresas de produtos orgânicos:A ARTE DOS AROMAS

A ARTE DOS AROMAS é uma empresa fabricante de cosméticos que busca na natureza o que ela tem de melhor para oferecer em substâncias ativas naturais, transformando tudo isso em produtos de beleza.Seus produtos são enriquecidos com ingredientes orgânicos provenientes da região Amazônica com certificações ECOCERT ou IBD. Na ARTE DOS AROMAS óleos, cascas, raízes, frutos e folhas se transformam em produtos cosméticos os quais revelam a grandeza da biodiversidade brasileira que para ser preservada eles buscam o desenvolvimento sustentável em forma de preservação da floresta Amazônica.Toda a linha de produtos foi desenvolvida utilizando corantes naturais, óleos e extratos vegetais, além de embalagens recicláveis. São livres de parabenos e não contém óleo mineral e ingredientes de origem animal. Suas crenças e valores.


● RESPONSABILIDADE SOCIAL - Suas embalagens e peças artesanais fazem parte de projetos economicamente viáveis e socialmente justos, implantados em comunidades ribeirinhas da Amazônia , além de outros projetos sociais que apóiam em sua cidade.


● RESPEITO AO MEIO AMBIENTE - A ARTE DOS AROMAS priorizam acordos com empresas fornecedoras que vêem no DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL uma forma de preservação da floresta. Utilizam os recursos da floresta de forma sustentável, socialmente justa e economicamente viável em completa harmonia e respeito à natureza.


sábado, 24 de janeiro de 2009

Empresa de produtos orgânicos:Volkmann Alimentos


O Arroz Biodinâmico Volkmann é produzido sem agrotóxicos, adubos químicos ou conservantes. A paisagem é um ponto fundamental para a biodiversidade e o equilíbrio da produção. Para auxiliar a natureza em produzir alimentos saudáveis são aplicados de forma homeopática na lavoura preparados Biodinâmicos.......Estes preparados são elaborados a partir de cristais e plantas medicinais constituindo uma fitoterapia para que as plantas cumpram melhor sua função e, no alimento, isto se reverta para o homem. A armazenagem é feita com o produto em casca com controle de temperatura e umidade, dispensando o uso de inseticidas.......Você como consumidor consciente pode, através da escolha de produtos orgânicos, receber um alimento sadio, contribuir com o meio ambiente e fortalecer o organismo social.
Em uma propriedade agrícola familiar localizada no município de Sentinela do Sul/RS (42Km de Camaquã), no Km 377 da BR 116. Desde 1983 se dedica a produção de alimentos saudáveis baseados no princípio da agricultura Biológico-Dinâmica.
Seu solo e clima adaptam-se especialmente ao cultivo de arroz irrigado e criação de bubalinos. Além destes, criam bovinos, ovinos, eqüinos, suínos e cultivam eventualmente lavouras de milho, soja, trigo batata doce e mandioca. A horta, o pomar e o gado leiteiro abastecem a família e funcionários.
Preservam 35 % da área total da fazenda com cobertura de mata nativa. Continuamente trabalham para ampliar a biodiversidade da paisagem local, procurando despertar o interesse da comunidade e agricultores da região pelas questões ambientais.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Via Pax Bio:Uma das primeiras empresas certificada pelo IBD



A Via Pax Bio iniciou os primeiros plantios orgânicos na região serrana de Santa Catarina, em 1994. Nesta mesma época, uma rede de produtores começou a surgir, identificada e motivada com o trabalho da agricultura orgânica e biodinâmica que a Via Pax Bio vinha desenvolvendo. A partir daí, com o apoio da Associação Biodinâmica, iniciou-se um trabalho conjunto com estes produtores, que passaram a contar com acompanhamento técnico e adequação de suas propriedades a diversos cultivos, ajudando-os a se auto-sustentarem na agricultura orgânica. Dois anos mais tarde a empresa foi fundada em Rancho Queimado (SC), com a proposta de processar produtos alimentícios dentro do conceito de agricultura orgânica e biodinâmica. Neste mesmo ano, a Via Pax Bio foi certificada pelo IBD (Instituto Biodinâmico), sendo uma das primeiras empresas brasileiras a receber esta certificação que atesta a procedência, o método de produção e o processamento de acordo com normas internacionais*, o que significa uma garantia em termos de qualidade do produto. Atualmente sediada em Joinville (SC), a empresa produz uma diversificada linha de produtos alimentícios orgânicos, industrializados por processos que preservam ao máximo as qualidades originais e nutricionais das matérias-primas, comercializando para todo o Brasil.

* De acordo com as normas da IFOAM (Federação Internacional de Movimentos de Agricultura Orgânica).

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Produto de origem animal com manejo orgânico

A forma de manejo animal, dentro de conceito de orgânico, visa à prevenção de doenças e o fortalecimento do animal. Admite-se o semi-confinamento respeitando-se, entretanto, o seu bem-estar. O animal se movimenta em espaço adequado e tem contato com a luz natural, propiciando o comportamento natural da espécie. A alimentação é variada, com pastagem e grãos de origem orgânica. Ressaltamos que os sistemas de produção orgânica de animais mantidos confinados, que recebem somente ração orgânica e que são simplesmente tratados com terapias naturais não contemplam toda a abordagem do manejo ideal que prioriza a manutenção do comportamento natural da espécie, a prevenção de doenças, e o bem- estar animal. Esse "sistema industrial orgânico" que consome grande quantidade de energia a base de petróleo, deve ser igualmente conhecido e questionado pelo consumidor consciente. O jornalista Michael Pollan escreve muito bem sobre esse sistema em seu livro Dilema do Onívoro. Estudo publicado no Journal of Dairy Science, em 2007, mostra que a prevalência de doenças em bovinos é maior em fazendas de Wisconsin (EUA) que produzem leite de origem convencional do que nas fazendas orgânicas. Outra pesquisa publicada no mesmo periódico mostra que as vacas criadas organicamente, quando comparadas as vacas criadas no sistema convencional, têm menor produção de leite, mas vivem por mais tempo e sob melhores condições de saúde. Estudos publicados no periódico Agriculture, Ecosystems & Environment, em 2006 e 2007, apontam a contribuição das propriedades orgânicas de produção animal para o equilíbrio do meio ambiente como um todo. Um dos estudos mostra que a produção do leite de origem convencional requer 45% mais energia do que o leite orgânico. lei mais...

