quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Orgânicos: Brasil e Itália parceiros


Os setores produtivos de orgânicos do Brasil e Itália uniram-se para fomentar o consumo e ampliar as oportunidades de negócios entre os dois países. Por meio de uma carta de cooperação, assinada no mês passado pela Associação dos Produtores e Processadores de Orgânicos do Brasil (BrasilBio) e Federação Italiana de Agricultura Biológica e Biodinâmica (FederBio), empresas brasileiras de produtos orgânicos poderão conhecer modelos associativos e produtivos italianos, trocar conhecimento e, a partir daí, avançar em questões como certificação, processos tecnológicos e barreiras comerciais e normativas.
Em contrapartida, o mercado orgânico brasileiro, considerado um dos mais promissores do mundo, será uma vitrine para os produtos orgânicos italianos."A ideia é compartilhar tecnologia, já que o modelo de produção italiano atende a muitas das características do Brasil, e promover o comércio entre Brasil e Itália", diz o presidente da BrasilBio, José Alexandre Ribeiro. "Na Itália, por exemplo, os orgânicos compõem total ou parcialmente a merenda escolar." Para isso, as entidades vão aproveitar a ocasião da 6ª Bio Brazil Fair, um dos mais importantes eventos do setor, que ocorre no Brasil, em maio de 2010, e a maior feira de orgânicos da Itália, o Salone Internazionale del Naturale (Sana), em setembro de 2010, em Bolonha. "Empresas e produtores italianos virão ao Brasil, na Bio Brazil Fair, em busca de negócios. À feira italiana irão entre 30 e 50 representantes vinculados à BrasilBio", explica Ribeiro.
A BrasilBio congrega, entre 2 mil associados, empresas, cooperativas e produtores de orgânicos.De acordo com o representante da FederBio na América do Sul, Paolo Edoardo Coti-Zelati, a Itália é 5º maior produtor de orgânicos do mundo e possui cerca de 2 milhões de hectares cultivados com orgânicos. "Há grande interesse da Itália em vender seus produtos no mercado brasileiro e investir na produção orgânica no País", diz. "Ainda há, no Brasil, 9 milhões de hectares que podem ser usados para o cultivo de orgânicos."Conforme Coti-Zelati, o interesse italiano no Brasil é por produtos típicos, como banana, caju, café e carne.
Já o interesse do Brasil na Itália inclui itens como azeite extravirgem, vinho, queijo parmesão, presunto cru e tomate pelado. "A Itália tem interesse em produtos brasileiros não só in natura, mas transformados", destaca Ribeiro.A parceria prevê iniciativas conjuntas até 2016, na Olimpíada do Rio, passando pelo Ano da Itália no Brasil, em 2011, pela Copa 2014, no Brasil, e pela Expo Milano, em 2015.


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