quinta-feira, 2 de julho de 2009

Técnicas especiais:Minhocultura


A minhocultura tem por objetivo principal a abreviação da reciclagem dos rejeitos domiciliar e agro-industrial, contribuindo para a preservação do meio ambiente e propiciando a recuperação das propriedades físicas, químicas e biológicas do solo.Os baixos investimentos exigidos para a criação de minhocas tem despertado interesse em muitas pessoas de forma a explorar comercialmente a minhocultura como uma fonte de proteina, bem como na produção de humus. O húmus poderá ser utilizado em paisagismo, floricultura, fruticultura, horticultura, viveiro de mudas agricultura em geral. As minhocas poderão ser destinadas à pocriação, isca para pesca, transformação em matéria orgânica, alimentação animal, medicina e alimentação humana.

Matéria Prima para a Minhocultura:

Todo produto orgânico, seja de origem vegetal ou animal, bioestabilizado ou semi-curado, como é conhecido, livre portanto de fermentação, constitui-se na matéria prima para a criação de minhocas.Na minhocultura devemos ter sempre em mente que tudo produto orgânico usado como substrato para se criar um ambiente favorável às minhocas, deve servir de alimento a elas próprias. Não podemos esquecer que a minhocultura é uma atividade zootécnica como outra qualquer e que a minhoca a exemplo de outros animais, requer em sua alimentação vitaminas e sais minerais, indispensáveis à sua saúde e desenvolvimento. Quanto mais rica for a matéria orgânica fornecida às minhocas, maiores serão as possibilidades de sucesso econômico de sua criação.

Minhocas:

A minhoca pertence a classe Oligoqueta. De acordo com a classificação de Stephensons, as minhocas terrestres estam distribuídas em cinco famílias:

1. Megascolicidae
2. Moniligastridae
3. Eudrilidae
4. Glossoscolicidae
5. Lumbricidae

Estima-se que existam cerca de 1800 espécies de minhocas conhecidas, ou mais de 3000, incluindo as desconhecidas.O tamanho da minhoca varia em cada espécie, desde 0,5 mm ate 2,10 m da Minhocuçu Mineira, e 3,3 m da Minhocuçu Austrália.

Espécies comerciais:

Mundialmente, são criadas em cativeiro duas espécies de minhocas: Vermelhas da Califórnia (Eisenia foentida, Lumbricus rubellus) e a Gigante Africana (Eudrilus eugeniae).No Brasil, as espécies comerciais que temos conhecimento são a Eisenia foetida e a Eudrilus eugeniae.Embora não exista diferença significativa entre essas espécies no que se diz respeito a capacidade de reprodução e transformação de matéria orgânica, a preferência por uma delas varia com o gosto de cada criador.

Características gerais das espécies:

1.Vermelha da Califórnia - das espécies existentes no Brasil, a Eisenia foetida é melhor adaptável ao cativeiro, quer seja em canteiros ou em caixas.

Comprimento 6 a 12 cmDiâmetro 0,3 a 0,6 cmSegmentos 80 a 120 anéis
Peso: 0,73 a 1 ,00 gramaOrigem: EuropaCondições ideais de desenvolvimento: pH 7 (neutro)-Umidade 70 a 85%Temperatura: 15,7 a 23,2 graus Celsius
Longevidade: 16 anos

2. EUDRLUS EUGENIAE - Gigante Africana- Esta espécie é nativa da África Ocidental, sendo muito comum nos sorianos e países vizinhos.
Comprimento: 22 a 32 cm Diâmetro: 0,5 a 0,9 cm Segmentos: 80 (nascimento) a 280 anéis (adulta)
Peso: 2,40 a 3,70 gramas Origem: África Ocidental Condições ideais de desenvolvimento: pH 7 (levemente ácido) Umidade: 70 a 85% Temperatura: 20 a 25 graus Celsius

A Eudrilus eugeniae é exigente em termos de temperatura e umidade, a sua reprodução e crescimento podem ser comprometidos quando a temperatura no interior do canteiro permanecer fora da faixa de 20 a 25 graus Celsius. Temperaturas pouco abaixo de 10 graus Celsius e acima de 32 graus Celsius provocam a sua morte.Essa espécie possui grande mobilidade, desta forma em períodos chuvosos e com incidência de trovões, principalmente durante a noite, apresenta uma taxa de fulga muito superior a Eisenia foetida.


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