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Qualidade dos Orgânicos

Um alimento orgânico fresco possui uma menor quantidade de água em sua composição (aproximadamente 20% menos), isto significa que os nutrientes estão mais concentrados. Por isso são alimentos mais ricos em nutrientes, assim como o conteúdo maior de açúcar - daí o sabor mais adoçicado que se percebe nos vegetais. Eles tendem a ter maiores níveis de vitamina C e, nos tomates orgânicos poderão ser encontrados, 23% a mais de vitamina A do que nos convencionais.Estudos revelam que existe uma acentuada diferença no conteúdo de alguns minerais essenciais do alimento orgânico, em relação aos convencionais: 63% a mais de cálcio; 73% a mais de ferro; 118% a mais de Magnésio; 178% de Molibdênio; 91% de fósforo; 125% de Potássio; 60% de zinco e MENOS 29% de Mercúrio.( dados publicados no "Journal of Applied Nutrition" , resultado de uma pesquisa de 2 anos realizado em Chicago - EUA) o alimento com agrotóxico (convencional) tem uma quantidade de água muito grande, o que dilui muito a quantidade de sais minerais e vitaminas, reduzindo muito a quantidade de nutrientes no alimento. Além de receber o NPK (nitrogênio, cobre e potássio) que é responsável por mais de 80% do crescimento da planta. Ela fica viçosa, bonita, mas nos 20% restantes não se encontram quase nenhum dos minerais essenciais.Hoje em dia todo mundo toma vitamina como complemento alimentar. No princípio do século isto não era necessário, pois eram encontrados todos os elementos essenciais nos alimentos que eram cultivados sem produtos químicos.O Sítio A Boa Terra, atua neste mercado desde 1986. É hoje umas das principais empresas de produção de alimentos orgânicos do Brasil. Todos os produtores são credenciados e fiscalizados pelo Instituto Biodinâmico de Botucatu, instituição credenciada pela IFOAM (Federação Internacional dos Movimentos de Agricultura Orgânica).

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Normas Para Produtos Orgânicos







Estão em vigor desde o ano de 2000 as normas nacionais para produtos orgânicos de origem vegetal e animal. A Instrução Normativa no 7, assinada pelo Ministro da Agricultura e do Abastecimento em 17 de maio de 1999, passou a vigorar em 19 de maio de 1999, data de sua publicação no Diário Oficial da União. A iniciativa foi fruto de vários anos de discussões entre representantes do CNPO - Comitê Nacional de Produtos Orgânicos, criado pelo Ministério em 1995. O CNPO tem composição paritária entre representantes de ONGs – Organizações Não Governamentais de movimentos ligados à agricultura ecológica das cinco regiões do país e membros do Ministério da Agricultura, da EMBRAPA – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, do Ministério do Meio Ambiente e de Universidades.
O principal objetivo dessa Instrução Normativa, conforme seu Artigo 1o, é o de estabelecer as normas de produção, tipificação, processamento, envase, distribuição, identificação e certificação de qualidade para os produtos orgânicos de origem animal e vegetal. O conceito de produtos da agricultura orgânica, sejam processados ou consumidos in natura, refere-se a todo aquele obtido de sistemas orgânicos de produção agropecuária e industrial. Estes sistemas englobam os denominados ecológico, biodinâmico, natural, sustentável, regenerativo, biológico, agroecológico e permacultura.
As premissas básicas desses sistemas de produção incluem a utilização de tecnologias que promovam a otimização dos recursos naturais e sócio-econômicos, reduzindo a dependência de energias não-renováveis. Entre elas estão a eliminação do emprego de agrotóxicos e de fertilizantes solúveis, além do banimento do uso de organismos geneticamente modificados, também conhecidos como produtos transgênicos, em qualquer fase do processo de produção, armazenamento e consumo.
As normas de produção orgânicas contidas na Instrução Normativa 7/99 estabelecem os critérios para conversão (cujos prazos encontram-se no Anexo I), para uso de máquinas e equipamentos, garantia da fertilidade do solo e manejo de pragas, doenças e plantas invasoras, para produtos de origem vegetal. O Anexo II fornece uma lista de adubos e condicionantes de solo permitidos, produzidos tanto dentro como fora da unidade produtiva, e o Anexo III relaciona os meios de controle de doenças fúngicas, formas de combate às pragas e controle biológico, além de manejo de plantas invasoras na produção vegetal. Quanto aos produtos de origem animal, o Anexo IV detalha as condutas desejadas, as técnicas permitidas sob controle da agência certificadora e as técnicas proibidas. Lista ainda os insumos que podem ser adquiridos fora da propriedade e medidas de higiene e desinfecção dos animais.
A lista de aditivos e outros produtos para processamento permitidos na produção orgânica encontra-se no Anexo V, enquanto as normas para armazenagem e transporte destes produtos estão no Anexo VI. As normas relativas à identificação do produto orgânico, que incluem as regras para sua rotulagem, estão especificadas no Anexo VII.
A Instrução Normativa 7/99 regulamenta ainda o controle de qualidade e as responsabilidades, estabelecendo a competência de órgãos colegiados, em nível nacional e estadual, para fiscalizar tanto o cumprimento das normas, como as agências certificadoras.


segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Principios da agricultura orgânica




Principios da agricultura orgânica

O solo é considerado uma organismo vivo e deve ser revolvido o mínimo possível;

Uso de adubos orgânicos de baixa solubilidade;

Controle com medidas preventivas e produtos naturais;

O mato (ervas daninhas) faz parte do sistema.


Pode ser usado como cobertura de solo e abrigo de insetos;

O controle de ervas daninhas é preventivo: manual e mecânico (roçadas);

Teor de nitrato na planta é baixo;

Os efeitos no meio ambientes são positivos:

preservação do solo e das fontes de água.

10 motivos para consumir produtos orgânicos

1) Proteger as futuras gerações;
2) Prevenir a erosão do solo;
3) Proteger a qualidade da água;
4) Rejeitar alimentos com agrotóxicos;
5) Melhorar a saúde dos agricultores;
6) Aumentar a renda dos agricultores;
7) Apoiar os pequenos agricultores;
8) Prevenir gastos futuros;
9) Promover a biodiversidade;
10) Descobrir sabores naturais

O movimento orgânico e suas subdivisões

O nome agricultura orgânica não é unanimidade, nem parece ter um significado etimologicamente correto, mas tornou-se reconhecido como sinônimo de "agricultura mais perto da natureza". Não se refere, porém, a um único método de agricultura. Há quem diga que se trata mais de uma ideologia do que de um conjunto de técnicas agrícolas.

Entre as correntes que se contrapõem à monocultura convencional, e são por isto chamadas alternativas, estão:

Agricultura orgânica e biológica, baseadas nas observações que Sir Albert Howard fez, no começo do século XX, dos métodos de agricultores indianos. O princípio de sua teoria é que a sanidade vegetal depende do húmus do solo, que se produz na presença dos microrganismos.
Agricultura biodinâmica, nascida das palestras proferidas por Rudolf Steiner em 1920. Toda a sua teoria baseia-se no princípio de que a sanidade vegetal depende de sua inserção na "matriz energética universal".

Agricultura natural, proposta por Mokiti Okada em 1935. Vê na reciclagem, que imita os processos da natureza, a base da sanidade vegetal e animal que, de acordo com ele, é a base da sanidade humana.

