sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Adesão aos orgânicos começa a crescer no Vale do São Francisco


A produção de orgânicos no Vale do São Francisco em Pernambuco ainda ocupa mísero 0,3%, dos 44,3 mil hectares onde a CODEVASF desenvolve oito projetos de irrigação, mesmo assim, há quem defenda a opção como uma das saídas para elevar a rentabilidade do produtor, ao mesmo tempo em que atuaria em um mercado onde hoje tem mais demanda do que oferta.São 169 hectares que possuem o selo de reconhecimento de produção orgânica. Mas a companhia está disposta a estimular o plantio e elevar a participação desse tipo de produção, hoje com mercado garantido e preço até 30% superior.
A Fiepe também se interessou pelo tema e está coordenando um grupo de empresários do Vale que amanhã segue para a Itália para participar da Feira de Sana voltada exclusivamente para produtos orgânicos. As ações da Fiepe são feitas em parceria com a União Europeia, dentro do Projeto de Apoio à Inserção Internacional de Pequenas e Médias Empresas Brasileiras. “Entre as culturas, a que demonstra ser uma boa opção é a banana. É uma das frutas mais consumidas no mundo. Várias empresas estão demandando, mas ainda não temos produção para atender”, explicou Valdecir Queiroz, especialista na área que vem atuando, em conjunto com a Fiepe e cerca de 30 produtores, como consultor.
A Codevasf fez uma pesquisa de campo junto ao produtor para saber o nível de conhecimento e o interesse em relação ao orgânico. “A sondagem mostrou o interesse dos empresários de reverterem 1.395 hectares para orgânico. Se 50% deles realmente revertessem para esse tipo de plantio, já teríamos produto suficiente para formar uma feira”, exemplificou o engenheiro agrônomo da Codevasf Osnan Soares Ferreira. Segundo ele, no Brasil existe um total de 800 mil hectares de orgânico. No mundo, a demanda pelo consumo vem crescendo a uma média de 30% ao ano.

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