terça-feira, 4 de agosto de 2009

A invasão orgânica nas mesas e indústrias brasileiras


Mais saudáveis, saborosos e com preços ainda salgados, os alimentos orgânicos começam uma verdadeira invasão em supermercados, feiras e restaurantes. Pesquisa realizada pela consultoria GFK aponta que esses produtos já atingem 9% da população brasileira, cerca de 18 milhões de pessoas, e geram uma média de R$1,585 bilhão no faturamento dos mercados. De olho nesse crescimento, as indústrias também apostam em matérias-primas cultivadas em sistema orgânico. Por engano muitas pessoas ainda acreditam que orgânicos são apenas alimentos vegetarianos ou in natura. Contudo, carnes, leites e seus derivados também podem ser produzidos em ambiente orgânico, onde não há a injeção de hormônios, apenas medicamentos comuns, e a criação é feita em pastos – criação extensiva ou semi-extensiva.
Além disso, nos plantios é priorizado o equilíbrio do ecossistema, sem o uso de agrotóxicos e com o manejo equilibrado do solo e dos recursos naturais, alternando e variando os vegetais cultivados. No sistema orgânico os princípios de desenvolvimento sustentável devem ser prezados. Pelas prateleiras dos mercados, já é possível encontrar uma vasta quantidade de alimentos orgânicos industrializados, possibilitando uma dieta completa - bolachas, sucos, leites, chocolates, achocolatados, snacks, iogurtes, macarrão, e até mesmo bebidas alcoólicas, como vinho e cachaça. Produtos em conserva também já aparecem entre os orgânicos.
Embora a variedade seja grande e por vezes ultrapasse em quantidade os produtos in natura, os industrializados ainda perdem em vendas. O grupo Pão de Açúcar registra um aumento de 40% nas vendas entre 2007 e 2008 e estima obter um faturamento superior a R$50 milhões este ano. Entre os 600 produtos disponíveis no estoque, 200 são frutas, legumes e verduras, 160 no setor de laticínios, padaria e congelados, e mais de 250 artigos de mercearia. Embora o consumo de orgânicos no Brasil esteja em pleno crescimento, cerca de 70% dos produtos ainda são destinados à exportação. Uma das principais marcas nacionais, a Native, criada em 1997, responde por cerca de 60% da produção mundial de açúcar orgânico.
Abastece importantes fabricantes de alimentos do mundo, como a Nestlé e a Danone, e também o norte-americano Wholefoods e o espanhol El Corte de Inglês. Além da produção de matéria-prima, a empresa também disponibiliza aos mercados brasileiros produtos industrializados, como achocolatado, cookies, sucos, açúcar refinado e café em pó. A Agreco – Agricultores Ecológicos das Encostas da Serra Geral -, de Santa Catarina, produz hortaliças, frutas e plantas medicinais sem o uso de agrotóxicos. Fornecem também produtos processados, como geleia, molhos de tomate e alimentos em conserva, além de doces caseiros, carnes e queijos. Na composição de alguns artigos, como snacks, cookies ou achocolatados, há uma porção pequena de aromatizantes e emulsificantes. Para certificar-se de que um alimento é orgânico basta procurar nas embalagens pelo selo de algum dos institutos autenticadores.

Fonte:Gastronomia e Negócios / http://gastronomiaenegocios.uol.com.br

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