Permacultura, desenvolvida em 1975 na Austrália por Bill Mollison. Reúne técnicas tradicionais de vários povos indígenas já extintos, e une-as à integração com a ecologia local, e a ecologia humana. Na prática, essas correntes têm pontos em comum, e suas práticas diárias não diferem significativamente. Fazem todas elas parte da mudança de paradigma que está em processo: o modelo cartesiano de causa-efeito sendo substituído nas ciências da vida pelo modelo sistêmico.
Fonte:Margha Nostra

domingo, 18 de janeiro de 2009

BrasilBio:Associação dos Produtores e Processadores de Orgânicos do Brasil


Em fevereiro de 2004, quando da BioFach Alemanha, um grupo de combatentes produtores e processadores de orgânicos brasileiros, estimulados pela APEX, MAPA, MDA, SEBRAE e outros órgãos presentes em Nuremberg, debateram a necessidade da criação de uma interlocução nacional do setor orgânico com as mais diversas instâncias público e privada, visando a sua organização e defesa de interesses, da produção, ao processamento, passando pela comercialização nos mercados interno e externo, assim nasceu, em 20/02/2004, em representativa assembléia, a Associação dos Produtores e Processadores de Orgânicos do Brasil (BrasilBio).
A missão inicial da nova diretoria foi de dá os contornos jurídicos, no Brasil, para a criação efetiva da entidade e o início do seu funcionamento regular. A BrasilBio foi registrada no Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas de Vitória sob n. 27.452, e no CNPJ sob n. 06.293.848/0001-32, devidamente estabelecida, provisoriamente na Rua José Alexandre Buaiz, 190,Conj. 813/817, Enseada do Suá, Vitória-ES, tel: (27) 3181-0174, e-mail: secretaria@brasilbio.com.br, com secretaria executiva funcionando regularmente.
Em dezembro de 2004, com o apoio do Sebrae foi construído o Planejamento Estratégico da BrasilBio 2005/2007, detectando as tendências do negócio orgânico, oportunidades e ameaças do ambiente, estabelecendo objetivos, estratégias e projetos de atuação, cronograma de realização e estrutura organizacional desejável.
Em 2005, em parceria com a Francal Feiras, foi realizada em São Paulo, a primeira edição da Bio Brazil Fair – Feira Internacional de Produtos Orgânicos e Agroecologia, considerada a maior do Brasil em termos de negócios reais e efetivos, com repercussão internacional e presença maciça de expositores locais e estrangeiros, aberta em dias especiais para o contato direto entre o produtor e o consumidor, transitando em seus estandes mais de 15 mil pessoas. O sucesso do primeiro evento viabilizou a sua perenização, com programação de realização anual no mesmo Pavilhão do Ibirapuera (SP).
O Objetivo é transformar a BrasilBio em uma usina de utilidades do setor orgânico brasileiro. Neste momento, a BrasilBio produz a formatação de um site no domínio
www.brasilbio.com.br, com proposta de integrar toda a cadeia produtora e processadora de orgânicos brasileira, formando o maior banco de dados do setor no país.

sábado, 17 de janeiro de 2009

Produção: orgânica x convencional

Como você pode imaginar, as práticas da agricultura orgânica são bem diferentes da convencional.

Os fazendeiros convencionais:

- aplicam fertilizantes químicos no solo para aumentar suas plantações;
- borrifam pesticidas para proteger suas plantações contra pragas e doenças;
- usam herbicidas artificais para controlar o crescimento das ervas daninhas.

Os fazendeiros orgânicos:

- alimentam o solo e colocam fertilizante natural em seu solo para fazer suas plantações crescerem;
- usam predadores de insetos, zonas de fronteira, armadilhas e obstáculos para proteger suas plantações contra pragas e doenças;
- fazem a rotação de plantações, lavagem mecânica e extração manual das ervas daninhas, bem como protegem plantações e raízes com estrume ou palha, queimam ervas daninhas e aplicam outros métodos de gestão para impedir seu crescimento



Como último recurso, os fazendeiros orgânicos podem usar certos pesticidas botânicos ou naturais, por exemplo: rotenone e piretrinas, ambos feitos de plantas. A carne, os laticínios e os ovos produzidos pelos fazendeiros orgânicos vêm de animais que são alimentados organicamente e que têm acesso ao pasto.

Diferentemente da pecuária convencional, a orgânica precisa ser mantida em condições de vida que favoreçam o comportamento natural dos animais. Por exemplo: os ruminantes, incluindo vacas, carneiros e cabras, precisam ter acesso ao pasto. Embora possam ser vacinados contra doenças, os animais de fazenda e as aves orgânicas não podem receber antibióticos, hormônios nem medicamentos, se não estiverem doentes. Ao invés disso, as doenças e parasitas do gado são amplamente controladas através de medidas preventivas, como a pastagem rotacional, dieta balanceada, higiene e redução do stress.


Fonte:http://saude.hsw.uol.com.br

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Coopernatural:Empresa produtora de produtos orgânicos

O embrião da Cooperativa foi a Associação Vida Natural, nascida em agosto de 2001, a partir do desejo de onze produtores rurais orgânicos de pequeno porte da Serra Gaúcha, de construir uma organização que viesse a colaborar na promoção da agricultura familiar e ecológica nesta região. Ela veio para promover e fomentar uma agricultura sustentável tanto do ponto de vista ecológico como sócio-econômico, procurando fixar o homem no campo através de uma remuneração justa e digna pelo seu trabalho. Ao mesmo tempo que vai preservando o meio ambiente para as futuras gerações, leva saúde para as pessoas que se alimentam desses produtos. Em suma, uma associação para promover a qualidade de VIDA. Em 21 de setembro de 2004 a Associação Vida Natural se transformou na Cooperativa Vida Natural, Coopernatural. Atualmente ela conta com vinte e sete sócios.
O sabor do alimento orgânico é melhor - o sabor é pessoal, porém existem certos critérios determinados por "degustadores" que afirmam que os alimentos orgânicos possuem mais "gosto" que os alimentos produzidos pelo sistema convencional.
É mais saudável - os produtos orgânicos crescem sem pesticidas e fertilizantes químicos sintetizados artificialmente. Muitas pessoas possuem hábitos de descascar a cenoura para o preparo de uma salada, devido à possibilidade de ingestão de pesticidas presentes em sua casca. Escolhendo os produtos orgânicos, o consumidor usufrui na totalidade as frutas e vegetais sem a preocupação com o consumo de pesticidas.
São produtos livres de organismos geneticamente modificados - a prática da engenharia genética cria novas formas artificiais de vida que não possuem um desenvolvimento natural. Este processo visa extrair e enxertar genes de uma espécie em outra para criar novos tipos de safras e animais, objetivando assim uma melhor produtividade e colheita.
É uma cultura que está em harmonia com o meio ambiente - fertilizantes artificiais e pesticidas de fazendas não orgânicas são levados aos rios, lagos e lençóis freáticos através das chuvas e/ou irrigação. Traços de pesticidas são encontrados em peixes, gado e outros animais que se nutrem de águas provenientes destas fazendas.
Fazem parte da linha de produtos orgânicos produzidos pela empresa, frutas, verduras, laticínios, geléias, doces, compotas, conservas e molhos, ervas e chás, melado, mel, sucos, vinhos e espumante, assim como algumas preciosidades orgânicas, todos eles certificados pela Rede ECOVIDA seguindo a Instrução Normativa N 007/99 do Ministério da Agricultura e a Lei Nº 10.831 de 23 de dezembro de 2003 do MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento).Eles são produzidos em suas propriedades ou em propriedades de parceiros assim como a sua fabricação é caseira e artesanal, sempre obedecendo aos padrões de qualidade internacionais tanto de produção orgânica como de higiene.
Fonte:http://www.coopernatural.com.br

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Mercado e Consumo de Alimentos Orgânicos no Mundo


percentual de vendas dos alimentos e bebidas orgânicas frente ao total de alimentos consumidos vem aumentando e já atinge uma média de 2% em diversos países:segundo o International Trade Center em janeiro de 2003 Na Europa esta relação pode chegar até 3 % em alguns países como a Dinamarca, Áustria e Suíça. A taxa anual de crescimento no consumo dos alimentos e bebidas orgânicas pode atingir um crescimento de até 15% ao ano, considerando o período de 2003 a 2005, a média nos países europeus é de 10 %. Em países como o Brasil este crescimento pode atingir 25% a 30%.
O mercado e consumo dos alimentos orgânicos, está crescendo no mundo inteiro. As taxas de crescimento dos países da União Européia durante os anos de 2000 e 2003 foram, em média, de 10 a 15 %. O mercado americano vem apresentando taxas de crescimento de 10 a 20%. (Willer e Yussefi, 2000). Houve um aumento de US$ 178 milhões em 1980 para US$ 6,4 bilhões em 1999. Em 2000, alcançou cerca de US$ 12 bilhões. Os EUA são exportadores para a Europa e Ásia, os principais produtos exportados são a soja, frutas frescas e secas, nozes , arroz e ingredientes alimentares. O Canadá importa dos EUA cerca de 85% de produtos consumidos, sendo a maioria alimentos processados e empacotados. Recentemente pesquisas constataram que 33 % dos consumidores americanos compram alimentos orgânicos regularmente. (Organic Monitor, 2003 citado em Yussefi e Willer, 2004).Outro exemplo de que o mercado esta em expansão são a Austrália e a Nova Zelandia, o mercado cresceu de EU 99,5 milhões em 2000 para EU 152 milhões em 2003.
A Austrália vem exportando para paises europeus como a Alemanha, Holanda e Reino Unido, os principais produtos são grãos, sementes, produtos hortícolas e bebidas como suco de frutas, vinho e leite de soja. A Nova Zelandia exporta 40% de toda a sua produção, 22% deste total vão para os EUA, 30% para a Asia e 39,3% para a Europa. (Yussefi e Willer, 2004)A Asia é o terceiro maior mercado no mundo, com crescimento anual de 15% representando um volume de US$ 3,5 bilhões atualmente. O Japão é grande importador de alimentos orgânicos como massas, cereais, café, vinho, cerveja, óleo, presunto, mel, vegetais congelados, nozes, frutas secas, frutas frescas, laranja, carne bovina e de aves, açúcar, pão, molhos, grãos e produtos a base de soja, além de salmão.

Evolução do mercado internacional de produtos orgânicos



A Produção Orgânica no Mundo e as Características de cada Continente


Quando analisada a produção orgânica por distribuição continental, verifica-se que Austrália e Oceania possuem a maior área cultivada com o menor número de unidades de produção, isto pode ser explicado pela grande área de pastagens em sistemas de pecuária orgânica.


A América Latina e a Europa possuem, juntas, 47.3 % da área cultivada e 68.5% das unidades de produção, representando uma grande expansão e um potencial de produção e mercado significativo. Considerando a América do Norte totaliza-se 53.2% de toda área e 70.8 % do número de unidades de produção. Quanto à Ásia e a África, juntas possuem apenas 5% da área cultivada e 28.7% das unidades, valores esses considerados distantes do potencial existente de produção.

Unidades de Produção e áreas Certificadas x Continente

A área média de produção expressa em hectares (há) por propriedade também apresenta uma grande variação entre os continentes. O tamanho da área média na África é de 6,0 hectares (há), por outro lado o tamanho na Oceania é de 4.444 hectares (há).
Os números de propriedades e o total de hectares (Ha) em sistemas orgânicos de produção representam em torno de 1,5 % do total de áreas em exploração agropecuária em todo o mundo. Este aumento da oferta de alimento orgânico no mundo estará repercutindo nos preços dos produtos e colaborando para uma maior estabilidade do mercado.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Laranja orgânica produzida pela Montecitrus

Dentre os alimentos orgânicos produzidos no Brasil está a laranja e dentre as empresas produtoras está a Montecotrus. O principal produto orgânico extraído da laranja orgânica produzida pela Montecitrus e manufaturado pela Citrovita é o suco de laranja orgânico concentrado e congelado (OFCOJ), que é produzido pelo processo de extração e concentração totalmente isolado do produto convencional. Da mesma forma como o suco convencional, o OFCOJ é produzido sem qualquer perda de suas qualidades e sem qualquer uso de aditivos, sendo após o processo congelado a baixas temperaturas para preservar suas propriedades naturais, principalmente quanto a vitamina C.
O produto é embalado em tambores e mantido segregado desde a sua produção até a entrega ao cliente final. Quando reconstituído, o suco conserva seu sabor e qualidade original, oferecendo um produto ótimo para sua saúde.

Outros produtos orgânicos produzidos pela Citrovita:

Suco de Laranja Orgânico Integral, pasteurizado e pronto para beber, com suas qualidades e sabor iguais as do suco fresco espremido na hora.
Polpa de Laranja Orgânica congelada, a qual é adicionada ao suco reconstituído para se ter maior teor de fibras e sabor natural.

Óleo Essencial Orgânico de Laranja, com ampla aplicação nas indústrias de alimentos, aroma e fragrâncias, cosméticos, material de limpeza e higiene.

Sendo o maior produtor individual de laranja orgânica, a Montecitrus fornece ainda a fruta fresca orgânica de qualidade, com variedades saborosas e de qualidade para o consumo "in natura.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

A certificação dos Produtos Orgânicos

A produção, processamento, a rotulagem e comercialização dos produtos orgânicos no Brasil são regidas pela Lei 10.831/03, e seus anexos, em fase final de regulamentação. A Lei 10831/03 abrange os produtos agrícolas não transformados, os produtos de origem animal e os alimentos transformados. A mesma define igualmente as exigências mínimas requeridas para inspeção à qual cada produtor, processador ou cada comerciante de produtos orgânicos deve submeter-se e com as quais deve assumir compromisso.
Três possibilidades são estabelecidas pela Lei 10831/03:


1-Venda direta ao consumidor: Não exige certificação. Os produtores devem estar organizados e registrados junto ao Ministério da Agricultura que fará o controle direto do setor.

2-Sistema Participativos de Garantia (SPG): Certificação com base sobretudo no controle social. Os produtores devem estar organizados e uma entidade jurídica sob controle dos mesmos, deve estar registrada junto ao Ministério da Agricultura, que fará o controle direto do setor. Essa entidade legalmente constituída será responsável pela emissão dos documentos de garantia da qualidade orgânica dos produtos, válidos para o mercado nacional.

3-Certificação auditada, realizada por certificadora acreditada pelo INMETRO e credenciada junto ao Ministério da Agricultura, que fará o controle do setor. As certificadoras, tais como a ECOCERT BRASIL, serão responsáveis pela emissão dos certificados que garantem a qualidade orgânica dos produtos, válidos para mercado nacional e mercados internacionais com os quais o Brasil possua acordos de equivalência.

A ECOCERT nasceu dos movimentos da agricultura orgânica na França, em 1991.
A ECOCERT BRASIL foi constituída em 2001, com sede inicial na cidade de Porto Alegre, fruto da necessidade dos produtores familiares associados da COTRIMAIO, no Rio Grande do Sul, que buscavam certificação de soja orgânica a ser negociada com cooperativas francesas co-irmãs.
Os agricultores franceses possuíam já uma certificação pela ECOCERT e sugeriram que seus colegas brasileiros poderiam usar a mesma certificadora, facilitando assim as transações comerciais em curso.
Contatada, a ECOCERT SA propôs participar na constituição de uma certificadora brasileira, integrada à rede de sociedades ECOCERT. Nasce assim a ECOCERT BRASIL.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Demanda por orgânicos é maior do que a oferta, diz produtora rural


A demanda por produtos cultivados sem uso de produtos químicos é cada vez maior, afirmam agricultores que aderiram à utilização de técnicas orgânicas de controle às pragas em suas lavouras. Pioneira na agricultura orgânica no Distrito Federal, a produtora rural Massae Watanabe conta que nos últimos anos a procura por alimentos produzidos sem agrotóxicos aumentou significativamente.“É preciso chegar de manhã cedo (à feira onde a produção é comercializada) para conseguir comprar as frutas e verduras frescas que plantamos, pois tudo é vendido muito rápido.”A agricultora conta que desde o ano passado tem crescido o número de produtores de orgânicos certificados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. No entanto, a procura continua maior que a oferta. “Tem cliente que briga quando não tem o produto que deseja. Tem gente que não entende que a chuva e outros diversos outros fatores complicam a produção da gente, já que não usamos agrotóxicos.”A preocupação com a saúde e a preservação do meio ambiente foi um dos motivos que levaram Massae a trocar a agricultura convencional pelas técnicas relacionadas à produção orgânica. Inicialmente, ela suspendeu o uso de agrotóxicos de suas plantações. O resultado agradou a Massae de tal maneira que, em 2001, a produtora ajudou a fundar o Mercado Orgânico, uma das maiores associações de agricultores orgânicos da região.Aos poucos, a propriedade rural dela aderiu a outras técnicas de controle biológico. Um dos métodos que Massae adota para combater pragas e outros inimigos da lavoura sem recorrer a defensores químicos é cultivar também plantas com cheiro e cores atrativas. "Elas chamam a atenção das pragas, livrando as hortaliças dos predadores", explica a agricultora.A combinação de culturas é outro ponto destacado por Massae, que produz quase 30 tipos de itens, entre hortaliças e frutas. A produção rende de três a sete toneladas mensais. "Utilizo o manejo integrado de forma a criar um ambiente equilibrado. À medida que vamos investindo nesse processo, vemos o equilíbrio do sistema e isso reflete no controle da pragas e doenças", conta a agricultora.Todos esses cuidados fazem com que o valor dos orgânicos seja um pouco mais elevado do que o dos produtos cultivados em lavouras com métodos convencionais, segundo Massae. "O preço é superior ao do convencional, para manter os custos de produção e também para remunerar o produtor. É também um custo social. O consumidor deve ter a compreensão do que seja um processo dessa natureza", argumenta.Segundo o produtor orgânico Joe Valle, essa diferença de preços também resulta da falta de pesquisas e tecnologias voltadas à produção de alimentos orgânicos, que leva a um aumento na contratação de mão-de-obra. “Temos 70 empregados, quatro vezes mais do que o número em uma propriedade que lida com a agricultura convencional”, aponta Valle, dono da Fazenda Malunga, também localizada no Distrito Federal.Mas, para ele, o preço alto não intimida os consumidores, que estão mais preocupados com a qualidade da alimentação. “O mercado de orgânicos está crescendo muito, a demanda está grande e as pessoas estão mais preocupadas com a saúde alimentar.”A fazenda produz 150 toneladas de orgânicos por mês, em uma área de 120 hectares. Além de cultivar 40 variedades de hortaliças, a propriedade investe na criação diferenciada de gado. O rebanho é tratado apenas com remédios homeopáticos e é alimentado em pasto orgânico. “A gente diz que a produção orgânica é feita em um tripé: é economicamente viável, ecologicamente correta e socialmente justa”, conclui Joe Valle.


Fonte: Agência Brasil

domingo, 11 de janeiro de 2009

Selo de Certificação de Produtos Orgânicos

O selo é a sua garantia de estar consumindo produtos orgânicos. Com o crescente interesse pela agricultura orgânica, surge a necessidade de uma verificação segura, que garanta ao consumidor a certeza de estar adquirindo produtos orgânicos. O IBD - INSTITUTO BIODINÂMICO DE DESENVOLVIMENTO RURAL, localizado em Botucatu, São Paulo, fiscaliza e certifica produtos orgânicos no Brasil de acordo com normas internacionais. Este selo só é conferido após rigorosos exames de controle de qualidade de solo, água, reciclagem de matéria orgânica, dentre outros. No Brasil existem 45 produtores com o selo orgânico fornecido pelo IBD.
O IBD possui um corpo de inspetores e um comitê de certificação que verifica a conformidade dos produtos orgânicos e biodinâmicos com normas nacionais e internacionais. A certificação de uma produção vegetal, animal ou industrial, indica que foram realizados os seguintes trabalhos:
visitas periódicas de um inspetor no local de produção;
avaliação do relatório de inspeção por um conselho formado por agricultores, processadores, acadêmicos, técnicos e representantes de consumidores;
análise residual para verificar o nível de pureza do produto;
aprovação da unidade de produção, dentro dos padrões de qualidade orgânica ou biodinâmica.
O IBD é filiado à IFOAM (Federação Internacional de Movimentos de Agricultura Orgânica) e seu certificado é também reconhecido na Europa, Estados Unidos e Japão.


Dez Motivos para Consumir Produtos Orgânicos


1. Evita problemas de saúde causados pela ingestão de substâncias químicas tóxicas. Pesquisas e estudos tem demonstrado que os agrotóxicos são prejudiciais ao nosso organismo e os resíduos que permanecem nos alimentos podem provocar reações alérgicas, respiratórias, distúrbios hormonais, problemas neurológicos e até câncer.

2. Alimentos orgânicos são mais nutritivos. Solos ricos e balanceados com adubos naturais produzem alimentos com maior valor nutritivo.

3. Alimentos orgânicos são mais saborosos. Sabor e aroma são mais intensos - em sua produção não há agrotóxicos ou produtos químicos que possam alterá-los.

4. Protege futuras gerações de contaminação química. A intensa utilização de produtos químicos na produção de alimentos afeta o ar, o solo, a água, os animais e as pessoas. A agricultura orgânica exclui o uso de fertilizantes, agrotóxicos ou qualquer produto químico; e tem como base de seu trabalho a preservação dos recursos naturais.

5. Evita a erosão do solo. Através das técnicas orgânicas tais como rotação de culturas, plantio consorciado, compostagem, etc., o solo se mantém fértil e permanece produtivo ano após ano.

6. Protege a qualidade da água. Os agrotóxicos utilizados nas plantações atravessam o solo, alcançam os lençóis d'água e poluem rios e lagos.

7. Restaura a biodiversidade, protegendo a vida animal e vegetal. A agricultura orgânica respeita o equilíbrio da natureza, criando ecossistemas saudáveis. A vida silvestre, parte essencial do estabelecimento agrícola é preservada e áreas naturais são conservadas.

8. Ajuda os pequenos agricultores. Em sua maioria, a produção orgânica provém de pequenos núcleos familiares que tem na terra a sua única forma de sustento. Mantendo o solo fértil por muitos anos, o cultivo orgânico prende o homem à terra e revitaliza as comunidades rurais.

9. Economiza energia. O cultivo orgânico dispensa os agrotóxicos e adubos químicos, utilizando intensamente a cobertura morta, a incorporação de matéria orgânica ao solo e o trato manual dos canteiros. É o procedimento contrário da agricultura convencional que se apoia no petróleo como insumo de agrotóxicos e fertilizantes e é a base para a intensa mecanização que a caracteriza.
10. O produto orgânico é certificado. A qualidade do produto orgânico é assegurada por um Selo de Certificação. Este Selo é fornecido pelas associações de agricultura orgânica ou por órgãos certificadores independentes, que verificam e fiscalizam a produção de alimentos orgânicos desde a sua produção até a comercialização. O Selo de Certificação é a garantia do consumidor de estar adquirindo produtos mais saudáveis e isentos de qualquer resíduo tóxico.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Como funciona a agricultura orgânica

Para a agricultura orgânica, a regra número um é a de não agredir a natureza, mas trabalhar em harmonia com ela. Isto porque a natureza é um sistema equilibrado, no qual tudo se relaciona, e, toda a vez que você mexe com ela, os problemas aparecem adiante, é meio como uma “bola de neve”, uma reação em cadeia. É muito fácil entender o que é um sistema equilibrado: é como o motor de um carro novo, zero quilômetro. Cada peça se relaciona com uma outra de maneira perfeita. É só sentar na direção, ligar o carro e vamos embora. Experimente tirar um parafuso e andar alguns quilômetros. Você vai perceber que algo não está funcionando bem, daqui a pouco o carro pode até parar até de funcionar. Assim é a natureza. Nela tudo funciona em harmonia. Quando uma árvore velha morre e cai no meio de uma floresta, rapidamente começam a nascer plantinhas rasteiras que criam condições para sementes de árvores germinarem - as primeiras árvores criam condições para outras maiores, os bichinhos e os fungos decompõe a árvore que caiu e ela vira novamente terra, servindo de alimento para plantas que estão se desenvolvendo na área crescerem. Em alguns anos, a floresta se recompõe e, assim, sozinha, ela se auto-regula.Mesmo numa cidade, é fácil observar a ação da natureza. Em qualquer frestinha de chão de uma calçada, você percebe uma plantinha nascendo. É engraçado pensar assim, mas é a mais pura verdade: aquela plantinha mostra que a natureza está tentando fazer a cidade virar floresta de novo. Vamos utilizar um exemplo da agrônoma Ana Maria Primavesi, pioneira da agricultura ecológica no Brasil, explicando como se desequilibra um sistema vivo. Ela está contando para nós sobre o que acontece quando são derrubadas florestas para transformar a área em pastagens:

“... o clima da região amazônica equatorial úmida parece sobremaneira favorável à produção vegetal, sendo a prova a hiléia (floresta). Mas esquece-se que o clima existe graças à mata, que, como um imenso termostato (aparelho que regula a temperatura), está evitando os extremos de temperatura. Pastagens não são termostatos e não se pode esperar a manutenção do clima amazônico após a modificação total da paisagem, trocando a mata por pastagens ...”

“... Não há dúvida que a área amazônica pode ser transformada em uma paisagem cultural, porém com a conservação dos princípios ecológicos existentes! Cada modificação impensada significa um pioramento das condições de um ecossistema extremamente delicado, muito mais delicado que o das planícies férteis, dos celeiros da antiga Grécia e Roma, que hoje estão transformados no deserto do Saara ...”

Partindo desses princípios, para não incorrer no perigo de criar desertos, vamos ver que, numa propriedade orgânica, os recursos naturais estarão sempre protegidos - as nascentes, a vegetação do topo dos morros, as matas da beira dos rios e córregos (matas ciliares). Nunca serão utilizados os venenos, que matam os animais.Para a proteção do solo será utilizado o preparo mínimo, isto é, revolvê-lo o menos possível e de maneira adequada, para não ocorrer perda do solo por erosão (caem as chuvas e não penetram no solo como seria o normal, mas escorrem em enxurradas levando a terra embora) e também será tomado o cuidado de mantê-lo sempre protegido do sol e da chuva, com palhadas (cobertura morta ) ou , com plantas (cobertura viva).As recomendações mais básicas são:

#Utilize cultivos adaptados às condições locais de temperatura, chuvas, altitude e solo. As plantas vão crescer naturalmente mais fortes e vigorosas.
#Utilize culturas resistentes a pragas e doenças, porque você não vai poder usar veneno.
#Faça policultivo, isto é, dois ou mais cultivos plantados na mesma área. O solo vai ficar mais protegido, e ocorrerá um controle natural de pragas (uma área muito grande com uma planta somente acaba estimulando a aumento da população dos insetos que gostam de se alimentar daquela planta. Na natureza a simplificação não ocorre).
#Faça rotação de culturas, isto é, não plante sempre a mesma coisa no mesmo lugar e não deixe os solos vazios, expostos ao sol e à chuva. Essa prática vai controlar pragas, vai proteger os solos e seus nutrientes serão melhor aproveitados. Veja um exemplo:
#Faça pousio. Na seqüência de rotação de culturas, a área é simplesmente deixada sem cultivo, em descanso, para que se recupere naturalmente mediante o crescimento das ervas espontâneas pelo período de uma estação completa de plantio - verão e inverno.
#Faça cercas vivas, plantando árvores ou arbustos em torno da área cultivada para protegê-la dos ventos. Também servem para diversificar o ambiente.
#Faça áreas de refúgio, plantando espécies nativas com o objetivo de criar ambiente para a proliferação de inimigos naturais dos insetos nocivos. Conserve os fragmentos de floresta existentes na região.
#Use adubação orgânica, nunca química. Podem ser utilizados, estercos, adubos verdes, restos culturais, compostagem, biofertilizantes, pós de rochas. Trata-se de fornecer à planta adubação equilibrada, contendo todos os elementos que ela exige, porém nas proporções adequadas às suas necessidades efetivas. Tanto o excesso como a carência de um ou mais elementos rompe o equilíbrio fisiológico normal da planta, levando ao processo de diminuição da sua resistência natural. Esses materiais também servirão para alimentar a microvida do solo, muito benéfica para as plantas, mantendo-o sempre fresco e protegido.
Assim, é produzido um alimento orgânico. Não é difícil, mas exige por parte do agricultor, bastante observação e cuidado.

Fonte:http://ambiente.hsw.uol.com.br

Alguns bons motivos para você consumir orgânicos


• O valor nutricional do alimento orgânico é superior ao do alimento produzido de maneira convencional.
• Um relatório da Academia Americana de Ciências, de 1987, calculou em 1 milhão e 400 mil os novos casos de câncer provocados por pesticidas.
• Somos compostos por 2/3 de água. Pesticidas infiltram nos lençóis freáticos e córregos de água. A Agência de Proteção Ambiental Americana calcula que os pesticidas, alguns deles causadores de câncer, já poluem metade da água potável dos EUA.
• O solo tratado com substâncias químicas (sistema convencional) libera uma quantidade enorme de gás carbônico, gás metano e óxido nitroso. A agricultura no sistema orgânico pode eliminar 25% do aquecimento global. Atualmente, mais energia é consumida para produzir fertilizantes artificiais do que para plantar e colher todas as safras.

Agrotóxicos vêm causando infertilidade e câncer

A infertilidade humana tem relação direta com o uso de agrotóxicos, segundo pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz. Ao serem analisados espermogramas,o resultado sugere uma tendência de queda na quantidade e qualidade dos espermas dos homens e dos animais mamíferos.Além de ter crescido o número de pessoas que fazem tratamento para fertilização também foi diagnosticado um número excessivo de crianças com má formação, doenças congênitas e abortos.Outro alerta é com relação ao crescimento do índice de pessoas com câncer, relacionado ao uso de agrotóxicos, através da alimentação. “Não são só as pessoas que manipulam podem adquirir doenças causadas pelo uso de agrotóxico, mas toda a população”, afirma pesquisador da Fiocruz. Diversos tipos de câncer têm aumentado, como o de próstata, testículos, mama, ovário e tireóide.

Curiosidades brasileiras:

• A preferência pelos orgânicos vem crescendo 30% ao ano.• O Brasil está entre os 6 maiores produtores de orgânicos do mundo, somando 20 mil produtores.• Há 16 certificações reconhecidas pelo Ministério da Agricultura.

Fonte:http://www.afg.org.br

Produtos Orgânicos

*Gert Roland Fischer
A produção de alimentos sem uso de tóxicos agrícolas e pecuários passou a ser alternativa sustentável e de melhoria econômica dos minifúndios e propicia o aumento da qualidade de vida dos consumidores. Mesmo com grande parte dos projetos ainda em fase de maturação, os agricultores de Santa Catarina que optaram pela produção orgânica estão obtendo rentabilidade maior em suas propriedades do que os que seguem usando venenos.
É o que demonstra estudo realizado pelo Instituto Cepa de Santa Catarina. A pesquisa foi realizada na região de Florianópolis em 40 propriedades que adotaram a produção sem produtos químicos e em outras 40 que mantiveram a tecnologia tradicional. O valor agregado - valor bruto menos os gastos intermediários para realizar a produção - obtido pelos agricultores orgânicos de hortifrutigranjeiros é, em média, 25,2% superior ao obtido pelos outros agricultores, em decorrência dos preços melhor remuneradores e dos custos menores da produção orgânica. Como a maioria das propriedades pesquisadas tem menos de 20 hectares, a produção orgânica é uma alternativa para melhorar a situação das pessoas que estão nos minifúndios, diz o secretário executivo do Instituto Cepa, Ademar Paulo Simon. O estudo constatou que impressionantes 45% dos produtores que estão na agricultura tradicional pensam em aderir à orgânica.


Menos mão-de-obra

A pesquisa confirma que a produção orgânica exige menos mão-de-obra na produção de hortifrutigranjeiros:
Tipo De Produção Equivalentehomens/ano/estabelecimento Equivalente-homem
AGRICULTOR ORGANICO 2,91 5,55 hectares
AGRICULTOR DOS VENENOS 3,90 4,16 hectares
A ocupação de menor quantidade de mão-de-obra na produção orgânica decorre da redução do tempo gasto na busca de receituário agronômico para a aquisição de venenos, preparação de caldas de alto risco, compra de vestimentas sofisticadas para proteção do operador nas inúmeras aplicações de venenos, compra, manutenção e limpeza de equipamentos utilizados na aplicação dos agrotóxicos, construção de depósitos especiais para a guarda dos agrotóxicos, procedimentos da tríplice lavagem das embalagens, transporte das embalagens lavadas para as centrais de recebimento, constantes idas aos centros de saúde para coleta de sangue para controle dos índices de colinesterase, coleta de águas de consumo para análise laboratorial para controle dos índices de contaminação do lençol freático, participação de cursos quando novos agrotóxicos são lançados, lavação constante e em separado das outras roupas da família, de vestimentas utilizadas nas jornadas químicas venenosas, compra de medicamentos em casos de intoxicações, dias parados para cura de intoxicações agudas, compra de medicamentos para dores de cabeça, sudorese, perda de memória, entre outras despesas indiretas.
Na produção química, a utilização de agrotóxicos é intensa (muitas vezes exagerada), onde o controle da qualidade nem sempre é a pratica mais utilizada. Além da qualidade de vida, o agricultor orgânico é um grande promotor da mão de obra limpa, para realizar tarefas de produção da matéria orgânica, capinas, colheitas manuais, coleta manual de insetos predadores. Maiores volumes de substratos preparados são agregados ao solo, que desta forma passa a ter uma melhora químico-física e biológica contínua. Os alimentos mais tóxicos: tomate, pimentão, maçã, morango, batata e papaia são alguns dos campeões de tempo submetidos à chuva envenenada promovida pela aplicação de agrotóxicos. Durante o crescimento vegetal, as pulverizações ocorrem a curtos espaços de tempo, dependendo das precipitações pluviométricas que lavam as aplicações anteriores.
As jornadas fitossanitárias causam a intoxicação do meio ambiente (águas - solos - biota); dos agricultores e dos alimentos. Exames laboratoriais do Instituto Biológico em São Paulo, demonstram seguidamente que elevados índices de produtos químicos tóxicos, contaminam perigosamente os alimentos oferecidos dentro de atraentes embalagens com os mais sugestivos rótulos, ao consumidor brasileiro, denunciando índices acima dos permitidos pela Organização Mundial da Saúde.

Produtores orgânicos em SC

Há grande número de produtores interessados em migrar para a produção orgânica. Hoje o número de produtores orgânicos em Santa Catarina já deve ter superado os 706 detectados em outras pesquisas realizadas em anos anteriores pelo Instituto Cepa.
O papel do consumidor
O consumidor conscientizado deverá, exigir produtos limpos, de preferência regulamentados pelas normas de produção orgânica. Dê preferência aos alimentos que expõem selos de qualidade reconhecidos oficialmente. Cuidado com determinados rótulos que sugerem produtos sem agrotóxicos, mas na realidade são tão venenosos quanto o orgânicos. Estes utilizam a isca de comercialização para aumentarem os preços e os lucros.

As cozinhas industriais orgânicas

Um importante elo de sustentabilidade econômica surge com um interessante projeto que vem sendo desenvolvido em Joinville-SC pela empresa GRF-Alimentos Limpos - que teve como suporte o Livro Menos Veneno no Prato editado em 1992. O livro mostra as diferentes técnicas da produção sustentada orgânica.

Normas ISO 9.001: 2000 e ISO 14.001

As organizações que estão se adaptando às recomendações das normas da qualidade e da gestão ambiental devem prestar atenção aos alimentos que estão sendo serviços em seus restaurantes. Nas recomendações dessas normas, objetiva-se encorajar os empregadores a fornecer alimentos de qualidade e saudáveis para o corpo funcional, que repercute diretamente na melhora da produção industrial. Como morremos pelo que comemos, nota-se nos clientes de restaurantes industriais orgânicos o aumento da produtividade, felicidade, auto-estima, pró-atividade e qualidade de vida. Além do mais, trata-se de um projeto de Responsabilidade social de baixíssimo custo e investimento.



Gert Roland Fischer é Engenheiro Agrônomo estudioso das mudanças do clima. Consultor, Auditor Ambiental, ativista ambiental desde 1977, é membro de entidades ambientalistas do terceiro setor, voluntário e professor de educação ambiental, Membro do Conselho Editorial da Revista EcoTerra Brasil - gfischer.joi@terra.com.br



Fonte:http://www.jardimdeflores.com.br

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

O que são produtos orgânicos?


O que são produtos orgânicos? Com esta pergunta abrimos este blog para informar, analisar, esclarecer e divulgar empresas produtoras e vendedoras de produtos orgânicos. Mas voltamos a pergunta inicial, com a atual variedade de produtos nos supermercados, fica difícil para o consumidor não se confundir entre tantos nomes: natural, hidropônico, processado, orgânico... A seguir, veremos com mais detalhes cada uma dessas denominações.
Produto orgânico é um alimento sadio, limpo, cultivado sem agrotóxicos e sem fertilizantes químicos. Eles provêm de sistemas agrícolas baseados em processos naturais, que não agridem a natureza e mantém a vida do solo intacta. As técnicas usadas para se obter o produto orgânico incluem emprego de compostagem, da adubação verde, o manejo orgânico do solo e da diversidade de culturas, que garantem a mais alta qualidade biológica dos alimentos. O produto orgânico é completamente diferente do produto da agricultura convencional, que emprega doses maciças de inseticidas, fungicidas, herbicidas e adubos químicos altamente solúveis. Esses agroquímicos fazem com que os alimentos tenham baixo valor nutricional e em sua toxicidade pode estar a causa de muitas doenças, que afetam o homem, em proporção crescente. Além do mais, esses agroquímicos contaminam o ambiente. A Agricultura Orgânica é o modo verdadeiramente científico de produzir alimentos saudáveis e assegurar a integridade do meio ambiente.

Produto Natural

Em princípio, vale lembrar de que toda verdura, fruta ou legume é natural, já que o homem pode apenas reproduzir plantas a partir de sementes ou outras partes de plantas, multiplicando-as através da agricultura. Ou seja, independentemente do sistema em que foram produzidos (convencional ou orgânico), do grau de contaminação ou da qualidade nutricional que apresentem, qualquer verdura, legume ou fruta é natural. Portanto, a palavra "natural" indicada nas embalagens não significa que o produto esteja isento de agrotóxicos e outras substâncias que trazem riscos para a saúde humana.

Produto Hidropônico

O hidropônico é um alimento produzido sem a presença do solo e sempre em ambiente protegido, ou seja, em estufa. Cultivado sobre suportes artificiais, em água, recebe soluções químicas para nutrição e tratamento de eventuais doenças.

Produto Processado

Os produtos lavados, cortados e embalados, usados para facilitar a vida da dona de casa, continuam sendo verduras e legumes convencionais, ou seja, que receberam agrotóxicos e adubos químicos; apenas já foram selecionados pela indústria. Atualmente, é possível encontrar produtos higienizados e processados que foram produzidos no sistema orgânico e que por isso, não contém agrotóxicos nem qualquer outro produto potencialmente tóxico. Para encontrá-los, basta verificar na embalagem a palavra "orgânico" juntamente com o selo de uma instituição certificadora. Desta forma, o consumidor terá a certeza de que os produtos processados seguiram, de fato, todas as normas de produção que geram alimentos saudáveis, como são os orgânicos.

ALGUMAS RAZÕES PARA CONSUMIR PRODUTOS ORGÂNICOS


Seu sabor é melhor - o sabor é pessoal, porém existem certos critérios determinados por "degustadores" que afirmam que os alimentos orgânicos possuem mais "gosto" que os alimentos produzidos pelo sistema convencional.

É mais saudável - os produtos orgânicos crescem sem pesticidas e fertilizantes químicos sintetizados artificialmente. Muitas pessoas possuem hábitos de descascar a cenoura para o preparo de uma salada, devido à possibilidade de ingestão de pesticidas presentes em sua casca. Escolhendo os produtos orgânicos, o consumidor usufrui na totalidade as frutas e vegetais sem a preocupação com o consumo de pesticidas.

São produtos livres de organismos geneticamente modificados - a prática da engenharia genética cria novas formas artificiais de vida que não possuem um desenvolvimento natural. Este processo visa extrair e enxertar genes de uma espécie em outra para criar novos tipos de safras e animais, objetivando assim uma melhor produtividade e colheita.

É uma cultura que está em harmonia com o meio ambiente - fertilizantes artificiais e pesticidas de fazendas não orgânicas são levados aos rios, lagos e lençóis freáticos através das chuvas e/ou irrigação. Traços de pesticidas são encontrados em peixes, gado e outros animais que se nutrem de águas provenientes destas fazendas.

É uma agricultura sustentável - Nos anos 90 foi bem difundida a cultura de "usar o solo até esgotá-lo". Em uma fazenda orgânica as gerações futuras podem usufruir da terra e seus benefícios, pois a cultura nutre o solo, alimentado-o naturalmente com produtos originados por compostagem e estercos.

É mais nutritivo - alimentos frescos orgânicos normalmente possuem uma menor quantidade de água em sua composição quando comparado com os alimentos convencionais (aproximadamente 20% menos). Isto significa que os nutrientes estão mais concentrados, assim como o conteúdo de açúcar - daí o sabor mais adocicado dos vegetais orgânicos. Produções orgânicas tendem a ter maiores níveis de vitamina C e poderão ser encontrados em tomates orgânicos 23% mais de vitamina A do que os convencionais.


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